Silvinei Vasques ao ser preso no aeroporto de Assunção, no Paraguai, nesta sexta-feira (26). — Foto: Arquivo pessoal
Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) preso no Paraguai na madrugada desta sexta (26), foi pego tentando fugir para El Salvador usando um passaporte falso. Segundo a TV Globo, ele faria uma escala no Panamá antes de seguir para seu destino final.
O bolsonarista havia rompido sua tornozeleira eletrônica em Santa Catarina, deixou o Brasil sem autorização judicial e se deslocou para o Paraguai. Após a violação do equipamento, a Polícia Federal emitiu alertas nas fronteiras e acionou a adidância brasileira no Paraguai.
Silvinei, que já estava sendo monitorado, foi abordado pelas autoridades paraguaias ao tentar embarcar no aeroporto de Assunção. Ele estava utilizando um passaporte paraguaio legítimo, mas que não correspondia à sua identidade, o que caracterizou o uso de documento falso.
A prisão ocorreu após a PF identificar a fuga de Vasques e fornecer as informações necessárias às autoridades paraguaias. Silvinei, condenado a 24 anos de prisão em 16 de dezembro por envolvimento em uma trama golpista, tentava escapar das consequências de sua condenação.
Silvinei Vasques e Jair Bolsonaro. Foto: Pedro Ladeira/Folhapress
O ex-diretor da PRF foi punido por tentar impedir a circulação de eleitores, especialmente em áreas onde Lula tinha mais intenções de voto, por meio de ações que dificultaram o trânsito de eleitores. Essas ações foram vistas como parte de uma tentativa de golpe de Estado.
Além disso, a Procuradoria-Geral da República (PGR) apontou sua participação ativa nas estratégias golpistas, o que levou à sua pena de prisão. Após ser preso no Paraguai, Silvinei foi identificado pelas autoridades locais e colocado à disposição do Ministério Público do Paraguai.
Ele passará por uma audiência de custódia na tarde desta sexta, onde serão definidas as próximas etapas do processo. O ex-diretor da PRF deverá ser expulso do país e entregue às autoridades brasileiras para cumprir sua pena.
Empresária criticando o Bolsa Família. Foto: reprodução
Uma empresária viralizou nas redes sociais ao reclamar das dificuldades para contratar funcionários temporários no período natalino. Em vídeo, ela afirmou que cerca de 15 pessoas foram chamadas, mas nenhuma aceitou a proposta, culpando o programa Bolsa Família pela situação, sugerindo que o benefício desestimula a busca por emprego, e xingando o presidente Lula (PT) de “filho da p**”.
A gravação, em que ela aparece revoltada por precisar trabalhar no feriado, viralizou nas redes sociais. “Ninguém quer nada por causa dessa p**a de Bolsa Família, essa desgraça. Olha aqui, 45 °C, empresária e advogada, estou aqui cheia de mercadoria, com meu afilhado. Tentei contratar 15 funcionários e ninguém nem me responde para trabalhar. Isso é o mundo de hoje, os valores estão invertidos”, desabafou.
Em resposta, usuários criticaram o discurso, apontando que o Bolsa Família não impede o exercício de atividade profissional e que a legislação prevê regras para conciliação entre trabalho e benefício. O valor médio do benefício, para uma família inteira, é de R$ 700 reais, mas nem nos casos mais raros é pago um salário mínimo, por exemplo.
A disputa pelo Senado em 2026, definida como prioridade estratégica pelo PT, ao lado da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, começa a ganhar contornos mais claros no campo da esquerda. A avaliação interna é que a composição da Casa será decisiva para a sustentação política de um eventual quarto mandato de Lula e para a aprovação de reformas consideradas estruturais pelo governo.
A diretriz foi aprovada pela executiva nacional do PT, que definiu o Senado como peça central do projeto eleitoral. Segundo o documento, “o Senado deve ser tratado como prioridade, uma vez que sua composição será determinante para a aprovação de reformas estratégicas”.
A partir disso, segundo o Globo, o partido passou a discutir alianças com siglas como PSB, MDB, PSD e PDT, avaliando candidaturas próprias conforme o peso eleitoral regional e o desempenho prévio em pesquisas.
