quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Malafaia diz a Moraes quando responderá à denúncia da PGR


                    O pastor bolsonarista Silas Malafaia. Foto: Bruno Santos/Folhapress

A defesa de Silas Malafaia informou ao Supremo Tribunal Federal que só pretende responder à denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República após o término do recesso do Judiciário. A manifestação foi encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes no processo em que Malafaia é acusado pelos crimes de calúnia e injúria contra o comandante do Exército, general Tomás Paiva.

Segundo os advogados, a intimação foi recebida em 23 de dezembro, mas a resposta será apresentada apenas após 20 de janeiro. A defesa afirmou que trabalha com o prazo até o dia 29 de janeiro para protocolar a manifestação. Os representantes alegam que o caso não se enquadra nas hipóteses que exigem atuação durante o recesso.

No documento enviado ao STF, a defesa escreveu: “A defesa técnica respeitará o período do recesso forense, praticado entre os dias 20/12/2025 e 20/01/2026, por entender que o caso em tela não se adequa a nenhum dos incisos do art. 798-A do Código de Processo Penal.”

A denúncia foi apresentada pela PGR em 18 de dezembro, após representação do general Tomás Paiva. O procurador-geral Paulo Gonet afirma que Malafaia ofendeu a dignidade e o decoro do então comandante do Exército durante manifestação realizada na Avenida Paulista em 6 de abril de 2025.


Na ocasião, o pastor atacou generais do Exército com declarações públicas durante o ato. Malafaia afirmou: “Cadê esses generais de quatro estrelas, do Alto Comando do Exército? Cambada de frouxos, cambada de covardes.” O discurso também foi compartilhado nas redes sociais.

Segundo a PGR, houve propósito de constranger e ofender publicamente oficiais-generais, incluindo o comandante do Exército, Tomás Paiva. A denúncia tramita no STF sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, que estabeleceu prazo para manifestação da defesa, agora condicionada ao fim do recesso forense.

Fonte: DCM

Maduro e mulher foram feridos durante sequestro pelos EUA, diz ministro

Diosdado Cabello afirma que Maduro foi ferido na perna e Cilia Flores sofreu uma pancada na cabeça

Nicolás Maduro cercado por agentes dos Estados Unidos (Foto: Reuters/Eduardo Munoz)

O ministro do Interior, Justiça e Paz da Venezuela, Diosdado Cabello, afirmou que Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, ficaram feridos durante a agressão militar conduzida pelos Estados Unidos na madrugada de 3 de janeiro, cujo objetivo foi sequestra-los. A ação provocou um elevado número de vítimas e aprofundou o clima de instabilidade política e social no país.

As declarações foram feitas por Cabello em seu programa semanal de televisão. De acordo com o ministro, os ferimentos ocorreram no momento da incursão militar. “Naquele momento, Cilia foi ferida na cabeça e sofreu uma pancada no corpo, [e] o irmão Nicolás foi ferido em uma perna. Felizmente, eles estão se recuperando, mas as consequências do ataque traiçoeiro permanecem: 100 pessoas”, disse, ao mencionar o número de mortos associados à ação.

O episódio, segundo Cabello, marcou uma escalada inédita na pressão externa sobre a Venezuela. Após o sequestro de Maduro, autoridades dos Estados Unidos teriam comunicado ao ministro que ele próprio poderia se tornar alvo de Washington caso não colaborasse com a presidente interina Delcy Rodríguez e não contribuísse para a manutenção da ordem interna.

Figura central do chavismo e responsável pelo comando das forças de segurança, Cabello é citado por autoridades americanas como alguém capaz de influenciar decisivamente a interferência norte-americana no país. Mesmo enfrentando acusações na Justiça dos Estados Unidos por conspiração ligada ao narcoterrorismo, ele segue como um dos principais quadros ainda associados a Maduro. No contexto da transição, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria optado por manter canais de interlocução visando evitar um colapso imediato da ordem institucional.

Fonte: Brasil 247

Neste 8 de janeiro, Governo Lula e movimentos populares mobilizam o país em defesa da democracia

Três anos após a intentona golpista, manifestações e eventos institucionais reforçam compromisso democrático do povo brasileiro

Atos golpistas de 8 de Janeiro de 2023 (Foto: Fellipe Sampaio /SCO/STF)

O Brasil marca nesta quinta-feira, 8 de janeiro de 2026, três anos da intentona golpista, com uma ampla mobilização nacional em defesa da democracia. Movimentos populares, partidos políticos, centrais sindicais e instituições públicas promovem atos, debates e atividades culturais em diversas capitais e cidades do interior, transformando a data em um marco de reafirmação do Estado Democrático de Direito.

A data remete à invasão ocorrida em Brasília em 8 de janeiro de 2023, quando grupos golpistas depredaram o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Palácio do Planalto, em um ataque direto às instituições da República.

Na capital federal, o eixo central das atividades ocorre em torno da Praça dos Três Poderes e do Palácio do Planalto. O evento oficial está programado para o Salão Nobre do Planalto, a partir das 10h, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que também deve circular pela área externa, conforme confirmação do próprio Palácio do Planalto.

O presidente deve anunciar sua decisão sobre o Projeto de Lei da Dosimetria, que trata da redução de penas aplicadas a condenados pela tentativa de golpe, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro e militares de alta patente. A proposta já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado, cabendo agora ao chefe do Executivo sancioná-la ou vetá-la.

Além dos atos de rua, o Supremo Tribunal Federal promove, em sua sede, o evento “Democracia Inabalada: 8 de janeiro – Um dia para não esquecer”. A programação inclui a abertura de uma exposição, a exibição de um documentário, uma roda de conversa com jornalistas e uma mesa de debates voltada à reflexão sobre os impactos institucionais e políticos dos ataques de 2023.

As manifestações se espalham por todas as regiões do país. Em São Paulo, o ato ocorre no Salão Nobre da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, no Largo de São Francisco. No Rio de Janeiro, a mobilização acontece na Cinelândia. Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Florianópolis, Recife, Fortaleza, Natal, João Pessoa, São Luís, Belém, Porto Velho e Boa Vista estão entre as capitais com atividades confirmadas, além de cidades do interior como Campina Grande, Juazeiro do Norte, Mossoró, Araraquara, Bauru, Ribeirão Preto e Ubatuba.

A convocação nacional tem como lema “Brasil nas ruas pela democracia” e busca manter viva a memória dos ataques, reforçar a responsabilização dos envolvidos e reafirmar o compromisso da sociedade com a ordem constitucional. Três anos após o episódio que chocou o país e teve repercussão internacional, o 8 de janeiro se consolida como uma data de mobilização política e institucional, marcada pela defesa das liberdades democráticas e pela rejeição a qualquer tentativa de ruptura do regime democrático no Brasil.

Fonte: Brasil 247

Justiça derruba postagem de Paulo Bilynskyj com fake news contra o PT

Decisão determina exclusão de vídeo publicado por Paulo Bilynskyj no Instagram e aponta imputação criminosa sem provas

Delegado Paulo Bilynskyj (Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)

A Justiça do Distrito Federal determinou, em decisão liminar, a retirada de um conteúdo publicado nas redes sociais pelo deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP) que associa o PT ao narcotráfico. A medida foi adotada pela 2ª Vara Cível de Brasília após ação movida pela legenda, que apontou danos à sua honra e à sua imagem institucional.

A decisão foi proferida pelo juiz Carlos Eduardo Batista dos Santos, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). O magistrado concluiu que o conteúdo divulgado extrapola os limites da crítica política legítima ao imputar crimes graves sem qualquer comprovação.

Segundo o processo, o vídeo foi publicado no perfil oficial de Paulo Bilynskyj no Instagram e alcançou ampla repercussão, com elevado número de visualizações e interações. O PT sustentou que o parlamentar utilizou sua visibilidade pública para difundir acusações falsas, vinculando o partido a organizações criminosas, o que teria causado prejuízo direto à sua reputação perante a opinião pública.

Ao analisar o pedido de tutela de urgência, o juiz ressaltou que a liberdade de expressão é um direito constitucional, mas não absoluto. De acordo com a decisão, quando manifestações ultrapassam o campo da opinião e passam a imputar ilícitos penais sem lastro probatório, ocorre violação aos direitos de personalidade, como a honra e a imagem.

Na decisão, o magistrado reproduziu literalmente o conteúdo divulgado pelo deputado. No vídeo, Paulo Bilynskyj afirma: “O Maduro foi preso por liderar um cartel de narcotráfico e quem que ele financia? O narcotráfico da América Latina financia a esquerda da América Latina, incluindo o PT e o Lula. Então é óbvio que agora que o Maduro ‘tá em cana’, deve ‘caguetar’ a participação do PT no narcotráfico do Brasil e do mundo". A legenda da publicação reforçava a acusação ao dizer: “O narcotráfico da América Latina financia o PT, Lula tem que ser preso!”.

Para o juiz, esse tipo de afirmação, desacompanhada de provas, ultrapassa o debate político aceitável. Na avaliação do magistrado, a permanência do vídeo no ambiente digital representaria risco concreto de dano irreparável ou de difícil reparação, diante da rápida disseminação de informações nas redes sociais.

Com base nesse entendimento, a Justiça determinou a exclusão imediata do vídeo publicado em 3 de janeiro de 2026, com ordem encaminhada diretamente à plataforma responsável pelo Instagram.

Fonte: Brasil 247

Moraes manda interrogar presidente do CFM após anular sindicância do caso Bolsonaro

José Hiran da Silva Gallo, presidente do CFM. Foto: Divulgação/CFM

O ministro Alexandre de Moraes determinou que o presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM) seja interrogado pela Polícia Federal no prazo de dez dias. Na mesma decisão, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) anulou a sindicância aberta pelo CFM sobre a assistência médica prestada ao ex-presidente Jair Bolsonaro na Superintendência da Polícia Federal.

