segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Acusada de fraude no INSS recebeu R$ 221 milhões após apoio de líder da bancada evangélica; entenda


       Fachada do prédio da Previdência Social INSS em Brasília. Foto: Antonio Molina/Folhapress

Uma das principais lideranças da bancada evangélica, o deputado federal Silas Câmara (Republicanos-AM) participou da assinatura de um acordo entre o INSS e a Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), entidade investigada por suposta fraude em descontos de aposentadorias. Desde o acordo, a CBPA recebeu R$ 221 milhões repassados pelo INSS entre março de 2023 e abril de 2025 — mês em que foi deflagrada a Operação Sem Desconto, que apurou irregularidades nessas entidades. Com informações do Globo.

Silas acompanhou o presidente da CBPA, Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, em reuniões com a cúpula do INSS no início de 2021, ainda no governo Jair Bolsonaro. Em maio daquele ano, ele esteve na cerimônia em que foi assinado, conforme o Diário Oficial, um “protocolo de intenções (…) com a finalidade de efetivar descontos nos benefícios previdenciários” de filiados à CBPA, de até 2,5% do benefício. Após o ato, Silas escreveu: “O acordo de cooperação técnica com o INSS trará um novo momento para mais de 1 milhão de pescadores e pescadoras artesanais do país”.

O acordo foi efetivado em julho de 2022 e os descontos começaram em março de 2023, já no governo Lula. Entre junho e julho daquele ano, a CBPA passou de 35 mil associados com descontos para mais de 220 mil, e o valor mensal recebido do INSS saltou de cerca de R$ 30 mil para R$ 7,5 milhões; no início de 2025, chegou a R$ 9,5 milhões mensais.

Quando a Polícia Federal e a CGU deflagraram a investigação, a entidade tinha 442 mil associados com descontos; em 2024, a CGU entrevistou uma amostra de 32 associados e nenhum disse ter autorizado os descontos, e o órgão afirma que a CBPA não conseguiu esclarecer a situação de nenhum deles.

Documentos enviados à CPI do INSS e levantados pelo portal O Globo indicam que, desde o fim de 2023, a CBPA firmou contratos com empresas de familiares de Silas Câmara, repassando R$ 1,8 milhão. A Network Multimídia recebeu R$ 30 mil para divulgar, em agosto de 2023, o evento “Grito da Pesca”, no qual o deputado foi apontado como uma espécie de “embaixador”. Entre julho de 2024 e março de 2025, a CBPA repassou R$ 1 milhão à Network Filmes, cuja sócia é Kethlen Brito, cunhada de Heber Câmara, filho do deputado; Heber se apresenta como CEO do “Network Group”. A Network Multimídia está em nome de Maria Soraia Costa, sogra de Heber.

Silas Câmara (Republicanos-AM). Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
No ano passado, houve ainda R$ 30 mil para a Rádio Morena FM, dirigida por Elienai Câmara, outro filho do parlamentar, e um contrato com a Conektah Estratégias Digitais — que aparece na prestação de contas da campanha de Silas em 2022 —, que recebeu R$ 800 mil para “veicular programas radiofônicos” sobre a entidade no Amazonas. A CBPA também contratou a advogada Milena Ramos Câmara, filha de Silas, para o setor jurídico.

Procurado pelo veículo, Silas Câmara não se manifestou. Em ofício à CPI do INSS, a defesa disse que “não há qualquer base fática ou indício mínimo que permita cogitar” que as empresas foram usadas “para fins irregulares” e que a “relação familiar (…) não implica, por si só, irregularidade”. A ex-mulher do deputado, a deputada Antonia Lucia (Republicanos-AC), que se separou dele em 2024, acusa Silas de “gastar o dinheiro da farra dos pescadores por meios ilícitos” e citou sua atuação, em 2025, para manter entidades como a CBPA intermediando o repasse do seguro-defeso.

Nas redes, Silas expôs articulação com Abraão Lincoln para alterar uma medida provisória do governo Lula que transferia o cadastro do seguro-defeso para prefeituras; o Amazonas tinha, em 2025, 83 mil beneficiários do seguro-defeso, muitos cadastrados pela CBPA e por associações ligadas a ela. “Somos contra abrir precedentes que fragilizam a atuação das entidades representativas”, disse o deputado.

