terça-feira, 20 de janeiro de 2026

MST articula com o PT 18 candidaturas a deputado nas eleições

Movimento apresenta lista com nomes para assembleias e Câmara em 13 estados e busca ampliar presença parlamentar

       Encontro de Edinho Silva com membros do MST (Foto: Divulgação)

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) definiu uma estratégia eleitoral que prevê o lançamento de 18 candidaturas a deputado nas próximas eleições, todas com filiação ao PT. Do total, 12 concorrerão a vagas nas assembleias legislativas estaduais e seis disputarão cadeiras na Câmara dos Deputados, distribuídas por 13 estados do país, informa a Folha de São Paulo.

A relação de nomes foi apresentada por dirigentes do MST ao presidente nacional do PT, Edinho Silva, durante o 14º Encontro Nacional do movimento, realizado na segunda-feira (19), em Salvador, na Bahia. No encontro, o comando petista se comprometeu a apoiar as candidaturas e a colaborar com o fortalecimento da atuação dos movimentos populares no processo eleitoral.

Atualmente, o MST conta com três deputados federais, todos filiados ao PT: Valmir Assunção, pela Bahia; João Daniel, por Sergipe; e Marcon, pelo Rio Grande do Sul. A nova lista de candidatos faz parte de um esforço para ampliar essa bancada no Congresso Nacional, alinhado à estratégia de partidos de esquerda de reforçar sua representação na Câmara dos Deputados em um eventual quarto governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Dentro desse plano, parlamentares que hoje exercem mandato como deputados estaduais devem tentar a migração para a esfera federal. Um dos nomes citados é o de Rosa Amorim, de 29 anos, deputada estadual em Pernambuco. Ligada ao MST, ela também construiu trajetória no movimento estudantil e em organizações de defesa dos direitos da população negra e de pessoas LGBTQIA+. A parlamentar deverá disputar uma vaga de deputada federal em outubro.

Além das candidaturas vinculadas diretamente ao PT, o MST também trabalha com a possibilidade de lançar nomes filiados a outras siglas do campo da esquerda, ampliando o leque de alianças políticas para o próximo pleito.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

Moraes autoriza Tarcísio a visitar Bolsonaro na Papudinha

Decisão atende a um pedido dos advogados de defesa de Bolsonaro

Tarcísio de Freitas participa de evento em apoio a Jair Bolsonaro, em São Paulo - 07/09/2025 (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (20) a visita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ao ex-presidente preso Jair Bolsonaro, atualmente no presídio da Papudinha, no Distrito Federal. Bolsonaro foi condenado, pelo STF, a 27 anos e três meses por liderar a trama golpista após as eleições de 2022.

Na decisão, Moraes autoriza Tarcísio a visitar o ex-presidente preso na quinta-feira (22), das 8h às 10h. "Dessa forma, AUTORIZO AS VISITAS requeridas, nos termos da Portaria SEAP/SINJ/DF nº 200, de 11 de julho de 2022: (i) Quinta-feira, dia 22/1/2026, das 8h às 10h: Tarcísio Gomes de Freitas, CPF nº 180.777.838-05; (ii) Quarta-feira, dia 28/1/2026, das 8h às 10h: Diego Torres Dourado, CPF nº 018.523.271-03; e (iii) Quinta-feira, dia 29/1/2026, das 8h às 10h: Bruno Scheid, CPF nº 750.710.022-72", diz o documento.

A decisão atende a um pedido dos advogados de defesa de Bolsonaro e destaca que as visitas devem ocorrer sob restrições estabelecidas pelo STF.

Fonte: Brasil 247

CPI do INSS pede ao STF devolução de provas do caso Master

Pedido questiona retenção de documentos sobre fraudes em consignados e afirma que decisão judicial trava investigações do Congresso

      Daniel Vorcaro (Foto: Reprodução)

Integrantes da CPI do INSS acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) para solicitar a devolução dos documentos obtidos a partir das quebras de sigilo bancário, fiscal e telemático do ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro. O material foi aprovado pela comissão em dezembro de 2025, mas acabou retirado do alcance dos parlamentares por decisão liminar do ministro Dias Toffoli e permanece sob guarda da Presidência do Senado, sem prazo para liberação. As informações são do Jornal O Globo.

O pedido foi encaminhado ao ministro André Mendonça, relator das investigações sobre o INSS no STF, e é assinado por parlamentares do Novo e da oposição, entre eles o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), líder do partido na Câmara, o senador Rogério Marinho (PL-RN) e o senador Eduardo Girão (Novo-CE). No requerimento, os congressistas sustentam que a retenção das provas compromete diretamente o andamento das apurações conduzidas pelo Legislativo.

— Não há investigação séria possível quando provas produzidas legalmente por uma CPI são retiradas do seu alcance e ficam bloqueadas por tempo indefinido — afirmou Marcel van Hattem. Segundo ele, a decisão de Toffoli representa uma interferência indevida do Judiciário nas prerrogativas do Congresso e esvazia o papel constitucional do Legislativo.