Moraes afirmou que o CFM não tem competência para instaurar sindicância sobre a atuação da Polícia Federal e classificou a medida como ilegal. O ministro destacou que haverá oitiva formal do dirigente do conselho, conduzida pela PF, para esclarecer as razões da abertura do procedimento e as circunstâncias das acusações feitas pela entidade.

Na decisão, Moraes citou relatório médico produzido pela própria Polícia Federal sobre o atendimento a Bolsonaro. Segundo o documento mencionado, não foi identificada omissão no atendimento ao ex-presidente e os exames realizados no hospital DF Star não indicaram sequelas relacionadas ao episódio da queda.

Além do interrogatório do presidente do CFM, Moraes determinou que o hospital DF Star envie, em até 24 horas, todos os laudos e exames médicos realizados em Bolsonaro. O CFM havia informado que solicitou ao CRM-DF a abertura de sindicância para apurar o atendimento após a queda do ex-presidente na sede da PF em Brasília, o que agora está suspenso por decisão do STF.


Nesta semana, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi levado ao Hospital DF Star, em Brasília, para realização de exames neurológicos após uma queda na cela em que cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal. Ele passou por tomografia computadorizada, ressonância magnética e eletroencefalograma a pedido de sua defesa e com autorização do ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal.

Os exames identificaram “leve densificação de partes moles” na região frontal e temporal da cabeça, sem fraturas ou necessidade de intervenção cirúrgica especializada, segundo boletim médico divulgado pela unidade de saúde.

O episódio aconteceu dias depois de Bolsonaro ter retornado à prisão após alta hospitalar no início de janeiro, quando deixou o DF Star após uma série de procedimentos médicos e voltou à custódia da PF. Na nova internação desta semana, a transferência para o hospital ocorreu sob escolta da Polícia Federal e, após os exames, ele foi levado de volta à Superintendência da PF, onde permanece sob custódia.

Fonte: DCM

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Moraes anula ato do CFM e chama sindicância sobre Bolsonaro de “total ignorância”

 


O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes anulou a sindicância aberta pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) relacionada à assistência prestada a Jair Bolsonaro. Na decisão, o ministro afirmou que houve “total ignorância” do órgão em relação às determinações judiciais já existentes sobre o caso. A sindicância tratava do atendimento médico ao ex-presidente após episódio recente.

Moraes destacou que medidas envolvendo Bolsonaro estão sob competência do STF no âmbito de investigações em curso. Segundo o ministro, ao abrir a apuração, o CFM teria desconsiderado decisões anteriores do Supremo. Ele citou o risco de interferência em investigações conduzidas pela Polícia Federal.

A decisão afirma que a atuação do conselho poderia alcançar informações cobertas por sigilo judicial. Moraes escreveu que a abertura da sindicância poderia comprometer diligências em andamento e atingir profissionais de saúde envolvidos no atendimento. Por isso, determinou a anulação do procedimento.

O ministro também fez críticas diretas ao conteúdo do ato do CFM. Para Moraes, a iniciativa do conselho foi tomada sem observância das decisões do STF e sem consulta prévia à Corte. Ele usou a expressão “total ignorância” ao se referir ao documento elaborado pelo conselho.

A sindicância havia sido anunciada para apurar condutas médicas relacionadas à assistência recebida por Bolsonaro após sua queda. O procedimento poderia atingir médicos que participaram do atendimento. Com a decisão do STF, essas apurações ficam suspensas.



Moraes reforçou que qualquer medida relacionada ao estado de saúde de Bolsonaro em contexto de investigação judicial deve ser submetida ao Supremo. O ministro afirmou que cabe à Corte definir limites de acesso a prontuários, laudos e demais dados médicos.

O CFM havia informado a abertura da sindicância como procedimento interno. Após a decisão de Moraes, o conselho deve ser comunicado formalmente para encerrar o processo instaurado. Não há, até o momento, decisão sobre eventual recurso do órgão.

Fonte: DCM

Senado pagou viagem de Flávio Bolsonaro a evento de pré-campanha em SP

Deslocamento custeado com verba pública ocorreu durante agenda ligada à pré-campanha do senador na capital paulista

Senado pagou viagem de Flávio Bolsonaro a evento de pré-campanha em SP (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

O Senado Federal custeou a viagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a São Paulo para participação em um evento com empresários, realizado em meio ao anúncio de sua pré-candidatura. O parlamentar esteve na capital paulista para um almoço promovido no banco de investimentos suíço UBS, em uma iniciativa voltada à aproximação do senador com representantes do mercado financeiro da região da Faria Lima.

A informação foi revelada pelo UOL, que teve acesso aos registros oficiais de passagens emitidas pelo Senado. De acordo com os dados, Flávio Bolsonaro adquiriu duas passagens aéreas de ida e volta — uma para ele e outra para um assessor. Posteriormente, no entanto, foram emitidos mais dois bilhetes para o retorno a Brasília no mesmo dia 12, em horário diferente do inicialmente previsto.