Fonte: DCM com informações do jornal O Globo

Em vídeo, Tony Garcia diz a Gabriela Hardt que era "informante" de Moro e revela grampos

Delator relatou abusos de Moro à juíza substituta e disse que tinha autonomia para pedir grampos de pessoas de interesse das investigações

          Tony Garcia e Sergio Moro (Foto: Reprodução/TV 247 | Roque de Sá/Agência Senado)

Vídeos gravados pela Justiça Federal e obtidos por Daniela Lima, do UOL, mostram um ex-colaborador da 13ª Vara Federal de Curitiba afirmando, diante de uma juíza, que não atuava apenas como delator, mas como “informante” do então juiz Sergio Moro, hoje senador pelo União Brasil do Paraná. Nas gravações, ele sustenta que tinha autonomia para pedir interceptações telefônicas de pessoas consideradas de interesse das investigações conduzidas na vara.

Os registros reforçam um conjunto de acusações de abuso e irregularidades relacionadas à atuação de Sergio Moro à frente da Justiça Federal no Paraná. Atualmente, o senador é alvo de apuração no Supremo Tribunal Federal (STF), que investiga a suspeita de uso de colaboradores para alcançar alvos que estariam fora da competência da Justiça Federal. Moro deixou a magistratura e ingressou na política em 2023.

Nas gravações, o ex-deputado estadual Tony Garcia conversa com a juíza Gabriela Hardt, que sucedeu Moro na 13ª Vara, e relata o que considera práticas abusivas durante o período em que colaborou com o Ministério Público e a Justiça Federal. Segundo ele, foi chamado a assinar um acordo para revelar um suposto esquema de venda de sentenças judiciais e, a partir daí, passou a atuar de forma contínua como agente infiltrado.

“Com o tempo, doutora Gabriela, eu fui agente infiltrado do Ministério Público, eu trabalhei por dois anos e meio diuturnamente, 24 horas, tendo um agente da Polícia Federal para pedir segurança e interceptação telefônica para quem eu achasse que poderia contribuir para a Justiça”, afirmou Tony Garcia em um dos vídeos gravados pela Justiça.

O ex-colaborador também relata que mantinha contato frequente com Sergio Moro para discutir os rumos das investigações e que recebia orientações para buscar possíveis delatores. Ele afirma ainda ter utilizado o telefone da própria 13ª Vara para entrar em contato com alvos das apurações. “Inclusive, uma das pessoas-chave desse inquérito eu levei para o acordo. Eu pedi para ele não ser preso. E ele foi lá e falou tudo. Que tinha conta fora e tal”, declarou.

Sergio Moro é investigado no Supremo por supostamente ter usado a estrutura da Justiça Federal do Paraná para coagir autoridades e políticos. Moro teria autorizado, solicitado e recebido gravações envolvendo o então presidente do Tribunal de Contas do Paraná, realizadas por Tony Garcia.

Fonte: Brasil 247 com informações do UOL

STF retoma atividades sob pressão do Congresso em ano eleitoral


        O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. Foto: Reprodução

O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma os trabalhos nesta segunda-feira (2) em meio a divisões internas e sob o risco de se tornar alvo do Congresso Nacional ao longo de um ano eleitoral marcado por tensões institucionais. A Corte volta do recesso pressionada pelas repercussões da investigação sobre o Banco Master e com o desafio de conter novos desgastes políticos enquanto se prepara para julgamentos sensíveis.

A abertura do ano judiciário de 2026 ocorre após um recesso em que o presidente do STF, Edson Fachin, tentou contornar a crise de imagem do tribunal. Fachin pediu que todos os ministros comparecessem presencialmente à sessão solene, com exceção de Luiz Fux, diagnosticado com pneumonia e que participará de forma remota.

A expectativa é de um discurso em defesa da Corte, embora haja dúvidas se o presidente abordará de forma direta sua principal bandeira: a criação de um código de conduta para magistrados de tribunais superiores.

A proposta de código divide o tribunal. Um grupo de ministros apoia o avanço da iniciativa, enquanto outra ala resiste, avaliando que o momento é delicado e pode expor ainda mais a Corte a críticas e ataques externos.

☉ Caso Banco Master e foco em Toffoli

O ministro Dias Toffoli está no centro das discussões. Relator do inquérito do Banco Master, ele passou a ser alvo de questionamentos após viajar de jatinho com um dos advogados do caso, no fim de novembro, e por negócios familiares que associam seus irmãos a um fundo de investimentos ligado à instituição financeira investigada.

