quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Divisão na direita: Eduardo Leite critica pré-candidatura de Flávio Bolsonaro e admite possível disputa ao Senado

Governador do RS avalia cenário eleitoral e defende rompimento com "polarização política" no país

O governador do Rio Grande do Sul, discursa em evento da Abiquim, em São Paulo-SP - 06/11/2025 (Foto: @EduardoLeite_ via X)

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), afirmou nesta quinta-feira (22) que não descarta disputar uma vaga no Senado, mas disse que sua prioridade é a construção de uma candidatura nacional capaz de romper com o que enxerga como uma polarização política no Brasil. Ao tratar do campo da direita, o político avaliou que uma eventual candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), teria maior capacidade de diálogo com o centro político.

Em entrevista ao SBT News, Leite criticou a possibilidade de o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ser indicado como candidato da direita à Presidência da República. Para o governador, a articulação não representa um projeto político. "Quando o ex-presidente indica o próprio filho como candidato, fica evidente que não se trata de um projeto de país, mas de um projeto pessoal e familiar", afirmou.

● Críticas à polarização e ao debate político

Segundo Leite, o cenário eleitoral segue marcado pela polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o bolsonarismo, o que, em sua avaliação, compromete o debate público. "Há muita energia na destruição do adversário e pouca na construção de propostas", disse.

Leite afirmou que mantém críticas tanto ao PT, pela condução da política econômica e da administração pública, quanto ao bolsonarismo, que, segundo ele, promove ataques às instituições e adota um conservadorismo hostil a minorias e à diversidade. Essa posição, disse, o coloca sob críticas de ambos os lados.

● Espaço para candidatura alternativa

Apesar disso, o governador sustenta que há espaço para uma candidatura alternativa em 2026. "Pesquisas que medem o humor do eleitor indicam um apetite por algo novo, ainda que a população não conheça esses nomes", afirmou. Para ele, a tendência de escolha entre Lula ou um nome ligado a Jair Bolsonaro se deve mais à familiaridade do eleitorado do que à convicção.

No PSD, Leite disse estar à disposição para liderar um projeto nacional de despolarização. Ele citou o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), como outro nome do partido e afirmou que a definição passará por diálogo interno com o presidente da legenda, Gilberto Kassab.

● Senado e continuidade no Rio Grande do Sul

Questionado sobre o futuro político, Leite não descartou disputar o Senado pelo Rio Grande do Sul, mas condicionou a decisão ao cenário nacional e à sucessão estadual. Segundo ele, a prioridade é garantir a continuidade do projeto político no estado, mencionando avanços na recuperação fiscal e na redução dos índices de criminalidade.

O governador também lembrou que, nas eleições de 2022, optou por não apoiar nem Lula nem Jair Bolsonaro. "A eleição precisa ser um voto de esperança e não um voto movido pelo ódio ou pela rejeição ao outro", disse.

Fonte: Brasil 247 com informações do SBT News

Lula conversa com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, sobre a situação em Gaza


Presidente brasileiro também conversou com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, sobre o Conselho de Paz proposto pelos EUA para o território palestino

Lula (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve conversas telefônicas com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, e com o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, para tratar da situação humanitária e política na Faixa de Gaza, em função do genocídio perpetrado por Israel. As articulações ocorrem em meio à proposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, da criação de um controverso Conselho de Paz para o território palestino.

Segundo informações divulgadas pelo Palácio do Planalto, Lula manifestou a Mahmoud Abbas satisfação com o cessar-fogo em Gaza e reiterou o compromisso do Brasil com a busca de uma solução pacífica e negociada para o conflito no Oriente Médio. O presidente brasileiro também foi convidado por Donald Trump a integrar o chamado Conselho de Paz, iniciativa que vem sendo debatida entre governos e organismos internacionais.

Durante as conversas, Lula voltou a destacar a posição histórica do Brasil em defesa do diálogo, do respeito ao direito internacional e da proteção da população civil afetada pelo conflito. O tema também foi abordado em diálogo com Recep Tayyip Erdogan, com quem Lula discutiu os impactos humanitários da guerra e a necessidade de ações coordenadas da comunidade internacional.
Proposta do Conselho de Paz

O Conselho de Paz proposto pelo governo do atual presidente dos Estados Unidos prevê um plano com cerca de 20 pontos. Entre as diretrizes, está a transformação da Faixa de Gaza em uma zona livre de grupos armados, sob a administração de um governo de transição. Esse governo seria formado por um comitê palestino tecnocrático e sem filiação política, supervisionado pelo conselho internacional.

De acordo com as informações disponíveis, o conselho terá caráter consultivo e a função de assessorar o comitê responsável pela administração provisória de Gaza. Essa gestão temporária teve início nesta semana no Cairo, capital do Egito, e está sob a coordenação do ex-vice-ministro palestino Ali Shaath, acompanhado por outros 14 integrantes.

