quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Sobrevivente da Boate Kiss divulga foto feita minutos antes do incêndio que matou 242 jovens

O registro foi compartilhado nas redes sociais por Delvani Rosso, um dos sobreviventes do incêndio

        Tragédia na boate Kiss (Foto: Tomaz Silva / Agência Brasil)

Treze anos após o incêndio que devastou a Boate Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, um sobrevivente da tragédia voltou a chamar atenção para a dimensão humana do episódio ao divulgar uma fotografia registrada poucos minutos antes do início do fogo. A imagem mostra um grupo de amigos reunidos no interior da casa noturna, cerca de dez minutos antes do incêndio que vitimou 242 pessoas e deixou mais de 600 feridas, na madrugada de 28 de janeiro de 2013.

O registro foi compartilhado nas redes sociais por Delvani Rosso, um dos sobreviventes do incêndio, acompanhado de uma mensagem de luto e reflexão sobre a tragédia que marcou o país.

Na fotografia, Delvani aparece ao lado de amigos dentro da boate, em um momento de aparente normalidade, pouco antes do início do incêndio provocado por um artefato pirotécnico utilizado durante uma apresentação musical. Minutos depois, o fogo se espalharia rapidamente pelo local, agravado pela presença de material inflamável no teto e pela falta de saídas de emergência adequadas.

O incêndio da Boate Kiss é considerado uma das maiores tragédias da história do Brasil em número de vítimas. A maioria dos mortos eram jovens universitários que participavam de uma festa na casa noturna. Muitos faleceram por asfixia causada pela inalação de fumaça tóxica, que se espalhou rapidamente pelo ambiente fechado.

Ao longo dos anos, a tragédia se tornou símbolo de falhas graves em fiscalização, segurança e prevenção de incêndios em estabelecimentos de grande público. O caso gerou mudanças em legislações estaduais e municipais, além de debates nacionais sobre responsabilidade civil, criminal e administrativa.

A publicação da foto ocorre em meio às lembranças que tradicionalmente marcam o mês de janeiro em Santa Maria, quando familiares, sobreviventes e a sociedade civil realizam atos em memória das vítimas. Para muitos, imagens como essa reforçam a dimensão pessoal da tragédia, ao lembrar que, minutos antes do incêndio, centenas de jovens celebravam a vida sem imaginar o que estava por acontecer.

Após uma longa sequência de idas e vindas judiciais, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul manteve a validade do júri popular realizado em dezembro de 2021, que condenou quatro réus por homicídio com dolo eventual. A decisão consolidou a responsabilização penal dos envolvidos, encerrando discussões sobre nulidades do julgamento levantadas pelas defesas em instâncias anteriores.

Apesar da manutenção das condenações, o tribunal decidiu rever as penas aplicadas. Os sócios da boate, Elissandro Callegaro Spohr e Mauro Londero Hoffmann, tiveram as condenações reduzidas para cerca de 12 anos de prisão. Já os réus ligados à banda que se apresentava na noite do incêndio, Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Bonilha Leão, tiveram penas fixadas em aproximadamente 11 anos.

Com a redução das penas, os condenados passaram a preencher os requisitos legais para progressão de regime. Em 2025, a Justiça autorizou que três dos quatro réus migrassem do regime fechado para o semiaberto, com possibilidade de trabalho externo. O quarto condenado também obteve benefícios previstos na Lei de Execução Penal, como saídas temporárias, conforme decisões individuais da Vara de Execuções Criminais.

Essas decisões provocaram forte reação de familiares das vítimas e de associações que representam sobreviventes do incêndio. Para esses grupos, a redução das penas e a concessão de benefícios reforçam a sensação de impunidade em um dos casos mais emblemáticos da história recente do país. Representantes das famílias seguem apresentando recursos e manifestações formais junto aos tribunais superiores, questionando tanto a dosimetria das penas quanto o regime de cumprimento.

Do ponto de vista jurídico, especialistas avaliam que o processo entrou em uma fase mais técnica, com menos espaço para reavaliação dos fatos e maior foco em questões processuais e de execução penal. Ainda assim, recursos extraordinários podem manter o caso em discussão por mais alguns anos, especialmente no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF).