Diante desse cenário, Fachin foi aconselhado por interlocutores a evitar “movimentos bruscos” no início de um ano considerado politicamente sensível.

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: Reprodução
Ministros ouvidos reservadamente avaliam que o STF enfrentará um horizonte de embates com o Congresso nos próximos meses. Com a retomada simultânea do ano legislativo, parlamentares podem destravar iniciativas como pedidos de impeachment de ministros, requerimentos para convocar membros da Corte em CPIs e outras propostas do chamado “pacote anti-STF”.

Entre os temas centrais de 2026 no tribunal está o das emendas parlamentares. Entre os dias 10 e 11 de março, a Primeira Turma julgará um grupo de deputados do PL acusados de desvio de recursos, decisão vista internamente como um termômetro do rigor que o STF adotará em processos semelhantes.

☉ Pauta sensível e calendário eleitoral

Ainda no primeiro semestre, a Primeira Turma tem na agenda, para 24 de fevereiro, o julgamento dos acusados de serem os mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco, em 2018. Também deve avançar a análise da ação penal contra o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, acusado de tentar interferir nas investigações sobre a trama golpista.

Ministros defendem que os casos mais controversos sejam julgados entre janeiro e junho, antes do calendário eleitoral do segundo semestre, quando o STF busca reduzir a exposição pública. As convenções partidárias ocorrem entre 20 de julho e 5 de agosto, período em que as legendas passam a registrar oficialmente seus candidatos.

☉ Sessões iniciais e articulações

Na primeira sessão plenária jurisdicional do ano, marcada para quarta-feira (4), Fachin pautou uma ação contra regras do CNJ sobre o uso de redes sociais por magistrados, com relatoria do ministro Alexandre de Moraes. Até agora, há quatro votos para manter os termos atuais da resolução.

Para a solenidade de abertura, confirmaram presença o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), além dos presidentes do Senado e da Câmara. A OAB e a Procuradoria-Geral da República também devem se manifestar.

O STF inicia 2026 com uma vaga em aberto, já que o indicado pelo governo para substituir um ministro aposentado ainda não passou pela sabatina no Senado.

Fachin convidou os colegas para um almoço reservado em 12 de fevereiro. Oficialmente, o encontro marca o início dos trabalhos, mas há expectativa de que o código de conduta volte ao centro das conversas internas.

Fonte: DCM

domingo, 1 de fevereiro de 2026

VÍDEOS: Manifestantes saem às ruas pedindo “Justiça por Orelha”


      Cão participa de protesto por justiça para o cachorro Orelha. Foto: Divulgação

A morte do cão Orelha, agredido a pauladas em uma praia de Florianópolis, provocou protestos e indignação em diferentes regiões do país. Na manhã deste domingo (1), uma multidão se reuniu em frente ao Masp, na Avenida Paulista, em São Paulo, para exigir justiça e cobrar punição aos responsáveis pelo crime.

O ato foi convocado por organizações de proteção animal e reuniu manifestantes com cartazes, faixas e animais de estimação. Para o Instituto Ampara Animal, um dos responsáveis pela mobilização, a presença nas ruas tem um significado político e simbólico. Em outros estados, como Santa Catarina e Rio Grande do Sul, também foram registradas movimentações pedindo a punição dos responsáveis.

“Estar nas ruas também é uma forma de proteger os animais. É dizer, de forma coletiva, que maus-tratos não podem ser ignorados, normalizados ou esquecidos”, afirmou a entidade. “Orelha não foi o único, mas deveria ser o último”.

Orelha era um cachorro comunitário da Praia Brava, em Florianópolis. Ele morreu no dia 15 de janeiro após ter sido torturado. As investigações iniciais indicaram que o animal foi agredido por um grupo de quatro adolescentes, o que intensificou a repercussão nacional do caso.

Durante o andamento do inquérito, um dos adolescentes apresentou provas de que não estava presente no momento da agressão e deixou de ser considerado suspeito. Outros dois jovens, que haviam viajado para a Disney, nos Estados Unidos, retornaram ao Brasil na quinta-feira (29) e foram alvos de mandados de busca e apreensão.