Os documentos em disputa dizem respeito às quebras de sigilo aprovadas pela CPI do INSS no contexto das investigações sobre fraudes em empréstimos consignados concedidos a aposentados e pensionistas. Os requerimentos incluíram pedidos de relatórios de inteligência financeira ao Coaf e chegaram a ser enviados à comissão antes de serem recolhidos por determinação do STF, que manteve as quebras válidas, mas retirou temporariamente o material do colegiado.

A pressão pela devolução ganhou força após declarações do presidente do INSS, Gilberto Waller, de que o Banco Master teria concedido cerca de 254 mil empréstimos consignados com indícios de fraude. Para os parlamentares, a informação reforça a dimensão do esquema investigado e a necessidade de acesso às provas para identificar responsabilidades e dimensionar os prejuízos aos beneficiários.

Além da devolução dos documentos, os congressistas pedem autorização para o compartilhamento, com a CPI do INSS, das informações já reunidas pela Polícia Federal nas investigações sobre o banco. A ofensiva ocorre enquanto a comissão se prepara para retomar os trabalhos em fevereiro e discute a prorrogação do prazo por mais 60 dias, em meio a um ambiente de tensão entre Congresso e Judiciário e à mobilização de outras frentes parlamentares para acompanhar o caso.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Lula dá o tom da campanha eleitoral: "transformar 2026 no ano da comparação"

Presidente defende balanço entre governos e afirma que disputa política deve confrontar resultados concretos

Entidades (RS) - 20/01/2026 - Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante cerimônia de entrega de 1.276 unidades habitacionais do Empreendimento Junção Rio Grande, no âmbito do Programa Minha Casa, Minha Vida. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sinalizou nesta terça-feira (20) a linha central que pretende adotar no debate político nas eleições de 2026. Ao discursar em um evento de entrega de unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida, em Rio Grande (RS), Lula defendeu que este ano seja marcado por uma comparação direta entre os resultados de sua gestão e os governos que o antecederam.

O posicionamento foi expresso durante discurso público do presidente Lula no evento no Rio Grande do Sul, no qual ele fez um balanço político do atual governo e projetou o enfrentamento eleitoral futuro. Segundo o presidente, após um período de reconstrução nacional, o momento agora é de apresentar resultados concretos à população. “Depois de dois anos de reconstrução, a gente começou a preparar a terra e a plantar. Passamos o ano inteiro de 2025 recuperando este país, plantando as coisas, cuidando da terra, colocando fertilizantes, e agora vamos começar a colheita”, afirmou.

Lula destacou que a comparação proposta deve envolver áreas centrais da ação do Estado e confrontar diretamente os indicadores de sua gestão com os dos governos de Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL). “Precisamos transformar o ano de 2026 no ano da comparação. Vamos pegar a data em que foi feito o impeachment da Dilma em 2016, vamos pegar o governo Temer e o governo Bolsonaro. E vamos fazer uma comparação. O que nós fizemos em três anos com o que eles fizeram em sete anos”, declarou.

O presidente enumerou setores que, segundo ele, devem ser analisados nesse confronto de resultados. “Vamos fazer uma comparação na educação, na saúde, nas rodovias, nas casas, na concessão de títulos para as pessoas, nas terras indígenas, nas terras quilombolas, no Prouni. Nós vamos comparar cada coisa que fizemos em três anos comparado com o deles”, disse, ao defender que o debate eleitoral se baseie em dados objetivos.

Durante o discurso, Lula também fez críticas duras ao que classificou como disseminação sistemática de desinformação no país. Para ele, a política brasileira precisa romper com práticas baseadas em notícias falsas e ataques pessoais. “É preciso acabar com a era da mentira nesse país. Não é possível esse país estar subordinado à leviandade da mentira de pessoas que não têm respeito às crianças, às mulheres, às pessoas idosas e acham que pode ficar mentindo 24 horas por dia na internet”, afirmou.

O presidente relatou ainda experiências pessoais recentes para ilustrar como, segundo ele, declarações são retiradas de contexto e manipuladas nas redes sociais. “Eles querem pegar uma ou duas palavras minhas para que possam distorcer e mandar para o mundo da internet. E nós não temos que aceitar esse tipo de coisa. Temos que começar a divulgar a verdade, para que a gente possa convencer aquelas pessoas que passam o dia inteiro no celular”, disse.

Lula ainda afirmou que a decisão final caberá ao eleitorado, mas reforçou que não aceitará a normalização do que considera práticas degradantes no debate público. “Depois de fazer a comparação, o povo vai decidir o que ele quer para esse país. Mas eu não vou, enquanto eu for vivo, permitir que o povo brasileiro esteja subordinado à leviandade, à mentira, à grosseria e à falta de respeito”, concluiu, ao atribuir à sociedade como um todo a responsabilidade pela qualidade do ambiente político nacional.

