
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, justificou seu voto favorável ao projeto de lei 896 de 2023, conhecido como PL da Misoginia, afirmando que a votação foi uma “armadilha do PT”. O projeto propõe incluir a misoginia na Lei de Racismo, tornando mais rigorosas as penas para crimes motivados por discriminação contra mulheres.
Flávio argumentou que a proposta é “subjetiva” e pode impactar negativamente a liberdade de expressão, especialmente nas redes sociais, e afirmou que a Câmara dos Deputados, onde o texto ainda precisa ser aprovado, pode fazer modificações no projeto.
Em entrevista durante um evento no Texas, o senador disse que votou favoravelmente ao PL devido à falta de espaço para alterar o texto no Senado, onde ele foi aprovado por unanimidade. Ele ainda declarou que, em ano eleitoral, o PT estaria usando a proposta para prejudicar sua imagem diante do eleitorado feminino. Flávio acredita que o projeto pode ser um “circo armado” pelo PT para associá-lo a uma postura contra os direitos das mulheres.
A reação ao voto favorável de Flávio foi negativa dentro da ala bolsonarista, com aliados como o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) manifestando oposição ao PL. Ferreira criticou o projeto e afirmou que a Câmara dos Deputados deveria “derrubar essa loucura”. O PL da Misoginia, relatado pela senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), propõe que atos de misoginia sejam tratados com o mesmo rigor legal dos crimes de racismo, com penas mais severas e a classificação como crimes inafiançáveis e imprescritíveis.
Flávio, que busca reduzir sua rejeição junto ao eleitorado feminino, enfrentou críticas pelo voto favorável ao PL, que é visto por muitos como um risco à liberdade de expressão. Em sua defesa, o senador insistiu que a aprovação do projeto não deveria ser associada à sua postura política e afirmou que, caso a proposta seja aprovada pela Câmara, ele espera que a lei seja revista antes de ser sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Além do voto favorável ao PL da Misoginia, Flávio Bolsonaro tem abordado temas como o combate ao feminicídio e pretende melhorar sua imagem entre as mulheres, um eleitorado em que ele enfrenta dificuldades. Pesquisas recentes apontam que 54% das mulheres têm receio da eleição de Flávio, enquanto o presidente Lula aparece com uma aprovação maior entre esse grupo.
Fonte: DCM
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