sábado, 13 de dezembro de 2025

Motta defende ex-assessora de Lira, alvo da PF por desvio de emendas


        Hugo Motta, presidente da Câmara, e Mariângela Fialek. Foto: reprodução

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), saiu publicamente em defesa da servidora Mariângela Fialek após ela se tornar alvo de uma operação da Polícia Federal que apura irregularidades na indicação de emendas parlamentares. Em nota divulgada na noite de sexta-feira (12), Motta elogiou a atuação da funcionária, conhecida nos bastidores como Tuca, e afirmou que a Câmara respeita decisões judiciais, mas ressaltou que não há, até o momento, apontamento de desvio direto de recursos públicos.

Mariângela é servidora da Câmara e atualmente está lotada na liderança do PP. Ela atuou como assessora direta do então presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), período em que passou a ser apontada por parlamentares como responsável por organizar e operacionalizar a indicação de emendas parlamentares.

Na manhã de sexta, policiais federais cumpriram mandados de busca e apreensão em salas usadas por ela dentro da Câmara e também em sua residência, com a apreensão de um telefone celular e outros materiais. A operação contou com anuência da Procuradoria-Geral da República.

Em sua manifestação, Hugo Motta classificou Mariângela como “técnica competente”, “responsável” e “comprometida com a boa gestão da coisa pública”.

Segundo o presidente da Câmara, “a experiência da servidora é reconhecida por todos os órgãos do Poder Legislativo e do Poder Executivo que elaboram e executam o orçamento federal. Inclusive, a atuação da servidora Mariângela Fialek foi fundamental no aprimoramento dos sistemas de rastreabilidade da proposição, indicação e execução de emendas parlamentares”.

Arthur Lira falando em microfone e gesticulando
O deputado Arthur Lira – Reprodução

Um dos alvos da operação foi uma sala oficialmente vinculada à Presidência da Câmara, mas que passou a ser utilizada por Mariângela a partir de 2022, ainda na gestão de Arthur Lira. Há relatos de que era nesse espaço que ela despachava assuntos relacionados às emendas parlamentares.

Conforme decisão do ministro Flávio Dino, que autorizou a operação, depoimentos colhidos ao longo da investigação indicam que a assessora atuava “diretamente na operacionalização do encaminhamento de emendas” e que realizava indicações em nome do então presidente da Casa.

“Tais circunstâncias evidenciam fortes indícios de que a Representada [Tuca] integra uma estrutura organizada voltada ao indevido direcionamento de emendas parlamentares, supostamente atuando sob ordens diretas da antiga Presidência da Câmara dos Deputados, exercida pelo Deputado Arthur Lira, fato que ainda está em apuração”, diz um trecho da decisão.

Fonte: DCM

Eduardo Bolsonaro está desmoralizado após Trump tirar sanções de Moraes, dizem aliados


        Eduardo Bolsonaro em evento conservador nos EUA. Foto: Saul Loeb/AFP

A decisão do governo Donald Trump de derrubar as sanções previstas na Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, teve um efeito político imediato em Brasília: expôs o isolamento do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e esvaziou a estratégia internacional do bolsonarismo.

Segundo Malu Gaspar, do jornal O Globo, essa é a leitura reservada feita por parlamentares do PL e por integrantes da tropa de choque do ex-presidente, ouvidos nos bastidores.

Para aliados, o movimento representou uma derrota em série. “A direita só perdeu com essa história e o Lula saiu gigante”, resumiu um senador ao avaliar o impacto combinado da decisão de Washington e do cenário interno.

O diagnóstico leva em conta não apenas a revogação das sanções, mas o contexto mais amplo: Jair Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF a 27 anos e três meses de prisão pela trama golpista, perdeu a prisão domiciliar e viu o filho Eduardo ser colocado no banco dos réus por articular punições contra autoridades brasileiras em solo estadunidense, além de ter o mandato ameaçado de cassação.

Nos bastidores, a avaliação é dura com o deputado. “É a pá de cal no Eduardo, que é muito arrogante. Foi por terra a ilusão de que ele era ‘o cara’ nas articulações com o governo americano”, disse um interlocutor próximo de Bolsonaro, que há meses considerava a ofensiva externa um “tiro no pé”. A percepção é a de que a estratégia elevou o custo político do bolsonarismo sem produzir ganhos concretos.

Enquanto isso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) colheu dividendos. Além de avançar na negociação para remover o tarifaço contra produtos brasileiros, o Planalto passou a explorar a defesa da soberania nacional como eixo político, em contraste com o campo bolsonarista, que chegou a exibir uma bandeira gigante dos Estados Unidos em manifestação na Avenida Paulista no 7 de Setembro.