Cerca de 20 países já aceitaram participar da iniciativa, enquanto outros ainda avaliam o convite. Entre os países que ainda não confirmaram oficialmente a adesão estão Alemanha, Brasil, China, Croácia, Itália, Reino Unido, Rússia, Singapura e Ucrânia.
Composição inicial do conselho

O governo dos Estados Unidos divulgou os nomes dos sete integrantes indicados como membros fundadores do Conselho de Paz.

A lista inclui o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio; o ex-primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair; o enviado especial dos Estados Unidos para a Faixa de Gaza, Steve Witkoff; o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga; Jared Kushner, genro de Donald Trump; Robert Gabriel, assessor ligado ao Conselho de Segurança Nacional dos EUA; e o financista Marc Rowan.
Contexto do conflito em Gaza

A atual crise na Faixa de Gaza teve início em outubro de 2023, quando Israel lançou a chamada “Operação Espadas de Ferro” e impôs um bloqueio total ao território. Desde então, mais de 70 mil palestinos morreram, segundo dados do Ministério da Saúde de Gaza.

O conflito se intensificou após um ataque sem precedentes contra Israel, com o lançamento de foguetes a partir da Faixa de Gaza, então governada pelo Hamas. Militantes palestinos também atravessaram áreas fronteiriças, atacaram militares e civis e fizeram reféns. Cerca de 1.200 pessoas morreram durante a ofensiva, e mais de 250 foram capturadas e levadas para Gaza, segundo autoridades israelenses.

Em dezembro de 2023, a África do Sul apresentou uma queixa contra Israel na Corte Internacional de Justiça (CIJ), acusando o país de violar a Convenção para a Prevenção e a Repressão do Crime de Genocídio. O governo brasileiro declarou apoio à iniciativa sul-africana.

Em janeiro de 2024, a CIJ determinou que Israel adotasse todas as medidas necessárias para prevenir atos de genocídio, punir incitações contra os palestinos e assegurar a entrada de ajuda humanitária em Gaza, embora não tenha ordenado a suspensão da ofensiva militar.

Em novembro de 2024, a Corte emitiu mandados de prisão contra o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, o ex-ministro da Defesa Yoav Gallant e lideranças do Hamas, por supostos crimes de guerra. Tanto Israel quanto o Hamas negam as acusações.

O Brasil mantém a defesa de uma solução política negociada e do respeito às decisões dos organismos internacionais como caminho para a estabilização do conflito e a reconstrução da Faixa de Gaza.

Fonte: Brasil 247

Banco Master: quatro ministros do STF podem tirar caso de Toffoli

Gilmar Mendes, Luiz Fux, André Mendonça e Nunes Marques podem levar investigação à Segunda Turma do STF

      Dias Toffoli (Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF)

 A investigação envolvendo o Banco Master, atualmente sob a relatoria do ministro Dias Toffoli no Supremo Tribunal Federal (STF), pode ter seu encaminhamento revisto caso seja submetida à análise da Segunda Turma da Corte.

Segundo a coluna do jornalista Octavio Guedes, do G1, quatro ministros que integram o colegiado possuem prerrogativa legal para questionar se o caso deve permanecer sob responsabilidade individual do relator ou ser apreciado de forma colegiada. Gilmar Mendes, Luiz Fux, André Mendonça e Kassio Nunes Marques integram a Segunda Turma juntamente com Toffoli e têm respaldo legal para suscitar dúvidas sobre a competência do STF no processo.

◎ Prerrogativa da Segunda Turma

A legislação permite que qualquer ministro do Supremo, por iniciativa própria, levante questionamentos sobre a competência da Corte em determinado caso. Para que isso ocorra, no entanto, é necessário que o relator encaminhe formalmente o processo ao colegiado responsável, no caso, a Segunda Turma. Sem essa remessa, a análise permanece concentrada nas mãos do relator, o que impede a deliberação coletiva prevista no regimento do tribunal.

◎ Histórico de decisões monocráticas

O histórico recente de Dias Toffoli indica preferência por decisões monocráticas. Um dos exemplos citados é a decisão que resultou no perdão de multas milionárias aplicadas no âmbito da Operação Lava Jato, também tomada de forma individual. Esse padrão reforça, entre integrantes da Corte, a avaliação de que a submissão do caso à Turma seria necessária para ampliar o debate institucional.

◎ Origem do caso no Supremo

O processo envolvendo o Banco Master chegou ao STF em razão do deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA). Segundo a Polícia Federal, o parlamentar não é alvo da investigação sobre fraude bancária e, até o momento, não teve seu nome incluído em nenhuma operação relacionada ao caso. Ainda assim, a menção ao deputado foi suficiente para deslocar a análise do caso para o Supremo, onde o processo permanece sob relatoria de Toffoli.

