terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Jogador da Seleção Brasileira manda recado a Carlo Ancelotti: 'pouco tempo'

O técnico está na Espanha, onde o brasileiro Caio Henrique terá um duelo contra o Real Madrid

     Técnico Carlo Ancelotti (Foto: REUTERS/Ricardo Moraes)

Lateral-esquerdo do Monaco (França), o brasileiro Caio Henrique afirmou que jogos como o desta terça-feira (20) contra o Real Madrid, servem como vitrine para ser convocado pelo treinador da Seleção Brasileira Carlo Ancelotti, especialmente com a proximidade das próximas convocações.

Presente nas últimas listas do Brasil, Caio Henrique ressaltou que Ancelotti esteve em Madri no último sábado (17) e acompanhou a vitória do Madrid por 2 a 0 sobre o Levante. Não existe confirmação da presença do técnico italiano na partida desta terça, que ocorre no estádio Santiago Bernabéu, em partida válida pela sétima rodada da fase de liga da Champions League.

“A gente sabe que o Mister (Ancelotti) está aqui em Madri, então é possível que ele acompanhe o jogo. Mas, no geral, os jogos de Champions League sempre são observados, a gente sabe da importância que esse tipo de jogo tem”, disse o jogador, conforme relato do Globo Esporte.
caio-henriqueCaio Henrique. Foto: Vitor Silva/CBF
“Com certeza vai ter alguém observando, alguém analisando, e a gente sabe que falta pouco tempo para a Copa do Mundo. Pouco tempo também para as próximas convocações. Quem estiver jogando e jogando bem, tem grandes chances de ser chamado”.

O time francês ocupa a 19ª colocação após seis jogos, fruto de duas vitórias, três empates e uma derrota. Foram sete gols marcados e oito sofridos.

Em sétimo lugar, o Madrid tenta assegurar classificação direta entre os oito primeiros da fase de liga e aparece na sétima posição, com 12 pontos em seis partidas - quatro vitórias e duas derrotas, com 13 gols e sete contra.

Fonte: Brasil 247

Condenada pelo STF, Zambelli pede troca de juízes em processo de extradição na Itália

Decisão sobre o caso foi adiada para fevereiro

Carla Zambelli (Foto: Reprodução/Twitter)

A defesa da ex-deputada federal de extrema direita Carla Zambelli (PL-SP) informou que solicitará a substituição do colegiado responsável por analisar o pedido de extradição apresentado pelo Brasil à Justiça italiana. A iniciativa ocorre após novo adiamento da decisão, agora prevista para fevereiro, no processo que tramita na Itália. As informações são do InfoMoney.

☉ Processo acumula sucessivos adiamentos

O caso da extradição se arrasta desde 2025, com sucessivos adiamentos provocados por remarcações de audiências e por uma paralisação do Judiciário italiano. Na sessão mais recente, os magistrados examinaram argumentos apresentados pelos advogados de Zambelli e documentos encaminhados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que formalizou o pedido de extradição. Após essa etapa, a defesa decidiu pedir a troca dos juízes que compõem o colegiado responsável pelo julgamento.

Segundo os advogados italianos da ex-deputada, os magistrados não reuniriam as condições necessárias de imparcialidade para conduzir o processo. Caso o pedido seja aceito pela Justiça italiana, a análise do pedido de extradição retornará ao estágio inicial, com reabertura do processo desde a primeira apreciação do caso.

☉ Condenações no Brasil

Carla Zambelli foi condenada pelo STF em dois processos distintos. No primeiro, recebeu pena de 10 anos de prisão pelos crimes de invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e falsidade ideológica, em ação realizada em parceria com o hacker Walter Delgatti Neto.

Na segunda condenação, a ex-deputada foi sentenciada a 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma e perseguição armada contra um jornalista em 2022, durante o período eleitoral.

☉ Estratégia da defesa

De acordo com o advogado Fábio Pagnozzi, que representa Zambelli, a ex-parlamentar prefere permanecer sob custódia na Itália caso a Justiça local reconheça a existência de crimes equivalentes no ordenamento jurídico italiano. A avaliação da defesa é de que o cumprimento de eventual pena no país europeu seria juridicamente mais favorável.

Os advogados também alegam que a transferência para o Brasil representaria risco à integridade física de Zambelli, em razão de sua atuação parlamentar anterior. A defesa cita especificamente a possibilidade de cumprimento de pena na Penitenciária Feminina de Brasília.

Fonte: Brasil 247 com informações do InfoMoney

Flávio diz que Bolsonaro descarta 2026 e aposta na reeleição de Tarcísio

Senador afirma que governador ouvirá do ex-presidente que foco deve ser São Paulo, considerado peça-chave da estratégia bolsonarista para derrotar o PT

Tarcísio de Freitas e Flávio Bolsonaro (Foto: Pablo Jacob /Governo do Estado de SP | Jefferson Rudy/Agência Senado)

A visita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, a Jair Bolsonaro marcará mais do que um reencontro após a prisão do ex-presidente. De acordo com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o encontro servirá para deixar claro que uma candidatura presidencial de Tarcísio em 2026 não está no horizonte e que a reeleição no comando do Palácio dos Bandeirantes é tratada como prioridade política.

