Sentença sobre pedido de extradição da ex-deputada bolsonarista pode ser publicada em até cinco dias
A promotoria italiana afirmou que a cidadania italiana da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) é apenas formal, sem correspondência substancial. A avaliação foi apresentada durante julgamento realizado no país europeu e é vista pela defesa como fator que pode dificultar a tentativa de evitar a extradição para o Brasil. No Brasil, Zambelli foi condenada por porte ilegal de arma e adulteração de sistemas públicos.
Segundo o SBT News, durante a sessão, o procurador-geral Erminio Amelio afirmou que a cidadania italiana da ex-deputada seria "apenas uma fachada". O representante do Ministério Público sustentou que, embora exista formalmente, ela não teria correspondência substancial. A defesa contestou a posição da promotoria. O advogado Pieremilio Sammarco afirmou que se trata de "absurdidade jurídica". Segundo ele, a contestação foi apresentada em audiência logo após a manifestação do procurador.
Outro advogado da defesa de Zambelli, Fábio Pagnozzi, declarou que causa preocupação a ideia do promotor de que cidadãos italianos que vivem no exterior poderiam usar a cidadania como escudo. Ele afirmou que o reconhecimento da cidadania garante plena condição jurídica independentemente do local de residência.
Pedidos da defesa são negados pela Justiça
A defesa também reiterou que não existe risco de fuga e pediu que a ex-deputada permaneça na Itália durante o andamento do processo. Os pedidos para apresentação de testemunhas foram negados pela Justiça italiana. Os advogados também solicitaram o afastamento dos magistrados responsáveis pelo caso, pedido que não foi aceito.
A sentença sobre o pedido de extradição apresentado pelo Brasil deve ser publicada em até cinco dias pela Justiça italiana. O processo é conduzido pelo Ministério Público local, sem análise do mérito das acusações.
Fonte: Brasil 247 com informações do SBT News
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