O presidente Lula e o ministro do STF Alexandre de Moraes. Foto: Agência Brasil

A ironia ganhou tom público quando Lula passou a chamar Eduardo de “meu camisa 10”, atribuindo às sanções um papel indireto na recuperação da popularidade do governo. Em Brasília, o rótulo pegou: o deputado virou “cabo eleitoral” do petista.

A comparação esportiva também apareceu entre aliados do PL. “Foi uma decisão errada do Eduardo. Saiu com bola e tudo pela linha de fundo. Foi um 7 a 1”, comentou outro senador bolsonarista.

A crítica se soma à constatação de que a manutenção das sanções não atendia aos interesses da política externa estadunidense. Integrantes do governo dos EUA classificaram a medida como “inconsistente” com as prioridades de Washington.

No mesmo pacote de sinais, a Casa Branca considerou um “passo na direção certa” a aprovação do PL da Dosimetria, que pode reduzir o tempo de prisão de Bolsonaro e acelerar a migração ao regime semiaberto. Pelas contas do relator na Câmara, Paulinho da Força (Solidariedade-SP), o ex-presidente cumpriria cerca de dois anos e quatro meses, hoje, a projeção é de algo em torno de seis anos e nove meses.

Em agosto, Moraes havia autorizado a prisão domiciliar, revertida dois meses depois paara custódia na superintendência da PF em Brasília após a violação da tornozeleira.

Após conversa entre Lula e Trump, aliados de ambos os lados já esperavam um gesto de distensão entre Washington e Brasília. Os bolsonaristas, inclusive, se preparavam para “o pior dos cenários” e ensaiavam uma nova narrativa.

Ela veio a público com o próprio Eduardo, que reagiu no X após a reversão das sanções: “Somos gratos pelo apoio que o presidente Trump demonstrou ao longo dessa trajetória e pela atenção que dedicou à grave crise de liberdades que assola o Brasil”.

“Lamentamos que a sociedade brasileira, diante da janela de oportunidade que teve em mãos, não tenha conseguido construir a unidade política necessária para enfrentar seus próprios problemas estruturais. A falta de coesão interna e o insuficiente apoio às iniciativas conduzidas no exterior contribuíram para o agravamento da situação atual”, lamentou o fugitivo na publicação.

Fonte: DCM

PL da Dosimetria: esquerda domina redes e publica sete vezes mais que bolsonaristas


Membros do Congresso e apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro durante a sessão para votar o PL da Dosimetria. Foto: Reprodução

A esquerda dominou o debate nas redes sobre o PL da Dosimetria, com postagens quase sete vezes mais frequentes do que as do bolsonarismo, segundo relatório da consultoria Bites. A mobilização digital favorável ao governo Lula superou amplamente a de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após a aprovação do projeto pela Câmara.

De acordo com o levantamento, desde terça-feira o PL da Dosimetria foi mencionado mais de 1,8 milhão de vezes, gerando cerca de 24 milhões de interações. O pico ocorreu na quarta-feira, quando a proposta foi aprovada.

O padrão de engajamento repete um cenário semelhante ao visto após a votação da PEC da Blindagem, com vantagem expressiva para perfis alinhados ao governo.

A versão aprovada na madrugada de quarta-feira e enviada ao Senado acelera o cumprimento da pena de Bolsonaro no caso da tentativa de golpe, mas mantém remota a possibilidade de retorno do ex-presidente às disputas eleitorais.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Foto: Gabriela Biló/Folhapress

A articulação para a votação ganhou tração após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se apresentar como o nome escolhido pelo pai para representar a direita em 2026, o que ampliou a atenção e o embate nas redes.

Placar na Câmara

O projeto passou com 291 votos favoráveis e 148 contrários. As resistências ficaram concentradas em partidos mais alinhados ao governo, como PT e PSOL (ambos com votos unânimes contra), além de PDT e PSB, que tiveram apenas um voto favorável cada. O PL deu 75 votos a favor e um contra.

Partidos do Centrão apoiaram majoritariamente a proposta: no MDB, houve apenas cinco votos contrários; no União Brasil, quatro; e no PP, dois.

Fonte: DCM

Mulher que foi arrastada por 1km pelo ex abre os olhos e se emociona, diz família


        Tainara Souza Santos, que foi atropelada por Douglas Alves da Silva. Foto: reprodução

Tainara Souza Santos, que está internada desde 29 de novembro após ser atropelada e arrastada por 1 km em São Paulo, abriu os olhos e se emocionou ao ver a família no hospital. A informação é da mãe da vítima, Lúcia Aparecida. “Eu falei ‘mãe’ e ela começou a ficar agitada”, contou Lúcia em relato à Folha. A expectativa é de que o tubo de respiração seja retirado em breve.

O motorista, Douglas Alves da Silva, 26, é réu por tentativa de feminicídio. O crime ocorreu no Parque Novo Mundo, zona norte da capital. Câmeras registraram o momento em que ele atropelou Tainara com um Golf preto e seguiu dirigindo com ela presa ao veículo, em um trecho da marginal Tietê.

O advogado de Douglas alega que ele não conhecia Tainara e não teve intenção de atingi-la, contradizendo relatos da família e de uma testemunha que estava no carro. O passageiro afirmou à polícia que Douglas agiu por ciúmes ao ver a ex-namorada com outro homem.

Fonte: DCM

Reinaldo, o ídolo do Atlético, abre o jogo: "O projeto da ditadura era eliminar qualquer um que pensava diferente"

Reinaldo, o artilheiro de punho erguido, tem conversa sincera com o 247. Assista

Reinaldo, o ídolo do Atlético, abre o jogo: "O projeto da ditadura era eliminar qualquer um que pensava diferente" (Foto: Divulgação Atlético-MG)

Em uma conversa emocionada com o “Denise Assis Convida”, que vai ao ar na TV 247 no domingo (14), às 12h, Reinaldo revela, por exemplo, que foi Telê Santana o responsável pela sua não ida à Copa da Espanha, quando o Brasil, com um time estelar, saiu derrotado “por ele mesmo, pela arrogância da equipe”, analisa. Segundo ele, “Telê era um conservador, reacionário”

Num dia 7 de setembro de 1971, em plena ditadura militar, o jovem José Reinaldo Lima é tirado do desfile cívico, na cidade de Ponte Nova, no interior de Minas Gerais, para falar com um coronel, representante do Clube Atlético Mineiro. O caça talentos, ouviu falar sobre as manobras e dribles daquele garoto de apenas 15 anos, e o queria em campo, no próximo treino.

A família de classe média, de pai ferroviário e a mãe professora, começava a distribuir pelo mundo, os seus oito filhos, que iam em busca de oportunidades profissionais, depois de cursarem o colégio de freiras - as meninas -, e o colégio Salesiano, de padres, – os meninos. Reinaldo achou que havia chegado a sua vez. Agarrou a oportunidade e, com as bençãos da mãe, que aprovou a escolha, lá foi ele, de Ponte Nova para a capital, Belo Horizonte, exibir o que havia aprendido nas peladas de rua, no primeiro treino do time de aspirantes.

Depois de correr feito azougue, dar fintas magistrais e finalizar o treino com um gol, fato inusitado para os meninos tímidos que chegam a um grande time, foi catapultado para o time profissional, premiado por seu talento.

De cara, participou de um jogo contra o Valério de Itabira, num campeonato “populista”, organizado pelos milicos ditadores, chamado “Campeonato do Povo”. Àquela altura, ainda sem o senso crítico afiado que foi adquirindo à medida que amadurecia, Reinaldo não fez gol, mas suas jogadas foram de tal modo apreciadas que assinou contrato e começou a ganhar como profissional e a agir como tal. Logo deixava a sua marca nos gramados. Preocupado com as desigualdades sociais e o racismo que não chegou a perceber contra si, mas que via acontecer ao seu redor, adotou o punho esquerdo cerrado e para o alto, símbolo da luta dos Panteras Negras, um grupo ativista contra o racismo nos Estados Unidos, na década de 1970.

O gesto não incomodou ao seu clube, mas começou a ser visto como por demais desafiador pelos militares que povoavam os postos chave do futebol e das confederações desportistas, como o almirante Heleno Nunes, presidente da Confederação Brasileira de Desportos. Deitaram os olhos sobre a sua vida, as suas amizades, os seus interesses, explicitados quando já era um nome nos gramados. Procurado pelo jornal alternativo O Movimento – a imprensa de resistência na época da ditadura -, abriu o verbo contra o arrocho salarial, o racismo, a falta de democracia, pregou a favor da anistia e pelo direito ao voto para a escolha dos dirigentes do país. Pelo fim da ditadura.

Desde então, passou a ser achincalhado dentro e fora do campo. Vida profissional e pessoal passaram a ser esculachadas em revistas especializadas de futebol e nas colunas de fofocas. Era hetero, mas por ser totalmente desprovido de preconceito, como as pessoas de bem devem ser, não se furtava a receber amigos gays, e a ter como compadre o irmão do religioso Frei Beto, um então exilado e perseguido político. Daí para ser rotulado de “viado”, “comunista” e “drogado” foi um pulo. “Eu me preocupava com a minha mãe, que se revoltava com aquilo tudo, discutia na rua, não se conformava. Eu não queria ver a minha mãe sofrendo por minha causa”, diz, até hoje demonstrando mágoa.