O debate ganhou impulso após a recente decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que chegou a restringir pedidos de impeachment de ministros da Corte à Procuradoria-Geral da República (PGR). Embora parte da liminar tenha sido posteriormente revista, o episódio reforçou a narrativa bolsonarista de que o Senado deve funcionar como um contrapeso ao STF, já que cabe à Casa analisar pedidos de impeachment de magistrados.
No campo progressista, o Rio Grande do Sul aparece como o estado mais avançado nas articulações. PT e PSOL fecharam acordo para lançar Paulo Pimenta (PT) e Manuela D’Ávila (PSOL) ao Senado, nas vagas de Paulo Paim (PT), que anunciou aposentadoria, e de Luís Carlos Heinze (PP), senador identificado com o bolsonarismo e o agronegócio. Em 2026, dois terços do Senado serão renovados, com dois senadores eleitos por estado.
Pimenta ganhou projeção ao comandar um ministério extraordinário durante a crise das enchentes no estado, enquanto Manuela tem histórico de disputas majoritárias, incluindo a vice-presidência em 2018 e a eleição municipal de Porto Alegre em 2020. A disputa ao governo gaúcho também influencia o cenário, com Edegar Pretto (PT) como principal aposta da legenda.
Manuela D’Ávila, Paulo Pimenta e Jaques Wagner. Foto: reprodução
Na Bahia, o PT enfrenta um impasse ao tentar viabilizar uma chapa dupla ao Senado com Jaques Wagner e Rui Costa. O movimento gera resistência do PSD, que tem Ângelo Coronel como senador em disputa e ameaça rever alianças caso seja excluído.
Coronel foi direto ao comentar o cenário: “O nosso partido está na base do governo Lula e não estamos pretendendo fazer nenhuma mudança, a não ser que nos tirem de uma possível união”. Ele acrescentou: “O senador Otto Alencar e o presidente Gilberto Kassab sempre falam que o espaço do PSD deverá ser preservado, então, estou nessa premissa. Não tem por que um partido do nosso tamanho ficar fora de uma chapa majoritária”.
Em Pernambuco, o foco do PT é a reeleição do senador Humberto Costa. O partido avalia alianças para o governo estadual e negocia a segunda vaga ao Senado com PSD, PSB e PSOL. O deputado Carlos Veras (PT-PE) resume a estratégia: “A partir de janeiro vamos percorrer todo o estado com plenárias regionais.
A eleição ao Senado é importante para barrar a extrema-direita, que quer cassar ministro do Supremo, dar liberdade para os golpistas. É importante ampliar as cadeiras dentro do espectro popular democrático”.
Minas Gerais também é considerada prioridade para Lula, mas o cenário permanece indefinido. Marília Campos (PT), prefeita de Contagem, desponta como nome competitivo ao Senado, enquanto alianças com o PSD dependem das definições sobre a disputa ao governo estadual.
Em São Paulo e no Rio de Janeiro, a esquerda ainda aguarda os movimentos da direita para definir suas estratégias. Em ambos os estados, episódios recentes de forte impacto político e eleitoral alteraram o cenário e reduziram o espaço de candidaturas tradicionais do campo progressista, reforçando a percepção de que a disputa ao Senado será decisiva para o equilíbrio de forças em Brasília a partir de 2027.
Silvinei Vasques e Jair Bolsonaro. Foto: Pedro Ladeira/Folhapress
Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), foi preso na madrugada desta sexta (26) no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, no Paraguai. Ele tentava embarcar para El Salvador quando foi abordado pelas autoridades locais.
A prisão ocorreu após ele ter rompido a tornozeleira eletrônica em Santa Catarina e deixado o Brasil sem autorização judicial. A violação do equipamento gerou alertas nas fronteiras e a adidância brasileira foi acionada no Paraguai.
Durante a fuga, Silvinei usava um passaporte paraguaio que não correspondia à sua identidade. As autoridades do país o prenderam enquanto ele tentava sair do aeroporto. Após a detenção, o bolsonarista foi identificado pelas autoridades locais e ficou sob custódia.
