Feitosa foi demitido por usar o cargo que ocupava para procurar informações fiscais de ao menos quatro desafetos da família Bolsonaro
Por Heloisa Villela
Ricardo Manzano de Moraes, auditor da Receita Federal teve o passaporte apreendido e usa hoje uma tornozeleira eletrônica por ser suspeito de acessar informações sigilosas de ministros do Supremo Tribunal Federal. Ao tentar se explicar à corregedoria da Receita, ele surpreendeu por trazer à tona um nome ligado à investigação da ‘Abin paralela’, esquema ilegal de espionagem montado dentro da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo Bolsonaro.
Manzano disse que acessou os dados de uma nora do ministro Gilmar Mendes, do STF, porque estava em busca do contato de um amigo de sobrenome Feitosa, o mesmo sobrenome da nora do ministro, porque imaginou que eles fossem parentes. A nora de Gilmar e Feitosa, amigo de Manzano, não têm grau de parentesco algum. Além disso, a justificativa não é convincente, já que para esse objetivo seria mais fácil tentar a internet, as mídias sociais ou outros colegas.