Paralelamente aos trâmites judiciais, Santa Maria mantém ações voltadas à preservação da memória das vítimas. As obras do memorial em homenagem aos mortos no incêndio foram retomadas e têm previsão de conclusão em 2026. O espaço é visto por familiares como um símbolo de luto coletivo e também como instrumento de conscientização sobre segurança em locais de grande público.

Fonte: Brasil 247

Juro real no Brasil atinge maior nível em 20 anos com Selic a 15%

Manutenção da taxa básica eleva juros reais para cerca de 10,6%, patamar não visto desde 2006, em meio a desaceleração da inflação esperada

       Prédio do Banco Central do Brasil, em Brasília (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

A decisão do Banco Central de manter a taxa Selic em 15% ao ano mantém os juros reais da economia brasileira em torno de 10,6%, considerando as expectativas de inflação para os próximos 12 meses. Esse é o nível mais elevado registrado desde maio de 2006, quando a taxa real alcançou 10,7%, marcando um retorno a patamares que ficaram fora da realidade econômica do país por quase duas décadas, segundo cálculos de mercado relatados pela Folha de São Paulo.

Após permanecerem abaixo de 10% por cerca de 20 anos, os juros reais voltaram a ultrapassar esse limite em julho do ano passado, quando a Selic atingiu o atual patamar de 15%. Desde então, a queda nas projeções de inflação — cuja mediana é de 4% em 2026, conforme o último boletim Focus — contribuiu para a elevação da taxa real. Em 2006, cenário frequentemente comparado ao atual, a Selic estava em 15,25% ao ano, com expectativa de inflação de 4,1%.

A decisão de manter os juros básicos foi tomada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) pela quinta reunião consecutiva, com voto unânime de seus integrantes. Para o professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) Bernardo Carvalho, o atual nível dos juros reais é atípico para os padrões recentes da economia brasileira. “No passado, o patamar alto da taxa real era em torno de 7%, e o patamar de 10% não é comum para os últimos anos da economia brasileira”, afirma.

Juros altos freiam a economia e ampliam ganhos de rentistas

A permanência de juros reais em níveis tão elevados produz efeitos negativos sobre a atividade econômica. O encarecimento do crédito dificulta o acesso de empresas a financiamentos, desestimula novos investimentos e compromete planos de expansão produtiva, com reflexos diretos sobre a geração de empregos e a renda. Para as famílias, taxas mais altas reduzem o consumo, elevam o custo das dívidas e pressionam o orçamento doméstico, contribuindo para um ambiente de crescimento mais lento.

No setor público, juros elevados aumentam o custo do serviço da dívida, restringindo o espaço fiscal para políticas de investimento e gasto social. Em sentido oposto, esse cenário beneficia sobretudo os rentistas, grupo que concentra aplicações financeiras e passa a obter rendimentos elevados e com baixo risco em ativos indexados à taxa básica de juros, como os títulos da dívida pública. Esse mecanismo intensifica a transferência de recursos da economia real para o sistema financeiro, reforçando a concentração de renda e aprofundando distorções históricas do modelo econômico brasileiro.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

Estadão condena tolerância de Campos Neto com o Banco Master

Editorial aponta que a condução do Banco Central sob Roberto Campos Neto foi decisiva para a escalada do escândalo envolvendo a instituição financeira

      Roberto Campos Neto (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)

A liquidação do Banco Master não é vista, neste momento, como uma decisão precipitada, mas como o desfecho previsível de uma sucessão de falhas graves ignoradas ao longo do tempo. Em editorial, o jornal O Estado de São Paulo sustenta que o banco construiu sua expansão sobre bases frágeis, com um modelo de negócios considerado insustentável, enquanto articulava influência política em Brasília para evitar uma intervenção precoce. O texto argumenta que a dimensão alcançada pelo caso está diretamente associada à condução excessivamente tolerante do Banco Central durante a gestão de Roberto Campos Neto.

Segundo o editorial, as informações reveladas pela imprensa levantam questionamentos consistentes sobre a demora do Banco Central em agir, apesar de alertas claros. Reportagem do próprio jornal mostrou que a autoridade monetária tinha conhecimento dos problemas de liquidez do Master mais de um ano antes da liquidação, mas optou por conceder sucessivas chances de ajuste, mesmo diante de uma administração temerária.