◎ Avaliação interna entre ministros

Ministros ouvidos pela reportagem avaliam que a remessa do processo à Segunda Turma seria a única saída institucional para retirar o relator — e o próprio STF — do centro das atenções públicas. Além dos magistrados, o Ministério Público e os advogados das partes também têm legitimidade para levantar questionamentos sobre a competência da Corte. Até agora, porém, as defesas não demonstraram interesse em provocar essa discussão, mantendo o caso sob análise individual no Supremo Tribunal Federal.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

Haddad quer Durigan no comando da Fazenda e avalia Ceron para secretaria-executiva, diz Reuters

Ministro da Fazenda tem afirmado que após deixar o governo gostaria de colaborar com a campanha para a reeleição do presidente Lula

Brasília (DF) - 20/08/2025 - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Reuters - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, quer definir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a nomeação do seu secretário-executivo, Dario Durigan, como chefe da pasta após sua saída do cargo, prevista para as próximas semanas, disseram duas fontes com conhecimento do assunto.

Para o posto de número dois da pasta a ser deixado por Durigan, Haddad avalia indicar o atual secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, acrescentaram as fontes, em um desenho que indicaria continuidade da gestão adotada até o momento no ministério.

Segundo elas, o ministro ainda discute quem comandaria o Tesouro, se confirmado esse cenário. As duas fontes afirmaram que essa definição não foi feita, até o momento.

As fontes enfatizaram que a decisão final sobre as nomeações será feita pelo presidente Lula, que tem debatido o tema e ouvido o ministro.

Procurado pela Reuters, o Ministério da Fazenda disse que não vai comentar.

Haddad afirmou na última semana que pretende deixar o cargo ainda no mês de janeiro, mas até o momento não há data anunciada para a saída.

Um fator que poderia atrasar os planos seria uma eventual necessidade de viagem de Haddad à Índia, entre 19 e 21 de fevereiro, com Lula. Uma terceira fonte disse que a pasta ainda não recebeu convocação do ministro pelo Palácio do Planalto para a viagem.

Responsável pela interlocução entre secretarias e organização dos trabalhos da Fazenda, Durigan exerceu na secretaria-executiva papel relevante nas negociações de medidas econômicas com o Congresso, também tendo se aproximado do presidente Lula.

Haddad tem afirmado que após sair da Fazenda gostaria de colaborar com a campanha para a reeleição do presidente petista, mas seu nome é defendido entre aliados para possíveis candidaturas ao Senado ou ao governo de São Paulo.

Nesta semana, Haddad disse que iniciou conversa com o presidente sobre seu papel nas eleições deste ano, mas que os dois ainda não chegaram a um consenso.

Fonte: Brasil 247 com Reuters

Deputado do PL vai à PGR e ao CNJ contra Toffoli por ligação com resort de luxo no Paraná

O resort Tayayá tem sido alvo de questionamentos relacionados à sua estrutura societária e à utilização do espaço pelo ministro do STF

     Dias Toffoli (Foto: Antonio Augusto/STF)

O deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS) solicitou ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao corregedor nacional do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Mauro Campbell Marques, a abertura de investigação contra o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). O pedido trata de uma eventual participação de Toffoli na propriedade do resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro, no Paraná. A solicitação menciona reportagens publicadas pelo site Metrópoles e foi divulgada nesta quinta-feira (22) pela revista Veja.

De acordo com o pedido, a Lei Orgânica da Magistratura Nacional veda a participação econômica, ainda que indireta, ou a existência de sociedade de fato oculta em empreendimento privado por parte do ministro Dias Toffoli.

Mais cedo, o Metrópoles publicou um vídeo gravado em 25 de janeiro de 2023 por um hóspede do resort. As imagens registram o momento em que o ministro da Suprema Corte recebe os empresários André Esteves, do BTG Pactual, e Luiz Pastore, do grupo metalúrgico Ibrame, que chegam ao local de helicóptero. O vídeo também mostra Toffoli cumprimentando os convidados de forma calorosa logo após o pouso da aeronave.

O resort Tayayá tem sido alvo de questionamentos relacionados à sua estrutura societária e à utilização do espaço pelo ministro do STF. Segundo o Metrópoles, o local teria sido usado por Toffoli para receber autoridades, artistas e figuras de destaque da economia nacional. Funcionários do empreendimento tratariam o ministro do STF como proprietário do resort.

Documentos do hotel, no entanto, apontam como proprietários dois irmãos e um primo de Toffoli. Parte das ações do empreendimento chegou a ser adquirida por um fundo que tinha como investidor o empresário Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

Além disso, o ministro do STF viajou a Lima, no Peru, em novembro, em um jato pertencente a Luiz Pastore. Na ocasião, Toffoli foi acompanhado pelo advogado Augusto de Arruda Botelho para assistir à final da Copa Libertadores. Botelho atua como advogado de Antonio Bull, ex-diretor do Banco Master, investigado por supostas fraudes bilionárias. Toffoli é relator, no Supremo Tribunal Federal, de investigações que envolvem o Banco Master.