O encontro em São Paulo foi organizado por Filipe Sabará, ex-secretário de Desenvolvimento Social da gestão municipal paulistana. O objetivo do evento foi criar um canal de diálogo entre o senador e empresários ligados ao principal centro financeiro do país.

Poucos dias antes da viagem, em 5 de dezembro, Flávio Bolsonaro havia tornado pública sua pré-candidatura. No anúncio, o senador afirmou: "É com grande responsabilidade que confirmo a decisão da maior liderança política e moral do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, de me conferir a missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação".

Procurados, tanto o Senado Federal quanto Flávio Bolsonaro não se manifestaram até a publicação da reportagem. Segundo o veículo, em caso de posicionamento posterior, o conteúdo será atualizado.

Fonte: Brasil 247 com informações do UOL

Bolsonarista, CFM abre investigação sobre atendimento de Jair após a queda


O ex-presidente Jair Bolsonaro no hospital DF Star, em Brasília. Foto: Reprodução

O Conselho Federal de Medicina determinou a abertura de sindicância para apurar o atendimento médico prestado ao ex-presidente Jair Bolsonaro após a queda sofrida por ele em sua cela, em Brasília. O órgão informou ter recebido denúncias formais sobre a assistência oferecida e decidiu encaminhar o caso ao Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal para a condução do procedimento.

Em nota, o CFM declarou que as denúncias relatam preocupação quanto à garantia de assistência adequada. O órgão afirmou que as manifestações incluem relatos divulgados publicamente e comunicações internas. A sindicância tem o objetivo de reunir informações, documentos e depoimentos sobre as circunstâncias do atendimento.

O Conselho também ressaltou que a saúde do ex-presidente exige monitoramento contínuo. Segundo o órgão, situações clínicas que envolvem múltiplas especialidades requerem vigilância, inclusive em eventuais cenários de urgência e emergência. O ex-presidente passou por avaliação médica após o episódio.

José Hiran da Silva Gallo. Foto: Divulgação/CFM
O atual presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, é apontado como apoiador de Bolsonaro desde 2018, quando publicou artigo defendendo sua eleição. Durante a pandemia de covid-19, ele promoveu posicionamentos alinhados ao então presidente. Em entrevistas, Gallo criticou medidas de enfrentamento adotadas por governos estaduais.

Após a queda, Bolsonaro foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes a realizar exames médicos fora da carceragem. Ele realizou tomografia, ressonância magnética e eletroencefalograma no hospital DF Star, em Brasília. A defesa relatou tontura, sonolência e trauma leve na cabeça.

O CFM informou que acompanhará o processo no âmbito ético-profissional. O resultado da sindicância depende da análise do Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal, responsável por reunir os elementos do caso. O procedimento pode resultar em arquivamento ou abertura de processo ético, conforme os achados.

Fonte: DCM

VÍDEO – Médico detalha estado de saúde de Bolsonaro após exames


O ex-presidente Jair Bolsonaro ao lado de policial durante ida ao hospital DF Star nesta quarta (7). Foto: Luis Nova/Metrópoles

O ex-presidente Jair Bolsonaro caiu ao caminhar e não sofreu apenas uma queda da cama, segundo o médico cardiologista Brasil Caiado. Ele retornou à Superintendência da Polícia Federal em Brasília após realizar exames no hospital DF Star nesta quarta (7).

“Não foi apenas uma queda da cama. Como ele estava sozinho e não presenciamos a queda, tentando reconstituir a cena com ele, foi que eu deduzi que houve este levantamento, ele caminhou e na queda bateu a cabeça e o pé em um objeto dentro do quarto. Por que é diferente? Uma simples queda da cama é uma coisa. Você se levantar, caminhar e cair é outra coisa”, explicou.

O profissional disse que o ex-presidente tem apresentado quadros de “tontura, desequilíbrio e oscilação da memória” nos últimos dias. “Penso, neste momento, que temos que fazer um acompanhamento juntos, compartilhado”, prosseguiu.

De acordo com o cardiologista, os exames realizados apontaram lesões compatíveis com traumatismo craniano leve. “Em relação aos exames feitos hoje, observamos uma lesão em partes moles da região temporal direita e da região frontal direita, caracterizando um traumatismo craniano leve”, disse.


Na véspera, o médico Claudio Birolini já havia relatado um “traumatismo cranioencefálico leve”.

A ida de Bolsonaro ao hospital foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Um relatório da Polícia Federal enviado à Corte havia indicado que o ex-presidente estava orientado e sem sinais de déficit neurológico após a queda ocorrida na unidade prisional.

Segundo os médicos, as quedas são motivo de preocupação em razão da idade de Bolsonaro, que tem 70 anos. “Alertamos quanto a esse risco de queda”, afirmou Birolini.

A Polícia Federal informou que Bolsonaro não acionou o protocolo de emergência após bater a cabeça durante a madrugada. A lesão só foi identificada horas depois, durante a checagem de rotina feita por policiais penais, quando foi notado um arranhão na testa. Mesmo dispensando atendimento, a equipe médica da PF foi acionada por procedimento padrão e recomendou apenas observação.