Ele foi colocado à disposição do Ministério Público do Paraguai, que agora está tratando da sua expulsão do país, com a entrega dele às autoridades brasileiras. O ex-diretor da PRF deverá ser entregue às autoridades brasileiras após o processo de expulsão, que inclui sua identificação e os trâmites legais necessários para que ele responda pelos atos que cometeu no Brasil.
Ele deve passar por audiência de custódia na tarde desta sexta.
Silvinei Vasques. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O bolsonarista foi condenado por improbidade administrativa em agosto deste ano por usar a estrutura da PRF para beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2022. Ele também recebeu uma pena de 24 anos e 6 meses por envolvimento na trama golpista.
Silvinei chegou a ser preso em 2023, mas solto posteriormente mediante medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica. No último dia 16, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmo sua condenação, o bolsonarista pediu exoneração da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Inovação de São José, na Grande Florianópolis (SC), pasta comandada por ele após deixar a PRF.
O ex-diretor da PRF integrava “núcleo 2” da trama golpista, que atuou para impedir a votação de eleitores, principalmente no Nordeste, no segundo turno das eleições de 2022. Além da pena de prisão, ele teve políticos suspensos, ficou inelegível e terá que contribuir com uma indenização coletiva de R$ 30 milhões aplicada a todos os golpistas.
Caio César dos Santos Bartolomeu sendo preso. Foto: Reprodução
Um homem de 41 anos foi morto a facadas pelo enteado na noite de Natal em Jaguariúna (SP). Segundo a Polícia Civil, Caio César dos Santos Bartolomeu, de 18 anos, atacou o padrasto, Leandro Flaeschen Moreira, após ele desejar feliz Natal à esposa e trocar um beijo com ela. Após o crime, o jovem foi preso em flagrante. A filha de Leandro, uma adolescente de 16 anos com autismo nível 2, presenciou o ataque.
Depois de atingir o padrasto, o suspeito deixou a residência e feriu outras três pessoas na rua. As vítimas – dois homens de 32 e 37 anos e uma mulher de 28 anos – tiveram ferimentos no braço, tórax e pescoço, receberam atendimento na UPA e foram liberadas. Moradores conteram o jovem até a chegada das autoridades. Uma faca e um par de luvas pretas foram apreendidos.
De acordo com a polícia, o suspeito não conseguiu prestar depoimento inicial por estar medicado após atendimento na UPA. O caso foi registrado na Delegacia de Jaguariúna como homicídio e lesão corporal. O corpo de Leandro foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) e a investigação seguirá para esclarecer as circunstâncias do crime.
Paulo Bilynskyj, deputado federal. Foto: reprodução
O deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP) voltou a atacar o Maranhão com declarações xenofóbicas e ofensivas, ampliando a crise política provocada por falas feitas nos últimos dias. Após se referir ao estado como “bosta” durante um podcast, o parlamentar dobrou a aposta e afirmou nas redes sociais que o Maranhão seria um “estado falido, corrupto e desnecessário”, gerando reação imediata de parlamentares e lideranças políticas.
A nova manifestação foi publicada na última quinta-feira (25), no X, dias após a repercussão negativa da fala inicial. Na tentativa de se defender, Bilynskyj afirmou que suas críticas nunca “foram ao povo maranhense”, mas à estrutura administrativa do estado. A declaração foi feita no contexto de comentários sobre um caso de corrupção no município de Turilândia, no interior do Maranhão.
Na cidade, o prefeito Paulo Curió (União Brasil), a vice-prefeita Tânia Mendes e 11 vereadores foram afastados por decisão judicial, acusados de integrar uma organização criminosa responsável por desviar recursos públicos, principalmente das áreas de Saúde e Assistência Social.
As primeiras declarações de Bilynskyj ocorreram durante participação no podcast 3 Irmãos, em um debate sobre a possibilidade de fusão de estados brasileiros. Ao comparar Santa Catarina com o Maranhão, o parlamentar utilizou linguagem ofensiva ao associar o tema à ideia de “heterogeneidade” entre unidades da federação.
“A extensão territorial brasileira gera muita heterogeneidade, esse é o problema. Então você pode ver, por exemplo, que Santa Catarina é extremamente homogêneo, né? Por ser extremamente homogêneo, se Santa Catarina tivesse mais liberdade para legislar, você teria leis muito melhores para aquele estado. Agora compara Santa Catarina com o Maranhão. Compara. É o mesmo país. Dá para comparar? Não dá, né? O Maranhão é uma bosta. Como você vai comparar com Santa Catarina?”, disse o deputado.
