Como segunda hipótese, ele sugere o impeachment do ministro
O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou neste sábado (7) que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes deveria deixar o cargo. Em publicação nas redes sociais, o parlamentar declarou que o magistrado deveria renunciar “pelo bem da democracia e do Judiciário brasileiro” ou, alternativamente, enfrentar um processo de impeachment no Senado.
A manifestação ocorre após a divulgação de informações sobre supostas mensagens envolvendo Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. As revelações foram publicadas pela jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, e mencionam registros encontrados no celular do empresário analisados pela Polícia Federal.
Na postagem, Flávio Bolsonaro defendeu a saída do ministro do STF e criticou a atuação de instituições no caso. “Alexandre de Moraes deve RENUNCIAR, pelo bem da democracia e do Judiciário brasileiro! Ou sofrer, imediatamente, processo de impeachment no Senado Federal. As mensagens reveladas escancaram que ele atuava como advogado de fato. Era parte interessada nas demandas. Isso é absolutamente incompatível com a função e configura crime. Não há mais qualquer condição de permanência no cargo. Outro escândalo é o Procurador-Geral da República (PGR), Paulo Gonet, até agora não ter aberto investigação contra Moraes. As instituições precisam ser preservadas das pessoas que as envergonham!”, escreveu o senador.
Mensagens citadas em investigação
De acordo com a reportagem de O Globo, o banqueiro Daniel Vorcaro pode ter trocado mensagens com Alexandre de Moraes no mesmo dia em que foi preso pela Polícia Federal, em 17 de novembro. Entre os registros identificados no celular do empresário estaria uma mensagem enviada às 7h19 daquela manhã.
Vorcaro escreveu: “Fiz uma correria aqui para tentar salvar. Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?”. A mensagem teria sido enviada por meio do WhatsApp a um número associado ao ministro do STF.
Segundo o jornal, o material foi extraído e periciado pela Polícia Federal a partir de análise técnica realizada diretamente no celular do empresário. O conteúdo inclui supostas trocas de mensagens via aplicativo no dia 17 de novembro de 2025.
Nota de Alexandre de Moraes
Após a divulgação das informações, Alexandre de Moraes divulgou uma nota por meio do Supremo Tribunal Federal negando ter recebido as mensagens mencionadas.
“Análise técnica realizada nos dados telemáticos de Daniel Vorcaro, tornados públicos pela CPMI do INSS, constatou que as mensagens de visualização única enviadas por ele no dia 17 de novembro de 2025 não conferem com os contatos do ministro Alexandre de Moraes nos arquivos apreendidos”, afirmou o magistrado.
Na mesma nota, o ministro acrescentou que os registros apresentados não indicam que as mensagens tenham sido direcionadas a ele. “No conteúdo extraído do celular do executivo pelos investigadores, os prints dessas mensagens enviadas por Vorcaro estão vinculadas a pastas de outras pessoas de sua lista de contatos e não constam como direcionadas ao ministro Alexandre de Moraes”, disse.
Moraes também declarou que os arquivos analisados apontam outra origem para os registros. “A mensagem e o respectivo contato estão na mesma pasta do computador de quem fez os prints (Vorcaro). Ou seja, fica demonstrado que as mensagens (prints) estão vinculadas a outros contatos telefônicos no computador de Daniel Vorcaro, jamais ao Ministro Alexandre de Moraes.”
Ainda segundo a nota divulgada pelo STF, os nomes e contatos vinculados aos arquivos não foram mencionados devido ao sigilo determinado pelo ministro André Mendonça, mas constam no material que a CPMI do INSS disponibilizou à imprensa.
Fonte: Brasil 247
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