Em março de 2024, o Banco Central identificou indícios de descasamento entre ativos e passivos e determinou que a instituição apresentasse um plano de contingência para cumprir seu cronograma de desembolsos. O banco se comprometeu a captar R$ 15 bilhões no mercado, mas conseguiu levantar apenas R$ 2 bilhões, menos de 15% do previsto. Ainda assim, não houve intervenção imediata, reforçando a percepção de complacência apontada pelo editorial.

O texto também destaca uma norma editada em outubro de 2023, que permitiu que exposições a precatórios e direitos creditórios adquiridos até junho daquele ano não fossem contabilizadas em balanço, sob o argumento de evitar impactos adversos nos mercados. O Master já utilizava intensamente esse tipo de ativo desde 2021 e, em vez de corrigir distorções, ampliou sua presença após o prazo limite, desperdiçando a oportunidade de ajuste.

Para o jornal, esse seria o momento de exigir venda de ativos ou novos aportes dos sócios, como prova de solidez. O caminho adotado foi outro: a continuidade da captação agressiva por meio da emissão de CDBs com taxas de até 140% do CDI e prazos de oito anos, muito acima do padrão do mercado. A estratégia se apoiava na garantia do Fundo Garantidor de Créditos, descrita no editorial como instrumento para “vender ilusões” aos investidores.

A situação se agravou em novembro de 2024, quando o Master deixou de recolher depósitos compulsórios, passando a inadimplir com o próprio Banco Central. Mesmo assim, Roberto Campos Neto, em fim de mandato, concedeu novo prazo, até março de 2025, para que o banco encontrasse uma solução definitiva.

O editorial avalia que o controlador Daniel Vorcaro explorou brechas regulatórias, favorecido por uma visão do então presidente do Banco Central alinhada à ampliação da concorrência no sistema financeiro. A crença em uma solução de mercado persistiu até a tentativa de socorro por parte do BRB, banco estatal do Distrito Federal. A proposta foi vetada pelo Banco Central em setembro, dois meses antes da liquidação.

Ao reconstruir essa sequência de fatos, o jornal sustenta que houve leniência do regulador diante de uma instituição que demonstrava baixa confiabilidade. Reconhece-se que a liquidação é uma medida extrema e irreversível, que exige rigor técnico e respeito ao direito de defesa, o que afasta acusações de precipitação no ato final. Ainda assim, o editorial conclui que uma atuação mais firme desde os primeiros sinais de risco poderia ter evitado que o episódio alcançasse a dimensão de escândalo institucional que acabou envolvendo diferentes esferas do poder público.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Estado de S. Paulo



Boulos critica juros a 15% e acusa Banco Central de favorecer “agiotagem”

Ministro afirma que juros elevados corroem o poder de compra do trabalhador, mesmo com a inflação no menor patamar desde o Plano Real

       Guilherme Boulos (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, criticou duramente a decisão do Banco Central de manter a taxa básica de juros em 15% ao ano e afirmou que a política monetária atual beneficia o sistema financeiro em detrimento da população. Em publicação na rede social X, Boulos declarou que “o Banco Central alimenta a agiotagem ao manter os juros em 15%. O trabalhador perde poder de compra, enquanto o banqueiro ri à toa”. A manifestação ocorre no mesmo dia em que o Comitê de Política Monetária (Copom) sinalizou que deve iniciar o ciclo de queda da Selic apenas a partir de março, mas sem indicar a intensidade do primeiro corte.

◉ Críticas em meio a cenário de inflação controlada

A crítica de Boulos ganha força no contexto de desaceleração inflacionária. Dados recentes mostram que o Brasil registra a inflação acumulada mais baixa em um governo desde o Plano Real, resultado que integrantes do Palácio do Planalto atribuem à política econômica conduzida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo aliados do governo, o controle da inflação e a responsabilidade fiscal criam espaço para uma redução mais rápida dos juros, sem riscos à estabilidade econômica.