Fonte: Brasil 247 com informações da revista Veja e do Metrópoles

VÍDEO – Eduardo ameaça Tarcísio e diz que disputar a presidência “não é opção”


      Eduardo Bolsonaro e Tarcísio de Freitas. Foto: reprodução

O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL), foragido nos Estados Unidos, afirmou que o campo bolsonarista já definiu seu projeto presidencial para 2026 e que não há espaço para dissidências internas. Em entrevista ao Podcast Santa Política, do Jornal Razão, ele disse que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), não teria alternativa a não ser aceitar a candidatura de seu irmão, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), à Presidência da República. Segundo Eduardo, o desenho eleitoral estaria fechado e sustentado por acordos de bastidores já consolidados dentro da direita.

“Pra presidente vai ser Lula contra Flávio Bolsonaro. O Tarcísio não tem muito o que aceitar, não tem a opção de ir contra o Bolsonaro”, afirmou o parlamentar. Na avaliação dele, qualquer tentativa de reorganização do campo conservador fora desse eixo estaria fadada ao fracasso.

Eduardo sustenta que, caso Flávio não seja o candidato, não haveria outro nome capaz de reunir apoio suficiente da direita. “Imaginemos o seguinte: que o Flávio não venha a ser candidato. Sério mesmo que estão achando que vai vir um outro candidato contando com o apoio da direita? Tá tudo alinhado já. É o Flávio pra presidente, o Tarcísio vem pra governador, o Ratinho vai sair candidato, mas poxa, tem pouquíssimas chances”, disse, acrescentando que faz essa avaliação “em respeito ao Ratinho que tem um trabalho muito bem desenvolvido no Paraná”.

Ao tratar do cenário eleitoral, Eduardo Bolsonaro voltou a reforçar a ideia de uma disputa polarizada. Segundo ele, o pleito presidencial estaria desenhado como um confronto direto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. “Tá polarizada a eleição. Pra presidente vai ser Lula contra Flávio Bolsonaro”, declarou.


Sobre Tarcísio, o deputado afirmou que o governador não teria liberdade política para se descolar do bolsonarismo sem sofrer desgaste irreversível. Para Eduardo, o capital político de Tarcísio está diretamente ligado à trajetória construída a partir do apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“O Tarcísio até ontem era um servidor público, um desconhecido da sociedade. Ganhou notoriedade sendo ministro da Infraestrutura. E depois foi eleito em São Paulo graças ao presidente Jair Bolsonaro. Ele não tem a opção de ir contra o Bolsonaro”, afirmou.

Na sequência, fez um alerta sobre os riscos de uma candidatura presidencial própria do governador. “Se ele tentar qualquer medida para fazer alguma coisa diferente e sair candidato, no barato ele vai se equiparar a João Doria”, disse, numa referência ao ex-governador paulista que rompeu politicamente com Bolsonaro.

Eduardo ainda ponderou que permanecer no comando do governo paulista seria, do ponto de vista estratégico, a melhor escolha para Tarcísio.

“Governador do estado de São Paulo é um baita cargo. E qualquer um que faça dois mandatos de governador bem feitos em São Paulo, ele coloca o nome na história pra ser presidenciável pelos próximos 50 anos”, avaliou. Para o deputado, esse caminho garantiria projeção futura sem o desgaste de enfrentar uma disputa interna no campo conservador.

Ao encerrar a entrevista, Eduardo Bolsonaro reiterou que a candidatura do irmão seria inevitável e fruto de articulação política madura. “As peças já foram colocadas na mesa, o jogo de bastidor já foi feito, o Flávio é um político muito habilidoso, muito articulado e, cedo ou tarde, pra quem ainda não acredita, todo mundo vai realizar que o Flávio é o candidato”, concluiu.

Fonte: DCM

Moraes manda arquivar apuração sobre bloqueios da PF no segundo turno de 2022


O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Foto: Divulgação

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou o arquivamento das investigações que apuravam uma suposta tentativa de impedir o deslocamento de eleitores no segundo turno das eleições de 2022. A decisão alcança, em especial, delegados da Polícia Federal apontados como responsáveis por barreiras em rodovias no dia da votação.

Relator do caso, o magistrado acolheu manifestação da Procuradoria-Geral da República e concluiu que não havia justa causa para a continuidade da apuração. Segundo o entendimento, também não seria possível reabrir investigações sobre fatos já analisados e julgados em outros processos.

No parecer enviado ao STF, o procurador-geral Paulo Gonet afirmou que não foram identificados indícios de crime atribuíveis aos delegados Alfredo de Souza Lima Coelho Carrijo e Léo Garrido de Salles Meira. Ambos haviam sido indiciados pela própria PF em dezembro de 2024, no desdobramento das apurações.

Ao justificar o arquivamento, Moraes escreveu que não existem elementos mínimos que indiquem a prática de ilícito penal e que a manutenção do inquérito causaria “injusto e grave constrangimento aos investigados”. Para o ministro, faltam dados essenciais como local, tempo, modo de execução e motivação das supostas condutas.