Em entrevista ao jornal O Globo, Flávio afirmou que Bolsonaro pretende reforçar pessoalmente o papel central de São Paulo na estratégia do grupo. “Tarcísio vai ouvir da boca de Bolsonaro que está fazendo um grande trabalho como governador de São Paulo e que sua reeleição é fundamental para a estratégia nacional de derrotar o PT. Eleições presidenciais estão descartadas para ele”, disse o senador.

Segundo Flávio, o encontro terá também um caráter afetivo. Ele destacou a relação próxima entre o governador e o ex-presidente, mantida mesmo após a prisão. “Tarcísio gosta muito do Bolsonaro e sempre pergunta como ele está”, afirmou.

A visita foi autorizada nesta terça-feira pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), e ocorrerá na próxima quinta-feira. Será a primeira conversa entre os dois desde a prisão preventiva de Bolsonaro, no fim de novembro, quando ele passou a cumprir pena.

O encontro acontece em meio a disputas internas na direita após Bolsonaro indicar Flávio como pré-candidato ao Planalto, em dezembro. Apesar de reiterar apoio ao senador, Tarcísio tem buscado manter diálogo com o bolsonarismo e com o STF, inclusive ao defender a possibilidade de prisão domiciliar para o ex-presidente, que está detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, o “Papudinha”, onde todas as visitas dependem de autorização judicial.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Lula diz que governo Bolsonaro levou os 'cassinos para dentro das casas' da população

Presidente diz que avanço das bets ocorreu sem fiscalização adequada

        O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (20) que a expansão das apostas online no Brasil teve impacto direto sobre a rotina das famílias e atingiu, inclusive, crianças e adolescentes. Em discurso durante evento de entrega entrega de 1.276 unidades habitacionais do Empreendimento Junção, em Rio Grande, no Rio Grande do Sul, dentro do Programa Minha Casa, Minha Vida, o chefe do Executivo responsabilizou o governo Jair Bolsonaro (PL)pelo avanço das bets sem controle do Estado.

“Sou católico, e também os evangélicos, por muito tempo fomos contra jogos de azar, como o jogo do bicho, que até hoje é crime, mas todos jogam. Sempre fomos contra cassinos, sob o argumento de que é jogo de azar. O que aconteceu? Eles levaram o cassino para dentro da nossa casa, para nossos filhos utilizarem no telefone e fazerem jogatina… Estamos criando algoritmos, números, e não humanos”, disse Lula.

◉ Falta de regulação no governo Bolsonaro

O discurso do presidente está alinhado à posição adotada pela equipe econômica do governo federal. O Ministério da Fazenda sustenta que o crescimento acelerado do setor ocorreu sem que houvesse cobrança adequada de tributos durante o governo Bolsonaro.

Em outubro do ano passado, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, criticou a ausência de tributação sobre as empresas de apostas. “O governo anterior, como vocês sabem, não cobrou os impostos devidos pelas bets. Toda atividade econômica tem que ser tributada, independentemente da regularização”, disse Haddad na ocasião. 

◉ Impacto no futebol, na publicidade e na economia

Na última sexta-feira (16), segundo o jornal O Estado de São Paulo, Lula voltou a abordar o tema ao afirmar que os cassinos online e as bets estão “tomando conta” do futebol, da publicidade e estimulam práticas de corrupção. Ao lado do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, o presidente mencionou a atuação da autoridade monetária para ampliar a arrecadação do setor.

“O cassino entrou nas casas da gente para a criança de dez anos pegar o telefone do pai e jogar, com essa quantidade de bets que foram criadas aí, que está tomando conta do futebol, da publicidade e da corrupção, porque vocês estão vendo o trabalho do Banco Central tentando fazer com que essa gente pague, pelo menos, imposto no nosso País”, disse Lula.

◉ Tributação das bets e arrecadação bilionária

Em dezembro de 2025, Lula sancionou um projeto de lei que reduziu benefícios fiscais em 10% e ampliou a tributação das apostas online a partir deste ano. A estimativa do governo é de arrecadar R$ 22,45 bilhões em 2026. A alíquota sobre as bets passará de 12% para 15%, de forma escalonada até 2028.Paralelamente, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) iniciou, em 2024, o bloqueio de sites de apostas considerados irregulares, medida que atingiu mais de 2 mil plataformas.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Estado de S. Paulo

Evangélicos resistem a Flávio Bolsonaro e defendem chapa Tarcísio-Michelle

Lideranças evitam apoio público e veem aliança Tarcísio-Michelle como mais competitiva

Caso Flávio Bolsonaro: Ministério Público quebra sigilo de tesoureiras do PSL do Rio (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, tem ampliado sua presença no meio evangélico na tentativa de se consolidar como principal elo do bolsonarismo com esse eleitorado. Apesar do aumento do diálogo e de contatos frequentes com pastores influentes, a movimentação esbarra em uma postura predominante de cautela: há abertura para conversas reservadas, mas resistência a qualquer gesto público que sinalize apoio antecipado.

