Prisão da delegada Marília Ferreira de Alencar ocorre após o ministro do STF rejeitar recurso da defesa
Marília Ferreira Alencar, denunciada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) pela tentativa de golpe de Estado (Foto: CLDF)
A Polícia Federal prendeu, nesta sexta-feira (24), a delegada Marília Ferreira de Alencar, condenada no processo que investiga a chamada trama golpista. A detenção ocorreu após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que rejeitou recurso apresentado pela defesa, mantendo a condenação de 8 anos e 6 meses de prisão em regime inicialmente fechado.
Segundo a coluna da jornalista Manoela Alcântara, do Metrópoles. A ordem judicial foi expedida após o esgotamento das tentativas da defesa de reverter ou esclarecer pontos da decisão condenatória no STF.
● Decisão do STF manteve pena em regime fechado
A delegada havia sido condenada no âmbito das investigações relacionadas à articulação de uma tentativa de golpe de Estado após a derrota de Jair Bolsonaro (PL) no pleito presidencial de 2022. Marília ocupou a Diretoria de Inteligência do Ministério da Justiça no governo do ex-mandatário e, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), teria colaborado para que a Polícia Rodoviária Federal (PRF) impedisse eleitores da Região Nordeste de votar no segundo turno das eleições de 2022.
A defesa apresentou embargos de declaração, recurso utilizado para pedir esclarecimentos ou correções na decisão, mas o pedido foi negado por Moraes. Com a rejeição do recurso, a decisão transitou em fase que permitiu a execução imediata da pena. A Polícia Federal, então, cumpriu a ordem de prisão determinada pelo Supremo.
● Cumprimento da ordem judicial
A atuação da PF ocorreu em cumprimento direto à determinação do STF, responsável por julgar o caso. A pena estabelecida prevê cumprimento inicial em regime fechado, conforme definido na sentença.
A prisão marca mais um desdobramento das investigações conduzidas no Supremo Tribunal Federal envolvendo a chamada trama golpista, que resultaram em condenações de diversos investigados.
Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles
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