Bloqueios em rodovias na eleição de 2022. Foto: Divulgação
A investigação também envolvia ex-integrantes do Ministério da Justiça, entre eles Anderson Torres, Silvinei Vasques, Marília Ferreira de Alencar e Fernando de Sousa Oliveira. Em relação a esses nomes, Moraes destacou que os fatos já foram examinados em ações penais mais amplas sobre a tentativa de golpe de Estado.

No despacho, o ministro ressaltou que, nesses casos, haveria bis in idem, já que as condutas foram analisadas em outros processos no STF. Torres, Vasques e Marília já foram condenados, enquanto Fernando de Sousa Oliveira foi absolvido em ações penais específicas.

As apurações tiveram origem em denúncias de eleitores que relataram dificuldades para chegar às urnas no segundo turno, especialmente na Região Nordeste. À época, a concentração das operações levantou suspeitas de direcionamento contra redutos eleitorais do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva.

Em 30 de outubro de 2022, Alexandre de Moraes, então presidente do TSE, chegou a pedir explicações ao ex-diretor da PRF Silvinei Vasques, que alegou reforço de segurança. Agora, com o arquivamento da PET 11552, o STF encerra definitivamente a apuração contra os delegados da PF por ausência de justa causa.

Fonte: DCM

Proposta de Trump sobre Conselho da Paz é "confusa" e Brasil não deve aceitar, diz Amorim

Diplomata afirma que estatuto amplia escopo além de Gaza e ameaça sistema da ONU e o multilateralismo

 Proposta de Trump sobre Conselho da Paz é "confusa" e Brasil não deve aceitar, diz Amorim (Foto: ABR)

O principal assessor internacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Celso Amorim, avaliou que o Brasil não deve aceitar, nos moldes atuais, a proposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a criação de um Conselho da Paz. Segundo ele, o modelo apresentado carece de clareza, amplia excessivamente seu alcance e concentra poder de forma incompatível com o sistema multilateral.

Em entrevista ao jornal O Globo, Amorim afirmou que o estatuto encaminhado junto ao convite ao Brasil representa, na prática, uma tentativa unilateral de reformar a Organização das Nações Unidas (ONU), especialmente na área de paz e segurança, o que considera inaceitável do ponto de vista diplomático.

☉ Estatuto amplia alcance e não menciona Gaza

Para Amorim, um dos pontos mais problemáticos da proposta é a ausência de referência direta à Faixa de Gaza no documento oficial. “A palavra ‘Gaza’ não aparece nesse estatuto. Ele se refere a qualquer conflito. Isso está dito claramente”, afirmou. Segundo o assessor presidencial, o conselho poderia atuar em múltiplos cenários internacionais, funcionando como uma espécie de Conselho de Segurança alternativo, porém com um presidente praticamente permanente.

Ele destacou ainda que a própria carta enviada pelos Estados Unidos é contraditória. “A própria carta é confusa, porque começa a falar de uma coisa e depois vai alargando no documento anexo. Representa, na prática, uma revogação da ONU, sobretudo na área de paz e segurança. Essa parte, com certeza, eu não vejo como aceitar. Não dá para considerar uma reforma da ONU feita por um país”, disse.

☉ Falta de espaço para negociação

Amorim ressaltou que o presidente dos Estados Unidos deixou claro que não aceita alterações no texto apresentado. “Ele disse inclusive que não aceita emendas. Não é possível discutir, ajustar aqui ou ali. É um contrato de adesão. Isso torna essa parte difícil”, afirmou. Mesmo que houvesse uma separação entre o tema de Gaza e o escopo mais amplo do conselho, o assessor ponderou que a adesão brasileira não seria automática.

“O Oriente Médio é muito importante para nós. Seria preciso saber a opinião dos próprios palestinos e de outros países árabes”, acrescentou.

☉ Convite não é visto como armadilha

Questionado se o convite poderia ser interpretado como uma armadilha diplomática, Amorim descartou essa hipótese. “Não acho. Ele mandou para muitos países. Seria uma armadilha para a França? Para a Itália? Não vejo assim”, afirmou, observando que Trump costuma adotar uma visão de relações internacionais na qual se coloca como figura central.

☉ Eleições e risco de interferência externa

Sobre o cenário político interno, Amorim disse não ver indícios de interferência direta do presidente dos Estados Unidos nas eleições brasileiras, mas alertou para possíveis movimentos de setores da extrema direita norte-americana. “Não vejo, pessoalmente, uma interferência direta dele. Agora, a extrema direita nos Estados Unidos é muito complexa. Há setores que criticam Trump, outros que são mais neutros, mas que certamente podem tentar interferir, como tentaram outras vezes. Melhor dizendo, possivelmente. Temos que estar preparados para isso e saber nos defender”, afirmou.

☉ Venezuela e soberania regional

Ao tratar da Venezuela, Amorim explicou a postura diplomática brasileira. “O Brasil não reconhece governos, reconhece Estados. O fato real é que Delcy Rodríguez está à frente do governo. Se for necessário, lidamos com ela”, disse, lembrando que houve contato institucional e envio de medicamentos no início do atual mandato presidencial.