Segundo o jornal O Globo, lideranças religiosas avaliam que Flávio ainda não reúne densidade política suficiente para liderar o campo conservador em 2026. Essa leitura tem levado parte expressiva do segmento a discutir uma alternativa considerada mais competitiva, formada pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) como vice.

◎ Cautela religiosa e limites ao projeto de Flávio

Nos bastidores, pastores relatam que a disposição é preservar o vínculo com o ex-presidente Jair Bolsonaro, sem assumir o custo político de uma sucessão antecipada. A estratégia dominante é manter canais abertos com diferentes atores do bolsonarismo, aguardando um consenso mais amplo antes de qualquer definição.

Flávio tem buscado ampliar sua interlocução participando de eventos religiosos e investindo em contatos diretos com lideranças de alcance nacional, capazes de abrir portas em denominações com forte capilaridade. A expectativa era de que esses diálogos funcionassem como atalhos para redes mais amplas do eleitorado evangélico, o que, até agora, não se concretizou.

◎ Força da alternativa Tarcísio-Michelle

A defesa da chapa Tarcísio-Michelle ganhou força após a atuação conjunta dos dois no Supremo Tribunal Federal em torno do pedido de prisão domiciliar de Bolsonaro. Entre lideranças religiosas, o gesto foi interpretado como sinal de coordenação política e de busca por uma saída sustentável para o grupo.

Interlocutores apontam que a transferência do ex-presidente para a Papuda reforçou a imagem de Michelle como ponte com a base bolsonarista e de Tarcísio como um nome com menor rejeição e maior capacidade de diálogo fora do núcleo mais duro do movimento.

◎ Tentativas de aproximação e respostas frias

Entre as investidas do senador, uma das mais relevantes foi a tentativa de aproximação com o pastor Silas Malafaia. Segundo pessoas informadas sobre o diálogo, Flávio buscou marcar um jantar para estruturar um canal mais direto, mas a iniciativa não avançou. A avaliação é que houve disposição para conversar, mas sem qualquer sinal de endosso.

Em conversa relatada por interlocutores, Malafaia foi direto ao expor sua avaliação eleitoral. “Já disse para ele: você não tem musculatura para enfrentar isso. Se nós queremos vencer e derrotar Lula e PT, o Tarcísio é o nome que tem capilaridade”, afirmou o pastor. Na mesma conversa, ele sustentou que, para o segmento evangélico e o eleitorado conservador, a composição mais viável seria Tarcísio com Michelle Bolsonaro.

Tentativas semelhantes com o pastor Samuel Ferreira, da Assembleia de Deus Madureira, e com lideranças próximas à Universal do Reino de Deus seguiram o mesmo padrão: diálogo aberto, mas sem adesão política.

◎ Apoios discretos e articulações em curso

Diante das dificuldades com caciques religiosos de projeção nacional, aliados afirmam que Flávio passou a operar em duas frentes. Uma delas é insistir na presença junto às igrejas, buscando consolidar sua imagem como interlocutor do bolsonarismo. A outra é estruturar um ambiente próprio em Brasília, apoiado em lideranças mais próximas.

Nesse contexto, o bispo JB Carvalho, da Comunidade das Nações, é apontado como o apoio mais concreto até agora, oferecendo não apenas acolhimento religioso, mas também disposição para ajudar o senador a circular e abrir portas.

Outro nome citado é o do bispo Robson Rodovalho, da Sara Nossa Terra, conselheiro espiritual do núcleo de Bolsonaro. A aproximação com Flávio, porém, ainda é inicial.

“Ainda não foi na minha igreja. Combinamos de falar depois do dia 25 de janeiro. Ele é bem-vindo”, disse Rodovalho. O bispo ponderou que o cenário segue aberto e defendeu cautela. “Defendo que caminhamos juntos até encontrar um ponto de equilíbrio e de acordo comum. O segmento pode não se dividir. Está muito cedo para declarar apoio”, concluiu.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

MST articula com o PT 18 candidaturas a deputado nas eleições

Movimento apresenta lista com nomes para assembleias e Câmara em 13 estados e busca ampliar presença parlamentar

       Encontro de Edinho Silva com membros do MST (Foto: Divulgação)

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) definiu uma estratégia eleitoral que prevê o lançamento de 18 candidaturas a deputado nas próximas eleições, todas com filiação ao PT. Do total, 12 concorrerão a vagas nas assembleias legislativas estaduais e seis disputarão cadeiras na Câmara dos Deputados, distribuídas por 13 estados do país, informa a Folha de São Paulo.

A relação de nomes foi apresentada por dirigentes do MST ao presidente nacional do PT, Edinho Silva, durante o 14º Encontro Nacional do movimento, realizado na segunda-feira (19), em Salvador, na Bahia. No encontro, o comando petista se comprometeu a apoiar as candidaturas e a colaborar com o fortalecimento da atuação dos movimentos populares no processo eleitoral.