“O nosso governo, liderado por Lula, está fazendo a sua parte”, afirmou o ministro, ao defender que a política monetária acompanhe o novo cenário macroeconômico. Para Boulos, a manutenção da Selic em patamar elevado penaliza o consumo, desestimula investimentos produtivos e limita a geração de empregos.

◉ Copom sinaliza distensão, mas evita compromisso

O texto do Copom afirma que o comitê atuará com “serenidade” e indica que a próxima reunião, marcada para março, poderá marcar o início do ciclo de cortes de juros.

No entanto, o Banco Central evitou indicar a dimensão da redução. As apostas do mercado se dividem entre um corte inicial de 0,25 ponto percentual, visto como mais conservador, e um movimento de 0,5 ponto, que teria maior impacto simbólico e prático na sinalização de mudança de rumo da política monetária.

Fonte: Brasil 247

Tarcísio desponta como favorito ao governo e Haddad, Marina e Alckmin lideram disputa ao Senado em São Paulo

Pesquisa 100% Cidades/Futura mostra vantagem do governador e aponta Haddad, Marina e Alckmin como principais nomes na corrida senatorial

Tarcísio desponta como favorito ao governo e Haddad, Marina e Alckmin lideram disputa ao Senado em São Paulo (Foto: PAULO GUERETA / GOVSP)

O Instituto 100% Cidades/Futura divulgou na quarta-feira (28) uma ampla pesquisa sobre o cenário eleitoral de São Paulo para as eleições de 2026, reunindo dados sobre a corrida ao governo estadual e também sobre a disputa pelas duas vagas ao Senado que estarão em jogo. O levantamento apresenta intenções de voto em primeiro e segundo turnos, além de índices de rejeição e diferentes simulações estimuladas para os principais cargos em disputa no estado.

Na corrida pelo governo paulista, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) aparece isolado na liderança em todos os cenários em que seu nome é testado. Na pergunta espontânea, quando os entrevistados respondem sem lista prévia de candidatos, Tarcísio é citado por 32% do eleitorado, muito à frente de Simone Tebet (MDB), com 3,3%, e Fernando Haddad (PT), com 2,5%. O índice de indecisos chega a 49,4%, enquanto votos brancos e nulos somam 4,8%.

Nos cenários estimulados de primeiro turno, o governador mantém desempenho consistente. Em uma das simulações, Tarcísio alcança 41% das intenções de voto, seguido por Geraldo Alckmin (PSB), com 24,6%, e Pablo Marçal (PRTB), com 12,6%. Em disputas diretas contra Haddad e Simone Tebet, o governador oscila entre 40,4% e 42,5%, mantendo vantagem confortável sobre os adversários.

Quando Tarcísio não aparece nas listas, Pablo Marçal lidera todos os cenários de primeiro turno, apesar de estar inelegível até 2032 por decisão do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo. Em uma das simulações, Marçal registra 29%, seguido por Fernando Haddad, com 23%. Em outro cenário, há empate técnico entre Marçal, com 29,4%, e Geraldo Alckmin, com 27,2%.

As simulações de segundo turno mostram cenários definidos, sem empates técnicos. Tarcísio de Freitas venceria Fernando Haddad por 56,6% a 31,2% e superaria Geraldo Alckmin por 53,9% a 35,4%. Contra Simone Tebet, a vantagem seria ainda maior: 60,1% a 26,6%. Nos confrontos sem o governador, Alckmin e Tebet aparecem como os nomes mais competitivos, derrotando Felicio Ramuth (PSD) e Gilberto Kassab (PSD), em cenários marcados por elevados índices de votos brancos e nulos.

O levantamento também aferiu a rejeição dos pré-candidatos ao governo. Fernando Haddad lidera esse indicador, com 39,5% dos entrevistados afirmando que não votariam nele de forma alguma. Pablo Marçal aparece com 30,6%, enquanto Érika Hilton (Psol) e Geraldo Alckmin registram 29,1% cada. Tarcísio de Freitas tem rejeição de 21,8%, percentual inferior ao de vários concorrentes.

