Líder da esquerda francesa acusa Washington de violar soberania venezuelana e usar narcotráfico como pretexto
O líder da esquerda francesa Jean-Luc Mélenchon fez duras críticas à ofensiva militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, afirmando que a ação representa uma violação aberta da soberania do país e coloca em risco a estabilidade internacional. Para o político, o episódio evidencia a retomada de práticas de intervenção direta como instrumento central da política externa das grandes potências.
As declarações foram feitas em uma postagem publicada neste sábado (3) nas redes sociais, na qual Mélenchon reagiu às informações sobre a operação norte-americana e ao anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que forças do país sequestraram o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa
Na mensagem, Mélenchon afirmou: “Os Estados Unidos de Trump se apoderam do petróleo da Venezuela violando sua soberania com uma intervenção militar de outro tempo e com o sequestro odioso do presidente Maduro e de sua esposa”. Segundo ele, o discurso do combate ao narcotráfico passou a cumprir o papel de justificativa política e midiática para ações de força. “O narcotráfico tornou-se o pretexto do império e de seus agentes políticos e midiáticos para destruir o que resta de uma ordem internacional livre da lei do mais forte”, declarou.
O dirigente francês ampliou sua crítica ao situar a ofensiva contra a Venezuela em um contexto internacional mais amplo. Para Mélenchon, a invasão militar voltou a ser um método recorrente na política global contemporânea. “Com a Ucrânia, Gaza, a República Democrática do Congo, a invasão voltou a ser um modo de operação”, escreveu, ao apontar uma escalada de conflitos armados e intervenções diretas em diferentes regiões do mundo.
Na avaliação do líder da França Insubmissa, as consequências desse padrão de atuação vão além de um único país ou região. “A paz do mundo inteiro está em jogo”, alertou Mélenchon, ao associar a ofensiva norte-americana à erosão de princípios básicos do direito internacional e ao enfraquecimento de mecanismos multilaterais de resolução de conflitos.
As declarações do político francês se somam a manifestações críticas de lideranças e intelectuais internacionais diante da escalada militar envolvendo a Venezuela, em um momento de forte tensão geopolítica e de questionamentos sobre os limites da atuação das grandes potências no cenário global.
Fonte: Brasil 247
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