Atualmente, o MST conta com três deputados federais, todos filiados ao PT: Valmir Assunção, pela Bahia; João Daniel, por Sergipe; e Marcon, pelo Rio Grande do Sul. A nova lista de candidatos faz parte de um esforço para ampliar essa bancada no Congresso Nacional, alinhado à estratégia de partidos de esquerda de reforçar sua representação na Câmara dos Deputados em um eventual quarto governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Dentro desse plano, parlamentares que hoje exercem mandato como deputados estaduais devem tentar a migração para a esfera federal. Um dos nomes citados é o de Rosa Amorim, de 29 anos, deputada estadual em Pernambuco. Ligada ao MST, ela também construiu trajetória no movimento estudantil e em organizações de defesa dos direitos da população negra e de pessoas LGBTQIA+. A parlamentar deverá disputar uma vaga de deputada federal em outubro.

Além das candidaturas vinculadas diretamente ao PT, o MST também trabalha com a possibilidade de lançar nomes filiados a outras siglas do campo da esquerda, ampliando o leque de alianças políticas para o próximo pleito.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

Moraes autoriza Tarcísio a visitar Bolsonaro na Papudinha

Decisão atende a um pedido dos advogados de defesa de Bolsonaro

Tarcísio de Freitas participa de evento em apoio a Jair Bolsonaro, em São Paulo - 07/09/2025 (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (20) a visita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ao ex-presidente preso Jair Bolsonaro, atualmente no presídio da Papudinha, no Distrito Federal. Bolsonaro foi condenado, pelo STF, a 27 anos e três meses por liderar a trama golpista após as eleições de 2022.

Na decisão, Moraes autoriza Tarcísio a visitar o ex-presidente preso na quinta-feira (22), das 8h às 10h. "Dessa forma, AUTORIZO AS VISITAS requeridas, nos termos da Portaria SEAP/SINJ/DF nº 200, de 11 de julho de 2022: (i) Quinta-feira, dia 22/1/2026, das 8h às 10h: Tarcísio Gomes de Freitas, CPF nº 180.777.838-05; (ii) Quarta-feira, dia 28/1/2026, das 8h às 10h: Diego Torres Dourado, CPF nº 018.523.271-03; e (iii) Quinta-feira, dia 29/1/2026, das 8h às 10h: Bruno Scheid, CPF nº 750.710.022-72", diz o documento.

A decisão atende a um pedido dos advogados de defesa de Bolsonaro e destaca que as visitas devem ocorrer sob restrições estabelecidas pelo STF.

Fonte: Brasil 247

CPI do INSS pede ao STF devolução de provas do caso Master

Pedido questiona retenção de documentos sobre fraudes em consignados e afirma que decisão judicial trava investigações do Congresso

      Daniel Vorcaro (Foto: Reprodução)

Integrantes da CPI do INSS acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) para solicitar a devolução dos documentos obtidos a partir das quebras de sigilo bancário, fiscal e telemático do ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro. O material foi aprovado pela comissão em dezembro de 2025, mas acabou retirado do alcance dos parlamentares por decisão liminar do ministro Dias Toffoli e permanece sob guarda da Presidência do Senado, sem prazo para liberação. As informações são do Jornal O Globo.

O pedido foi encaminhado ao ministro André Mendonça, relator das investigações sobre o INSS no STF, e é assinado por parlamentares do Novo e da oposição, entre eles o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), líder do partido na Câmara, o senador Rogério Marinho (PL-RN) e o senador Eduardo Girão (Novo-CE). No requerimento, os congressistas sustentam que a retenção das provas compromete diretamente o andamento das apurações conduzidas pelo Legislativo.

— Não há investigação séria possível quando provas produzidas legalmente por uma CPI são retiradas do seu alcance e ficam bloqueadas por tempo indefinido — afirmou Marcel van Hattem. Segundo ele, a decisão de Toffoli representa uma interferência indevida do Judiciário nas prerrogativas do Congresso e esvazia o papel constitucional do Legislativo.

Os documentos em disputa dizem respeito às quebras de sigilo aprovadas pela CPI do INSS no contexto das investigações sobre fraudes em empréstimos consignados concedidos a aposentados e pensionistas. Os requerimentos incluíram pedidos de relatórios de inteligência financeira ao Coaf e chegaram a ser enviados à comissão antes de serem recolhidos por determinação do STF, que manteve as quebras válidas, mas retirou temporariamente o material do colegiado.

A pressão pela devolução ganhou força após declarações do presidente do INSS, Gilberto Waller, de que o Banco Master teria concedido cerca de 254 mil empréstimos consignados com indícios de fraude. Para os parlamentares, a informação reforça a dimensão do esquema investigado e a necessidade de acesso às provas para identificar responsabilidades e dimensionar os prejuízos aos beneficiários.