A fala provocou reação imediata no Congresso. O deputado Duarte Jr. (PSB-MA), coordenador da bancada maranhense na Câmara, anunciou que apresentará uma representação contra Bilynskyj no Conselho de Ética. Segundo ele, as declarações ultrapassam o debate político e configuram ofensa institucional a um estado da federação.
Duarte Jr. também informou que o caso será comunicado formalmente ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). Em nota, o parlamentar afirmou que considera inaceitável que um deputado federal utilize um espaço público para atacar um estado inteiro, comprometendo o nível do debate político e a imagem do próprio Parlamento.
De acordo com o regimento da Câmara, uma eventual abertura de processo no Conselho de Ética pode resultar em punições que vão desde advertência e suspensão do mandato até a cassação, a depender do entendimento do colegiado. A representação deve ser uma das primeiras analisadas pelo Conselho no próximo ano legislativo.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém um alerta de perigo para a atuação de uma intensa onda de calor em oito estados brasileiros
Calor extremo no Brasil (Foto: Paulo Pinto / Agência Brasil)
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém um alerta de perigo para a atuação de uma intensa onda de calor em oito estados brasileiros. O aviso, classificado pela cor laranja, vale inicialmente até as 18h desta sexta-feira (26) e pode ser prorrogado. As informações foram divulgadas pelo Climatempo
O alerta inclui áreas do Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo. De acordo com o Inmet, uma onda de calor é caracterizada pela elevação das temperaturas em pelo menos 5°C acima da média, por três a cinco dias consecutivos, condição que aumenta significativamente os riscos à saúde
Nas regiões mais atingidas, especialmente no Sudeste, o calor extremo já domina há vários dias. Em São Paulo, a estação do Mirante de Santana registrou 35,9°C às 16h desta quinta-feira (25), a maior temperatura do ano na capital. No ranking das maiores temperaturas da última quarta-feira (24), quatro das cinco cidades com registros mais altos estão no Sudeste, com destaque para Registro (SP), que marcou 39,7°C, e Morretes (PR), com 39,5°C.
Além do calor extremo, o Inmet também emitiu alerta para tempestades no Sul do país. Santa Catarina e Rio Grande do Sul podem registrar chuvas intensas nesta sexta-feira, dias após episódios de ventos superiores a 100 km/h e a formação de tornados.
Especialistas reforçam que a combinação entre calor forte e instabilidades aumenta o potencial de tempestades severas. Ao mesmo tempo, o estresse térmico prolongado pode provocar desidratação, mal-estar, desmaios e quadros graves de insolação.
Dicas para evitar exposição excessiva ao sol
Com o avanço da onda de calor, médicos e meteorologistas reforçam recomendações para reduzir riscos à saúde:
Evite o sol entre 10h e 16h, quando a radiação ultravioleta atinge seu pico. Nos dias de onda de calor, esse intervalo pode se estender até 17h.
Use protetor solarcom fator adequado e reaplique a cada duas horas.
Hidrate-se frequentemente, mesmo sem sede, priorizando água e bebidas isotônicas.
Use roupas leves, preferencialmente de algodão, chapéus e óculos com proteção UV.
Prefira ambientes arejados ou climatizados, evitando atividades físicas intensas ao ar livre.
Nunca deixe crianças ou animais dentro de veículos fechados, mesmo por poucos minutos.
O que fazer em caso de insolação
A insolação é uma emergência médica causada pela elevação extrema da temperatura corporal. Os principais sintomas incluem dor de cabeça intensa, tontura, náuseas, pele muito quente e seca, confusão mental e, em casos graves, perda de consciência.
Se uma pessoa apresentar sinais de insolação:
Retire-a imediatamente do sole coloque em um local fresco e ventilado.
Aplique compressas friasnas axilas, nuca e virilha, ou utilize toalhas umedecidas.
Ofereça água fresca, desde que a pessoa esteja consciente e consiga engolir.
Afrouxe roupase mantenha a pessoa deitada com a cabeça elevada.
