quarta-feira, 25 de junho de 2025

Veto ao novo decreto do IOF coloca programas sociais em risco, diz Gleisi

 

Gleisi Hoffmann, ministra da SRI. Foto: reprodução
A ministra Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), afirmou em publicação no X, nesta quarta-feira (25), que o novo decreto do IOF demonstra o esforço do governo em dialogar com o Congresso, reduzindo impactos do decreto anterior, e destaca que a medida tem caráter regulatório, sem base jurídica para um PDL. Segundo ela, se a Câmara dos Deputados derrubar a ação do governo, reduzirá a receita em R$ 10 bilhões em 2025 e R$ 30 bilhões em 2026, ampliando o contingenciamento para R$ 41 bilhões e ameaçando programas sociais e emendas parlamentares.

Leia o post de Gleisi na íntegra:

SOBRE O DECRETO DO IOF

O Decreto do IOF reflete o esforço do governo de construir entendimento com o Congresso Nacional atenuando os impactos do decreto editado anteriormente;

O Decreto tem natureza regulatória, apesar das consequências fiscais. Não há qualquer base jurídica para o PDL;

A arrecadação prevista para 2025, que era de R$ 20 bilhões no decreto anterior, caiu para R$ 12 bilhões com o novo Decreto;

A proposta não interfere sobre fluxos de capital estrangeiro;

A proposta padroniza a tributação de operações de crédito com pessoas físicas e pessoas jurídicas. A Derrubada do decreto levaria pessoas físicas a pagarem alíquota diária de IOF duas vezes maior do que a aplicável a pessoas jurídicas;

O Decreto contribui para reduzir elisão fiscal e eliminar distorções no funcionamento do mercado de crédito para grandes empresas;
Padroniza distintas alíquotas que eram aplicadas sobre operações cambiais com meios de pagamento similares e prejudicavam a escolha dos instrumentos mais eficientes, adotando carga tributária (3,5%) inferior à vigente até 2022 (6,38%).
A Diferença de alíquotas gerava distorções estimulando, por exemplo, uso do cartão de crédito internacional pagando menos IOF;

A Derrubada do decreto reduzirá a receita de 2025 em R$ 10 bilhões, colocando em risco o cumprimento da meta de resultado primário em 2025;
Para 2026, derrubada do decreto pode dificultar a meta de resultado primário em R$ 30 bilhões;

Para compensar essa perda de receita, o bloqueio e contingenciamento, que já são de R$ 31 bilhões, tudo o mais constante, terá que ser elevado para R$ 41 bilhões, resultando em risco de paralisação de programas como Auxílio Gás, Assistência Social, Minha Casa Minha Vida, Pé de Meia, entre outros;

As emendas parlamentares também serão afetadas pela derrubada do Decreto. Em 2025, o contingenciamento adicional de emendas será de R$ 2,7 bilhões, somando-se aos R$ 7,1 bilhões já contidos, resultando no total de R$ 9,8 bilhões. Em 2026, considerado apenas o efeito dessa medida, a derrubada do decreto resulta em perda de R$ 7,1 bilhões para as emendas parlamentares;

As outras medidas de receita em tramitação no Congresso Nacional são para reconstituir o contingenciamento já feito.

Fonte: DCM

João Doria se pronuncia após abandonar programa do SBT: “Tribunal de inquisição”


     João Dória, ex-governador de São Paulo. Foto: reprodução

O empresário e ex-governador de São Paulo João Doria se pronunciou após interromper abruptamente sua participação no programa “No Alvo”, do SBT, nesta quarta-feira (25). Na ocasião, ele se irritou com perguntas sobre um suposto envolvimento em uma orgia em 2018, quando era candidato ao governo paulista.

A produção do novo talk show, que ainda não tem data de estreia, tentou contornar a situação, mas não conseguiu convencer o ex-prefeito a continuar. “Aceitei o convite por respeito ao SBT, mas na verdade era um tribunal de inquisição”, declarou Doria ao ser questionado sobre o ocorrido. O político afirmou que as acusações já haviam sido comprovadas como fake news pelas polícias Civil e Federal.