Protesto na Avenida Paulista em apoio ao cão Orelha. Foto: Divulgação
A Polícia Civil também indiciou três familiares dos adolescentes investigados, entre eles um advogado e dois empresários, pelo crime de coação no curso do processo. Segundo as autoridades, eles teriam ameaçado o porteiro de um condomínio que presenciou a agressão contra o cão.

Na Avenida Paulista, os manifestantes pediram rigor nas investigações, punição aos envolvidos e responsabilização dos pais dos adolescentes. Parte dos participantes também defendeu mudanças na legislação, incluindo o debate sobre redução da maioridade penal em casos de violência extrema.

Cartazes exibidos durante o protesto traziam frases como “Justiça por Orelha”, “Chega de impunidade, não importa a idade”, “Diga não aos maus-tratos aos animais” e “Ninguém solta a pata de ninguém”. Muitos manifestantes levaram seus próprios animais para reforçar o caráter simbólico do ato.

Uma das mensagens mais repetidas questionava a viagem internacional feita por dois dos suspeitos após a morte do cão. “Quando um cachorro ataca, é sacrificado. Quando um adolescente mata, vai pra Disney?”, dizia um cartaz exibido por participantes do protesto.

Além de São Paulo, manifestações também ocorreram em Florianópolis. Na Beira-Mar Norte, moradores cobraram respostas das autoridades e exibiram cartazes com frases como “assassinos herdeiros da violência” e “dinheiro não limpa o sangue no chão”, ampliando a pressão pública por responsabilização no caso Orelha.

Fonte: DCM

VÍDEO: Jovens tentam sequestrar cão parceiro de Orelha e ação é impedida por porteiro


        O cão Caramelo, salvo pela ação de um porteiro em SC. Reprodução

Na orla da Praia Brava, em Florianópolis, quatro adolescentes tentaram arremessar um cachorro para dentro de um condomínio residencial em duas ocasiões. A ação ocorreu recentemente e foi registrada por câmeras de segurança do local. O animal, conhecido como Caramelo, não sofreu ferimentos após a intervenção de um porteiro. Com informações do Portal Leo Dias.

As imagens mostram que o grupo tentou lançar o cão por cima da cerca viva do condomínio, mas teve a tentativa frustrada nas duas vezes. O funcionário da guarita percebeu a movimentação, retirou o cachorro da área interna e abriu o portão para que ele deixasse o local em segurança.

Os registros revelam a atuação direta do porteiro, que deixou a guarita ao notar a presença do animal no interior do condomínio. Após a primeira intervenção, o funcionário seguiu na mesma direção tomada pelos adolescentes.


Pouco depois, ao retornar, o porteiro constatou que Caramelo havia sido colocado novamente dentro do espaço. Ele então repetiu o procedimento e abriu o portão para permitir que o cão voltasse à área externa, impedindo que permanecesse no local.

Mesmo após as tentativas frustradas, o cachorro acabou seguindo na direção dos adolescentes. Apesar disso, não há registro de ferimentos causados durante as ações flagrada pelas câmeras de segurança.

Caramelo vivia nas ruas da região e era companheiro de outro cão comunitário, conhecido como Orelha. Orelha morreu após ser brutalmente agredido em um caso que gerou repercussão nacional.

Segundo o delegado Renan Balvino, da Delegacia de Proteção Animal, antes do episódio que resultou na morte de Orelha, os mesmos adolescentes também teriam tentado afogar Caramelo no mar, conforme imagens divulgadas anteriormente.

Após os episódios, Caramelo foi adotado pelo delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, e passou a viver sob cuidados permanentes.

Fonte: DCM

VÍDEO – Bolsonarista Felipe Melo se envolve em briga com corintianos em Brasília


       Felipe Melo discutindo com torcedores corintianos. Foto: Reprodução

O ex-jogador Felipe Melo, bolsonarista declarado, se envolveu em uma confusão com torcedores do Corinthians neste domingo (1), antes da final da Supercopa do Brasil, disputada no Estádio Mané Garrincha. O episódio ocorreu quando ele se dirigia às cabines de transmissão, onde atua atualmente como comentarista da TV Globo.

Segundo relatos, Melo passou a ser xingado por torcedores corintianos posicionados em um dos setores do estádio. O ex-volante, que tem passagem marcante pelo Palmeiras, reagiu às provocações, o que elevou o clima de tensão no local. Em meio ao bate-boca, um torcedor chegou a empurrar o comentarista.