Não se drogava, mas levava a fama. “Eu era um jovem de 20 anos. Tinha uma vida normal dos que têm essa idade. Nada demais, porque eu era um atleta, não podia abusar, tinha a minha carreira”, reage, como se ainda tivesse apontados para si os dedos daqueles que ajudaram a afastá-lo para fora dos campos.

Não era comunista: “eu tinha consciência, me preocupava com esse racismo estrutural que a gente tem até hoje e que precisamos continuar a combater. Queria a democracia. Eu queria, como acredito que a maior parte dos jovens daquela época queriam, ver a normalização. Não ter um governo de exceção, militar, que existia, o AI-5 e toda a aparelhagem que usavam para prender, torturar e matar os filhos do Brasil. Os próprios brasileiros”, diz, ainda com grande carga de indignação.

“Então eu comecei a fazer o gesto (dos Panteras Negras), porque eu era artilheiro do campeonato brasileiro, com um recorde até hoje, porque eu fiz 28 gols no conjunto de partidas, um recorde que permanece até hoje. Eu fazia esse gesto nas minhas comemorações, além de ter me manifestado nessa entrevista (ao Movimento), dizendo que a gente queria ver um país praticando a democracia, que desse a anistia e que os militares voltassem para o quartel. Os militares têm outra função, que não é a de dirigir o país. Por causa desse gesto e da minha manifestação eu sofri uma perseguição severa”, recorda.

Durante todos esses anos, depois de relacionamentos destruídos, do sofrimento da mãe, e do seu próprio, que mais tarde desembocaram em uma dependência química, da qual se livrou graças à sua força emocional, como descreve, Reinaldo buscou documentação que comprovasse tudo o que dizia. Confessa que foi um alívio ver a concretude dos papéis do SNI comprovando os monitoramentos a que se referiu, sempre que teve a carreira obstruída, as escalações brecadas, o seu nome retirado de competições, com da Copa de 1982, por ingerência política.

“Na ocasião eu já sentia toda essa perseguição e toda essa pressão”, afirma. Por isso eu entrei com esse requerimento para que fosse reparada toda essa sabotagem, essa sacanagem que fizeram comigo durante esse período, que foi a minha melhor fase no futebol, que com certeza me tiraram muitas oportunidades”, revolta-se. Não só pessoal, mas sobretudo profissional. Eu fui muito prejudicado”.

Ninguém tinha ou tem dúvidas quanto a isso. Basta ver alguns replays de suas jogadas para constatar que Reinaldo deslizava pelo campo em busca da bola, deixando atrás de si marcadores atônitos, sem entender como, até mesmo sem bola - como no jogo do Atlético do Rio Grande do Norte, pelo Brasileirão -, ele deixou toda a defesa travada na pequena área, sem usar a bola. Apenas com giros de corpo, como num balé, cujos passos só ele dominava.

Reinaldo revela, por exemplo, que foi Telê Santana o responsável pela sua não ida à Copa da Espanha, em 1982, quando o Brasil, com um time estelar, saiu derrotado “por ele mesmo, pela arrogância da equipe”, analisa. Telê era um conservador, reacionário”, arremata. Essa é uma conversa que vocês não podem perder. O “Denise Assis Convida” vai ao ar na TV 247, no domingo (14), às 12h. Assista:
Fonte: Brasil 247

Governo promove mutirão nacional com mais de 61 mil cirurgias no SUS

Ação do Ministério da Saúde mobiliza 188 hospitais em todo o país para acelerar cirurgias, exames e consultas especializadas neste fim de semana

Governo promove mutirão nacional com mais de 61 mil cirurgias no SUS (Foto: Walterson Rosa/MS)

O Ministério da Saúde realiza, neste sábado (13) e domingo (14), um mutirão nacional para a realização de 61,6 mil cirurgias e exames pelo Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo 11,5 mil cirurgias eletivas. A mobilização alcança todos os estados e o Distrito Federal e envolve uma ampla rede de unidades hospitalares públicas, filantrópicas e universitárias.

De acordo com informações da Agência Brasil, a iniciativa reúne 188 hospitais, entre Santas Casas, unidades filantrópicas, hospitais universitários da Rede Ebserh e institutos federais, em um esforço concentrado para acelerar o acesso da população à atenção especializada e reduzir filas reprimidas no sistema público de saúde.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a ação representa um marco na atuação do governo federal na área. “Neste sábado e domingo, vamos realizar o maior mutirão da história do Sistema Único de Saúde. Pela primeira vez, além dos hospitais universitários, as Santas Casas, hospitais filantrópicos e instituições privadas que atendem pelo ‘Agora Tem Especialistas’ participarão de um esforço nacional conjunto”, afirmou.

O mutirão tem como foco a redução da demanda reprimida por cirurgias em especialidades como gastroenterologia, urologia, ortopedia, cardiologia e cirurgias plásticas reparadoras. Além disso, serão ofertadas consultas especializadas e exames de diagnóstico, como ultrassonografias, tomografias, ressonâncias magnéticas e endoscopias. O atendimento será destinado a pacientes previamente agendados no SUS.

As Santas Casas terão papel central na mobilização. Ao todo, 134 unidades filantrópicas devem realizar mais de 9 mil cirurgias em 19 estados. Entre os procedimentos previstos estão cirurgias bariátricas por videolaparoscopia, hernioplastias, plásticas abdominais, colecistostomias e vasectomias, ampliando o acesso a tratamentos de média e alta complexidade.

Também participam do mutirão importantes hospitais federais do Rio de Janeiro, como o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) e o Instituto de Cardiologia (INC), além dos hospitais da Lagoa, Andaraí, Ipanema, Bonsucesso, Cardoso Fontes e dos Servidores, reforçando a capacidade de atendimento da rede federal.

A ação integra o programa Agora Tem Especialistas, que busca qualificar e acelerar o acesso da população a consultas, exames e cirurgias no SUS. O programa prevê, além dos mutirões, a utilização de carretas de saúde da mulher, oftalmologia e diagnóstico por imagem, a ampliação dos horários de atendimento, a formação e o provimento de especialistas e parcerias com hospitais privados para atendimento gratuito, mediante abatimento de dívidas com a União.

No âmbito do mutirão, os 45 hospitais universitários vinculados à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) promovem a terceira edição do Mutirão no Dia E – Ebserh em Ação. Junto aos institutos e hospitais federais, a rede deverá realizar 2,2 mil cirurgias, 9,2 mil consultas e 40,7 mil exames ao longo do fim de semana.

As duas primeiras edições do Dia E, realizadas nos meses de julho e setembro, já haviam contabilizado mais de 46,7 mil procedimentos, indicando o impacto das ações concentradas na ampliação do acesso da população aos serviços especializados do SUS.

Fonte: Brasil 247

VÍDEO – Bem-humorado, Lula ‘culpa’ Tarcísio pelo apagão em SP


Lula durante conversa com Tarcísio de Freitas e com Ricardo Nunes em evento em SP. Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta sexta-feira (12) do lançamento do canal “SBT News”, em São Paulo, acompanhado do governador Tarcísio de Freitas e do prefeito Ricardo Nunes. Após a cerimônia, Nunes o procurou para tratar da interrupção no fornecimento de energia que atingiu a Grande São Paulo nos últimos dias.

No registro divulgado nas redes, Lula recebeu o prefeito e fez um comentário em tom de brincadeira ao abordar o tema. “A culpa é do Tarcísio”, disse o presidente, sorrindo, enquanto o governador acompanhava a conversa. Nunes respondeu que o problema não deveria ser atribuído nem ao presidente nem ao governador.

Antes da troca de frases, Nunes apresentou a Lula os dados mais recentes sobre o apagão. A tabela exibia aproximadamente 498 mil residências sem luz havia três dias em bairros da capital e de municípios vizinhos, situação que ainda exigia atendimento das equipes de distribuição.



Após a breve interação, Lula afirmou que trataria do assunto com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, que estava no local. O presidente não detalhou medidas adicionais sobre o tema durante o evento.

A apresentação do “SBT News” reuniu integrantes do governo federal, autoridades estaduais e representantes do Judiciário. Estiveram presentes, entre outros, os ministros Fernando Haddad e Ricardo Lewandowski, que acompanharam a programação montada pela emissora para marcar o início das transmissões do novo canal.

A falta de energia registrada após o vendaval no início da semana afetou diferentes regiões da Grande São Paulo. As distribuidoras seguem trabalhando na recomposição do sistema, com áreas ainda pendentes de retomada completa do serviço até o início da noite desta sexta-feira.

Fonte: DCM

“A verdade prevaleceu”, diz Alexandre de Moraes, após a queda das sanções

Mais cedo, o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que retirou Moraes da lista de sanções da lei Magnitsky

       Alexandre de Moraes (Foto: Brasil 247)

O ministro Alexandre de Moraes disse nesta sexta-feira (12) que a remoção das sanções que sofreu do governo dos Estados Unidos representa uma vitória da "verdade", "do Judiciário", da "soberania nacional" e da "democracia", ao discursar em evento do canal SBT News, em São Paulo-SP.