Fonte: Brasil 247

Justiça italiana adia decisão sobre extradição de Carla Zambelli

Corte de Apelação de Roma deve retomar análise do pedido do governo brasileiro em fevereiro

Brasília - 24/09/2025 - Reunião da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara para ouvir a deputada federal Carla Zambelli (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

A Corte de Apelação de Roma decidiu adiar novamente a conclusão do julgamento do pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli, solicitado pelo governo brasileiro. A análise do processo deve ser retomada na primeira quinzena de fevereiro, após os magistrados não conseguirem finalizar o exame do caso na sessão mais recente. As informações são da coluna da jornalista Malu Gaspar, de O Globo.

O julgamento estava previsto para 18 de dezembro, mas acabou sendo adiado a pedido da defesa, que solicitou mais tempo para analisar e se manifestar sobre documentos enviados pelas autoridades brasileiras à Justiça italiana.

⊛ Julgamento é adiado a pedido da defesa

De acordo com uma fonte que acompanha o processo, não houve tempo suficiente para que a Corte de Apelação concluísse nesta terça-feira (20) a análise do material apresentado. Desde julho do ano passado, Zambelli está presa no complexo penitenciário de Rebibbia, nos arredores de Roma, onde aguarda a decisão da Justiça italiana. Independentemente do resultado na Corte de Apelação, a decisão ainda poderá ser contestada junto à Corte de Cassação da Itália, que funciona como a última instância do Judiciário do país.

⊛ Governo brasileiro detalha sistema prisional

Para reforçar o pedido de extradição, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva encaminhou às autoridades italianas informações sobre a unidade prisional onde Zambelli cumpriria pena caso fosse entregue ao Brasil, além de dados sobre as condições gerais do sistema prisional feminino.

Segundo a documentação enviada pelo Itamaraty, a ex-deputada seria encaminhada à Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia. O material informa que internas do regime fechado, semiaberto e presas provisórias ficam separadas por “blocos distintos, assegurando a não convivência entre internas de regimes diversos”.

⊛ CNJ aponta boas condições da Penitenciária Feminina do DF

A inspeção mais recente do Conselho Nacional de Justiça, realizada em agosto do ano passado, classificou como “boas” as condições da unidade, localizada na região administrativa do Gama, a cerca de 35 quilômetros do centro de Brasília.

A Vara de Execuções Penais do Distrito Federal informou que a Colmeia “adota rotinas institucionais de monitoramento e prevenção de violação de direitos, com inspeções periódicas dos órgãos de controle e mecanismos internos de supervisão”. O documento acrescenta que “nunca houve rebelião na PFDF” e que, no sistema masculino, o último episódio desse tipo ocorreu em 2001.

⊛ Ministério Público italiano apoia extradição

O Ministério Público da Itália já deu parecer favorável à extradição de Zambelli. Segundo o órgão, não há indícios de perseguição política nem de cerceamento do direito de defesa no processo que resultou em sua condenação unânime pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em maio do ano passado.

No entendimento do MP italiano, as decisões do Judiciário brasileiro se basearam em “múltiplas provas” consistentes, como documentos apreendidos e gravações telefônicas, o que afastaria qualquer fundamento para a tese de perseguição política. O parecer também afirma que o pedido atende aos requisitos do direito processual italiano e às disposições do Tratado de Extradição entre Brasil e Itália.

O procurador Erminio Carmelo Amelio observou ainda que Zambelli é “apenas formalmente cidadã italiana”. “Ela não reside na Itália, não está integrada ao tecido social, não tem seu centro de interesses de qualquer espécie na Itália (muito pelo contrário: ela é deputada federal no Brasil)”, afirmou no documento enviado à Justiça italiana antes da renúncia ao mandato.

⊛ Prisão na Itália

Zambelli deixou o Brasil em 24 de maio do ano passado pela fronteira com a Argentina, em Foz do Iguaçu, onde não há controle migratório. De Buenos Aires, seguiu para a Flórida, nos Estados Unidos, em um voo comercial. No início de junho, embarcou para Roma, acreditando estar protegida por possuir cidadania italiana.

Horas depois de sua chegada à Itália, seu nome foi incluído na lista vermelha da Interpol. Após mais de um mês com o paradeiro desconhecido, ela foi localizada e presa em julho, permanecendo detida enquanto a Justiça italiana avalia o pedido de extradição apresentado pelo Brasil.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Alexandre de Moraes dá aval para criar praia de nudismo em Balneário Camboriú


Pessoas nuas na Praia do Pinho, em Balneário Camboriú. Foto: reprodução

O desembargador Alexandre de Moraes da Rosa, do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, expediu um salvo-conduto coletivo para garantir que adeptos do naturismo frequentem a Praia do Pinho, em Balneário Camboriú, sem ameaça de prisão. A decisão, de sexta-feira (16), determina que autoridades se abstenham de efetuar prisões por crimes de desobediência ou ato obsceno relacionados à prática no local até o julgamento final do habeas corpus.

O pedido foi impetrado pela Federação Brasileira de Naturismo, que contestou lei municipal de 2025 que proíbe o naturismo na praia. O desembargador ponderou que o salvo-conduto “não implica autorização administrativa, e sim a liminação de que autoridades utilizem tipos penais abertos para restringir indevidamente a liberdade”. O descumprimento da ordem pode gerar responsabilização administrativa, civil e penal.

A presidente da federação, Paula Silveira, classificou a liminar como “uma vitória”. Ela ressaltou que o salvo-conduto vale apenas para a faixa de areia e o mar, sendo proibido o naturismo em trilhas, estrada e estacionamento. A decisão foi tomada após a Vara Regional de Garantias da comarca ter indeferido o pedido em primeira instância.

Fonte: DCM

As perguntas absurdas que Moraes barrou na perícia médica de Bolsonaro

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em prisão domiciliar. Foto: Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), barrou, nesta segunda-feira (19), perguntas da defesa de Jair Bolsonaro (PL) sobre prisão domiciliar na perícia médica que será realizada para avaliar a situação do ex-presidente. A decisão do magistrado restringe o escopo do exame e mantém o foco técnico da avaliação solicitada à Polícia Federal, conforme informações da Folha de S.Paulo.

Moraes rejeitou seis quesitos apresentados pelos advogados de Bolsonaro — que, no total, indicaram mais de 40 perguntas. Segundo o ministro, as questões barradas “transbordam do objeto pericial, tendo em vista que demandam análise subjetiva da legislação, incabível à perícia médica”.

Entre os pontos vetados, estavam perguntas diretamente relacionadas à possibilidade de prisão domiciliar. Uma delas questionava: “O paciente [Bolsonaro] necessita de infraestrutura de saúde domiciliar complexa e contínua (uso de dispositivos, controle clínico frequente, suporte nutricional, prevenção de quedas, acesso hospitalar imediato), o que seria viável apenas em ambiente extra-hospitalar e domiciliar adequadamente estruturado?”.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sério
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: Reprodução

Objetivo da perícia e papel da PF


A Polícia Federal deverá responder se a permanência do ex-presidente na prisão representa “risco aumentado, concreto e previsível de agravamento” das doenças apontadas pela defesa e se a prisão domiciliar seria a alternativa mais adequada para preservar a vida, a integridade física e a dignidade humana.

Bolsonaro foi transferido recentemente para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, após quase dois meses na Superintendência da PF em Brasília.

Ao analisar as reclamações da defesa sobre as condições anteriores, Moraes afirmou que a mudança proporcionou melhores condições estruturais, como ampliação do tempo de visitas, acesso livre ao banho de sol e possibilidade de exercícios físicos, além da instalação de equipamentos para fisioterapia, como esteira e bicicleta.

Fonte: DCM com informações da Folha de S. Paulo

Viagem de Flávio Bolsonaro a Israel é bancada com recursos públicos


      O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vai a Israel em missão oficial bancado pelo Senado, em meio ao esforço de consolidar sua pré-candidatura à Presidência e ampliar pontes com a direita internacional. O parlamentar desembarca no país para participar de um evento sobre antissemitismo, com despesas custeadas pelos cofres públicos, conforme informações do Metrópoles.


Flávio foi convidado para palestrar ao lado do irmão Eduardo Bolsonaro (PL-SP), ex-deputado federal que teve o mandato cassado no ano passado.

A viagem foi autorizada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, em despacho de 22 de dezembro. No documento, Alcolumbre determinou que passagens aéreas, diárias e seguro-viagem do parlamentar sejam pagos pela Casa, conforme as regras internas para missões oficiais ao exterior.

Custos e cronograma

As normas do Senado permitem o custeio de viagens internacionais desde que o roteiro seja reconhecido como missão oficial e autorizado pela Presidência ou pelo plenário. Além das passagens, estão incluídos gastos com hospedagem, alimentação e deslocamentos. No início do ano, o Senado atualizou o valor das diárias no exterior para US$ 656,46.

Alcolumbre autorizou 12 dias de missão oficial para Flávio Bolsonaro, cobrindo as datas em que o senador informou participação em eventos em Israel, Bahrein e Emirados Árabes Unidos. No total, o parlamentar terá direito a receber quase US$ 7,9 mil — mais de R$ 42 mil — em diárias.

Até o momento, Flávio Bolsonaro não informou ao Senado os gastos com passagens aéreas. Pelas regras, a prestação de contas pode ser apresentada em até cinco dias úteis após o retorno. As diárias devem ser pagas antes do início da agenda em Israel, marcada para 26 de janeiro.

O evento e a agenda política

A conferência, endossada por integrantes do governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, contará com discurso do próprio premiê. No site oficial, a programação afirma tratar de “desafios permanentes” no combate aos ataques contra comunidades judaicas, como “teorias da conspiração antissemitas que prosperam na retórica dos movimentos políticos” e “como a imigração para a Europa levou a um aumento do antissemitismo”.

Apesar de estar em missão pelo Senado, a assessoria do parlamentar informou que a fala de Flávio será marcada por “diretrizes que pretende adotar em um eventual futuro governo” e pela ampliação das relações bilaterais estabelecidas durante o governo Bolsonaro.

Além de Flávio e Eduardo, o evento reunirá nomes da direita internacional, como o ministro da Justiça da Argentina, Mariano Cúneo Libarona, o premiê da Albânia, Edi Rama, e o embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee. O senador também deverá participar de um jantar de gala restrito a autoridades no dia 26.

Após Israel, a comitiva seguirá para o Bahrein, entre 28 de janeiro e 2 de fevereiro, e, na sequência, para os Emirados Árabes Unidos, de 3 a 6 de fevereiro.

Material de divulgação do evento da extrema-direita que reunirá, entre outros, Flávio Bolsonaro, Eduardo e Benjamin Netanyahu. Reprodução

Fonte: DCM com informações do Metrópoles

VÍDEO: Adversários de Lula são “acanhadinhos” e “tacanhos”, diz Haddad


O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em entrevista ao UOL. Foto: Reprodução

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ironizou possíveis adversários do presidente Lula (PT) nas eleições e afirmou que os nomes da direita cotados para disputar o Planalto são “muito acanhadinhos”. A declaração foi dada em entrevista ao UOL nesta segunda-feira (19).

Sem citar diretamente os adversários, Haddad fez referência a governadores da direita frequentemente mencionados como presidenciáveis, como Tarcísio de Freitas (Republicanos), Ronaldo Caiado (União), Ratinho Júnior (PSD) e Romeu Zema (Novo). Para o ministro, esses nomes não apresentam propostas capazes de posicionar o Brasil na nova organização geopolítica global.

Na avaliação de Haddad, o principal desafio futuro do país é justamente a geopolítica, que deveria ser o eixo central de um eventual plano de governo da candidatura petista à reeleição. O ministro citou preocupações do governo brasileiro com episódios internacionais recentes, como o ataque à Venezuela e o sequestro de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, ações repudiadas pelo Brasil.

“Na minha opinião, o grande tema é, diante da nova geopolítica internacional, qual é a pauta de desenvolvimento que o Brasil pode ter. Nesse particular, o Lula é meio insubstituível. Os adversários dele são muito acanhadinhos, não têm uma visão do que está acontecendo no mundo”, disse.

Ao criticar os projetos da oposição, Haddad afirmou: “É aquela velha agenda, vender estatal e congelar salário mínimo. É isso que eu vejo da parte desses governadores. Essa agenda não vai para frente como projeto de país”.

Para ele, Lula tem condições de conduzir o Brasil na nova ordem global ao ampliar parcerias internacionais. “Ele não está escolhendo parceiros, está promovendo novas parcerias. Está muito preocupado com o Brasil e está fazendo com que o Brasil não seja anexado, nem mentalmente, a nenhum bloco”, afirmou.
Visão “tacanha” da oposição

Haddad voltou a classificar a oposição como limitada do ponto de vista estratégico. “É uma visão muito pequena do Brasil, muito tacanha, um pessoal muito tacanho, sem traquejo para enfrentar o desafio internacional que está sendo colocado”, disse.

Em outro trecho, acrescentou: “Eu não vejo, da parte da oposição, ninguém que consiga transcender sequer a divisa do próprio estado”.

Ao comparar esse cenário com a liderança de Lula, Haddad afirmou que o contraste é evidente e ironizou: “Se for comparar o Lula com esse tipo de postura, vamos chegar onde? Daqui a pouco, estamos aqui com a Guarda Pretoriana tomando conta do país”.

Assista abaixo:

Fonte: DCM com informações do UOL

Cesta básica cai em todas as capitais do país no 2º semestre de 2025

Dados foram divulgados nesta terça-feira (20) pelo Dieese

📷FFermamdo Frazão/Agência Brasil

O preço da cesta básica de alimentos caiu em todas as 27 capitais brasileiras no acumulado do último semestre de 2025. As quedas oscilaram entre -9,08%, em Boa Vista (RR,) e -1,56%, em Belo Horizonte (MG).

Os dados, divulgados nesta terça-feira (20), são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Desde julho de 2025, a pesquisa engloba todas as 27 capitais do país. Anteriormente, o levantamento era feito apenas em 17.

Campeã em queda de preço entre as capitais, Boa Vista (RR) teve a redução de -9,08% no valor da cesta básica no último semestre do ano passado, com o preço passando de R$ 712,83 em julho de 2025, para R$ 652,1,4 em dezembro – R$ 60,69 menor.

A segunda capital com maior queda no período foi Manaus (AM), com diminuição de -8,12% no preço da cesta, de R$ 674,78 para R$ 620,42, ou seja, custo R$ 54,36 a menos. Fortaleza (CE) ocupa o terceiro lugar em diminuição do preço do conjunto de alimentos essenciais: queda de -7,90%, passando de R$ 738,09, em julho, para R$ 677, em dezembro, R$ 61,09 mais barata.

As capitais que tiveram menores baixas foram Belo Horizonte (MG), Macapá (AP) e Campo Grande (MS) com quedas de -1,56%, -2,10% e -2,16%, respectivamente, no acumulado do período.

Por regiões, Boa Vista (RR) lidera o cenário de baixa de preços não só nacionalmente, mas também no Norte, assim como Fortaleza (CE), ocupa não somente o terceiro lugar geral, mas também é campeã no Nordeste do país.

No Centro-Oeste, Brasília (DF), é a recordista em declínio de preço da cesta no período, com variação de -7,65% nos últimos seis meses de 2025. No Sul, a capital mais bem colocada é Florianópolis (SC), que teve redução de -7,67% no valor do conjunto de produtos. Vitória (ES) é a capital vencedora no Sudeste do país, com redução de -7,05% no preço da cesta básica de alimentos de julho a dezembro do ano passado..

Segundo o presidente da Conab, Edegar Pretto, o resultado dos últimos seis meses de 2025 demonstram que a política agrícola do Brasil está no caminho certo.

“Estamos comemorando porque essa queda generalizada é fruto dos investimentos que o governo federal vem fazendo no setor agropecuário brasileiro, aumentando a produção de alimentos para o consumo interno nacional”.

Ele destacou os planos Safra dos últimos três anos, tanto o empresarial quanto o da Agricultura Familiar.

“Já são três anos que ambos têm valores recordes, não faltando recursos para o financiamento agrícola, e com juros subsidiados”. 


Fonte: Agência Brasil 

Pacheco reduz resistência e admite possibilidade de disputar o governo de Minas

Ex-presidente do Senado estuda novo partido e pode ser o candidato de Lula em Minas Gerais

      Lula e Rodrigo Pacheco (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (MG) voltou a movimentar o tabuleiro político em Minas Gerais ao reconsiderar sua decisão de se afastar da vida pública. Em meio a conversas com diferentes partidos, o senador passou a admitir a possibilidade de disputar o governo estadual em 2026, contando com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que vê no mineiro um nome estratégico para fortalecer seu palanque no estado, informa o Estado de Minas.

A saída de Pacheco do PSD é tratada como um movimento praticamente inevitável por aliados próximos. O desgaste se intensificou depois que o presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, passou a apostar na filiação e eventual candidatura do vice-governador Mateus Simões ao Palácio Tiradentes, em alinhamento com o governador Romeu Zema (Novo). Esse redesenho interno afastou o senador de qualquer protagonismo no projeto estadual do partido.

“Não há como ele [Pacheco] seguir em um partido que optou pelo caminho de apoiar os adversários políticos da direita”, afirmou um interlocutor do senador, sob reserva.

Diante desse cenário, Pacheco iniciou diálogos com dirigentes do União Brasil, do MDB e do PSB, avaliando qual sigla ofereceria condições políticas mais compatíveis com uma candidatura de perfil centrista. Em Minas, o União Brasil abriga aliados históricos do senador, como o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião, o que reforça a atratividade da legenda. Além disso, Lula tem incentivado essa aproximação, enxergando nela uma chance de retomar articulações em torno do nome de Pacheco, inclusive envolvendo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (AP), uma das principais lideranças nacionais do partido.

Apesar disso, há obstáculos. Pacheco aguarda definições sobre a posição do União Brasil em relação à federação com o PP e a possibilidade de imposição de apoio a candidaturas de direita nos estados. Caso essa orientação se confirme, o caminho se tornaria inviável para um projeto que conte com o respaldo do presidente da República. O presidente nacional do União, Antônio Rueda, tem sinalizado disposição para um distanciamento do governo federal, movimento que poderia culminar no apoio a uma eventual candidatura presidencial do governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Paralelamente, o MDB também entrou no radar. O senador recebeu recentemente um convite do presidente nacional da sigla, Baleia Rossi, opção que segue em análise. Houve ainda conversas com o PSB, embora Pacheco demonstre resistência a se filiar a um partido identificado com a esquerda. “A ideia é construir uma candidatura de centro, e é claro que a esquerda vai apoiar esse nome”, disse um aliado.

No xadrez eleitoral mineiro, outros nomes já aparecem como potenciais candidatos ao governo, em sua maioria ligados ao campo da direita. Pesquisas recentes apontam o senador Cleitinho (Republicanos) como favorito, embora ele ainda não tenha confirmado se entrará na disputa. Nesse contexto, aliados de Pacheco avaliam que o ex-presidente do Senado poderia herdar parte significativa do eleitorado que votou em Lula no estado em 2022, quando o presidente obteve 6,2 milhões de votos no segundo turno, o equivalente a 50,20% dos votos válidos.

Para Lula, a insistência no nome de Pacheco faz parte de uma estratégia mais ampla para consolidar um palanque competitivo em Minas Gerais, estado historicamente decisivo nas eleições presidenciais. A definição do futuro partidário do senador, no entanto, ainda depende do desfecho dessas negociações e da configuração final das alianças nacionais e regionais.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Estado de Minas

Acordo UE-Mercosul manda mensagem poderosa para o mundo, diz Ursula Von der Leyen

Presidente da Comissão Europeia afirma em Davos que tratado reúne 31 países, 700 milhões de consumidores e envia sinal global a favor do comércio justo

      Ursula von der Leyen (Foto: Yves Herman/Reuters)

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou nesta terça-feira (20), durante participação no Fórum Econômico Mundial, em Davos, que o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul estabelece a maior zona de livre comércio do planeta. O tratado foi concluído após 25 anos de negociações e assinado no último sábado (17), no Paraguai, consolidando uma das mais amplas parcerias econômicas globais.

Segundo Von der Leyen, o acordo envolve 31 países, mais de 700 milhões de consumidores e aproximadamente 20% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, dimensão que, segundo ela, confere peso estratégico ao tratado.

Ao destacar o alcance simbólico do pacto, a presidente da Comissão Europeia afirmou: “Este acordo, manda uma mensagem poderosa para o mundo: estamos usando o comércio justo no lugar de tarifas, a parceria em vez do isolamento e a sustentabilidade no lugar da exploração”. Para Von der Leyen, o entendimento entre os blocos sinaliza uma alternativa às políticas protecionistas e reforça a cooperação multilateral.

A dirigente também ressaltou que a estratégia comercial da União Europeia não se limita à América Latina. “No ano passado, fizemos novos acordos com o México, Indonésia e Suíça. Estamos trabalhando com um novo acordo de comércio livre com a Austrália, e também estamos avançando com as Filipinas, Tailândia, Malásia, os Emirados Árabes Unidos e mais”, declarou.

Ao encerrar sua fala, Von der Leyen reforçou a visão de longo prazo da Europa em relação ao comércio internacional e aos novos polos econômicos globais. “A Europa quer fazer negócios com os centros de crescimento de hoje e com as potências econômicas deste século, da América Latina ao Indo-Pacífico. A Europa sempre escolherá o mundo, e o mundo está pronto para escolher a Europa”, completou.

Fonte: Brasil 247

VÍDEO: Campeão mundial pelo Inter, ex-jogador Perdigão é espancado por PMs em estádio

 

Perdigão mostra hematomas após espancamento. Foto: reprodução
O ex-jogador de futebol Cleilton Vicente, o Perdigão, campeão mundial pelo Inter em 2006, foi agredido por um policial militar após uma partida entre São Joseense e Operário-PR, em Curitiba, no domingo (18). O ex-atleta, de 48 anos, publicou vídeos e fotos dos hematomas nas redes sociais, classificando o episódio como “extremamente constrangedor e doloroso”. Ele atuou por clubes como Corinthians, Athletico-PR e Vasco.

“Situação extremamente constrangedora que vivi. Fui covardemente agredido por um membro despreparado da PM”, escreveu Perdigão. As imagens mostram o ex-jogador sendo atingido por golpes de cassetete e empurrões. Ele afirma que se aproximou do agente apenas para cumprimentá-lo após o jogo. “Não sei se houve mal-entendido, mas, de forma repentina, ele veio me agredindo”, relatou.

Perdigão disse que tentou se afastar para evitar confusão, não foi rude e não reagiu às agressões. O caso ocorreu na Vila Capanema, estádio do Operário-PR. O ex-atleta lamentou que “uma atitude isolada acabe manchando a imagem de uma instituição que deveria proteger o cidadão”.

Fonte: DCM

Argentina que imitou macaco em gesto racista ignora Justiça e não coloca tornozeleira


       A advogada Argentina. Foto: Reprodução

A advogada argentina Agostina Páez, de 29 anos, investigada por gesto racista registrado em vídeo dentro de um bar no Rio de Janeiro, ainda não colocou tornozeleira eletrônica, apesar de determinação da Justiça do estado. A decisão foi tomada na última quarta-feira (14), como medida cautelar para garantir o andamento da investigação e impedir a saída do país sem autorização judicial.

Segundo a Justiça, a instalação do equipamento depende de comparecimento da investigada à Central de Monitoramento Eletrônico, sob responsabilidade da Secretaria de Administração Penitenciária. A decisão não estabeleceu prazo específico para a colocação da tornozeleira, mas prevê que Agostina está ciente da obrigação. O Judiciário informou que o processo tramita sob sigilo, o que limita a divulgação de novos detalhes.

O caso ocorreu na madrugada de terça-feira (14), quando a argentina foi filmada fazendo gestos que imitam um macaco e pronunciando a palavra “mono”, em espanhol, direcionados a um funcionário do bar, segundo registro policial. A vítima, que não teve a identidade divulgada, registrou boletim de ocorrência por injúria racial. Em depoimento, Agostina afirmou que estava “brincando” e negou intenção discriminatória. A defesa foi procurada e o texto será atualizado em caso de manifestação.

Fonte: DCM

Fachin antecipa retorno e se reúne com ministros do STF para discutir o caso Master

Ponto central das conversas será a manutenção de Dias Toffoli à frente do inquérito do Banco Master

Edson Fachin e Dias Toffoli (Foto: Rosinei Coutinho/STF | Victor Piemonte/STF)

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, decidiu antecipar sua volta a Brasília diante do desgaste institucional provocado pelo chamado Caso Master. A crise envolvendo o banco e as decisões tomadas no inquérito em curso passaram a gerar tensões dentro e fora da Corte, levando o magistrado a retomar as atividades antes do previsto para tentar administrar os impactos sobre a imagem do tribunal. As informações são do G1.

A partir desta terça-feira (20), Fachin iniciará conversas diretas com os demais ministros do STF. O objetivo é discutir os desdobramentos do caso e buscar uma saída institucional para os conflitos que se instalaram nos últimos dias.

Fachin estava em período de férias e havia transferido interinamente a presidência da Corte ao vice-presidente, ministro Alexandre de Moraes. O retorno oficial estava programado apenas para o fim de semana, já que a abertura do ano Judiciário está marcada para 2 de fevereiro. A decisão de antecipar a volta, no entanto, foi tomada após diálogos com colegas do tribunal, diante da avaliação de que a situação exigia uma atuação imediata da presidência.

No centro das discussões está a condução do inquérito do Caso Master pelo ministro Dias Toffoli. Determinações recentes do relator, consideradas atípicas por diferentes atores institucionais, provocaram reações da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República (PGR). As medidas também causaram desconforto entre advogados de investigados, ampliando o clima de impasse.

Entre as decisões que acirraram o debate está a determinação de que depoimentos relacionados ao caso sejam colhidos diretamente no STF, e não nas dependências da Polícia Federal. A iniciativa foi interpretada por integrantes das instituições envolvidas como uma mudança relevante no rito tradicional de apurações dessa natureza.

A expectativa é de que as conversas conduzidas por Fachin nos próximos dias busquem avaliar a permanência de Toffoli à frente do inquérito e restabelecer um equilíbrio institucional entre o Supremo, a PGR e a Polícia Federal. O movimento do presidente do STF sinaliza uma tentativa de conter a escalada de tensões e preservar a credibilidade da Corte em meio a um caso que ganhou forte repercussão política e jurídica.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

Beto Preto será homenageado com título de Cidadão Benemérito de Jandaia do Sul


      Foto: Divulgação

O secretário de estado da saúde e deputado federal licenciado, Carlos Alberto Gebrim Preto, o Beto Preto (PSD), irá receber nas próximas semanas o título de “Cidadão Benemérito” do Município de Jandaia do Sul. A honraria foi proposta pelo vereador Tadeu Rocco (União Brasil) e aprovada por unanimidade na Câmara Municipal.

A outorga do título também já foi sancionada pelo prefeito de Jandaia do Sul, Benedito José Púpio, o “Ditão Púpio”. A solenidade deve ser agendada para a segunda quinzena de fevereiro ou, no mais tardar, no início de março.

A concessão da honraria é justificada pelos bons e relevantes serviços prestados a Jandaia do Sul, pelo secretário de estado da saúde Beto Preto. Na sua proposição o vereador Tadeu Rocco cita uma série de conquistas em favor do município e também destaca a competência e o avanço da saúde pública no Paraná, seja na estrutura física de hospitais e unidades básicas, além de programas e equipamentos levados a todas regiões.

“Desde que assumiu a Secretaria de Estado da Saúde, em 2019, Beto Preto, sempre pautou sua trajetória na defesa da saúde e do bem estar da população paranaense”, enaltece o vereador Tadeu Rocco. Ele faz questão de lembrar ainda a firmeza e competência de Beto Preto no enfrentamento da pandemia da Covid-19. “Defendeu a vacina e foi o protagonista em diversas medidas de prevenção e combate à doença e do controle do cenário epidemiológico no estado”, destaca Rocco.
Especificamente em relação a Jandaia do Sul, o autor do título cita importantes avanços na estrutura da saúde, sob sua gestão à frente da Sesa. “Vale destacar a reabertura do Hospital Nossa Senhora de Fátima; autorização de R$6,6 milhões em recursos para a saúde municipal, ampliando capacidade de atendimento; aquisição de modernos equipamentos hospitalares; e implantação de um novo Pronto Atendimento Municipal (PAM), com investimento de R$ 7 milhões em estrutura e equipamentos”, relata Tadeu Rocco.

O secretário de saúde Beto Preto se manifesta muito agradecido pela honraria proposta pelo vereador Tadeu Rocco e aprovada por unanimidade pelos demais membros do legislativo de Jandaia. E também já sancionada pelo prefeito Ditão Púpio.
“Só tenho a agradecer muito ao vereador Tadeu Rocco, aos demais vereadores e ao prefeito Ditão Púpio. O Rocco foi secretário municipal de saúde em Jandaia e também trabalhei com ele na Cooperval. Agradeço a confiança de tantos amigos que temos em jandaia do Sul, cidade que convivi muito desde minha juventude e que tive a oportunidade trabalhar como médico”, comenta o secretário Beto Preto, reiterando seu orgulho pela homenagem.

Fonte: Assessoria