Governistas pedem anulação de votação que autorizou sigilos bancário, fiscal e telemático do filho do presidente
Plenário da Câmara dos Deputados durante sessão conjunta do Congresso Nacional destinada à deliberação dos Projetos de Lei do Congresso Nacional n°s 4, 6 a 11, 13, 15 (PLOA 2026), 16, 18 a 28 e 32, todos de 2025. Mesa: presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (União-AP), conduz sessão. Foto: Carlos Moura/Agência Senado (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), informou que pretende analisar o pedido apresentado por parlamentares da base do governo para anular a votação que autorizou a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS a quebrar os sigilos bancário, fiscal e telemático de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. “Estou querendo decidir. Vou ouvir a advocacia”, disse Alcolumbre, segundo o G1. As informações foram divulgadas pelo portal G1.
A declaração foi feita após parlamentares governistas recorrerem ao comando do Senado após a comissão aprovar a medida em votação simbólica, procedimento em que a contagem ocorre de forma visual, sem registro nominal de votos.
⊛ Votação simbólica gera controvérsia
De acordo com o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), suplentes não teriam direito a voto na deliberação. No momento da votação, os parlamentares favoráveis deveriam permanecer sentados, enquanto os contrários precisariam se levantar. Ao anunciar o resultado, Viana contabilizou sete votos contrários, desconsiderando os suplentes.
A base governista sustenta que detinha maioria no colegiado e questiona a condução da sessão. O pedido encaminhado a Alcolumbre busca a anulação da decisão que autorizou a quebra dos sigilos.
⊛ Mensagens apreendidas pela PF ampliam debate
Fábio Luís passou a ser citado por parlamentares da oposição após a Polícia Federal apreender mensagens trocadas entre o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e a empresária Roberta Luchsinger. Segundo as investigações, haveria possíveis referências a ele nas conversas.
Roberta Luchsinger, apontada como amiga de Lulinha, teria recebido pagamentos de Antunes para atuar junto a órgãos da área de saúde na comercialização de produtos à base de cannabis medicinal. Ela foi alvo de operação da Polícia Federal e afirma que não houve irregularidades em sua relação com Antunes.
Fonte: Brasil 247 com informações divulgadas pelo portal G1
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