A confusão foi rapidamente contida por seguranças do Mané Garrincha, que separaram os envolvidos antes que a situação se agravasse. Não houve registro de feridos, e o episódio não interferiu no andamento da final entre Flamengo e Corinthians.

Confira o vídeo:

Fonte: DCM

'Vamos reeleger Lula no 1º turno', diz Zeca Dirceu

Deputado também defende eleições de Gleisi Hoffmann ao Senado e Requião Filho ao governo do Paraná

     Encontro Caiçara na Ilha dos Valadares, em Paranaguá (PR) (Foto: Ascom/Deputado Zeca Dirceu)

O deputado federal Zeca Dirceu (PT) afirmou neste sábado (31) que os brasileiros irão reeleger o presidente Lula (PT) no primeiro turno das eleições marcadas para 4 de outubro. A declaração foi feita durante participação no Encontro Caiçara, realizado na Ilha dos Valadares, em Paranaguá, onde o parlamentar também projetou um desempenho expressivo das forças progressistas no Paraná, com a eleição de Gleisi Hoffmann (PT) para o Senado e de Requião Filho (PDT) para o governo do estado.

Durante o evento, organizado pelo vereador Ângelo Vanhoni (PT) em conjunto com lideranças comunitárias do litoral paranaense, Zeca Dirceu reforçou o discurso de unidade do campo político aliado ao governo federal. “Todos juntos vamos reeleger o Lula no primeiro turno. Vamos eleger a Gleisi ao Senado e o Requião Filho governador do Paraná”, afirmou o deputado, ao falar para militantes e representantes de movimentos populares reunidos na Associação de Cultura Popular Mandicuera.

Ao contextualizar o cenário eleitoral, Zeca Dirceu destacou o histórico recente de vitórias do PT nas disputas presidenciais. Segundo ele, o desempenho nas urnas reflete tanto a liderança política de Lula quanto os resultados dos governos petistas. “Nós ganhamos duas eleições com o presidente Lula, mais duas eleições com a presidente Dilma, ganhamos novamente, sem estar no governo, a eleição com o presidente Lula nesta última disputa. É claro que por essa história e por muito mais, por tudo que aconteceu nesses últimos anos, nós temos força, temos condições de fazer bonito no Paraná e ajudar muito o presidente Lula”, declarou.

O parlamentar também ressaltou o papel estratégico da Itaipu Binacional no estado, apontando a presença da usina como um diferencial relevante da atual gestão federal. De acordo com Zeca Dirceu, a atuação da empresa em todos os 399 municípios paranaenses tem impulsionado investimentos e políticas públicas. “É uma determinação do presidente Lula cumprida com excelência pelo Enio Verri que criou o programa Itaipu Mais que Energia que está investindo mais de R$ 2 bilhões em projetos, convênios com as prefeituras, associações e entidades sociais”, afirmou.

Na avaliação do deputado, a estratégia eleitoral passa pela divulgação dos resultados concretos das políticas do governo federal e das ações da Itaipu no território paranaense. “Nós vamos divulgar, repercutir e mostrar as ações do governo federal e as ações da Itaipu. Não vamos disputar a eleição só defendendo o legado do presidente Lula. Temos programas, ações, resultados concretos que estão acontecendo em todo o Paraná. O litoral é um exemplo. A Itaipu nunca tinha investido nesta região e hoje está presente nas sete cidades do litoral”, disse.

Zeca Dirceu também atribuiu ao ex-senador Roberto Requião (Mobiliza) parte importante do desempenho eleitoral de Lula no Paraná em sua terceira eleição presidencial. “Devemos ao Requião, grande parte desse resultado”, afirmou, ao lembrar ainda que, em 2024, a Federação Brasil Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, elegeu sete deputados estaduais e seis deputados federais no estado.

Ao encerrar sua fala, o deputado defendeu o fortalecimento partidário e a ampliação do diálogo com diferentes segmentos do eleitorado paranaense. “Temos que apresentar o Lula não só para o eleitor de esquerda, mas também para o eleitor de centro, para o eleitor moderado”, afirmou. Para ele, a mobilização deve ser intensa nos próximos meses. “É hora de trabalho, é hora de ação, é hora de ocupar as redes, é hora de ocupar as ruas e mostrar fatos, dados positivos, acontecimentos reais que melhoraram a vida do povo brasileiro, que fizeram principalmente o país crescer, aumentar o PIB, gerar emprego, num momento de turbulência mundial, num momento de guerras, num momento de insanidades praticadas pelo governo americano que usa da força para tentar oprimir o restante do mundo e os demais países”, concluiu.

Fonte: Brasil 247

Caged: Mercado de trabalho aquecido faz país ter maior salário inicial da história

Carteira assinada. Foto: Divulgação

A remuneração inicial no mercado formal brasileiro atingiu em dezembro o maior patamar já registrado para o mês, em um cenário marcado pela dificuldade das empresas em atrair e reter trabalhadores. O movimento ocorre em meio ao aquecimento do mercado de trabalho e ao aumento real do salário mínimo, que vem pressionando a estrutura salarial em diversos setores. Com informações da Folha de S.Paulo.

Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, o salário médio de admissão com carteira assinada chegou a R$ 2.304. O valor representa crescimento real de 2,5% em relação a dezembro de 2024, já descontada a inflação, configurando um recorde para a série histórica do período.

A análise foi realizada pelo economista Bruno Imaizumi, da consultoria 4Intelligence, que aponta que a alta é generalizada, mas se destaca principalmente em vagas de menor qualificação, que exigem presença física e tradicionalmente oferecem salários mais baixos.

São postos que enfrentam concorrência direta com ocupações informais ou sem carteira, especialmente entre trabalhadores mais jovens. Entre os exemplos citados estão os hipermercados, um dos maiores empregadores do país.

Em dezembro, o salário inicial médio oferecido pelo setor foi de R$ 1.932, avanço real de 5,8% em comparação com o mesmo mês do ano anterior. Bares e restaurantes também elevaram a remuneração inicial, pagando em média R$ 1.880, com altas reais de 4,4% e 3,7%, respectivamente.

Na construção de edifícios, o salário médio de contratação chegou a R$ 2.340, crescimento real de 1%. Nos quatro segmentos, os valores representam os maiores salários iniciais já registrados para meses de dezembro desde o início da série, em 2007. A comparação anual é feita para neutralizar efeitos sazonais do mercado de trabalho.

“O mercado de trabalho está aquecido, com o desemprego na mínima histórica e a taxa de rotatividade em patamar recorde. Para algumas posições, se há escassez de mão de obra, a forma de reter trabalhadores é elevar salários”, afirma Imaizumi. Ele destaca que empregos com carteira assinada passaram a competir com alternativas mais flexíveis e, em alguns casos, com remuneração imediata maior, como serviços de entrega e transporte por aplicativos.

Hipermercados da rede atacadista Roldão aumentaram os salários em 5,8% no mês de dezembro. Foto: Divulgação

O economista também aponta um fator geracional. “As novas gerações estão entrando no mercado de trabalho mais escolarizadas. Quem tem uma educação melhor vai ser mais resistente a fazer esforço físico na construção civil ou ser doméstica, por exemplo”, diz. Essa mudança tem levado empresas a rever exigências e investir em formação interna.

A tendência aparece na Sondagem de Escassez de Mão de Obra do FGV Ibre, realizada entre outubro e novembro de 2025 com 3.763 empresas. O levantamento mostra que 18,9% das companhias com dificuldade para contratar e reter funcionários aumentaram salários, ante 13,7% no ano anterior. Além disso, 36,2% ampliaram a concessão de benefícios.

“As empresas que mais informaram aumento de salários foram as de construção; hiper e supermercados e mercearias; produção de vestuário; produção de produtos farmacêuticos e serviços de alojamento”, afirma Rodolpho Tobler, economista do FGV Ibre.

Segundo ele, 62,3% das empresas relatam dificuldades para contratar, índice superior ao registrado no levantamento anterior. Outro fator relevante é a valorização do salário mínimo. Entre 2019 e 2026, o valor acumulou crescimento real expressivo.

“O salário mínimo é o balizador para a maior parte das posições no mercado formal. Se ele cresce acima da inflação, como vem acontecendo, os salários também sobem”, afirma Imaizumi. A política de valorização é uma das bandeiras do governo de Lula.

No varejo, a pressão por mão de obra tem levado empresas a rever jornadas e exigências. Denise de Freitas, gerente de Recursos Humanos do Roldão Atacadista, afirma que a rotatividade sempre foi um desafio. “Estamos vivendo o pleno emprego e a concorrência de vagas de autônomos. Muitos funcionários comemoram a flexibilização da jornada, pois assim conseguem trabalhar em outros empregos”, diz.

A expectativa para os próximos meses é de continuidade do crescimento do mercado de trabalho, ainda que em ritmo mais moderado. “Deve haver uma alta mais alinhada com o crescimento econômico menos robusto do que observamos nos últimos anos”, afirma Imaizumi, indicando que o ciclo de forte pressão salarial tende a perder intensidade, mas sem reversão no curto prazo.

Fonte: DCM com informações da Folha de S. Paulo

Turistas são resgatados de rapel após falha em Balneário Camboriú


Turistas precisaram ser resgatados da Gyro Tower de rapel após problema em Balneário Camboriú
Imagem: Reprodução de vídeo

Turistas que utilizavam uma atração de rapel em Balneário Camboriú precisaram ser resgatados na tarde deste sábado após um problema técnico no equipamento instalado no alto do Morro da Aguada. Segundo informações apuradas, os visitantes ficaram suspensos na estrutura por pelo menos uma hora até o início da operação de resgate, que só foi concluída por volta das 18h. As informações são do UOL.

A atração integra o complexo turístico do Parque Unipraias, que permite a prática de rapel com vista panorâmica das praias da região. O equipamento tem capacidade para até 50 pessoas e é um dos pontos mais visitados do parque, especialmente durante a alta temporada no litoral catarinense.

Em nota, o Parque Unipraias afirmou que lamenta o ocorrido e informou que prestou todo o atendimento necessário aos turistas envolvidos. A empresa comunicou ainda que fará uma revisão completa do equipamento antes de retomar o funcionamento da atração, como medida preventiva de segurança.

Por causa do incidente, o local segue fechado neste domingo. De acordo com a administração do parque, a atração permanecerá inoperante até a conclusão da revisão técnica. Os turistas afetados tiveram o valor do ingresso devolvido e receberam auxílio para alimentação, hospedagem e transporte.

Fonte: DCM com informações do UOL

Pré-candidato a presidente, Flávio recicla promessas não cumpridas de Bolsonaro

Senador tenta reproduzir estratégia eleitoral do pai, aposta em redes sociais e símbolos conservadores, mas enfrenta alta rejeição e limites digitais

           Flávio Bolsonaro - 19 de dezembro de 2025 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) articula sua pré-candidatura à Presidência da República com base em uma estratégia inspirada diretamente na trajetória eleitoral de seu pai, Jair Bolsonaro (PL). O plano envolve a recuperação de métodos de campanha utilizados com sucesso em 2018 e parcialmente reaproveitados em 2022, além do resgate de promessas feitas naquele primeiro pleito e que não foram cumpridas durante o governo. A tentativa, no entanto, esbarra em obstáculos como alcance mais restrito nas redes sociais, rejeição ainda elevada e maior vigilância da Justiça Eleitoral sobre o ambiente digital, informa o jornal O Globo.

A chamada reaplicação do “manual Bolsonaro” inclui comunicação direta com apoiadores pelas plataformas digitais, estímulo a doações pulverizadas, mobilização de rua e uso recorrente de símbolos voltados ao eleitorado conservador e religioso. Aliados afirmam que a diferença em relação a campanhas anteriores estaria na busca por maior profissionalização e na correção de falhas identificadas nos últimos ciclos eleitorais, como problemas de coordenação, ausência de foco no Nordeste e fragilidades no discurso econômico.

Em 2018, Jair Bolsonaro construiu sua campanha presidencial com pouco tempo de televisão e forte presença nas redes sociais, especialmente no WhatsApp, em um contexto de baixa regulação das plataformas e rejeição à política tradicional. Já em 2022, no exercício do cargo, o bolsonarismo adaptou sua atuação, deslocando parte da mobilização para o Telegram, intensificando transmissões ao vivo e apostando em atos de rua, como as motociatas. É esse repertório que Flávio busca reencenar, com a ampliação das lives no YouTube como principal canal de diálogo direto com sua base.

Nos bastidores, a estratégia é tratada como uma atualização do modelo adotado pelo ex-presidente. O senador afirmou que pretende discutir os próximos passos da pré-campanha com Rogério Marinho, senador e coordenador do projeto eleitoral, ao retornar de viagem. “Quando voltar de viagem, vou sentar com Rogério Marinho (senador e coordenador da pré-campanha) para bolar as estratégias daqui para frente. Nosso primeiro evento deve ser em São Paulo”, disse Flávio ao Globo.

Durante o giro internacional, o parlamentar passou por Israel, onde foi batizado no rio Jordão e participou da Conferência Internacional de Combate ao Antissemitismo, evento que contou com a presença do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Segundo aliados, a viagem teve como objetivo reforçar a identidade religiosa do pré-candidato, dialogar com o eleitorado evangélico e sinalizar alinhamento com pautas da direita no cenário internacional.

Paralelamente, Flávio tem resgatado promessas feitas por Jair Bolsonaro em 2018 que não se concretizaram ao longo do mandato presidencial. Entre elas estão a transferência da embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, proposta que provocou reações diplomáticas, a redução da maioridade penal e a ampliação do chamado “excludente de ilicitude”.

Apesar do esforço para ganhar visibilidade e ritmo político, aliados reconhecem entraves relevantes. Um deles é a estrutura digital. Enquanto Jair Bolsonaro mantém cerca de 27 milhões de seguidores no Instagram, Flávio reúne pouco mais de 8 milhões. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por sua vez, soma 14,4 milhões. A avaliação interna é que a força orgânica do bolsonarismo, isoladamente, não sustenta uma campanha nacional competitiva.

Outro fator de preocupação é o endurecimento da fiscalização eleitoral. Na última eleição presidencial, a Justiça Eleitoral determinou a retirada de diversos conteúdos das redes sociais e, agora, discute normas para o pleito de 2026, incluindo diretrizes específicas para o uso de inteligência artificial. Além disso, Flávio enfrenta dificuldades para montar palanques estaduais robustos e busca um marqueteiro capaz de reduzir sua rejeição.

Pesquisa Genial/Quaest divulgada neste mês aponta que o percentual de eleitores que afirmam não votar nele de forma alguma caiu de 60% para 55%. Ainda assim, o índice permanece acima do registrado pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), apontado por setores da direita como uma alternativa mais competitiva.

Rogério Marinho sustenta que a campanha pretende capitalizar a experiência recente do bolsonarismo. “Nós vamos potencializar os acertos, que foram muitos, e tentar não repetir os erros, por menores que tenham sido. A eleição de 2022 foi decidida por menos de dois pontos percentuais. Temos um laboratório recente”, afirmou o senador.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

MDB quer testar nome de Michel Temer em pesquisa para Presidência

Partido discute candidatura própria para este ano

      Michel Temer (Foto: Reuters)

O MDB planeja realizar, após o Carnaval, uma pesquisa nacional para medir a viabilidade eleitoral de Michel Temer - articulador do golpe contra a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em 2016 - como eventual candidato ao Palácio do Planalto nas eleições de outubro. A iniciativa surge em meio a debates internos sobre a estratégia da legenda para 2026 e a possibilidade de lançar um nome próprio na disputa presidencial, segundo a Folha de São Paulo.

A ideia de submeter o nome de Temer a um levantamento ganhou força após uma sugestão do ex-ministro Carlos Marun, um de seus aliados históricos. A proposta foi acolhida pelo presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, que passou a defender a avaliação mais objetiva do cenário eleitoral antes de qualquer decisão definitiva.

Embora a movimentação interna exista, Michel Temer afirmou que uma nova candidatura não está entre suas prioridades no momento, ainda que não tenha descartado completamente a possibilidade. Nos bastidores do partido, a avaliação é de que o simples teste pode ajudar a balizar o debate interno e esclarecer o posicionamento do MDB diante da polarização política.

Baleia Rossi destacou que “uma candidatura eventual do presidente Temer qualificaria o debate e nos daria oportunidade de falar dos grandes avanços da sua gestão”.

Outro ponto considerado pela direção do MDB é o efeito de uma candidatura própria sobre as divisões internas da legenda. A avaliação é que a definição de um nome poderia contribuir para reduzir as tensões entre os setores do partido que mantêm proximidade com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e aqueles alinhados à oposição, criando um eixo comum de articulação política para a campanha de 2026.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo