De acordo com informações publicadas neste domingo (31) pela coluna de Josmar Jozino, no Portal Uol, Lopes foi preso em 19 de novembro de 2014 sob acusação de ser o dono de uma tonelada de cafeína apreendida por policiais militares com dois traficantes de drogas ligadas ao PCC na Rodovia dos Bandeirantes, em Vinhedo (SP). Em depoimento, ele admitiu que usaria o material para misturar com cocaína.
Segundo investigadores, Lopes ficou recolhido no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Hortolândia. Em 11 de fevereiro de 2016 foi transferido para a Penitenciária de Piraquara, no Paraná, um dos redutos do PCC naquele estado. Em 6 de setembro de 2018, foi solto após cumprimento da pena.
Empresas formuladoras de combustíveis ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC) importaram cerca de R$ 10 bilhões em nafta, hidrocarbonetos e diesel, segundo informações divulgadas pela Receita Federal e pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. A investigação aponta que o dinheiro utilizado nessas operações tinha origem ilegal e abastecia diretamente as atividades da facção criminosa.
De acordo com a Receita, entre 2020 e 2024, as empresas envolvidas também praticaram sonegação fiscal que soma R$ 8,67 bilhões. Os participantes do esquema adulteravam os combustíveis que chegavam aos postos de abastecimento, ampliando o alcance da fraude. O órgão revelou ainda que aproximadamente 1.000 postos de combustíveis vinculados ao grupo movimentaram R$ 52 bilhões nesse período.
O Tribunal de Justiça de São Paulo ressaltou em decisão que a Polícia Federal identificou “o desvio de mais de 10 milhões de litros de metanol para o emprego irregular em postos de combustíveis, havendo indícios de participação e chancela de distribuidoras de combustíveis”. Esses elementos reforçam o esquema estruturado pelo PCC, que combinava fraude tributária, adulteração de produtos e uso de recursos ilícitos para ampliar sua rede de influência no setor.
Fonte: Brasil 247 com informações do portal UOL
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