Fonte: DCM

PF diz ao STF que barulho na prisão de Bolsonaro não pode ser resolvido pontualmente

A defesa do ex-mandatário reclamou do ruído no sistema de ar-condicionado onde ele está preso

O senador Flávio Bolsonaro observa o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no Aeroporto Internacional de Brasília - 25/11/2024 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

A Polícia Federal (PF) prestou esclarecimentos nesta quarta-feira (7) ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes para informar que não é possível "reduzir significativamente", com "medidas simples ou pontuais" o ruído no sistema de ar-condicionado do local em que Jair Bolsonaro (PL) está preso por tentativa de golpe.

O magistrado havia fixado, na última segunda (5), um prazo de cinco dias para que a corporação apresentasse um relatório sobre a situação. O relato foi publicado no Portal G1.

O STF condenou Bolsonaro a 27 anos de prisão no inquérito da trama golpista. Em pedido apresentado ao STF, a defesa do ex-mandatário disse que, por conta dos ruídos, o local da prisão "não assegura condições mínimas de tranquilidade, repouso e preservação da saúde".

O delegado federal Maurício Rocha da Silva assinou o pedido encaminhado ao STF. O investigador afirmou que a sala de Estado-Maior – onde está o político do PL – fica perto de áreas técnicas usadas para a instalação e para o funcionamento do sistema de climatização do edifício.

"Eventual intervenção efetiva demandaria ações complexas de infraestrutura e, sobretudo, a paralisação total do sistema de climatização por período prolongado, o que ocasionaria prejuízo à continuidade dos trabalhos ordinários desta Superintendência Regional", afirmou a PF.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

Regional de Saúde inicia campanha para prevenir diarreia aguda no verão


     Higiene das mãos é indispensável para evitar a diarreia aguda no verão (Foto: Divulgação)

A 16ª Regional de Saúde de Apucarana iniciou hoje (7) uma campanha de orientação e prevenção em relação aos casos de doença diarreica aguda, que apresenta um número maior de casos no verão. O diretor da RS, Paulo Vital, informa que estão sendo entregues folders com orientações pontuais às secretarias de saúde dos 17 municípios da região.

“O foco da Secretaria de Estado da Saúde é levar informações precisas para orientação e prevenção de casos de diarreia aguda, que são mais comuns no verão. E, ao mesmo tempo, como deve ser o tratamento, principalmente, dos casos mais graves”, explica Vital.

A diarreia é a diminuição da consistência das fezes e aumento do número de evacuações. Pode ter muco e sangue nas fezes, acompanhado de náusea, vômito, febre e dor abdominal. A principal via de transmissão é a fecal-oral, ou seja, os microrganismos das fezes vão para a boca. Acontece quando as mãos não são higienizadas após evacuação e contaminam alimentos, objetos e outras pessoas.

Cacilda Maria do Prado, chefe da Seção de Vigilância Epidemiológica da 16ª Regional de Saúde, informa que a contaminação também pode ser transmitida quando uma pessoa que está com diarreia e prepara os alimentos sem os devidos cuidados com a higiene das mãos e dos alimentos, ou ainda, usando água não potável (imprópria para consumo humano).

“Caso tenha diarreia, vômito, náuseas, dor abdominal, febre, a pessoa deve procurar uma Unidade de Saúde. Também é preciso ficar atento aos sinais ou sintomas mais graves, tais como pele e boca secas, muita sede ou se não consegue beber líquidos e apresentar mal-estar intenso. A atenção deve ser mais rigorosa com as crianças, idosos, gestantes e imunocomprometidos”, alerta Cacilda.

COMO SE PREVENIR

Para evitar a diarreia aguda é indispensável lavar frequentemente as mãos com água e sabão e manter limpos
objetos de uso pessoal. Certifique-se também de lavar as mãos das crianças e idosos sempre antes das refeições e após usar o banheiro.

• Mantenha cuidado no preparo de alimentos e higienize os alimentos crus.

• Evite a contaminação cruzada, que ocorre quando microrganismos são transferidos para o alimento por meio das mãos ou superfícies contaminadas ou ainda, de um alimento cru para outro pronto para consumo (cozidos, por exemplo).

• Use apenas água potável ou tratada para consumo e na preparação de refeições.

• Evite contato com outras pessoas, caso apresente sintomas de diarreia. Fique em casa, faça repouso e siga as orientações do profissional de saúde.

Fonte: Assessoria

Brasil não se furtará a apoiar saúde da Venezuela, diz Padilha

Ministro da Saúde afirma que ajuda não compromete o SUS e descarta hospital de campanha em Roraima

O ministro Alexandre Padilha (Saúde), durante entrevista para falar sobre os casos de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol, agora concentradas no estado de São Paulo, devem transcender os limites do estado (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta quarta-feira (7) que o Brasil prestará apoio ao sistema de saúde da Venezuela diante da crise resultante do ataque estadunidense que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro. Segundo ele, a ajuda será feita com o envio de insumos e medicamentos, sem prejuízo ao atendimento da população brasileira pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Padilha também descartou a instalação de hospitais de campanha na região de fronteira com Roraima, avaliando que a estrutura atual é suficiente para atender eventuais demandas adicionais. As informações são da Folha de São Paulo.

⊛ Ajuda humanitária sem impacto no SUS

Padilha ressaltou que o apoio brasileiro não comprometerá os serviços de saúde no país. “A gente não vai se furtar enquanto Ministério da Saúde em ajudar um país vizinho, o povo de um país vizinho numa situação como essa, ainda mais quando essa ajuda, que é com insumos e produtos, não afeta em nada o atendimento no SUS aqui no nosso país”, afirmou. Segundo o ministro, a cooperação humanitária ocorre em um contexto de responsabilidade regional e solidariedade, sem comprometer os recursos destinados à população brasileira.

⊛ Fronteira preparada, sem hospital de campanha

O ministro explicou que, até o momento, não houve aumento significativo no fluxo migratório que justificasse medidas emergenciais mais amplas. Ainda assim, o Ministério da Saúde mantém planos de contingência prontos para serem acionados, caso necessário.

“Identificamos que se for necessário qualquer tipo de ampliação da estrutura é possível fazer nessa estrutura do hospital de Pacaraima (RR). A gente não precisaria montar um hospital de campanha adicional lá, em Pacaraima. É possível só levar equipamentos, ampliação. Então tem esse diagnóstico que tá feito. Fizemos todo o plano de contingência, estamos preparados”, declarou Padilha.

⊛ Apoio internacional e envio de medicamentos

De acordo com o ministro, as operações militares recentes dos Estados Unidos contra a Venezuela resultaram na destruição de um centro de distribuição de medicamentos e de uma unidade de tratamento de pacientes renais. Diante desse cenário, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) solicitou apoio ao governo brasileiro.

Padilha confirmou que o Brasil enviará insumos e medicamentos, especialmente para pacientes que necessitam de diálise, tratamento essencial para pessoas com comprometimento da função renal.

⊛ Críticas aos ataques e defesa da paz

No sábado (3), data dos ataques estadunidenses ao território venezuelano, o ministro manifestou repúdio às ações militares e alertou para os impactos diretos sobre os sistemas de saúde da região. Em publicação nas redes sociais, Padilha destacou os efeitos humanitários dos conflitos armados.

“Sempre queremos e trabalhamos pela paz. Nada justifica conflitos terminarem em bombardeio”, escreveu. “Guerra mata civis, destrói serviços de saúde, impede o cuidado às pessoas. Quando acontece em um país vizinho, o impacto é múltiplo para o nosso povo e sistema de saúde.”

Segundo o Ministério da Saúde, estados brasileiros que fazem fronteira com a Venezuela, como Amazonas e Roraima, já sentem reflexos da crise, o que reforça a importância da cooperação regional e da atuação preventiva do SUS.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

Itaipu reforça modicidade tarifária com investimento de R$ 1,5 bilhão em 2026

Investimento de cerca de R$ 1,5 bilhão busca preservar modicidade tarifária e reforça competitividade da usina no mercado regulado

       Usina de Itaipu (Foto: William Brisida/Itaipu Binacional)

A Itaipu Binacional anunciou que realizará, ao longo de 2026, um aporte de aproximadamente US$ 285 milhões — o equivalente a cerca de R$ 1,5 bilhão — com o objetivo de manter inalterado o valor da tarifa de repasse de energia aos consumidores do mercado regulado nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. A medida assegura a continuidade do preço praticado desde 2024.

Com a decisão, a tarifa de repasse seguirá fixada em US$ 17,66 por kW/mês até dezembro de 2026. O valor consolida a usina como uma das fontes de energia mais competitivas do país e reforça seu papel na política de modicidade tarifária, com impacto direto na redução dos custos para os consumidores.

Até 2021, a tarifa da energia de Itaipu manteve-se estável, com média de US$ 27,86 por kW/mês. A quitação da dívida de construção da usina, concluída em 2023, possibilitou uma redução significativa do valor cobrado, inicialmente de 27,4%. No período entre 2024 e 2026, a tarifa foi estabelecida em US$ 17,66 por kW/mês, o que representa uma queda acumulada de aproximadamente 36,6% em relação ao patamar anterior.

O diretor financeiro executivo da Itaipu, André Pepitone, destacou o caráter estratégico da empresa para o país. “Os resultados demonstram que Itaipu é muito mais do que uma usina: é um instrumento estratégico do Estado brasileiro para garantir energia limpa, segurança operativa, tarifas justas e alívio concreto no bolso do cidadão”, afirmou.

Em 2025, o custo da energia fornecida por Itaipu alcançou R$ 221,30 por megawatt-hora (MWh), posicionando-se abaixo do valor das usinas enquadradas no regime de cotas definido pela Lei nº 12.783/2013, fixado em R$ 222,59 por MWh. O preço também ficou significativamente inferior ao custo médio do Ambiente de Contratação Regulada (ACR) no mesmo ano, de R$ 307,29 por MWh, e ao valor médio projetado para 2026, estimado em R$ 342,71 por MWh.

A competitividade é ainda mais evidente quando comparada aos contratos firmados em leilões de energia realizados na última década. Em 2025, o custo da energia de Itaipu ficou 33,5% abaixo da média desses leilões, que atingiu R$ 362,20 por MWh, reforçando a previsibilidade e a estabilidade do portfólio das distribuidoras.

Além do fator preço, Itaipu exerce papel central na estabilidade do Sistema Elétrico Brasileiro. A usina gera energia próxima ao principal centro consumidor do país, o Sudeste, contribuindo para o equilíbrio do sistema em um cenário de forte expansão das fontes solar e eólica, mais concentradas nas regiões Norte e Nordeste.

Com o crescimento dessas fontes intermitentes, Itaipu passou a ter função ainda mais relevante na garantia da segurança energética. A usina consegue elevar rapidamente sua geração nos horários de maior demanda, especialmente no fim da tarde, quando a produção solar diminui, evitando oscilações e assegurando o fornecimento contínuo de energia para residências, comércio e indústria.

A definição da tarifa a partir de 2027 dependerá de entendimento entre Brasil e Paraguai, conforme previsto no Tratado de Itaipu. As negociações para a revisão do Anexo C do acordo estão em andamento, e qualquer alteração futura somente poderá ser implementada mediante consenso entre os dois governos.

Reconhecida como líder mundial em geração de energia limpa e renovável, a Itaipu Binacional acumula uma produção de 3,1 bilhões de megawatts-hora. Atualmente, responde por cerca de 7% da eletricidade consumida no Brasil e por aproximadamente 78% do consumo total do Paraguai.

Fonte: Brasil 247

Dilma diz que ‘SUS Inteligente’ é marco histórico para o Brasil e para o Banco dos BRICS

“Esse hospital inteligente é uma parceria Brasil-BRICS”, destacou Dilma Rousseff

      Dilma Rousseff (Foto: Brasil 247)

 A presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), Dilma Rousseff, afirmou nesta quarta-feira (7), em Brasília, que a criação da Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes do Sistema Único de Saúde (SUS) representa um marco histórico tanto para o Brasil quanto para o Banco dos BRICS. A declaração foi feita durante o evento oficial de anúncio da iniciativa, que prevê a incorporação intensiva de inteligência artificial, tecnologias digitais e medicina de alta precisão na rede pública de saúde.

No discurso, Dilma destacou que o projeto simboliza uma mudança profunda na atuação do banco multilateral em relação ao Brasil. Segundo ela, o país passou a ocupar um papel central na estratégia do NDB, tanto em volume de recursos quanto na relevância dos projetos financiados. As declarações foram feitas durante a cerimônia de lançamento da rede de hospitais inteligentes do SUS, realizada pelo governo federal.

“É uma grande honra participar dessa cerimônia. Ela marca um momento histórico para o banco e para o Brasil. O banco não tinha a prática de financiar projetos no Brasil. O Brasil não era o país que recebia o maior número de recursos”, afirmou Dilma Rousseff. A presidente do NDB ressaltou que, nos últimos três anos, houve um esforço deliberado para elevar a qualidade e o impacto dos projetos financiados no país. “Fizemos um grande esforço para mudar a qualidade dos projetos financiados no Brasil”, disse.

Dilma também enfatizou o alcance internacional da iniciativa, que, segundo ela, vai além do território brasileiro. “Acredito que vamos dar uma contribuição, não só para o Brasil, com esse projeto do hospital inteligente, mas para todos os países BRICS e da América Latina. E para todos os países do mundo que se interessarem por esse projeto”, declarou.

O financiamento anunciado para o projeto inclui um aporte de US$ 320 milhões, com prazo de pagamento de 30 anos, destinado à implantação do hospital inteligente que integra a rede. Dilma destacou ainda que o banco atuou para viabilizar recursos adicionais a fundo perdido, obtidos junto a instituições financeiras dos BRICS, com destaque para a cooperação com a China.

No discurso, a presidente do NDB ressaltou a importância estratégica da parceria internacional, especialmente com China e Índia. “Quero destacar que dois países são muito importantes para a estruturação desse projeto: China e Índia. Cada um pela sua capacitação e pela sua generosidade em compartilhar essas tecnologias conosco”, afirmou. Para Dilma, a experiência desses países na área da saúde foi decisiva para o desenho do modelo adotado. “São países que têm grandes experiências na área da saúde e, por isso, esse hospital inteligente é uma parceria Brasil-BRICS, Brasil-China-Índia, fundamentalmente”, acrescentou.

Ao contextualizar a iniciativa, Dilma Rousseff destacou que o projeto ultrapassa o investimento em infraestrutura hospitalar e se insere no papel estratégico do banco como agente de desenvolvimento. “Nosso banco é um banco multilateral, que tem por objetivo o desenvolvimento. Desenvolvimento hoje significa necessariamente acesso à tecnologia”, afirmou. Segundo ela, a proposta dialoga diretamente com as transformações tecnológicas globais, especialmente nas áreas de inteligência artificial, biotecnologia, saúde de precisão e digitalização.

“Como vamos participar dessa nova onda tecnológico-industrial que se caracteriza fundamentalmente pela inteligência artificial de um lado e pela saúde de outro?”, questionou Dilma, ao defender a integração entre inovação tecnológica e políticas públicas de saúde. “É combinar a vida e a inteligência, como as duas forças que mudarão a estrutura tecnológica do mundo”, disse.

A presidente do NDB também alertou para os riscos de o país ficar para trás na corrida tecnológica global e destacou a importância da cooperação internacional para reduzir essa distância. “Sem cooperação internacional é muito difícil fazer o que se chama de catch-up, de como você chega no mesmo momento dos países avançados”, afirmou. Segundo ela, o hospital inteligente cumpre justamente essa função estratégica de inserção do Brasil nas fronteiras mais avançadas da tecnologia em saúde.

A Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes do SUS foi anunciada pelo governo federal com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma Rousseff. A iniciativa prevê o uso de inteligência artificial desde a triagem de pacientes, com o objetivo de acelerar diagnósticos e tornar os atendimentos mais precisos. A expectativa do Ministério da Saúde é reduzir em até cinco vezes o tempo de espera em emergências, com base em protocolos digitais e monitoramento contínuo.

O projeto inclui ainda a ampliação da telemedicina, ambulâncias equipadas com tecnologia 5G para transmissão em tempo real de dados clínicos, cirurgias robóticas e sistemas de apoio à decisão médica capazes de prever o agravamento de quadros clínicos. A proposta também aposta em uma estrutura totalmente digital, integrando equipamentos, sistemas de informação e bancos de dados, além de promover a troca permanente de conhecimento entre especialistas de diferentes regiões do país.

Na primeira fase, a rede contará com 14 Unidades de Terapia Intensiva automatizadas e interligadas, distribuídas por 13 estados das cinco regiões do Brasil, com início de operação previsto ainda para este ano. O centro do projeto será o Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente (ITMI-Brasil), que será instalado no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, com início das operações programado para 2027.

O ITMI-Brasil deverá atender cerca de 20 mil pacientes por ano e contará com 800 leitos, incluindo emergências, UTIs, enfermarias e 25 salas cirúrgicas. O financiamento do instituto envolve um aporte de R$ 1,7 bilhão aprovado pelo Novo Banco de Desenvolvimento, além de um investimento adicional de R$ 1,1 bilhão do governo federal para a modernização de hospitais do SUS, reforçando a cooperação internacional e a aposta do país em inovação tecnológica na saúde pública.

Fonte: Brasil 247

Wajngarten demonstra entusiasmo com convite para vice de Aldo Rebelo

Ex-ministro afirma estar disposto a integrar chapa presidencial e destaca experiência política de Aldo Rebelo

        Fabio Wajngarten (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O ex-ministro das Comunicações Fábio Wajngarten reagiu de forma positiva ao convite para compor, como vice-presidente, a possível candidatura de Aldo Rebelo à Presidência da República neste ano. Em entrevista a Paulo Cappelli, do Metrópoles, Wajngarten afirmou estar motivado para assumir o desafio e ressaltou afinidade com o projeto apresentado. “Entusiasmado e disposto, com foco absoluto em recolocar o Brasil na rota do desenvolvimento. Aldo tem vasta experiência política, presidiu a Câmara, conhece valores conservadores e é completamente promotor e protetor de um Brasil forte e para frente”, declarou.

A iniciativa de convidar Wajngarten partiu, segundo Aldo Rebelo, de conversas com um grupo de empresários que enxergou no ex-ministro um nome capaz de fortalecer a candidatura junto ao eleitorado conservador. O ex-ministro da Defesa contou que recebeu a sugestão de forma favorável e decidiu comunicá-la diretamente ao possível companheiro de chapa. “Depois dessas conversas, informei ao Fábio que tinha recebido com simpatia essas sugestões. Alguns amigos são comuns, e ele recebeu com muito entusiasmo”, relatou Aldo.

De acordo com Rebelo, a proposta política da campanha será organizada em torno de quatro eixos centrais, chamados de “Rs”: retomada do desenvolvimento, redução das desigualdades, revalorização da democracia e reconstrução da agenda de segurança pública e de defesa nacional. A estratégia busca apresentar uma plataforma estruturada e com foco em temas considerados prioritários para o país.

Aldo Rebelo pretende lançar oficialmente sua candidatura pelo Partido Democracia Cristo. A filiação à legenda está marcada para 31 de janeiro, em um evento previsto para ocorrer na sede do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo, passo que deve consolidar sua entrada na disputa presidencial.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles