terça-feira, 3 de março de 2026

165 meninas assassinadas por Trump e Netanyahu são enterradas no Irã

Multidão participa de funeral coletivo em Minab por vítimas de ataque que as autoridades iranianas atribuem a ofensiva dos Estados Unidos e de Israel

       165 meninas assassinadas por Trump e Netanyahu são enterradas no Irã (Foto: Reprodução/X)

Milhares de pessoas participaram nesta semana de um funeral coletivo na cidade de Minab, no sul do Irã, em homenagem às ao menos 168 crianças e 14 professoras mortas em um ataque dos Estados Unidos e de Israel contra uma escola primária feminina no sábado (28). As informações foram divulgadas por autoridades iranianas e repercutidas por agências internacionais.

O bombardeio atingiu uma escola frequentada por meninas, algumas com apenas 7 anos de idade. Imagens divulgadas mostram uma multidão reunida em torno de pequenos caixões cobertos com a bandeira iraniana, enquanto orações eram entoadas em memória das vítimas. Familiares e moradores carregavam fotografias das crianças mortas, em cenas que evidenciam o impacto humano do episódio em meio à escalada do conflito.

Embora ainda haja poucos detalhes individuais sobre as vítimas, a Sociedade do Crescente Vermelho no Irã (IRCS) informou que pelo menos 780 pessoas morreram em 153 localidades do país desde o início dos ataques recentes. Desde sábado, ao menos 176 crianças iranianas morreram em decorrência da guerra, elevando o total de mortos no país para pelo menos 787, segundo a entidade.

Nesta terça-feira (3), o alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, cobrou uma apuração rigorosa do caso. Ele defendeu uma investigação “rápida, imparcial e completa” sobre o bombardeio e alertou que “ataques indiscriminados” configuram “graves violações” do direito internacional humanitário.

A manifestação ocorreu após o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, responsabilizar publicamente os Estados Unidos e Israel pelas mortes. Em publicação na rede social X, acompanhada por uma imagem de covas recém-abertas, o chanceler afirmou: “Estas são covas sendo abertas para mais de 160 meninas inocentes que foram mortas no bombardeio americano-israelense de uma escola primária. Seus corpos foram dilacerados”.

O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, foi morto em ataques também no sábado. O país é comandado interinamente pelo aiatolá Alireza Arafi, enquanto líderes religiosos discutem a sucessão. O processo é conduzido pela Assembleia dos Peritos, composta por 88 aiatolás do islamismo xiita.

Ainda nesta terça-feira, a Assembleia dos Peritos foi atingida por bombas israelenses, segundo informaram as Forças de Defesa de Israel (IDF). Até o momento da publicação desta reportagem, não havia informações sobre aiatolás mortos ou feridos.

Fonte: Brasil 247 com informações divulgadas por autoridades iranianas e repercutidas por agências internacionais

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