quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Planalto aposta no fim da escala 6x1 para fortalecer o 1º de Maio

Governo quer acelerar projeto no Congresso e usar a pauta trabalhista para dar novo peso político ao Dia do Trabalhador

Presidente Lula e Guilherme Boulos em Brasília 29/10/2025 REUTERS/Mateus Bonomi (Foto: Mateus Bonomi)

Integrantes do Palácio do Planalto articulam uma ofensiva política para acelerar a tramitação do projeto que prevê o fim da escala de trabalho 6x1. A movimentação tem como pano de fundo o 1º de Maio, data simbólica para o campo progressista e historicamente associada ao Partido dos Trabalhadores (PT), legenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A avaliação interna é de que a aprovação ou o avanço consistente da proposta pode devolver protagonismo político às celebrações do Dia do Trabalhador. As informações são do Metrópoles.

A estratégia do governo é usar a pauta da jornada de trabalho como elemento central para mobilizar sindicatos, movimentos sociais e a militância nas ruas, reforçando a agenda trabalhista do Executivo em um ano eleitoral.

A coordenação do esforço para reorganizar o 1º de Maio ficou a cargo do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos. A pasta é responsável pela interlocução com movimentos sociais, e a missão é garantir um ato com grande participação popular, que deve contar com a presença do próprio presidente.

Aliados de Lula avaliam que o governo precisa recuperar o simbolismo da data, especialmente após o esvaziamento das comemorações recentes. O objetivo é apresentar ao eleitorado uma narrativa que vá além das políticas fiscais e sociais, destacando também medidas voltadas à qualidade de vida do trabalhador. Nesse contexto, o Planalto pretende associar o debate sobre o fim da escala 6x1 a outras iniciativas, como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil.

O episódio de 2024 ainda pesa nas avaliações internas. Naquele ano, a celebração do 1º de Maio em São Paulo teve baixa adesão, o que gerou críticas públicas de Lula. Em discurso, o presidente não escondeu a insatisfação com a organização do ato. “Não pensem que vai ficar assim. Vocês sabem que ontem eu conversei com ele sobre esse ato e disse: ‘Márcio, esse ato está mal convocado’. Nós não fizemos o esforço necessário para levar a quantidade de gente que era preciso levar”, afirmou Lula.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

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