A CPI do INSS avança nesta quinta-feira (5) sobre o Banco Master ao ouvir o presidente do instituto, Gilberto Waller Júnior, e analisar pedidos de quebra de sigilo bancário e fiscal relacionados à instituição financeira, conforme informações do Globo.
A movimentação ocorre na reta final dos trabalhos do colegiado e tem como pano de fundo a investigação sobre suspeitas de irregularidades em contratos de crédito consignado.
Os requerimentos de quebra de sigilo foram apresentados pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE) e por deputados da bancada do Novo. Os pedidos solicitam o acesso a informações detalhadas sobre contas, investimentos, bens, direitos e valores mantidos pelo Banco Master em instituições financeiras.
Segundo integrantes da CPI, mais de 250 mil contratos de empréstimos consignados vinculados ao banco apresentam indícios de irregularidades. Entre os problemas apurados estão suspeitas de contratações realizadas sem autorização de aposentados e pensionistas do INSS, foco central da apuração conduzida pela comissão.
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Depoimento adiado e atuação do STF
O presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), anunciou o adiamento do depoimento do empresário Daniel Vorcaro para o dia 26 de fevereiro. A oitiva estava prevista inicialmente para esta quinta-feira, mas foi remarcada após uma reunião com o ministro do STF Dias Toffoli, relator de processos relacionados ao Banco Master.
Com a retomada dos trabalhos do Congresso Nacional, a fase final da CPI do INSS tem sido marcada por um embate político entre aliados do presidente Lula (PT) e o senador e pré-candidato ao Planalto Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A disputa no colegiado antecipa o clima eleitoral dentro do Legislativo.
Governistas pressionam pela devassa nas contas de Flávio Bolsonaro. O argumento é a possível ligação com o empresário Antonio Carlos Antunes, conhecido como “careca do INSS”, apontado como um dos principais operadores do esquema contra aposentados e pensionistas e que atualmente está preso.

Fonte: DCM com informações do jornal O Globo
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