sábado, 3 de janeiro de 2026

Reino Unido nega envolvimento em ofensiva dos EUA na Venezuela

Keir Starmer reforça defesa do direito internacional após ação militar dos EUA

        Primeiro-ministro britânico, Keir Starmer - 28/07/2025 (Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein)

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou neste sábado (3) que o governo britânico não teve qualquer participação na operação militar realizada pelos Estados Unidos em território venezuelano. A declaração foi feita após o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre ataques em larga escala no país sul-americano e a captura de Nicolás Maduro. Segundo Starmer, o Reino Unido não integrou a ofensiva conduzida por Washington e ainda busca compreender, com maior clareza, os desdobramentos da ação militar na Venezuela. As informações são da CNN Brasil.

◉ Declaração oficial do primeiro-ministro britânico

Em sua fala, Starmer foi direto ao afastar qualquer envolvimento britânico na operação. “Posso afirmar com absoluta certeza que não estivemos envolvidos nisso”, declarou o primeiro-ministro. Ele acrescentou que pretende manter diálogo com aliados internacionais e com Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, para obter mais informações sobre o cenário que se desenha na América do Sul.

O premiê britânico também ressaltou a importância do respeito às normas internacionais em ações dessa natureza. “Sempre digo e acredito que todos devemos respeitar o direito internacional”, afirmou.

◉ Contexto da ofensiva militar anunciada pelos EUA

De acordo com informações divulgadas pelo governo estadunidense, a ofensiva teve início por volta das 3h, no horário de Brasília, com registros de explosões em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.

A Casa Branca informou que a operação resultou na retirada de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, do país, em uma ação que teria contado com forças especiais de elite e a polícia dos Estados Unidos.

O governo dos EUA justificou a intervenção com base em acusações de narcoterrorismo e conspiração para a importação de cocaína, alegando que Maduro possui mandados de prisão pendentes no sistema judicial estadunidense.

Fonte: Brasil 247 com informações da CNN Brasil

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