quinta-feira, 5 de março de 2026

Taxa de informalidade no Brasil cai ao menor nível desde 2020, diz IBGE

Dados mostram queda da informalidade para 37,5% e avanço do emprego formal no país

Presidente Lula, ministro do Trabalho, Luiz Marinho, e trabalhadores (Foto: Ricardo Stuckert/PR | Ana Volpe/Agência Senado | REUTERS/Amanda Perobelli)

A taxa de informalidade no mercado de trabalho brasileiro caiu para 37,5% no trimestre encerrado em janeiro, alcançando o menor nível desde 2020. O indicador, segundo a CNN Brasil, revela uma mudança na dinâmica do emprego no país, marcada pela expansão das vagas formais e pela redução do contingente de trabalhadores sem vínculo regular.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A análise aponta que a queda da informalidade ocorre em um contexto de melhora na qualidade das vagas disponíveis no mercado de trabalho.

☉ Queda da informalidade reflete melhora do emprego

De acordo com a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy, a redução atual difere do que ocorreu no auge da pandemia de Covid-19, quando muitos trabalhadores informais deixaram temporariamente o mercado.

“A taxa mais baixa em 2020 é porque o trabalhador informal foi retirado do mercado de trabalho naquela época”, afirmou. Naquele período, a menor taxa da série histórica da Pnad Contínua chegou a 36,6%, registrada no trimestre encerrado em junho de 2020. Diferentemente daquele momento, a queda atual ocorre com crescimento da ocupação e maior presença de vínculos formais.

☉ Redução de trabalhadores sem registro

Os dados mostram que cerca de 284 mil pessoas deixaram de atuar em ocupações informais em apenas um trimestre. Ao mesmo tempo, o mercado de trabalho registrou a criação de 116 mil novas vagas, indicando que o crescimento do emprego ocorreu principalmente por meio da formalização.

Entre os grupos que contribuíram para a redução da informalidade, destacam-se os trabalhadores sem carteira assinada no setor privado, com queda de 177 mil pessoas. Também houve redução de 75 mil empregadores sem CNPJ e de 54 mil trabalhadores por conta própria que atuavam sem registro empresarial.

Por outro lado, algumas modalidades de ocupação informal tiveram leve aumento. O número de trabalhadores familiares auxiliares cresceu em 15 mil pessoas, enquanto o total de trabalhadores domésticos sem carteira assinada aumentou em 6 mil.

☉ Comparação anual

No balanço geral do trimestre, a população ocupada em atividades informais registrou retração de 0,7%. Em relação ao mesmo período do ano anterior, o contingente de trabalhadores nessa condição diminuiu em 240 mil pessoas, o que representa queda de 0,6%.

Fonte: Brasil 247 com informações da CNN Brasil

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