Entrada de navio com petróleo russo em Cuba concretiza ação solidária e põe em xeque estratégia agressiva de Washington
A entrada de um navio carregado com petróleo russo na zona econômica exclusiva de Cuba concretiza uma ação solidária e representa a primeira importação do insumo pelo país caribenho em mais de dois meses.
De acordo com informações publicadas pelo jornal mexicano La Jornada, com base em dados de rastreamento marítimo e em reportagem do The New York Times, o governo dos Estados Unidos autorizou a chegada do petroleiro russo a Cuba, apesar das sanções em vigor. O navio Anatoly Kolodkin partiu do porto russo de Primorsk transportando cerca de 650 mil barris de petróleo bruto, segundo dados das plataformas Marine Traffic e LSEG. Já a reportagem do New York Times menciona que a carga pode chegar a 730 mil barris. A embarcação, que está sob sanções americanas, entrou na zona econômica exclusiva cubana no domingo e tem previsão de atracar na ilha até terça-feira (31), caso mantenha a rota atual.
A movimentação ocorre após um período de forte restrição no fornecimento de petróleo à ilha. Desde janeiro, o governo de Donald Trump havia bloqueado completamente as remessas de petróleo destinadas a Cuba, como forma de pressionar Havana.
Paralelamente, Washington teria suspendido temporariamente sanções contra a Rússia com o objetivo de facilitar o fluxo global de petróleo bruto. A medida ocorre em um contexto de instabilidade no mercado energético, agravado por ações militares dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, que impactaram a oferta internacional.
Apesar da autorização pontual para a chegada do navio, ainda não há clareza sobre se a decisão representa uma mudança mais ampla na política de bloqueio ou se se trata de uma exceção específica. A possível retomada do fornecimento de petróleo pode ter implicações relevantes para a economia cubana.
Fonte: Brasil 247
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