Cláudio Castro e Benedita da Silva lideram disputa ao Senado
O ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) aparece na liderança da disputa pelo governo estadual em diferentes cenários de primeiro e segundo turnos, segundo levantamento da Genial/Quaest divulgado nesta segunda-feira (27). A pesquisa indica vantagem consistente do pré-candidato e também revela um quadro ainda indefinido para o Senado.
Paes concentra 34% das intenções de voto no primeiro turno, com ampla vantagem sobre os demais pré-candidatos. O atual presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas (PL), aparece em segundo lugar, com 9%, seguido pelos ex-governadores Antony Garotinho (Republicanos), com 8%, e Wilson Witzel (DC), com 3%.
Na sequência, surgem William Siri (PSol), com 2%, e André Marinho (Novo), Cyro Garcia (PSTU), Julioete Pantoja (UP) e Rafael Luiz (Missão), todos com 1%. Luiz Monteiro (PCO) não pontuou. O levantamento aponta ainda 29% de indecisos e 20% de eleitores que pretendem votar em branco, nulo ou não comparecer.
No cenário de segundo turno, a vantagem de Eduardo Paes se mantém. Em uma eventual disputa direta contra Douglas Ruas, o ex-prefeito alcançaria 49% das intenções de voto, contra 16% do adversário. Outros 16% se declaram indecisos, enquanto 19% afirmam que votariam em branco, nulo ou não iriam votar.
Disputa ao Senado e avaliação do governo
Para o Senado, a pesquisa mostra um cenário de equilíbrio. O ex-governador Cláudio Castro (PL) aparece com 12% das intenções de voto, enquanto a ex-governadora Benedita da Silva (PT) registra 10%, configurando empate técnico dentro da margem de erro. Em 2026, os eleitores do estado poderão escolher dois representantes para a Casa.
O levantamento também mediu a avaliação da gestão estadual. Cláudio Castro é desaprovado por 47% dos entrevistados, enquanto 35% aprovam sua administração. Em relação à avaliação do governo, 36% consideram a gestão negativa, 32% a classificam como regular e 23% a avaliam positivamente.
Cenário de instabilidade política no estado
A pesquisa foi realizada em um contexto de instabilidade institucional no Rio de Janeiro. Em março, Cláudio Castro renunciou ao cargo pouco antes de ser condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) à inelegibilidade por oito anos, em razão de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.
A sucessão no governo estadual também foi marcada por mudanças. O vice-governador Thiago Pampolha havia deixado o cargo em 2025, e o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, foi cassado. Com isso, o comando do estado passou interinamente ao presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Ricardo Couto de Castro.
Atualmente, o Supremo Tribunal Federal (STF) analisa o formato da eleição para o mandato-tampão até o fim do ano, discutindo se a escolha será feita de forma direta, pela população, ou indireta, pela Assembleia Legislativa. Enquanto a definição não ocorre, o cenário político já se movimenta com foco nas eleições de 2026.
Fonte: Brasil 247
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