Mais cedo, o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que retirou Moraes da lista de sanções da lei Magnitsky, aplicada contra o magistrado por conta de supostas irregularidades no processo que levou à condenação, por tentativa de golpe, do ex-presidente Jair Bolsonaro.

"É uma vitória do Judiciário e da soberania nacional... É a vitória também da democracia", disse Moraes, sublinhando que o Brasil dá "um exemplo" de democracia ao mundo.

Moraes também afirmou que "a desinformação é a grande ameaça à democracia no Brasil e no mundo". "As consequências são o discurso de ódio, amigos se separando, famílias se dividindo", disse.

O ministro fez questão de agradecer ao presidente Lula pela condução das negociações diplomáticas com Washington.

Fonte: Brasil 247

“O bicho está pegando”: O ÁUDIO do homem morto ao cobrar dívida no PR para a esposa


       Afonso, Robishley, Rafael e Alencar, os 4 mortos ao cobrarem dívida. Foto: reprodução

Áudios divulgados pela Polícia Civil do Paraná revelam a tensão vivida por cobradores de dívida horas antes de serem mortos em uma emboscada em Icaraíma, noroeste do estado. Em mensagem à esposa, Diego relatou a negociação: “O cara tava até com um revólver no bolso. O bicho tá pegando aqui hoje, hein?”. Ele e mais três colegas foram assassinados em 5 de agosto.

Os principais suspeitos são Antônio Buscariollo, 66, e o filho Paulo Ricardo, 22, ambos foragidos. A polícia apurou que as vítimas foram alvejadas instantaneamente ao chegar de carro a uma propriedade rural. “Foram realizados disparos de, ao menos, cinco armas de fogo, deflagrados de três pontos distintos”, afirmou a PC-PR.

Os corpos foram enterrados em uma cova junto com o veículo, um Fiat Toro. Em áudio anterior, outra vítima, Alencar, já demonstrava receio: “Ele mexe com uns trem errado aqui. Tivemos a notícia dele depois que eu fui saber quem era o cara”.

Fonte: DCM

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Como Lula convenceu Trump a anular Magnitsky contra Moraes

O presidente Lula e o ministro do STF Alexandre de Moraes. Foto: Agência Brasil

O presidente Lula teve papel crucial na retirada do nome do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), da lista de sancionados da Lei Magnitsky. O petista tem se aproximado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e tratou diretamente do tema em ligações.

Segundo a GloboNews, membros do Itamaraty relataram que desde o início de dezembro já havia sinais concretos de que o recuo americano poderia ocorrer após uma conversa direta entre Lula e o presidente americano.

O telefonema entre os dois presidentes aconteceu no último dia 2 e, de acordo com integrantes do governo brasileiro, abriu caminho para a revisão das sanções. Desde então, o Planalto trabalhava com a expectativa de que a exclusão fosse formalizada antes do fim do ano, como resultado de um esforço diplomático contínuo liderado por Lula.

O tema das sanções esteve presente tanto em negociações ministeriais quanto em nível presidencial. O chanceler Mauro Vieira tratou do assunto com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, enquanto Lula manteve o tema na agenda direta com Trump. Paralelamente, os dois governos priorizaram destravar negociações sobre tarifas e resolver impasses que afetam exportadores brasileiros.

Os presidentes dos EUA, Donald Trump, e do Brasil, Lula. Foto: Ricardo Stuckert/PR
A exclusão de Alexandre de Moraes e de sua esposa, Viviane Barci, da lista da Lei Magnitsky foi formalizada pelo governo Trump nesta sexta (12). Embora o comunicado oficial não tenha detalhado os motivos da decisão, a medida já era considerada esperada pelo governo brasileiro desde a semana anterior, justamente em função das sinalizações feitas a Lula.

Moraes havia sido incluído na lista em julho, o que implicou bloqueio de eventuais bens nos Estados Unidos e restrições a transações envolvendo cidadãos americanos. À época, o governo dos EUA justificou a sanção com base no processo que tramitava no STF contra Jair Bolsonaro, então réu pela trama golpista.

Em setembro, Bolsonaro foi condenado a mais de 27 anos de prisão, e no mesmo mês a esposa de Moraes também foi incluída na lista. O ministro classificou a sanção como “ilegal e lamentável” e afirmou que “a independência do Judiciário, coragem institucional e defesa da soberania nacional” não seriam afetadas por pressões externas.

O próprio presidente confirmou publicamente que o tema das sanções foi tratado com Lula. “Falamos sobre comércio. Falamos sobre sanções porque, como você sabe, eu impus sanções relacionadas a certas coisas que aconteceram”, disse a jornalistas.

Fonte: DCM

Casa Branca sinalizou a Lula fim de sanções contra Moraes

Ministro do STF e sua esposa deixaram lista da Lei Magnitsky após sinalização dos Estados Unidos ao Brasil

      Trump e Lula (Foto: Reuters/AG.BRASIL/Evelyn Hockstein)

A Casa Branca havia sinalizado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que pretendia retirar as sanções impostas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e à sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes. Ambos já não aparecem mais na lista do governo dos Estados Unidos relacionada à aplicação da chamada Lei Magnitsky.

Segundo a coluna da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, após uma conversa recente entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, integrantes do Palácio do Planalto e também aliados de Jair Bolsonaro (PL) foram avisados de que Washington poderia adotar uma medida de distensão nas relações com o Brasil.

● O que prevê a Lei Magnitsky

Criada durante o governo de Barack Obama (2009-2017), a Lei Magnitsky Global foi concebida para punir autoridades estrangeiras acusadas de violações de direitos humanos. Nos bastidores do governo estadunidense, as sanções são comparadas a uma “pena de morte financeira”, devido ao impacto amplo sobre a vida econômica dos alvos.

As restrições incluem a proibição de que empresas dos Estados Unidos realizem qualquer tipo de transação ou negociação com os sancionados. Isso pode afetar o acesso a cartões de crédito, instituições bancárias e até companhias aéreas, ampliando os efeitos práticos das punições.

● Inclusão e retirada das sanções

Alexandre de Moraes foi incluído formalmente na lista de sanções do governo americano em 30 de julho. A exclusão de seu nome ocorreu às vésperas de seu aniversário de 57 anos, celebrado neste sábado (13). Já Viviane Barci de Moraes havia sido sancionada em 22 de setembro.

A sanção contra Viviane ocorreu após a Primeira Turma do STF condenar Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão por crimes como organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.

● Pressão política em Washington

Relator das principais investigações que avançaram contra Jair Bolsonaro e aliados, Alexandre de Moraes passou a ser alvo das sanções após articulação de apoiadores do ex-mandatário no exterior. O movimento foi liderado pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que procurou integrantes do governo Trump para alegar que decisões do magistrado teriam atingido cidadãos americanos.

Entre os argumentos apresentados estavam a suspensão de perfis em redes sociais e a derrubada temporária do X, plataforma sediada nos Estados Unidos e controlada pelo bilionário Elon Musk.

● Declarações do Tesouro dos EUA

Na ocasião da inclusão de Moraes na lista, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, fez críticas públicas ao ministro do STF. Segundo ele, Moraes “assumiu a si mesmo o papel de juiz e júri em uma caça às bruxas ilegal contra cidadãos e empresas dos EUA e do Brasil”.

Em outra postagem, Bessent afirmou: “Moraes é responsável por uma campanha opressiva de censura, detenções arbitrárias que violam os direitos humanos e processos politizados – inclusive contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. A ação de hoje deixa claro que o Tesouro continuará a responsabilizar aqueles que ameaçam os interesses dos EUA e as liberdades de nossos cidadãos”.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Eduardo Bolsonaro admite que perdeu embate contra Alexandre de Moraes

O magistrado foi retirado pelo governo Trump da lista de sanções da Lei Magnitsky

      Eduardo Bolsonaro - 14/08/2025 (Foto: REUTERS/Jessica Koscielniak)

Após o ministro Alexandre de Moraes, do STF, ser retirado pelo governo Trump da lista de sanções econômicas da lei Magnitsky, dos EUA, o deputado federal autodeclarado asilado no país Eduardo Bolsonaro disse nesta sexta-feira (12) que recebeu com pesar o anúncio.

A declaração do filho do ex-presidente preso Jair Bolsonaro vem após meses de tentativas fracassadas de pressionar o governo Trump a interferir no julgamento da trama golpista, do qual Moraes é relator, e promover a chamada anistia aos golpistas envolvidos no 8 de Janeiro.

"Lamentamos que a sociedade brasileira, apesar da janela de oportunidade que se lhe apresentou, não tenha conseguido construir a unidade política necessária para enfrentar seus próprios problemas estruturais. A falta de coesão interna e o apoio insuficiente às iniciativas realizadas no exterior contribuíram para o agravamento da situação atual", escreveu o deputado em nota pública divulgada na rede X. Leia a íntegra:

"DECLARAÇÃO PÚBLICA

Recebemos com pesar a notícia da mais recente decisão anunciada pelo governo dos EUA. Somos gratos pelo apoio demonstrado pelo Presidente Trump ao longo deste processo e pela atenção que dedicou à grave crise de liberdades que afeta o Brasil.

Lamentamos que a sociedade brasileira, apesar da janela de oportunidade que se lhe apresentou, não tenha conseguido construir a unidade política necessária para enfrentar seus próprios problemas estruturais. A falta de coesão interna e o apoio insuficiente às iniciativas realizadas no exterior contribuíram para o agravamento da situação atual.

Esperamos sinceramente que a decisão do Presidente @realDonaldTrump seja bem-sucedida na defesa dos interesses estratégicos do povo americano, como é seu dever. Quanto a nós, continuaremos trabalhando com firmeza e determinação para encontrar um caminho que permita a libertação de nosso país, pelo tempo que for necessário e apesar das circunstâncias adversas.

Que Deus abençoe a América e tenha misericórdia do povo brasileiro.

Eduardo Bolsonaro

Paulo Figueiredo

@pfigueiredo08".

Fonte: Brasil 247

'Fim das sanções contra Moraes é vitória de Lula, da democracia e da soberania nacional', diz Lindbergh

Líder do PT diz que recuo do governo dos EUA evidencia a solidez das instituições e a independência do STF frente a tentativas de chantagem internacional

        Lindbergh Farias (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

A retirada do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, da lista de sanções da Lei Magnitsky provocou forte repercussão no Congresso Nacional. Para o líder do governo na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (PT-RJ), a decisão representa uma vitória da soberania brasileira, da democracia e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), além de uma derrota das iniciativas que buscaram pressionar o Judiciário a partir do exterior.

Em postagens nas redes sociais, o parlamentar avaliou que o recuo do governo dos Estados Unidos evidencia a solidez das instituições brasileiras e a independência do STF frente a tentativas de chantagem internacional. Segundo ele, a decisão deixa claro quem atuou em defesa do país e quem trabalhou contra os interesses nacionais.

☉ Decisão dos EUA distensiona crise diplomática

A decisão do governo estadunidense encerra uma sanção que estava em vigor desde 30 de julho e que havia aprofundado a maior crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos em mais de dois séculos. A medida foi adotada durante o governo Donald Trump sob supostas acusações de violações de direitos humanos relacionadas à atuação de Moraes como relator do processo da trama golpista que resultou na condenação de Jair Bolsonaro (PL) a mais de 27 anos de prisão.

Além disso, a sanção estava vinculada a decisões judiciais que determinaram a retirada de conteúdos de plataformas digitais sediadas nos Estados Unidos, o que ampliou o desgaste entre os dois países.

☉ Lindbergh aponta derrota da pressão externa

Na avaliação de Lindbergh Farias, a reversão da sanção representa um revés histórico para setores que buscaram articular punições internacionais contra integrantes do Judiciário brasileiro. O deputado afirmou que houve tentativas de negociação envolvendo sanções, revogação de vistos, tarifas comerciais e até o que classificou como “pena de morte financeira” contra o ministro do STF.

Para o líder do governo, o episódio reforça a mensagem de que o Brasil não aceita tutela externa nem submissão a interesses alheios à Constituição, destacando a força de um Judiciário independente e imune a pressões estrangeiras.

☉ Atuação direta de Lula pesou na reversão

Nos bastidores diplomáticos, a retirada de Moraes da lista da Magnitsky foi precedida por uma reavaliação interna em Washington, impulsionada pela melhora no relacionamento entre Lula e Donald Trump. Em diferentes conversas telefônicas e encontros presenciais, o presidente brasileiro afirmou que a normalização das relações bilaterais dependia do fim das sanções e da retirada das tarifas políticas de 40% impostas ao Brasil.

Após uma dessas conversas, no início de dezembro, Lula afirmou que “pode esperar. Muita coisa vai acontecer, pode esperar. Eu estou convencido”. Pouco depois, Trump mencionou publicamente “as sanções que coloquei neles por coisas que aconteceram” e disse que “muitas coisas boas” estavam por vir.

☉ PL da Dosimetria entra no debate

Autoridades estadunidense também associaram o gesto à tramitação do projeto de lei da dosimetria no Congresso brasileiro. Integrantes da administração Trump interpretaram a aprovação da proposta na Câmara como um sinal político relevante, ainda que o texto não perdoe crimes. Lindbergh Farias, no entanto, afirmou que o governo seguirá mobilizado contra a proposta, que, segundo ele, beneficia criminosos e enfraquece o sistema de Justiça.

☉ Recuo enfraquece aliados de Bolsonaro

O fim da sanção também representa um revés para a estratégia de pressão internacional defendida pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e por aliados bolsonaristas no exterior. Em outubro, Eduardo Bolsonaro havia declarado que não via possibilidade de reversão da medida.

 

 

Fonte: Brasil 247