Ele também reforçou a posição do presidente Lula na defesa da soberania nacional. “Cada um cuida da sua”, afirmou. Para Amorim, qualquer ofensiva contra um país sul-americano deve ser encarada como uma ameaça ao Brasil. “Um conflito em um país que faça fronteira com o Brasil pode ter repercussões para nós”, alertou.

Apesar disso, ponderou que não há uma ameaça concreta imediata. “O próprio Trump disse recentemente que gosta do Lula. Não é que estejamos temerosos, mas o precedente é muito ruim. Não podemos aceitar esse tipo de exemplo”, concluiu.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Vídeo mostra Dias Toffoli com Pastore e André Esteves em resort de luxo no Paraná; assista

O resort Tayayá, cercado de suspeitas em torno de sua estrutura acionária, servia como ponto de encontro do ministro do Supremo

    Dias Toffoli, André Esteves e Luiz Pastore (Foto: Captura de tela/Vídeo/Metrópoles/Reprodução)

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), recebeu os empresários André Esteves, do BTG Pactual, e Luiz Pastore, do grupo metalúrgico Ibrame, no resort de luxo Tayayá, no Paraná. A informação foi revelada nesta quinta-feira (22) pela jornalista Andreza Matais, do site Metrópoles.

Um vídeo gravado em 25 de janeiro de 2023 por um hóspede do hotel registra o momento em que o ministro da Suprema Corte recebe os empresários, que chegam de helicóptero ao resort, localizado no município de Ribeirão Claro. As imagens mostram Toffoli cumprimentando os convidados de forma calorosa logo após o pouso da aeronave.

Segundo a coluna, o helicóptero AS365 Dauphin, de prefixo PT-PCT, pertence a André Esteves e é avaliado em cerca de US$ 12 milhões. O uso da aeronave reforça o caráter reservado do encontro registrado no vídeo.

O resort Tayayá é alvo de questionamentos relacionados à sua estrutura societária e ao uso do local. De acordo com o Metrópoles, o espaço também teria sido utilizado por Toffoli para receber autoridades, artistas e figuras de destaque da economia nacional. Funcionários do hotel, ainda segundo a reportagem, tratariam o ministro do STF como proprietário do empreendimento.

Nos documentos do resort, entretanto, constam como proprietários dois irmãos e um primo de Toffoli. Parte das ações do hotel chegou a ser adquirida por um fundo que tinha como investidor o empresário Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

Além disso, o ministro do STF viajou a Lima, no Peru, em novembro, em um jatinho pertencente a Luiz Pastore. Na ocasião, Toffoli foi acompanhado pelo advogado Augusto de Arruda Botelho para assistir à final da Copa Libertadores. Botelho atua como advogado de Antonio Bull, ex-diretor do Banco Master, investigado por supostas fraudes bilionárias. Toffoli é relator, no Supremo Tribunal Federal, de investigações que envolvem o Banco Master.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Oscar 2026 pode marcar edição mais brasileira da história com chances em nove categorias

O destaque brasileiro é o longa “O agente secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho

                         Tânia Maria, a Sebastiana de "O Agente Secreto" (Foto: Reprodução)

O Oscar 2026 pode entrar para a história como a edição mais brasileira da principal premiação do cinema mundial. A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anuncia nesta quinta-feira (22), a partir das 10h30, a lista oficial de indicados, e o Brasil aparece como forte candidato em cerca de nove categorias, segundo especialistas do circuito de Hollywood. As informações foram divulgadas no g1.

O destaque brasileiro é o longa “O agente secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho, que chega à reta final da temporada de premiações com prestígio internacional crescente. Analistas apontam que o filme tem presença praticamente assegurada na categoria de melhor filme internacional e chances sólidas também em melhor ator, com Wagner Moura, além de figurar entre os possíveis indicados a melhor filme, categoria principal do Oscar, que reúne dez produções.

Além dessas categorias, “O agente secreto” também aparece bem posicionado na disputa por melhor roteiro original e por melhor direção de elenco, categoria que estreia oficialmente no Oscar em 2026. A criação desse novo prêmio amplia o espaço para reconhecimento de trabalhos que se destacam pela construção e escolha do elenco, aspecto frequentemente elogiado na filmografia de Mendonça Filho.

O Brasil, no entanto, não depende apenas de um único título para marcar presença na cerimônia. Profissionais brasileiros despontam em outras quatro categorias técnicas e artísticas. Na fotografia, o diretor de fotografia Adolpho Veloso, pelo filme americano “Sonhos de trem”, é apontado como um dos favoritos não apenas à indicação, mas também à vitória. Já na montagem, Affonso Gonçalves, responsável pelo trabalho em “Hamnet: A vida antes de Hamlet”, aparece como nome quase certo entre os indicados após ganhar força nas últimas semanas da corrida.

Na categoria de melhor documentário, dois títulos com participação brasileira seguem no páreo: “Apocalipse nos trópicos” e “Yanuni”. Ambos figuraram nas pré-listas divulgadas pela Academia em dezembro, que selecionam 15 obras por categoria. Entre eles, “Apocalipse nos trópicos” é considerado o que reúne as melhores condições de avançar para a lista final. O país também mantém expectativas na disputa por melhor curta-metragem, com o filme “Amarela”, igualmente presente nas seleções preliminares.

A cerimônia do Oscar 2026 está marcada para o dia 15 de março, em Los Angeles, e terá novamente o comediante Conan O’Brien como apresentador. A 98ª edição da premiação também ficará marcada pela introdução da nova categoria de melhor direção de elenco, a primeira desde 2002, ampliando o escopo de reconhecimento da indústria cinematográfica.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

Funcionário bebe demais em ensaios da Anitta e posta VÍDEOS louco no perfil da empresa


        Raoni Medeiros bebendo, dançando e interagindo com o público. Foto: Reprodução

Um funcionário da empresa Jazz Veículos publicou vídeos no perfil corporativo após beber durante um show dos Ensaios da Anitta no Rio de Janeiro, na terça-feira (20). Nas imagens, Raoni Medeiros aparece bebendo, dançando e interagindo com o público enquanto a cantora se apresentava no palco.

Os vídeos chamaram atenção nas redes sociais e passaram a circular fora do perfil da empresa, gerando aumento no engajamento da conta. Ao comentar o episódio, a própria Jazz Veículos escreveu: “Alô, boss! Retira o social media da adm porque ele vai a mais três Ensaios da Anitta nos próximos dias. Anitta, corre aqui”.

Internautas também reagiram às publicações. Entre os comentários, um usuário escreveu: “O divo merece um aumento por esse marketing acidental”, enquanto outro afirmou: “Ele não vai ficar desempregado nunca, serviu muito. E garanto que ajudou muito na divulgação”.

Fonte: DCM

Tarcísio tem agenda vazia após cancelar visita a Bolsonaro por compromissos

Governador paulista recua de encontro com o ex-presidente preso e mantém apenas despachos internos no Palácio dos Bandeirantes

Brasília-DF - 02/12/2025 - O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), optou por não cumprir compromissos públicos nesta quinta-feira (22) e manteve na agenda apenas atividades internas no Palácio dos Bandeirantes. A decisão ocorre após o cancelamento de uma viagem a Brasília, onde estava prevista uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que se encontra preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”. As informaçoes são do jornal O Globo.

A assessoria pessoal do governador informou que a mudança de planos se deu em razão de compromissos já agendados em São Paulo. O encontro com Bolsonaro havia sido confirmado pelo próprio Tarcísio na terça-feira (20), mas foi desmarcado poucas horas depois.

A visita tinha peso político relevante. Segundo o senador Flávio Bolsonaro, indicado pelo pai como pré-candidato à Presidência da República, a conversa serviria para reforçar ao governador paulista que a prioridade do ex-presidente seria a reeleição de Tarcísio em São Paulo. A sinalização, no entanto, não foi bem recebida pelo governador, que ainda nutre expectativas de disputar o Palácio do Planalto.

Interlocutores relatam que Tarcísio já afirmou, em mais de uma ocasião, que apoiaria Flávio Bolsonaro, mas apenas “no momento certo”. A pressão antecipada do entorno bolsonarista para que o governador se engajasse de forma imediata na candidatura do filho mais velho do ex-presidente é apontada como o principal fator de irritação no Palácio dos Bandeirantes.

A orientação atual de Tarcísio é evitar o fechamento de portas e não assumir novos compromissos políticos neste momento. A estratégia delineada por seu entorno é adiar qualquer definição mais clara sobre o grau de envolvimento na disputa presidencial até pelo menos abril. O cálculo leva em conta o cenário de reacomodação do bolsonarismo após a prisão de Bolsonaro, além do risco de que qualquer gesto público seja interpretado como um “carimbo” definitivo de alinhamento.

A visita cancelada havia sido autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e seria o primeiro encontro presencial entre Tarcísio e Bolsonaro desde a prisão do ex-presidente, no fim de novembro. Também marcaria a primeira conversa entre ambos após a indicação formal de Flávio Bolsonaro como pré-candidato ao Planalto, anunciada em dezembro, a pedido da defesa do ex-presidente.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Quem é o empresário Sérgio Nahas, preso 23 anos após matar a esposa; relembre o caso


                    Sérgio Nahas, preso na Bahia 23 anos após feminicídio. Foto: reprodução

23 anos após o assassinato de Fernanda Orfali, o nome de Sérgio Nahas voltou ao centro do noticiário policial. Empresário paulista, hoje com 61 anos, ele foi preso no último sábado (17) na Praia do Forte, no litoral da Bahia, após ser identificado por câmeras de reconhecimento facial.

A detenção encerra uma longa trajetória de fuga e recursos judiciais iniciada em 2002, quando Nahas matou a própria esposa dentro do apartamento do casal, no bairro de Higienópolis, área nobre da capital paulista. O crime, ocorrido com um tiro no peito, marcou um dos casos mais emblemáticos de violência contra a mulher envolvendo réus de alto poder aquisitivo no país.

Na época, Fernanda Orfali tinha 28 anos. As investigações apontaram que ela vinha enfrentando conflitos constantes com o marido após descobrir que ele era usuário de cocaína e mantinha relações extraconjugais com travestis.

Segundo a apuração policial, o medo de uma separação com partilha de bens teria sido o principal motivador do homicídio. Logo após o disparo, Nahas alegou à polícia que ouviu um barulho vindo do closet e encontrou a esposa agonizando, sustentando a versão de suicídio e afirmando que Fernanda sofria de depressão.

A perícia, no entanto, descartou essa hipótese e concluiu que se tratava de homicídio doloso, com intenção de matar. A arma usada no crime, sem registro, pertencia ao próprio empresário.

Apesar das provas periciais, o caso só chegou ao Tribunal do Júri em 2018, 16 anos depois do assassinato. Nahas foi condenado por homicídio simples e recebeu pena de sete anos de prisão em regime inicial semiaberto.
Sérgio Nahas e Fernanda Orfali, assassinada por ele. Foto: reprodução
O Ministério Público de São Paulo recorreu, argumentando que a pena era branda diante da gravidade dos fatos. Em segunda instância, a condenação foi ampliada para oito anos e dois meses de prisão em regime inicial fechado, dosimetria que acabou mantida pelo Superior Tribunal de Justiça e pelo Supremo Tribunal Federal. Mesmo assim, o empresário não foi preso imediatamente e passou anos fora do radar das autoridades.

A prisão na Bahia ocorreu justamente em um local simbólico da história do casal. A Praia do Forte, onde Nahas foi localizado, foi o mesmo destino escolhido para a lua de mel meses antes do crime. Segundo a Polinter da Bahia, o mandado foi cumprido após o sistema de monitoramento identificar o condenado.

Após audiência de custódia, ele foi encaminhado ao sistema prisional. O nome de Nahas chegou a constar na Difusão Vermelha da Interpol, medida que autorizaria sua prisão caso estivesse fora do país.

Fonte: DCM

Após receber alta, primo entra nas buscas por crianças sumidas em Bacabal


Autoridades procuram os irmãos Ágatha Isabelly, 6, e Allan Michael, 4, que desapareceram em Bacabal (MA). Foto: Divulgação

O primo de 8 anos das crianças Ágatha Isabelly, de 6, e Allan Michael, de 4, recebeu alta hospitalar nesta terça-feira (20) e passou a auxiliar as equipes envolvidas nas buscas na zona rural de Bacabal, no Maranhão. O menino permaneceu internado por 14 dias após ser encontrado debilitado em uma estrada vicinal do município, a cerca de quatro quilômetros do local onde as crianças desapareceram.

Com autorização judicial, a criança acompanhou policiais e indicou o trajeto feito com os primos até uma cabana abandonada, conhecida como casa caída, localizada a aproximadamente 50 metros do rio Mearim. As buscas seguem concentradas na região, com uso de cães farejadores, embarcações e equipamentos de sonar subaquático para varredura do leito do rio.

Segundo informações das autoridades, mais de 500 pessoas participam da operação, que reúne forças de segurança, voluntários e militares da Marinha do Brasil. Nesta terça-feira (20), o acesso de pessoas que não integram a força-tarefa foi restringido na área do rio e na base das equipes. A Polícia Civil continua investigando o caso.

Fonte: DCM

Empresário viaja à Bahia e é preso por reconhecimento facial 23 anos após matar a esposa


     Sérgio Nahas e Fernanda Orfali, assassinada por ele. Foto: reprodução

O empresário Sérgio Nahas, de 61 anos, foi preso na Bahia mais de duas décadas após o assassinato de sua então esposa, Fernanda Orfali, em 2002. Reconhecido por câmeras de reconhecimento facial em Praia do Forte, ele foi localizado em uma acomodação de luxo. A prisão foi mantida em audiência de custódia.

Nahas foi condenado em 2018 e teve a pena, de oito anos e dois meses, ratificada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2025. “Ele é uma pessoa idosa, com questões graves de saúde e que não tinha interesse em ficar foragido”, afirmou sua advogada, Adriana Machado Abreu, ao Estadão. Na prisão, foram apreendidos 13 pinos de cocaína.

O crime ocorreu em São Paulo, em 2002. Fernanda Orfali, de 28 anos, foi morta com um tiro no peito. A acusação alega que Nahas agiu após a esposa descobrir uso de drogas e traições. O laudo pericial não encontrou vestígios de pólvora nas mãos da vítima, descartando a tese de suicídio.

Fonte: DCM com informações do Estadão