Acione o socorro médico (SAMU – 192), especialmente se houver desorientação, vômitos persistentes ou desmaio.
O atendimento rápido é essencial para evitar danos neurológicos e complicações graves.
David já havia sido condenado em 2019 por intimidar e ofender o gerente de um supermercado
O auditor David Cosac Júnior, 50 anos, agrediu verbalmente e ameaçou o gerente de um supermercado em Águas Claras. O caso aconteceu em 2017 (Foto: Reprodução)
O auditor da Controladoria-Geral da União (CGU) David Cosac Júnior, de 50 anos, voltou ao centro das atenções após ser flagrado em vídeo agredindo uma mulher e uma criança de 4 anos no Distrito Federal. A nova denúncia reacendeu um histórico de comportamentos agressivos do servidor público. As informações foram divulgadas originalmente pelo Metrópoles.
Documentos judiciais mostram que David já havia sido condenado em 2019 por intimidar e ofender o gerente de um supermercado em Águas Claras, em um episódio ocorrido dois anos antes. Na ocasião, uma divergência de preços em dois produtos provocou o início da confusão, segundo consta no processo
A demora para corrigir o valor irritou o servidor, que passou a elevar o tom com os funcionários. Quando o gerente tentou intervir e pediu que David se deslocasse para outro caixa, o auditor reagiu com hostilidade, chutando repetidamente o carrinho de compras e causando tumulto no local.
Mesmo após a solução do problema, o comportamento de David se agravou. O gerente relatou que o auditor gritou “em alto e bom som” que ele “não era homem”, além de chamá-lo de “zé ruela” e “vagabundo” diante de clientes e trabalhadores do mercado. O servidor também insistiu em saber o horário de saída do funcionário, dizendo que poderiam “resolver a questão” fora do estabelecimento — gesto interpretado como uma ameaça de agressão física.
O processo registrou ainda que David mencionou diversas vezes ser funcionário da CGU, atitude classificada como demonstração de “despreparo e soberba”, segundo os autos. O caso foi encaminhado à 21ª Delegacia de Polícia e terminou em acordo judicial, com pagamento de indenização de R$ 800 ao gerente.
A repercussão do episódio de 2017 voltou à tona após o vazamento, na última terça-feira (23/12), de um vídeo em que David aparece agredindo uma mulher e uma criança no estacionamento de um prédio residencial. A gravação, revelada pela colunista Mirelle Pinheiro, mostra golpes e empurrões praticados pelo servidor por volta das 19h40 do dia 7 de dezembro.
Moradores que testemunharam a cena acionaram a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), mas o auditor não foi preso. Desde então, o caso motivou uma série de medidas administrativas. A Justiça proibiu David de se aproximar da criança agredida, enquanto a CGU anunciou providências internas e o presidente Lula determinou a expulsão do servidor.
Os desdobramentos das investigações seguem em andamento, e novas medidas podem ser tomadas a partir da análise das imagens e dos depoimentos colhidos pela Polícia Civil.
Jovem fugiu pela vizinhança e esfaqueou outras três pessoas
Leandro Flaeschen Moreira, de 41 anos, foi morto, na madrugada desta quinta-feira (25), após beijar sua companheira e ser esfaqueado pelo filho dela, durante a ceia de Natal (Foto: Reprodução)
Uma discussão familiar seguida de extrema violência marcou a madrugada desta quinta-feira (25) em Jaguariúna, no interior de São Paulo. Um jovem de 18 anos matou o padrasto a facadas após vê-lo dar um selinho na própria mãe durante a ceia de Natal. As informações foram publicadas originalmente pela CNN Brasil, que teve acesso ao boletim de ocorrência.
O crime ocorreu pouco depois da meia-noite, quando Sidneia Gonçalves dos Santos, de 51 anos, desejou “feliz natal” ao companheiro, Leandro Flaeschen Moreira, de 41. O gesto foi retribuído com um beijo, momento em que o filho dela, Caio César dos Santos Bartolomeu, sacou uma faca que mantinha escondida no bolso e atacou o padrasto. Segundo a polícia, o jovem não aceitava o relacionamento da mãe.
Sidneia tentou intervir para impedir o ataque, mas também foi atingida pelos golpes. Um vizinho relatou à polícia que saiu de casa após ouvir gritos e encontrou Leandro caído e ensanguentado no chão da residência. A filha de Leandro, uma adolescente de 16 anos com autismo suporte nível II, presenciou toda a cena e foi encaminhada ao Conselho Tutelar, que a levou para um lar provisório.
Após o homicídio, Caio fugiu pela vizinhança e esfaqueou outras três pessoas desconhecidas que encontrou pelo caminho, ampliando o rastro de violência. De acordo com a Guarda Civil Metropolitana (GCM), moradores da região chegaram a linchar o suspeito antes da chegada das equipes de segurança.
O jovem foi localizado e socorrido pelos agentes, mas não pôde prestar depoimento de imediato devido às agressões sofridas e ao efeito de medicamentos, segundo relato das autoridades. As outras vítimas foram encaminhadas a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde receberam atendimento médico.
O corpo de Leandro Moreira foi levado ao Instituto Médico-Legal (IML), onde passará por exames de necrópsia. A Delegacia de Jaguariúna registrou o caso como homicídio e lesão corporal. A polícia aguarda condições clínicas do suspeito para retomada do interrogatório e continuidade das investigações.
Cinco pessoas, incluindo duas crianças, perderam a vida após acidente na SP-331
Entre as cinco vítimas, estão duas crianças de 4 e 12 anos (Foto: Reprodução)
Um acidente gravíssimo na noite de véspera de Natal interrompeu de forma trágica os planos de uma família que seguia para uma confraternização em Reginópolis, no interior de São Paulo. Cinco pessoas morreram na colisão entre dois carros na Rodovia Hilário Spuri Jorge (SP-331). As informações foram publicadas originalmente pela CNN Brasil.
De acordo com o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), a batida ocorreu por volta das 21h55 desta quarta-feira (24), na altura do km 111,4, no sentido oeste da rodovia, próximo ao município de Balbinos. Equipes da Polícia Militar Rodoviária, do Corpo de Bombeiros e da Unidade Básica de Atendimento (UBA) do DER foram acionadas imediatamente.
A família, que havia saído de Iacanga rumo a Reginópolis para celebrar o Natal, não resistiu ao impacto. A Prefeitura de Iacanga identificou as vítimas como o motorista Luís Carlos de Souza Pinheiro, sua esposa Paula Daniela Martins, os filhos do casal — Luis Otávio, de 12 anos, e Felipe, de 4 anos — além de Dulcinéia Aparecida Martins Lozano, irmã de Paula.
Paula era bastante conhecida na região pela venda de queijos artesanais, enquanto Dulcinéia trabalhava como professora da Educação Infantil na rede municipal de Iacanga. Nas redes sociais, Luís Carlos — apelidado de “Batore” — compartilhava com frequência fotos dos filhos, especialmente de momentos em que as crianças apareciam montando a cavalo.
O choque entre os veículos provocou grande mobilização no local e exigiu a interdição parcial da via. Durante a madrugada, o tráfego operou no sistema “pare e siga”, com a pista oeste bloqueada e a circulação de veículos desviada para o sentido leste, em direção a Iacanga. A normalização só ocorreu por volta das 6h10 desta quinta-feira (25).
A Prefeitura de Iacanga e a Câmara Municipal decretaram luto oficial de três dias. Em nota, o Legislativo municipal manifestou “profundo pesar” e desejou força aos familiares e amigos das vítimas diante do que classificou como um momento de “imensa dor”.
Em editorial na última quinta-feira (25), com o título “A aposta leviana no salário mínimo”, o Estadão mostra mais uma uma vez sua subserviência ao dito “mercado brasileiro” ao atacar a política do governo Lula (PT) de valorização real do salário mínimo. Ao classificar o reajuste acima da inflação como “apelo populista” e “explosão insustentável de gastos”, o texto recorre a uma narrativa elitista e falaciosa que ignora evidências empíricas, dados históricos e o impacto concreto da medida na vida de milhões de trabalhadores.
A tese central do editorial, de que o aumento real do salário mínimo seria responsável por um suposto descontrole fiscal, não se sustenta. O próprio Brasil já viveu longos períodos de valorização do mínimo, especialmente entre 2004 e 2014, com crescimento econômico, queda da desigualdade, redução da pobreza e estabilidade inflacionária.
“Lula empurra País para o abismo ao insistir numa política de reajuste real do salário mínimo que a economia é incapaz de suportar”, argumentou o jornal.
Não houve, naquele ciclo, qualquer “explosão” de gastos públicos nem colapso das contas do Estado provocado pelo salário mínimo. Buscando respaldo para sua tese, o veículo cita 11 economistas, mas todos sob o mesmo viés: José Roberto Mendonça de Barros, Rogério Ceron, Alexandre Schwartsman, Rafaela Vitória, Ana Paula Vescovi, Bruno Funchal, Marcos Mendes, Manoel Pires, Bráulio Borges, Fernanda Guardado e Felipe Salto.
A afirmação de que “cada R$ 1 de aumento correspondeu a R$ 388 milhões nas contas públicas” é apresentada de forma alarmista, sem contextualizar que esse valor retorna à economia na forma de consumo, arrecadação e dinamização do mercado interno. Salário mínimo não é despesa improdutiva: é renda que circula, aquece o comércio local, sustenta empregos e amplia a base tributária. Ignorar esse efeito multiplicador é uma escolha ideológica, não técnica.
Também não procede a ideia de que a política de valorização do mínimo seja inflacionária. O Brasil conviveu com aumentos reais do salário mínimo sem repasses automáticos de preços, especialmente quando há capacidade ociosa e mercado de trabalho ainda em recomposição, como ocorre atualmente. A inflação brasileira recente esteve muito mais associada a choques externos, preços administrados e alimentos do que ao rendimento dos mais pobres.
O Estadão cita, por exemplo, que o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga foi execrado pela esquerda após defender o congelamento do salário mínimo mesmo após ter declarado voto no PT em 2022. No entanto, o jornal não menciona que o economista foi contestado até mesmo pelos seus pares da Associação Brasileira dos Economistas pela Democracia (ABED), que repudiou sua ideia classificando-a como “elitista, cruel e inaceitável”.
“O aumento real do salário mínimo foi decisivo para a melhoria da vida de milhões de brasileiros, ajudando a reduzir desigualdades sociais e regionais, além de dinamizar a economia nacional. Atacar essa política é atacar diretamente a população mais pobre e trabalhadora do Brasil”, destacaram os especialistas na nota de repúdio.
Armínio Fraga, ex-presidente do BC. Foto: reprodução
Ataques a Lula
Ao insistir que Lula age movido por “interesse pessoal” e “impacto midiático”, dizendo que o presidente seria “obcecado pela busca de votos”, o editorial do Estadão substitui análise econômica por julgamento político. Valorizar o salário mínimo não é populismo: é política pública redistributiva prevista na Constituição, com impacto direto sobre aposentadorias, pensões e benefícios sociais. Trata-se de uma escolha de modelo de país, não de improviso.
A tentativa de conferir verniz técnico à crítica por meio de uma lista de economistas ignora que não há consenso científico contra o aumento real do salário mínimo. Há, sim, divergências sobre regras de indexação, mas isso não autoriza o jornal a vender como verdade absoluta a ideia de que a política é “inviável” ou “irresponsável”.
O editorial do Estadão, ao defender congelamentos, desvinculações e “terapias de choque”, fala a partir do ponto de vista de quem nunca dependeu do salário mínimo para viver. É uma leitura que naturaliza a compressão da renda dos mais pobres em nome de um ajuste fiscal que poupa o topo e sacrifica a base.
O aumento do salário mínimo promovido pelo governo Lula não empurra o país para o abismo, ao contrário, ajuda a sustentar a economia real e a reduzir desigualdades históricas que o próprio jornal parece confortável em perpetuar.
General da reserva do Exército Brasileiro, Paulo Chagas. Foto: Reprodução
General da reserva do Exército Brasileiro, Paulo Chagas fez novas críticas públicas a apoiadores de Jair Bolsonaro. Em publicação nas redes sociais nesta quinta-feira (25), ele afirmou que parte dos bolsonaristas se enquadra em dois perfis: o “do cão que ladra, mas não morde, oculto atrás de codinomes” e o de pessoas que, segundo ele, apresentam “deficiência cultural e cognitiva”, com dificuldade de articular ideias “minimamente coerentes”.
A manifestação ocorreu poucas horas após o ex-presidente Jair Bolsonaro ter sido submetido a uma cirurgia para correção de duas hérnias inguinais em um hospital particular de Brasília. O general fez as declarações em seu perfil no X, onde mantém atividade frequente com comentários sobre política nacional.
Paulo Chagas também tem histórico de críticas ao ex-presidente. No início do mês, ele afirmou que Bolsonaro seria “um líder tão estridente quanto vazio” e “incapaz de se consolidar como força propositiva”. As declarações repercutiram entre apoiadores do ex-chefe do Executivo e motivaram reações nas redes sociais.
Na ocasião, o general avaliou que a liderança política de Bolsonaro surgiu em meio a um vácuo de representatividade, mas estaria ligada a um projeto de promoção pessoal. Ele declarou ainda concordar com afirmação de Michelle Bolsonaro, que chamou o marido de maior líder da direita brasileira, mantendo porém as críticas ao perfil político do ex-presidente.
O militar também foi candidato ao Governo do Distrito Federal em 2018. Ele concorreu pelo PSL e terminou a disputa em quarto lugar, com 110.973 votos, o equivalente a 7,35% dos votos válidos à época, sem conseguir avançar ao segundo turno.
As novas declarações foram publicadas no mesmo dia em que Bolsonaro permanece internado em recuperação da cirurgia. O ex-presidente passou por procedimento para correção de duas hérnias inguinais, e seu quadro clínico segue acompanhado pela equipe médica do hospital em Brasília.
O texto, lido por Flávio na tarde de quinta-feira (25), intensificou tensões internas no grupo bolsonarista
Flávio Bolsonaro (Foto: Reprodução)
A divulgação de uma carta escrita à mão pelo ex-presidente Jair Bolsonaro a partir da prisão, reafirmando o apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República em 2026, provocou forte reação entre seus aliados mais próximos. A informação foi revelada pela jornalista Malu Gaspar, de O Globo.
O texto, lido por Flávio na tarde de quinta-feira (25), intensificou tensões internas no grupo bolsonarista e contrariou lideranças que esperavam maior cautela no momento em que o ex-presidente enfrenta problemas de saúde e recupera-se de procedimentos médicos. Entre os incomodados está até a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, segundo relataram aliados citados pela coluna
Na carta, Jair Bolsonaro escreveu: “Entrego o que há de mais importante na vida de um pai: o próprio filho, para a missão de resgatar o nosso Brasil. Trata-se de uma decisão consciente, legítima e amparada no desejo de preservar a representação daqueles que confiaram em mim”. O gesto, porém, foi interpretado por parte da própria equipe política como precipitado.
De acordo com os aliados ouvidos por Malu Gaspar, a divulgação teria sido motivada por “egoísmo” de Flávio, já que ocorreu enquanto Bolsonaro se prepara para nova cirurgia, inclusive para tratar o soluço persistente que tem afetado sua saúde. O momento, afirmam, não seria adequado para forçar movimentos políticos de grande repercussão.
A tensão já havia aparecido no início da semana, quando Bolsonaro chegou a anunciar uma entrevista ao portal Metrópoles articulada por Flávio — tratada internamente como um movimento para reforçar a pré-candidatura. No entanto, a ex-primeira-dama Michelle teria atuado para cancelar a participação, alegando justamente o estado de saúde do marido.
Os dois episódios, segundo observadores próximos, demonstram que a declaração formal de apoio não encerrou a disputa interna no clã Bolsonaro nem resolveu o debate sobre a viabilidade eleitoral de Flávio em 2026. Pelo contrário: a tendência é de que a pressão entre os diferentes grupos e interesses do bolsonarismo permaneça elevada nos próximos meses.
Aliados afirmam que, embora a palavra de Bolsonaro continue sendo cumprida enquanto estiver valendo, há clara divisão sobre os rumos da candidatura. A avaliação predominante é que a disputa interna deve persistir e continuar influenciando a reorganização da direita até o próximo ano eleitoral.
Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo