terça-feira, 3 de março de 2026

Aliados de Flávio Bolsonaro articulam chapa com mulheres para reduzir rejeição

Estratégia prevê vice feminina e comando da Economia para ampliar apoio entre eleitoras e enfrentar resistência apontada por pesquisas

     O senador Flávio Bolsonaro em Brasília - 7/12/2025 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem intensificado articulações políticas para montar uma chapa com presença feminina tanto na vice-presidência quanto no comando do Ministério da Economia, em movimento que busca reduzir a resistência do eleitorado feminino ao bolsonarismo, relata Andreia Sadi, do G1.

A estratégia vem sendo construída nos bastidores com ex-integrantes do governo Jair Bolsonaro (PL) e envolve também a formatação de um programa econômico alinhado ao mercado.

Nos cálculos de aliados do senador, a presença de mulheres em postos estratégicos pode ajudar a reverter índices de rejeição. Na mais recente rodada da pesquisa Quaest, 55% dos eleitores declararam rejeitar o nome de Flávio Bolsonaro. Em dezembro, quando ele anunciou a pré-candidatura, o percentual era de 60%.

Para a vaga de vice-presidente, a ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina (PP-MS) aparece como opção preferencial entre setores do bolsonarismo. Ela integrou o primeiro escalão do governo Bolsonaro e mantém interlocução com lideranças do agronegócio e do Congresso Nacional. Parte das articulações, no entanto, ainda sustenta a possibilidade de composição com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo).

No campo econômico, o nome defendido nos bastidores é o de Daniella Marques. Ex-presidente da Caixa Econômica Federal, ela é apontada como braço direito do ex-ministro da Economia Paulo Guedes. Daniella assumiu o comando do banco público após a saída de Pedro Guimarães, em meio a uma crise institucional, e passou a ser vista por integrantes do mercado financeiro como um nome de confiança para a área econômica.

Além das conversas sobre a formação da chapa, aliados de Flávio Bolsonaro também intensificaram a elaboração do programa econômico que deverá embasar a eventual candidatura. A construção desse plano é tratada como etapa central da estratégia política, especialmente diante do cenário de resistência identificado nas pesquisas de opinião.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

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