Análise de aparelhos do ex-banqueiro leva PF a adiar envio de relatório ao ministro André Mendonça
A Polícia Federal (PF) decidiu adiar o envio de um relatório ao Supremo Tribunal Federal (STF) após avançar na análise de celulares do banqueiro Daniel Vorcaro. A análise de celulares de Vorcaro ampliou o volume de informações sob investigação, impactando o prazo de envio do documento ao ministro André Mendonça.
Segundo a coluna do jornalista Cézar Feitoza, do SBT News, a PF conseguiu acessar novos aparelhos apreendidos com Vorcaro após a quebra de senhas, o que levou os investigadores a priorizarem a análise do material antes de concluir o relatório solicitado pelo Supremo.
⊛ Perícia em celulares amplia escopo da investigação
Ao todo, nove celulares do banqueiro foram apreendidos nas primeiras fases da Operação Compliance Zero. Segundo investigadores com acesso ao caso, mais da metade desses dispositivos já teve os dados extraídos.
O acesso ao conteúdo dos aparelhos representa uma etapa relevante da investigação, já que as informações obtidas podem ampliar o escopo das apurações e influenciar diretamente o teor do relatório a ser encaminhado ao STF.
⊛ Dificuldades iniciais marcaram análise
A perícia enfrentou obstáculos técnicos na extração de dados do primeiro celular apreendido, em novembro de 2025. O conteúdo desse aparelho só começou a ser analisado em janeiro, após superação das dificuldades de acesso. Mesmo assim, os dados obtidos nesse dispositivo foram fundamentais para o avanço da Operação Compliance Zero e para a definição das etapas seguintes da investigação.
⊛ Dados embasaram novas fases da operação
As informações extraídas do primeiro celular permitiram o desenvolvimento de novas fases da operação, com foco em suspeitas de monitoramento de opositores e negociação de propina envolvendo o ex-chefe do BRB, Paulo Henrique Costa. O material também embasou relatório anterior enviado ao Supremo, que tratou da relação de Vorcaro com o ministro Dias Toffoli, ex-relator do caso Master no tribunal.
⊛ Relatório ao STF tem caráter informativo
O relatório agora adiado foi solicitado pelo ministro André Mendonça no fim de fevereiro, durante reunião com a equipe da PF responsável pela investigação. O objetivo era identificar quais inquéritos relacionados ao caso Master deveriam permanecer no STF e quais poderiam ser remetidos a outras instâncias.
O prazo inicial para entrega terminou na última semana. Diante da continuidade da análise dos celulares, os investigadores optaram por postergar o envio do documento. Segundo a reportagem, o relatório não incluiria pedidos de medidas cautelares, como buscas ou prisões preventivas, tendo caráter exclusivamente informativo.
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