Revoltado, Doria classificou o programa como de “mau gosto” e deixou as gravações, conforme revelado pela coluna de Flávio Ricco, no Metrópoles.

O programa, que faz parte da nova grade de 2025 da emissora, já contou com a participação de outros nomes famosos como João Kleber, Geraldo Luís, Andressa Urach, Leo Dias e Marcia Goldschmidt.

Fonte: DCM com informações do Metrópoles

Moraes manda PF ouvir Wajngarten e advogado de Bolsonaro em inquérito

Decisão faz parte do inquérito que investiga supostas conversas realizadas via Instagram entre Mauro Cid e o advogado Eduardo Kuntz

    Fabio Wajngarten e Jair Bolsonaro (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal colha, no prazo de cinco dias, os depoimentos de Fabio Wajngarten, ex-assessor de Jair Bolsonaro (PL), e do advogado Paulo Costa Bueno, integrante da defesa do ex-mandatário.

A decisão faz parte do inquérito que investiga supostas conversas realizadas via Instagram entre o tenente-coronel Mauro Cid e o advogado Eduardo Kuntz.

Segundo a Polícia Federal, Wajngarten teria feito reiteradas tentativas de contato com Mauro Cid por meio de familiares, incluindo a esposa do militar, Gabriela Cid, e a filha do casal. A mesma conduta é atribuída a Bueno.

As tentativas de contatar o tenente-coronel ocorreram após o acordo de delação premiada de Cid ter sido homologado pelo STF e depois que ele deixou a prisão.

Fonte: Brasil 247

'Lula não repetirá o erro de Bolsonaro nas contas públicas', diz Haddad

Ministro da Fazenda disparou críticas à gestão anterior por medidas eleitoreiras

       Ministro da Fazenda, Fernando Haddad - 03/06/2025 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não repetirá o que classificou como “erro” cometido pelo governo anterior, de Jair Bolsonaro: desequilibrar as contas públicas em nome de uma reeleição, disse o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

De acordo com as declarações do ministro em entrevista à emissora Record, o governo Lula reonhece que Bolsonaro errou em sua estratégia eleitoral e criticou o ex-ocupante do Palácio do Planalto por falta de planejamento fiscal.

“Uma coisa eu diria para você com muita segurança: o presidente Lula não vai repetir o erro que foi cometido pelo governo em 2022. O governo em 2022 bagunçou as contas públicas e perdeu a eleição”, afirmou Haddad, na transmitida na terça-feira (24).

“Lembra o desespero do governo Bolsonaro em gastar no último ano, baixando o preço da gasolina artificialmente, dando auxílio para todo mundo? Resultou no quê? Resultou em derrota. Não é assim que se constrói um país”, criticou o ministro.

Fonte: Brasil 247 com informações da TV Record

Carlos Bolsonaro diz a aliados que deixará o Brasil se não for eleito para o Senado em 2026

Pesquisa mostra insatisfação da base bolsonarista com candidatura do filho do ex-mandatário

     Carlos Bolsonaro (Foto: Câmara Municipal do Rio de Janeiro)

O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) decidiu seguir a orientação de Jair Bolsonaro (PL) e se lançar candidato ao Senado por Santa Catarina nas eleições de 2026. Com sua base bolsonarista consolidada no estado, o ex-mandatário acredita que a vitória de Carlos é praticamente garantida se ele de fato concorrer por lá. No entanto, a possibilidade de sua candidatura gerou preocupação dentro do PL. A medição feita nas redes sociais revelou que a estratégia não está sendo bem recebida pela base eleitoral. As informações são da coluna da jornalista Mônica Bergamo, do jornal O Globo.

O partido, após divulgar a intenção de Carlos de disputar uma vaga ao Senado por Santa Catarina, recebeu uma resposta negativa por parte de suas lideranças. De acordo com o levantamento, muitos eleitores consideram que o vereador estará apenas na "zona de conforto" ao tentar se eleger por um estado já amplamente associado ao bolsonarismo, o que não agradou a parcela do eleitorado que busca renovação e alternativas.

Além disso, segundo a reportagem, Carlos Bolsonaro já fez um alerta a seus aliados de que, caso sua candidatura não seja bem-sucedida, ele pretende deixar o Brasil. Essa declaração pode aumentar ainda mais a pressão sobre o PL, que já se vê diante de um dilema quanto à viabilidade da candidatura do vereador no cenário político de 2026.

Com a resistência nas redes, lideranças do PL começaram a questionar se a decisão de lançar Carlos em Santa Catarina é a mais acertada. Para muitos dentro do partido, a repercussão negativa pode levar Jair Bolsonaro a repensar a estratégia e, possivelmente, buscar outro estado para a candidatura de seu filho ao Senado.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Em dia de votação na Câmara, Haddad defende alta do IOF: "corrige uma injustiça"

Defesa foi feita após a decisão do presidente da Câmara, Hugo Motta, de colocar em votação a revogação do decreto do IOF nesta quarta-feira.

        Fernando Haddad e Hugo Motta (Foto: Diogo Zacarias/MF)

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, usou suas redes sociais para defender o decreto que eleva o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), afirmando que ele "corrige uma injustiça". “O decreto do IOF corrige uma injustiça: combate a evasão de impostos dos mais ricos para equilibrar as contas públicas e garantir os direitos sociais dos trabalhadores”, escreveu Haddad no X (antigo Twitter) nesta quarta-feira (25).

A defesa foi feita após a decisão do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), de colocar em votação a revogação do decreto do IOF. No início da manhã, Haddad já havia se pronunciado sobre a necessidade de o Brasil evitar assumir novos compromissos fiscais com a atual taxa de juros. “Não devemos contratar novos gastos. Nenhum”, afirmou, reforçando que a Selic a 15% ao ano torna inadmissível o aumento de despesas neste momento.

A postura de Hugo Motta, que anunciou sua decisão na véspera por meio de uma postagem nas redes sociais, tem sido vista como uma reação do Legislativo à maneira como o governo tem conduzido a liberação de recursos parlamentares. A tendência é de o decreto seja derrubado com ampla margem, semelhante ao cenário de 16 de junho, quando a urgência do projeto foi aprovada no plenário, com votos favoráveis até mesmo de membros da base governista.

Além da possível revogação do decreto do IOF, a sessão desta quarta-feira também inclui a votação de um projeto que isenta do Imposto de Renda aqueles que recebem até dois salários mínimos, além de duas medidas provisórias: uma que destina até R$ 15 bilhões por ano do Fundo Social para habitação popular e outra que autoriza crédito consignado para trabalhadores do setor privado.
Fonte: Brasil 247

Lindbergh acusa Hugo Motta de 'provocação' ao pautar projeto do IOF: "grave erro"

Líder do PT na Câmara também disse que a decisão de Motta é uma tentativa de criar dificuldades para o governo Lula, visando as eleições de 2026

       Lindbergh Farias (Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados)

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), criticou duramente o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), após o anúncio da pauta de votação do projeto que revoga o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O parlamentar considerou a decisão de Motta um “grave erro”, dado que a semana está esvaziada devido às festas juninas e à ausência da maioria dos parlamentares. Para ele, a escolha do deputado bolsonarista Coronel Chrisóstomo (PL-RO) como relator da proposta foi uma verdadeira “provocação”.

“Designar o Coronel Chrisóstomo como relator, um bolsonarista histriônico, chega a parecer uma provocação desnecessária. Não existe espaço de diálogo algum”, disse Lindbergh, de acordo com o jornal O Globo. O anúncio da votação, feito por Motta em uma postagem no X (antigo Twitter) na noite de terça-feira (24), pegou o governo de surpresa. Lindbergh Farias expressou sua perplexidade com a falta de quórum para deliberar sobre o tema.

“Ele cometeu um grave erro. É uma temeridade o presidente Motta pautar um tema de tamanha importância sem que haja quórum em Brasília. Fico me perguntando o que motivou uma reunião ser convocada às 23h35”, ressaltou, de acordo com a reportagem.

Lindbergh também fez uma análise mais ampla sobre os desdobramentos da proposta, destacando as consequências para as finanças do governo. Segundo ele, a decisão representava mais uma tentativa de dificultar o trabalho do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), já projetando as eleições de 2026. O parlamentar explicou que o governo havia conseguido R$ 30 bilhões dos R$ 50 bilhões necessários e contava com o IOF para fechar a conta. A revogação do imposto, segundo ele, comprometeria os R$ 12 bilhões restantes, criando um vácuo orçamentário.