Além da devolução dos documentos, os congressistas pedem autorização para o compartilhamento, com a CPI do INSS, das informações já reunidas pela Polícia Federal nas investigações sobre o banco. A ofensiva ocorre enquanto a comissão se prepara para retomar os trabalhos em fevereiro e discute a prorrogação do prazo por mais 60 dias, em meio a um ambiente de tensão entre Congresso e Judiciário e à mobilização de outras frentes parlamentares para acompanhar o caso.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Lula dá o tom da campanha eleitoral: "transformar 2026 no ano da comparação"

Presidente defende balanço entre governos e afirma que disputa política deve confrontar resultados concretos

Entidades (RS) - 20/01/2026 - Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante cerimônia de entrega de 1.276 unidades habitacionais do Empreendimento Junção Rio Grande, no âmbito do Programa Minha Casa, Minha Vida. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sinalizou nesta terça-feira (20) a linha central que pretende adotar no debate político nas eleições de 2026. Ao discursar em um evento de entrega de unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida, em Rio Grande (RS), Lula defendeu que este ano seja marcado por uma comparação direta entre os resultados de sua gestão e os governos que o antecederam.

O posicionamento foi expresso durante discurso público do presidente Lula no evento no Rio Grande do Sul, no qual ele fez um balanço político do atual governo e projetou o enfrentamento eleitoral futuro. Segundo o presidente, após um período de reconstrução nacional, o momento agora é de apresentar resultados concretos à população. “Depois de dois anos de reconstrução, a gente começou a preparar a terra e a plantar. Passamos o ano inteiro de 2025 recuperando este país, plantando as coisas, cuidando da terra, colocando fertilizantes, e agora vamos começar a colheita”, afirmou.

Lula destacou que a comparação proposta deve envolver áreas centrais da ação do Estado e confrontar diretamente os indicadores de sua gestão com os dos governos de Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL). “Precisamos transformar o ano de 2026 no ano da comparação. Vamos pegar a data em que foi feito o impeachment da Dilma em 2016, vamos pegar o governo Temer e o governo Bolsonaro. E vamos fazer uma comparação. O que nós fizemos em três anos com o que eles fizeram em sete anos”, declarou.

O presidente enumerou setores que, segundo ele, devem ser analisados nesse confronto de resultados. “Vamos fazer uma comparação na educação, na saúde, nas rodovias, nas casas, na concessão de títulos para as pessoas, nas terras indígenas, nas terras quilombolas, no Prouni. Nós vamos comparar cada coisa que fizemos em três anos comparado com o deles”, disse, ao defender que o debate eleitoral se baseie em dados objetivos.

Durante o discurso, Lula também fez críticas duras ao que classificou como disseminação sistemática de desinformação no país. Para ele, a política brasileira precisa romper com práticas baseadas em notícias falsas e ataques pessoais. “É preciso acabar com a era da mentira nesse país. Não é possível esse país estar subordinado à leviandade da mentira de pessoas que não têm respeito às crianças, às mulheres, às pessoas idosas e acham que pode ficar mentindo 24 horas por dia na internet”, afirmou.

O presidente relatou ainda experiências pessoais recentes para ilustrar como, segundo ele, declarações são retiradas de contexto e manipuladas nas redes sociais. “Eles querem pegar uma ou duas palavras minhas para que possam distorcer e mandar para o mundo da internet. E nós não temos que aceitar esse tipo de coisa. Temos que começar a divulgar a verdade, para que a gente possa convencer aquelas pessoas que passam o dia inteiro no celular”, disse.

Lula ainda afirmou que a decisão final caberá ao eleitorado, mas reforçou que não aceitará a normalização do que considera práticas degradantes no debate público. “Depois de fazer a comparação, o povo vai decidir o que ele quer para esse país. Mas eu não vou, enquanto eu for vivo, permitir que o povo brasileiro esteja subordinado à leviandade, à mentira, à grosseria e à falta de respeito”, concluiu, ao atribuir à sociedade como um todo a responsabilidade pela qualidade do ambiente político nacional.

Fonte: Brasil 247

Justiça italiana adia decisão sobre extradição de Carla Zambelli

Corte de Apelação de Roma deve retomar análise do pedido do governo brasileiro em fevereiro

Brasília - 24/09/2025 - Reunião da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara para ouvir a deputada federal Carla Zambelli (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

A Corte de Apelação de Roma decidiu adiar novamente a conclusão do julgamento do pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli, solicitado pelo governo brasileiro. A análise do processo deve ser retomada na primeira quinzena de fevereiro, após os magistrados não conseguirem finalizar o exame do caso na sessão mais recente. As informações são da coluna da jornalista Malu Gaspar, de O Globo.

O julgamento estava previsto para 18 de dezembro, mas acabou sendo adiado a pedido da defesa, que solicitou mais tempo para analisar e se manifestar sobre documentos enviados pelas autoridades brasileiras à Justiça italiana.

⊛ Julgamento é adiado a pedido da defesa

De acordo com uma fonte que acompanha o processo, não houve tempo suficiente para que a Corte de Apelação concluísse nesta terça-feira (20) a análise do material apresentado. Desde julho do ano passado, Zambelli está presa no complexo penitenciário de Rebibbia, nos arredores de Roma, onde aguarda a decisão da Justiça italiana. Independentemente do resultado na Corte de Apelação, a decisão ainda poderá ser contestada junto à Corte de Cassação da Itália, que funciona como a última instância do Judiciário do país.

⊛ Governo brasileiro detalha sistema prisional

Para reforçar o pedido de extradição, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva encaminhou às autoridades italianas informações sobre a unidade prisional onde Zambelli cumpriria pena caso fosse entregue ao Brasil, além de dados sobre as condições gerais do sistema prisional feminino.

Segundo a documentação enviada pelo Itamaraty, a ex-deputada seria encaminhada à Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia. O material informa que internas do regime fechado, semiaberto e presas provisórias ficam separadas por “blocos distintos, assegurando a não convivência entre internas de regimes diversos”.

⊛ CNJ aponta boas condições da Penitenciária Feminina do DF

A inspeção mais recente do Conselho Nacional de Justiça, realizada em agosto do ano passado, classificou como “boas” as condições da unidade, localizada na região administrativa do Gama, a cerca de 35 quilômetros do centro de Brasília.

A Vara de Execuções Penais do Distrito Federal informou que a Colmeia “adota rotinas institucionais de monitoramento e prevenção de violação de direitos, com inspeções periódicas dos órgãos de controle e mecanismos internos de supervisão”. O documento acrescenta que “nunca houve rebelião na PFDF” e que, no sistema masculino, o último episódio desse tipo ocorreu em 2001.

⊛ Ministério Público italiano apoia extradição

O Ministério Público da Itália já deu parecer favorável à extradição de Zambelli. Segundo o órgão, não há indícios de perseguição política nem de cerceamento do direito de defesa no processo que resultou em sua condenação unânime pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em maio do ano passado.

No entendimento do MP italiano, as decisões do Judiciário brasileiro se basearam em “múltiplas provas” consistentes, como documentos apreendidos e gravações telefônicas, o que afastaria qualquer fundamento para a tese de perseguição política. O parecer também afirma que o pedido atende aos requisitos do direito processual italiano e às disposições do Tratado de Extradição entre Brasil e Itália.

O procurador Erminio Carmelo Amelio observou ainda que Zambelli é “apenas formalmente cidadã italiana”. “Ela não reside na Itália, não está integrada ao tecido social, não tem seu centro de interesses de qualquer espécie na Itália (muito pelo contrário: ela é deputada federal no Brasil)”, afirmou no documento enviado à Justiça italiana antes da renúncia ao mandato.

⊛ Prisão na Itália

Zambelli deixou o Brasil em 24 de maio do ano passado pela fronteira com a Argentina, em Foz do Iguaçu, onde não há controle migratório. De Buenos Aires, seguiu para a Flórida, nos Estados Unidos, em um voo comercial. No início de junho, embarcou para Roma, acreditando estar protegida por possuir cidadania italiana.

Horas depois de sua chegada à Itália, seu nome foi incluído na lista vermelha da Interpol. Após mais de um mês com o paradeiro desconhecido, ela foi localizada e presa em julho, permanecendo detida enquanto a Justiça italiana avalia o pedido de extradição apresentado pelo Brasil.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Alexandre de Moraes dá aval para criar praia de nudismo em Balneário Camboriú


Pessoas nuas na Praia do Pinho, em Balneário Camboriú. Foto: reprodução

O desembargador Alexandre de Moraes da Rosa, do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, expediu um salvo-conduto coletivo para garantir que adeptos do naturismo frequentem a Praia do Pinho, em Balneário Camboriú, sem ameaça de prisão. A decisão, de sexta-feira (16), determina que autoridades se abstenham de efetuar prisões por crimes de desobediência ou ato obsceno relacionados à prática no local até o julgamento final do habeas corpus.

O pedido foi impetrado pela Federação Brasileira de Naturismo, que contestou lei municipal de 2025 que proíbe o naturismo na praia. O desembargador ponderou que o salvo-conduto “não implica autorização administrativa, e sim a liminação de que autoridades utilizem tipos penais abertos para restringir indevidamente a liberdade”. O descumprimento da ordem pode gerar responsabilização administrativa, civil e penal.

A presidente da federação, Paula Silveira, classificou a liminar como “uma vitória”. Ela ressaltou que o salvo-conduto vale apenas para a faixa de areia e o mar, sendo proibido o naturismo em trilhas, estrada e estacionamento. A decisão foi tomada após a Vara Regional de Garantias da comarca ter indeferido o pedido em primeira instância.

Fonte: DCM

As perguntas absurdas que Moraes barrou na perícia médica de Bolsonaro

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em prisão domiciliar. Foto: Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), barrou, nesta segunda-feira (19), perguntas da defesa de Jair Bolsonaro (PL) sobre prisão domiciliar na perícia médica que será realizada para avaliar a situação do ex-presidente. A decisão do magistrado restringe o escopo do exame e mantém o foco técnico da avaliação solicitada à Polícia Federal, conforme informações da Folha de S.Paulo.

Moraes rejeitou seis quesitos apresentados pelos advogados de Bolsonaro — que, no total, indicaram mais de 40 perguntas. Segundo o ministro, as questões barradas “transbordam do objeto pericial, tendo em vista que demandam análise subjetiva da legislação, incabível à perícia médica”.

Entre os pontos vetados, estavam perguntas diretamente relacionadas à possibilidade de prisão domiciliar. Uma delas questionava: “O paciente [Bolsonaro] necessita de infraestrutura de saúde domiciliar complexa e contínua (uso de dispositivos, controle clínico frequente, suporte nutricional, prevenção de quedas, acesso hospitalar imediato), o que seria viável apenas em ambiente extra-hospitalar e domiciliar adequadamente estruturado?”.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sério
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: Reprodução

Objetivo da perícia e papel da PF


A Polícia Federal deverá responder se a permanência do ex-presidente na prisão representa “risco aumentado, concreto e previsível de agravamento” das doenças apontadas pela defesa e se a prisão domiciliar seria a alternativa mais adequada para preservar a vida, a integridade física e a dignidade humana.

Bolsonaro foi transferido recentemente para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, após quase dois meses na Superintendência da PF em Brasília.

Ao analisar as reclamações da defesa sobre as condições anteriores, Moraes afirmou que a mudança proporcionou melhores condições estruturais, como ampliação do tempo de visitas, acesso livre ao banho de sol e possibilidade de exercícios físicos, além da instalação de equipamentos para fisioterapia, como esteira e bicicleta.

Fonte: DCM com informações da Folha de S. Paulo

Viagem de Flávio Bolsonaro a Israel é bancada com recursos públicos


      O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vai a Israel em missão oficial bancado pelo Senado, em meio ao esforço de consolidar sua pré-candidatura à Presidência e ampliar pontes com a direita internacional. O parlamentar desembarca no país para participar de um evento sobre antissemitismo, com despesas custeadas pelos cofres públicos, conforme informações do Metrópoles.


Flávio foi convidado para palestrar ao lado do irmão Eduardo Bolsonaro (PL-SP), ex-deputado federal que teve o mandato cassado no ano passado.

A viagem foi autorizada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, em despacho de 22 de dezembro. No documento, Alcolumbre determinou que passagens aéreas, diárias e seguro-viagem do parlamentar sejam pagos pela Casa, conforme as regras internas para missões oficiais ao exterior.

Custos e cronograma

As normas do Senado permitem o custeio de viagens internacionais desde que o roteiro seja reconhecido como missão oficial e autorizado pela Presidência ou pelo plenário. Além das passagens, estão incluídos gastos com hospedagem, alimentação e deslocamentos. No início do ano, o Senado atualizou o valor das diárias no exterior para US$ 656,46.

Alcolumbre autorizou 12 dias de missão oficial para Flávio Bolsonaro, cobrindo as datas em que o senador informou participação em eventos em Israel, Bahrein e Emirados Árabes Unidos. No total, o parlamentar terá direito a receber quase US$ 7,9 mil — mais de R$ 42 mil — em diárias.

Até o momento, Flávio Bolsonaro não informou ao Senado os gastos com passagens aéreas. Pelas regras, a prestação de contas pode ser apresentada em até cinco dias úteis após o retorno. As diárias devem ser pagas antes do início da agenda em Israel, marcada para 26 de janeiro.

O evento e a agenda política

A conferência, endossada por integrantes do governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, contará com discurso do próprio premiê. No site oficial, a programação afirma tratar de “desafios permanentes” no combate aos ataques contra comunidades judaicas, como “teorias da conspiração antissemitas que prosperam na retórica dos movimentos políticos” e “como a imigração para a Europa levou a um aumento do antissemitismo”.

Apesar de estar em missão pelo Senado, a assessoria do parlamentar informou que a fala de Flávio será marcada por “diretrizes que pretende adotar em um eventual futuro governo” e pela ampliação das relações bilaterais estabelecidas durante o governo Bolsonaro.

Além de Flávio e Eduardo, o evento reunirá nomes da direita internacional, como o ministro da Justiça da Argentina, Mariano Cúneo Libarona, o premiê da Albânia, Edi Rama, e o embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee. O senador também deverá participar de um jantar de gala restrito a autoridades no dia 26.

Após Israel, a comitiva seguirá para o Bahrein, entre 28 de janeiro e 2 de fevereiro, e, na sequência, para os Emirados Árabes Unidos, de 3 a 6 de fevereiro.

Material de divulgação do evento da extrema-direita que reunirá, entre outros, Flávio Bolsonaro, Eduardo e Benjamin Netanyahu. Reprodução

Fonte: DCM com informações do Metrópoles

VÍDEO: Adversários de Lula são “acanhadinhos” e “tacanhos”, diz Haddad


O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em entrevista ao UOL. Foto: Reprodução

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ironizou possíveis adversários do presidente Lula (PT) nas eleições e afirmou que os nomes da direita cotados para disputar o Planalto são “muito acanhadinhos”. A declaração foi dada em entrevista ao UOL nesta segunda-feira (19).

Sem citar diretamente os adversários, Haddad fez referência a governadores da direita frequentemente mencionados como presidenciáveis, como Tarcísio de Freitas (Republicanos), Ronaldo Caiado (União), Ratinho Júnior (PSD) e Romeu Zema (Novo). Para o ministro, esses nomes não apresentam propostas capazes de posicionar o Brasil na nova organização geopolítica global.

Na avaliação de Haddad, o principal desafio futuro do país é justamente a geopolítica, que deveria ser o eixo central de um eventual plano de governo da candidatura petista à reeleição. O ministro citou preocupações do governo brasileiro com episódios internacionais recentes, como o ataque à Venezuela e o sequestro de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, ações repudiadas pelo Brasil.

“Na minha opinião, o grande tema é, diante da nova geopolítica internacional, qual é a pauta de desenvolvimento que o Brasil pode ter. Nesse particular, o Lula é meio insubstituível. Os adversários dele são muito acanhadinhos, não têm uma visão do que está acontecendo no mundo”, disse.

Ao criticar os projetos da oposição, Haddad afirmou: “É aquela velha agenda, vender estatal e congelar salário mínimo. É isso que eu vejo da parte desses governadores. Essa agenda não vai para frente como projeto de país”.

Para ele, Lula tem condições de conduzir o Brasil na nova ordem global ao ampliar parcerias internacionais. “Ele não está escolhendo parceiros, está promovendo novas parcerias. Está muito preocupado com o Brasil e está fazendo com que o Brasil não seja anexado, nem mentalmente, a nenhum bloco”, afirmou.
Visão “tacanha” da oposição

Haddad voltou a classificar a oposição como limitada do ponto de vista estratégico. “É uma visão muito pequena do Brasil, muito tacanha, um pessoal muito tacanho, sem traquejo para enfrentar o desafio internacional que está sendo colocado”, disse.

Em outro trecho, acrescentou: “Eu não vejo, da parte da oposição, ninguém que consiga transcender sequer a divisa do próprio estado”.

Ao comparar esse cenário com a liderança de Lula, Haddad afirmou que o contraste é evidente e ironizou: “Se for comparar o Lula com esse tipo de postura, vamos chegar onde? Daqui a pouco, estamos aqui com a Guarda Pretoriana tomando conta do país”.

Assista abaixo:

Fonte: DCM com informações do UOL

Cesta básica cai em todas as capitais do país no 2º semestre de 2025

Dados foram divulgados nesta terça-feira (20) pelo Dieese

📷FFermamdo Frazão/Agência Brasil

O preço da cesta básica de alimentos caiu em todas as 27 capitais brasileiras no acumulado do último semestre de 2025. As quedas oscilaram entre -9,08%, em Boa Vista (RR,) e -1,56%, em Belo Horizonte (MG).

Os dados, divulgados nesta terça-feira (20), são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Desde julho de 2025, a pesquisa engloba todas as 27 capitais do país. Anteriormente, o levantamento era feito apenas em 17.

Campeã em queda de preço entre as capitais, Boa Vista (RR) teve a redução de -9,08% no valor da cesta básica no último semestre do ano passado, com o preço passando de R$ 712,83 em julho de 2025, para R$ 652,1,4 em dezembro – R$ 60,69 menor.

A segunda capital com maior queda no período foi Manaus (AM), com diminuição de -8,12% no preço da cesta, de R$ 674,78 para R$ 620,42, ou seja, custo R$ 54,36 a menos. Fortaleza (CE) ocupa o terceiro lugar em diminuição do preço do conjunto de alimentos essenciais: queda de -7,90%, passando de R$ 738,09, em julho, para R$ 677, em dezembro, R$ 61,09 mais barata.

As capitais que tiveram menores baixas foram Belo Horizonte (MG), Macapá (AP) e Campo Grande (MS) com quedas de -1,56%, -2,10% e -2,16%, respectivamente, no acumulado do período.

Por regiões, Boa Vista (RR) lidera o cenário de baixa de preços não só nacionalmente, mas também no Norte, assim como Fortaleza (CE), ocupa não somente o terceiro lugar geral, mas também é campeã no Nordeste do país.

No Centro-Oeste, Brasília (DF), é a recordista em declínio de preço da cesta no período, com variação de -7,65% nos últimos seis meses de 2025. No Sul, a capital mais bem colocada é Florianópolis (SC), que teve redução de -7,67% no valor do conjunto de produtos. Vitória (ES) é a capital vencedora no Sudeste do país, com redução de -7,05% no preço da cesta básica de alimentos de julho a dezembro do ano passado..

Segundo o presidente da Conab, Edegar Pretto, o resultado dos últimos seis meses de 2025 demonstram que a política agrícola do Brasil está no caminho certo.

“Estamos comemorando porque essa queda generalizada é fruto dos investimentos que o governo federal vem fazendo no setor agropecuário brasileiro, aumentando a produção de alimentos para o consumo interno nacional”.

Ele destacou os planos Safra dos últimos três anos, tanto o empresarial quanto o da Agricultura Familiar.

“Já são três anos que ambos têm valores recordes, não faltando recursos para o financiamento agrícola, e com juros subsidiados”. 


Fonte: Agência Brasil