“Agora, se derruba isso, de onde vão tirar os R$ 12 bilhões? Essa marcação de posição contra o governo, nesse momento, é muito ruim. Assim como é ruim antecipar o debate sobre 2026. Ele deve ser tratado em 2026”, afirmou. Ainda de acordo com a reportagem, Lindbergh também acusou setores do Congresso de tentarem inviabilizar o governo Lula, enfatizando que essa postura não seria tolerada.

“Vejo alguns setores tentando atrapalhar. Não é correto tentar antecipar o calendário eleitoral, como impondo a derrota ao governo e prejudicando todo o país. Nós não vamos aceitar que tentem paralisar o governo do presidente Lula”, afirmou.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

VÍDEO – Advogado de Braga Netto perde a linha após pedido negado em acareação; entenda

José Luís de Oliveira Lima, advogado de Walter Braga Netto, após acareação entre seu cliente e Mauro Cid no STF. Foto: Reprodução


O advogado do general Walter Braga Netto, José Luís de Oliveira Lima, se desesperou após a acareação entre seu cliente e o tenente-coronel Mauro Cid, realizada no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça (24). A audiência durou cerca de 1h50, foi conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes e teve o objetivo de esclarecer divergências nas versões dos dois réus no processo da trama golpista.

Após o término do confronto, o advogado expressou indignação pela negativa de sua solicitação para gravar o ato processual. Em um momento de frustração, ele afirmou que a defesa teve sua prerrogativa violada.

“Quero registrar que a defesa teve a sua prerrogativa violada. Todos os atos desse processo foram gravados e a opinião pública teve acesso. Neste caso, que é um ato processual fundamental, pegar os detalhes das falas de cada um… Esta defesa pediu que o ato fosse gravado, foi negado”, lamentou Oliveira Lima.

O pedido de gravação, tanto para o registro do confronto quanto para permitir que a defesa pudesse filmar, foi recusado, o que gerou revolta no advogado de Braga Netto. Segundo ele, a negativa de permitir a gravação comprometeu a transparência do ato processual, que ele considerou essencial para a defesa de seu cliente.

Fonte: DCM

Gleisi diz que derrubar decreto do IOF pode afetar emendas parlamentares

 

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. Foto: Evaristo Sá/AFP

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou nesta quarta (25) nas redes sociais que a derrubada do decreto do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) pode impactar diretamente a execução das emendas parlamentares.

Ela destacou que o novo decreto trouxe “ajustes necessários para a execução do Orçamento de acordo com o arcabouço fiscal aprovado pelo Congresso” e que qualquer alteração nesta medida resultaria em “novos bloqueios e contingenciamentos no Orçamento”, prejudicando programas sociais e investimentos.

“Quando falam em aumento de imposto, é preciso lembrar que o IOF para cartões internacionais era de 6,38% em 2022 e está sendo fixado em 3,5% pelo decreto, depois de duas quedas consecutivas na alíquota. No diálogo com o Congresso, o governo retirou ajustes que incidiriam sobre outras operações”, apontou.

A Câmara dos Deputados aprovou, na semana passada, a urgência do projeto, o que acelera sua tramitação. A articulação do governo tem tentado conversar com parlamentares e Gleisi afirma que “é hora de pensar primeiro no país, que precisa continuar crescendo e buscando justiça social e tributária”.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também se pronunciou sobre o tema, mas focou nas implicações econômicas e fiscais que a anulação do decreto traria para o país. O governo tem tentado encontrar uma solução para o impasse no tema.

“O decreto do IOF corrige uma injustiça: combate a evasão de impostos dos mais ricos para equilibrar as contas públicas e garantir os direitos sociais dos trabalhadores”, disse Haddad. O governo estima uma arrecadação de R$ 10 bilhões por ano com a medida.

A expectativa inicial era de arrecadar R$ 19,1 bilhões neste ano, mas as medidas anteriores sobre o tema tiveram reação negativa do mercado e de parlamentares, o que gerou novos decretos.

Fonte: DCM

Apucarana amplia diálogo com contadores e avança na modernização da gestão fiscal


A Secretaria Municipal da Fazenda promoveu nesta quarta-feira (25/06) um café da manhã com os profissionais de contabilidade. O objetivo é estabelecer um canal de comunicação permanente para solucionar de maneira ágil situações junto ao fisco municipal, que envolvem as empresas atendidas pelos profissionais.

Ainda neste ano, o Município implantará o Domicílio Eletrônico do Contribuinte (DEC), ferramenta que enviará notificações a cidadãos, empresas ou seus representantes legais. Simultaneamente, será criado um mecanismo de autoregularização de eventuais inconsistências fiscais, permitindo ao contribuinte corrigir problemas antes de ser autuado.

A abertura do encontro – que ocorreu no Salão Nobre da Prefeitura - foi feita pelo vice-prefeito Marcos da Vila Reis, representando o prefeito Rodolfo Mota. O prefeito cumpre agenda oficial em Florianópolis, onde ministra a palestra “Desafios na Gestão Municipal”, durante a 5ª edição do Summit Cidades 2025.

A presidente do Sindicato dos Contabilistas de Apucarana (SICAP), Mayra Landim, agradeceu pela iniciativa e destacou a importância desse espaço de diálogo. “É uma oportunidade para trazer sugestões, as nossas dificuldades do dia a dia e viabilizar uma forma de trabalho entre município e os contadores”, frisa Mayra.

A reunião foi coordenada pelo professor e secretário municipal da Fazenda, Rogério Ribeiro, que ressaltou a importância de construir soluções de forma colaborativa. Ele citou a presença de profissionais experientes no serviço público, como o professor Luiz Sérgio Hilário e o ex-prefeito João Carlos de Oliveira, ambos ex-secretários da Fazenda.


Durante o encontro, foram discutidos temas como o Domicílio Eletrônico do Contribuinte (DEC) e a implantação do mecanismo de autoregularização, Nota Fiscal Eletrônica, Código de Posturas e zoneamento, reativação do Conselho de Contribuintes e o atendimento a contadores mediante agendamento.

Conforme Ribeiro, a implantação do DEC está prevista no Código Tributário do Município desde 2023. “De acordo com a legislação, a adesão era opcional em 2024 e a partir de 2025 é obrigatória. No entanto, não houve uma orientação formal sobre o funcionamento da ferramenta. Agora, ela está pronta no sistema e, por isso, será dado um prazo aos contribuintes para adaptação”, explica.

AUTOREGULARIZAÇÃO - O DEC funcionará como um canal oficial de comunicação, enviando notificações e intimações a contribuintes e seus representantes legais. “Quando a fiscalização identificar alguma inconsistência nas declarações fiscais, as empresas serão notificadas para providenciar a regularização”, exemplificou Ribeiro.

Ele acrescentou que a atual gestão pretende alterar o Código Tributário para permitir a autoregularização, oferecendo ao contribuinte a oportunidade de corrigir irregularidades antes de ser autuado.

Outro tema abordado foi a reativação do Conselho dos Contribuintes. “Na área de trânsito, existe a Junta Administrativa de Recursos de Infrações (JARI), que julga recursos contra multas em primeira instância. O Conselho dos Contribuintes funcionará de forma semelhante, atuando como instância recursal em notificações fiscais”, comparou o secretário.

Além da possibilidade de agendamento do atendimento, Ribeiro afirma que o Município está investindo em serviços online. “Em janeiro, a Prefeitura tinha 60 serviços online e hoje já estamos com 74 e a intenção do prefeito Rodolfo Mota é que a gestão atinja no mínimo 120 serviços online até dezembro”, projeta o secretário municipal de Fazenda.

Fonte: Prefeitura de Apucarana

Trabalho para içar o corpo de Juliana Marins termina após mais de 7 horas

 

Voluntários descem com o corpo da brasileira Juliana Marins — Foto: Reprodução

Após quatro dias de buscas no Monte Rinjani, na Indonésia, o corpo da brasileira Juliana Marins, de 26 anos, foi resgatado nesta quarta-feira (25). A operação, conduzida por equipes da Agência Nacional de Busca e Resgate (Basarnas), durou mais de sete horas e enfrentou dificuldades como neblina intensa, terreno acidentado e variações bruscas de temperatura.

Juliana havia sido encontrada morta na terça-feira (24), após cair de uma trilha durante expedição no segundo maior vulcão do país. A ação mobilizou três equipes, incluindo o esquadrão Rinjani, especializado nesse tipo de missão. Parte do trajeto foi registrada por um montanhista voluntário que ajudou no resgate.

O corpo foi içado e levado em maca até a base de Sembalun, de onde seguiu de aeronave até o hospital Bayangkara. “Após a entrega oficial do corpo, os procedimentos seguintes ficam a cargo das autoridades e da família”, declarou o chefe da Basarnas, Marechal do Ar Muhammad Syafi’i.

Juliana, natural do Rio de Janeiro e moradora de Niterói, era formada em publicidade pela UFRJ e praticava pole dance. Ela fazia uma viagem pela Ásia quando decidiu realizar a trilha no Monte Rinjani, acompanhada de outros turistas.

A publicitária Juliana Marins sorrindo para a câmera, de boné e top sem alças, em foto em preto e branco
A publicitária Juliana Marins. Foto: Reprodução

Após escorregar em uma vala no sábado (21), caiu por uma encosta de 600 metros e só foi localizada dias depois. O caso gerou grande repercussão nas redes sociais e levantou críticas sobre a condução da excursão e a atuação da empresa contratada.

As equipes enfrentaram obstáculos como falhas nos equipamentos de escalada e informações desencontradas repassadas à família. No domingo, os socorristas chegaram a montar um acampamento próximo ao local da queda, aguardando condições melhores para concluir a operação.

Segundo relatos, a jovem ficou sem receber água, comida e abrigo térmico durante o tempo em que esteve à espera de socorro, agravando ainda mais a tragédia.

Juliana é mais uma vítima do histórico acidentado do Monte Rinjani. A trilha onde ela caiu já registrou ao menos 180 acidentes e oito mortes, segundo dados oficiais.

Fonte: DCM

Turista irlandês sobreviveu a queda de 200 metros na mesma trilha onde Juliana morreu

 

Paul Farrel na sombra de uma formação rochosa após conseguir acionar o resgate. Foto: Reprodução

O Monte Rinjani, conhecido por atrair trilheiros do mundo inteiro, voltou ao centro das atenções após a morte da brasileira Juliana Marins. Porém, esse não é o único caso recente de queda na montanha.

Em outubro do ano passado, o irlandês Paul Farrel, de 31 anos, sobreviveu após despencar cerca de 200 metros de um penhasco no mesmo vulcão e conseguiu acionar o resgate com o sinal do celular.

Farrel fazia trilha sozinho quando sofreu o acidente. Mesmo ferido, com cortes profundos pelo corpo e uma lesão no ombro, conseguiu ligar para um resort local pedindo socorro.

Uma equipe de resgate que já estava na área atendendo outro caso foi enviada ao local e o encontrou na sombra de uma formação rochosa. Aliviado ao ser salvo, o irlandês agradeceu aos socorristas. “Muito obrigado. Vocês salvaram minha vida. Eu nunca teria conseguido voltar sem vocês”.

Vídeos divulgados mostram o momento em que um socorrista desce de rapel até o local do acidente e é puxado de volta com a vítima. Em outro registro, Paul aparece acendendo um cigarro logo após ser resgatado.

A história contrasta com o drama enfrentado pela brasileira Juliana Marins, cujo corpo foi localizado apenas quatro dias após a queda, em uma operação de mais de sete horas.

Outros acidentes também marcaram o Monte Rinjani nos últimos anos. Em maio de 2025, o malaio Rennie Bin Abdul Ghani, de 57 anos, caiu em uma ravina de 80 metros e não resistiu.

Segundo testemunhas, ele ignorou o uso de cordas e se afastou do grupo. Em 2022, um jovem israelense de 19 anos também perdeu a vida durante uma escalada no local.

Vulcão Rinjani, na ilha de Lombok, na Indonésia. Foto: Parque Nacional do Monte Rinjani/Divulgação

Localizado na ilha de Lombok, o Monte Rinjani é o segundo ponto mais alto da Indonésia, com 3.726 metros de altitude. Apesar da beleza das trilhas e da vista do lago da cratera, as rotas exigem preparo físico e psicológico.

Mesmo com controle de acesso e presença de guias credenciados, o terreno acidentado representa riscos constantes para os visitantes.

De acordo com o chefe do Centro de Conservação de Rinjani, Yemen, muitos acidentes ocorrem entre turistas despreparados.

“É fundamental estar física e mentalmente preparado e nunca subestimar o desafio que o Rinjani representa”, afirmou à agência local Antara. O parque recebe entre 40 e 50 mil visitantes por ano, atraídos pela experiência de caminhar sobre um vulcão ativo.

Fonte: DCM

“Genocida”: brasileiros atacam presidente da Indonésia após morte de Juliana

 

A publicitária Juliana Marins sorrindo para a câmera, de boné e top sem alças, em foto em preto e branco
A publicitária Juliana Marins. Foto: Reprodução
A confirmação da morte de Juliana Marins no Monte Rinjani, na Indonésia, levou milhares de brasileiros a invadirem as redes sociais do presidente Prabowo Subianto e da Agência Nacional de Resgate do país. Juliana, de 26 anos, caiu durante uma trilha na sexta-feira (20), mas o corpo só foi alcançado por socorristas quatro dias depois. Os comentários criticam a demora no resgate e cobram explicações do governo local. “Quatro dias para ser resgatada”, disse um internauta.

Segundo o governo indonésio, as condições meteorológicas e a dificuldade de acesso dificultaram as operações. “Se não tem capacidade de resgate, essa trilha deveria ser proibida”, escreveu uma brasileira em postagem da agência Barsanas. Internautas chegaram a pedir boicote à participação da Indonésia na cúpula dos BRICS, marcada para julho no Brasil. “Presidente sem ação. Você não é bem vindo aos BRICS e ao Rio de janeiro“, disse um internauta. “Genocida”, afirmou outro.

Alguns também fizeram ameaças de morte “Se você vim pro Brasil eu mesmo te mato Prabowo seu genocida”. O governo brasileiro confirmou a morte e disse que prestará apoio à família. “Recebi com muita tristeza a notícia da morte de Juliana Marins […]. Quero expressar minha solidariedade à sua família — solidariedade que, tenho certeza, também é de todo o povo brasileiro”, escreveu o presidente Lula nas redes sociais.

Fonte: DCM

858 milionários são descobertos em programa de universidade gratuita

      Palestra do Programa Universidade Gratuita. Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Secom SC

Uma investigação do Tribunal de Contas de Santa Catarina (TCE-SC) identificou 858 estudantes com patrimônio milionário que recebiam bolsas integrais nos programas Universidade Gratuita e Fumdesc. As bolsas são destinadas a pessoas em situação de vulnerabilidade, mas os dados levantados revelam fraudes envolvendo alunos que possuem carros de luxo, lanchas e imóveis avaliados em milhões de reais. O prejuízo estimado aos cofres públicos é de cerca de R$ 324 milhões. Com informações do UOL.

Segundo o relatório, ao menos 15 mil estudantes omitiram informações de bens da família, enquanto outros 4,4 mil apresentaram renda incompatível com o perfil exigido. A investigação aponta ainda que empresas de consultoria podem estar ajudando candidatos a burlar os critérios de seleção. Universidades também são alvo da apuração, suspeitas de ignorarem as irregularidades. A Polícia Civil de Santa Catarina vai investigar possíveis crimes como falsidade ideológica e obtenção de vantagem indevida.

O governo estadual afirmou que, caso as fraudes sejam confirmadas, os benefícios serão cancelados e os valores devolvidos. A Secretaria de Educação informou ter solicitado ao TCE um relatório detalhado das inconsistências e prometeu reforçar os critérios de fiscalização. O programa, criado para promover inclusão social no ensino superior, exige que os beneficiados prestem serviços à comunidade ao final do curso.

Fonte: DCM com informações do UOL