Senado

Além da disputa pelo Palácio dos Bandeirantes, a pesquisa 100% Cidades/Futura analisou as intenções de voto para o Senado por São Paulo, cargo para o qual duas cadeiras estarão em disputa em 2026. No primeiro cenário estimulado, Fernando Haddad lidera numericamente com 33,2%, em situação de empate técnico com Marina Silva (Rede), que soma 30%, dentro da margem de erro de 2,8 pontos percentuais. Como são duas vagas, ambos seriam eleitos nesse cenário.

Na soma geral dos votos desse primeiro cenário, Guilherme Derrite (PP) aparece com 19,9%, seguido por Ricardo Salles (Novo), com 14,1%, Baleia Rossi (MDB), com 12,1%, e Paulinho da Força (Solidariedade), com 10,4%. Os índices de votos brancos, nulos e indecisos são elevados, ultrapassando 60% quando considerados em conjunto.

Em um segundo cenário para o Senado, o nome mais citado é o do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que alcança 39,2% das intenções de voto, abrindo vantagem superior à margem de erro sobre Marina Silva, que registra 30,3%. Na soma desse cenário, Derrite aparece com 21%, seguido por Ricardo Salles, com 15,3%, e Baleia Rossi, com 11,6%.

Quando a pesquisa separa o primeiro e o segundo votos para cada eleitor, Alckmin lidera o primeiro voto no segundo cenário, com 25,4%, enquanto Marina Silva aparece com 16,4%. No segundo voto, há empate técnico entre os dois, ambos com 13,9%, em um quadro marcado por alto percentual de indecisos.

A pesquisa foi realizada com 1,2 mil entrevistados entre os dias 20 e 23 de janeiro de 2026. O levantamento foi contratado pela Futura Pesquisas e Assessorias Ltda., tem nível de confiança de 95% e margem de erro de 2,8 pontos percentuais. O registro no Tribunal Superior Eleitoral é o SP-04679/2026.

Fonte: Brasil 247

Efeito Lula: inflação foi menor para pobres e maior para ricos em 2025, aponta Ipea


    Mercado em SP. Foto: Divulgação

A inflação teve comportamentos distintos entre as faixas de renda no Brasil em 2025, segundo levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. O estudo mostra que as famílias mais pobres enfrentaram uma alta menor de preços do que as mais ricas ao longo do ano passado, invertendo uma percepção comum sobre o impacto inflacionário.

Entre os domicílios de renda muito baixa, a inflação acumulada foi de 3,81% em 2025. Esse foi o menor avanço entre os seis grupos analisados pelo Ipea e o único abaixo de 4%. Já entre as famílias de renda alta, a taxa chegou a 4,72%, a maior do levantamento, criando uma diferença de 0,91 ponto percentual entre os extremos.

De acordo com o instituto, a desaceleração da inflação para os mais pobres está ligada principalmente ao comportamento dos alimentos. A supersafra de grãos e a queda do dólar ao longo de 2025 reduziram a pressão sobre os preços da comida, item central no orçamento dessa parcela da população.

Segundo a pesquisadora Maria Andreia Parente Lameiras, responsável pelo estudo, os gastos com alimentação representam cerca de 30% da cesta de consumo das famílias de renda muito baixa. Esse peso explica por que a trégua dos alimentos teve impacto direto no resultado final da inflação desse grupo.

No caso das famílias de renda mais alta, o cenário foi diferente. A inflação foi puxada principalmente pelos serviços, que têm peso maior no padrão de consumo dessa faixa. “Houve reajustes relevantes em itens que afetam mais os mais ricos”, explica Maria Andreia.

Entre os destaques estão passagens aéreas, que subiram 7,85%, transporte por aplicativo, com alta expressiva de 56,08%, e gastos com recreação, que avançaram 6,7% em 2025. Esses serviços contribuíram para manter a inflação elevada nesse segmento.

Mercado em SP. Foto: Divulgação
Para 2026, a expectativa do Ipea é de aproximação entre as taxas de inflação de pobres e ricos. A pesquisadora avalia que os alimentos devem voltar a subir com mais força, enquanto os serviços tendem a desacelerar, influenciados pelos juros altos e pelo endividamento das famílias.

“A gente deve ter, em 2026, inflações muito próximas dentro de todas as faixas. Não vai ter a discrepância que teve dessa vez [2025]. A inflação dos mais pobres tem um viés de ser um pouco maior em 2026, e a dos mais ricos, um viés de ser um pouco menor”, afirma Maria Andreia, que projeta taxas próximas de 4% no acumulado do ano.

O estudo é baseado nos dados do IPCA, divulgado pelo IBGE, mas com cestas de consumo ajustadas à realidade de cada faixa de renda. Em termos gerais, o IPCA fechou 2025 em 4,26%.

Mesmo com a convergência esperada, o impacto da inflação segue desigual. “As camadas mais pobres são aquelas que, de fato, sofrem mais com a inflação, porque têm um orçamento muito menor”, diz a pesquisadora, ao destacar que a população de renda alta consegue se proteger melhor por meio de investimentos e maior margem financeira.

O cenário de 2026 também será influenciado por fatores como eleições presidenciais, comportamento do dólar e desempenho da safra agrícola. Maria Andreia alerta que a produção de grãos deve ser um pouco menor do que a de 2025 e que as carnes tendem a subir mais, após um ano de forte oferta.

“Neste ano, os próprios produtores já avisaram que o número de abates vai ser menor. Então, vai ter uma pressão maior dos preços”, afirma. Ela ressalta que mudanças no câmbio ou surpresas na safra podem alterar as projeções ao longo do ano.

Fonte: DCM

VÍDEO: Bolsonarista eliminado do BBB é “humilhado” por Louro José e viraliza


     Matheus durante entrevista no “Mais Você”. Foto: reprodução

Eliminado do “Big Brother Brasil 26” após inúmeras falas homofóbicas e esvaziamento de pautas raciais, o ex-participante bolsonarista Matheus virou piada do fantoche Louro José, do “Mais Você”, durante uma entrevista com Ana Maria Braga, na última quarta-feira (28). Ao tentar justificar-se, ele argumentou que esqueceu as câmeras e agiu “como se tivesse em um bar”, ressaltando que essas coisas não se podem falar no BBB.

“Nem no bar”, zombou o fantoche. Na sequência, a apresentadora cobrou ainda de Matheus que ele se inspire na mãe e namorada, que também criticaram sua postura no reality, e desenvolva a empatia: “Espero que você olhe seu caminho pela frente e se informe para viver em sociedade, usando uma coisa que chamamos de empatia”.

Antes da conversa, Ana Maria brincou com o constrangimento de ter que conversar com um participante rejeitado pelo público. Eu tentei, mas não me deram aquele negócio de quando a gente não vem trabalhar”, ironizou na abertura do “Mais Você”, contando com a explicação do personagem Louro José que se tratava de um atestado médico.

Fonte: DCM

PF investiga deputado Eduardo Velloso por desvio de emendas no Acre

Operação da Polícia Federal mira suposto uso irregular de quase R$ 1 milhão em emendas parlamentares destinadas ao estado

      Eduardo Velloso (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (29), uma operação para investigar suspeitas de desvio de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares destinadas ao Acre. Entre os alvos da ação está o deputado federal Eduardo Velloso, do União Brasil, conforme apuração divulgada pela TV Globo. A investigação busca esclarecer o possível uso irregular de verbas federais, especialmente emendas individuais conhecidas como emendas PIX, segundo informações preliminares, informa o G1.

De acordo com os dados apurados até o momento, policiais federais cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços vinculados ao parlamentar na cidade de Rio Branco, capital acreana, e também no apartamento funcional utilizado por ele em Brasília. Os investigadores apontam indícios de que quase R$ 1 milhão, proveniente de emendas apresentadas por Velloso, pode ter sido desviado.

A operação faz parte de um conjunto de ações da Polícia Federal voltadas a apurar a destinação e a execução de recursos públicos transferidos por meio de emendas parlamentares, mecanismo que permite repasses diretos para estados e municípios. No caso específico, os investigadores analisam a aplicação dos valores enviados ao Acre e eventuais irregularidades no processo.

Até o momento, não foram divulgados detalhes adicionais sobre os crimes investigados nem sobre possíveis medidas judiciais além do cumprimento dos mandados. A Polícia Federal informou que a apuração segue em andamento e que novas informações poderão ser divulgadas conforme o avanço das investigações.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

PF avalia prisão preventiva de Vorcaro caso comprove financiamento de ataques ao Banco Central

O empresário teria bancado campanhas de desinformação contra agentes da entidade monetária para interferir nas investigações contra o Master

PF avalia prisão preventiva de Vorcaro caso comprove financiamento de ataques ao Banco Central (Foto: Divulgação)

A Polícia Federal avalia a prisão preventiva de Daniel Vorcaro caso consiga provar que ele financiou influenciadores para atacar o Banco Central, informa a jornalista Daniela Lima, do UOL. O caso envolve a suspeita de que recursos ligados a Vorcaro bancaram campanhas de desinformação contra agentes da autoridade monetária, o que pode ser enquadrado como coação com o objetivo de interferir nas investigações contra o Banco Master..

As publicações analisadas até agora teriam como objetivo desacreditar o órgão regulador, atribuindo-lhe responsabilidade indevida no processo de liquidação da instituição financeira. Para os investigadores, esse tipo de ataque pode configurar o crime de difamação, ao atingir a reputação de um órgão técnico responsável pela supervisão do sistema financeiro nacional.

Além da difamação, a apuração também avalia a possibilidade de obstrução de justiça. Nesse caso, o foco da investigação é verificar se houve tentativa de influenciar o Poder Judiciário por meio da descredibilização do Banco Central, com o objetivo de interferir no curso das investigações criminais.

Com base no artigo 2º da Lei de Organizações Criminosas, a tentativa de impedir ou embaraçar investigações pode ser punida com reclusão de três a oito anos, além de multa, mesmo quando a ação não alcança o resultado pretendido.

Em nota, a defesa de Daniel Vorcaro afirma que “ele não tem em qualquer com a contratação ou difusão de fake news, tampouco com campanhas digitais de difamação contra autoridade pública. Ao contrário, sua defesa tem reiterado que Vorcaro é alvo de campanha difamatória e de disseminação orquestrada e sistemática de informações falsas que vêm prejudicando sua reputação nos últimos meses, muito antes da liquidação do Banco Master”.

Fonte: Brasil 247 com informações do UOL

Tarcísio visita Bolsonaro na prisão

Governador de São Paulo visita Bolsonaro após autorização do STF e deve reforçar discurso de apoio a Flávio para a Presidência

             Tarcísio de Freitas (Foto: Pablo Jacob/Governo do Estado de SP)

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), tem encontro marcado nesta quinta-feira (29) com Jair Bolsonaro (PL), preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como 'Papudinha'. A visita ocorre em meio às articulações da direita para as eleições presidenciais e deve servir para consolidar o apoio de Tarcísio à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao Palácio do Planalto, segundo o Metrópoles.

A ida do governador foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabeleceu o horário da visita entre 11h e 13h. Este será o primeiro encontro presencial entre Tarcísio e Bolsonaro desde setembro do ano passado. Uma tentativa anterior de visita, prevista para a semana passada, acabou cancelada por motivos familiares do governador paulista.

Nos bastidores políticos, Tarcísio vinha sendo citado como um dos principais nomes da direita com potencial eleitoral para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas urnas. Ainda assim, o governador tem reiterado publicamente que não disputará o Planalto e que seu projeto político está concentrado na reeleição ao governo paulista, abrindo espaço para o senador Flávio Bolsonaro como nome prioritário do grupo.

Na última terça-feira (27), Tarcísio afirmou que o cenário interno da direita aponta para a consolidação da candidatura do filho mais velho do ex-presidente. “Eu não creio que vai mudar, acho que [a candidatura de Flávio] está se consolidando rapidamente. Ele está preenchendo esse espaço, tem o nome Bolsonaro, que é muito forte, então eu acredito que essa questão está decidida”, declarou o governador.

A expectativa entre aliados é que a conversa desta quinta-feira reforce publicamente esse alinhamento político. Nas últimas semanas, Tarcísio tem buscado afastar especulações sobre uma eventual candidatura própria e enfatizado sua lealdade a Bolsonaro, além de reiterar seu compromisso com a permanência no comando do Palácio dos Bandeirantes.

Em declarações recentes, o governador também abordou a situação pessoal de Jair Bolsonaro e afirmou que atua politicamente para apoiá-lo. “Vou mostrar para ele que a gente aqui fora está trabalhando para que a gente possa mudar essa situação, para que ele possa voltar para sua casa, para o seio da sua família, que é um objetivo nosso, que a gente não vai descansar”, disse.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Vorcaro, do Banco Master, é convocado para prestar depoimento na CPMI do INSS


Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Foto: reprodução

O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI do INSS, anunciou nesta quarta-feira (28) a convocação do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, para prestar depoimento no Senado no próximo dia 5 de fevereiro. A oitiva ocorrerá no âmbito da comissão parlamentar mista que investiga um amplo esquema de fraudes envolvendo empréstimos consignados concedidos a aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social.

Além de Vorcaro, Viana confirmou que o CEO do Banco BMG, Luiz Félix Cardamone Neto, também foi convocado para depor na mesma data. Ambos são investigados por suposta participação em irregularidades que teriam causado prejuízos bilionários a beneficiários do INSS e levantado suspeitas de crimes financeiros de grande escala.

“Comunicamos ao Brasil que Daniel Vocaro e Luiz Félix Cardamone Neto foram convocados para comparecer nesta quinta-feira, dia 5 de fevereiro, perante a CPMI do INSS”, declarou o senador ao anunciar oficialmente as convocações. Segundo ele, a comissão pretende avançar na responsabilização dos envolvidos e esclarecer o funcionamento do esquema investigado.



A CPMI também avalia estratégias para ouvir o empresário Maurício Camisoti, outro nome citado nas apurações. Camisoti possui um Habeas Corpus que o desobriga de comparecer ao colegiado, o que tem sido apontado por parlamentares como um obstáculo relevante ao aprofundamento das investigações.

Daniel Vorcaro é apontado como figura central em um suposto sistema de influência montado em Brasília para blindar o Banco Master e permitir a continuidade de práticas fraudulentas. As estimativas preliminares citadas por investigadores indicam que as irregularidades atribuídas ao grupo podem alcançar cerca de R$ 50 bilhões, valor que ampliou a pressão política sobre a comissão para acelerar os trabalhos.

A CPMI do INSS apura fraudes em contratos de crédito consignado, modalidade na qual parcelas são descontadas diretamente dos benefícios previdenciários. Segundo os parlamentares, há indícios de que aposentados e pensionistas foram alvo de empréstimos não solicitados, juros abusivos e práticas enganosas.

Além disso, a comissão investiga suspeitas de lavagem de dinheiro, corrupção, falsidade documental e organização criminosa envolvendo instituições financeiras e intermediários.

Fonte: DCM

Paraná Pesquisas aponta empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro no 2º turno

Levantamento nacional mostra disputa acirrada entre o presidente e o senador

        Lula e Flávio Bolsonaro (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil | Lula Marques/Agência Brasil)

Um eventual segundo turno das eleições presidenciais de 2026 entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece marcado por forte equilíbrio, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (29). O cenário indica uma disputa apertada, com os dois principais nomes separados por uma diferença dentro da margem de erro do levantamento.

De acordo com a pesquisa nacional do instituto Paraná Pesquisas, Lula soma 44,8% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 42,2%. Considerando a margem de erro de 2,2 pontos percentuais, o resultado caracteriza empate técnico entre os dois candidatos no confronto direto .

O levantamento foi realizado entre os dias 25 e 28 de janeiro de 2026, com 2.080 eleitores entrevistados presencialmente em 160 municípios distribuídos pelos 26 estados e pelo Distrito Federal. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-08254/2026 e apresenta grau de confiança de 95%.

A série histórica apresentada pelo instituto mostra uma tendência de aproximação entre os dois candidatos ao longo dos últimos meses. Em outubro de 2025, Lula aparecia com 46,7% contra 37% de Flávio Bolsonaro. Desde então, a diferença vem diminuindo de forma contínua até alcançar o atual cenário de equilíbrio.

Além do confronto com Flávio Bolsonaro, o estudo também testou outros cenários de segundo turno envolvendo Lula. Em disputas contra Tarcísio de Freitas e Ratinho Junior, o presidente também aparece numericamente à frente, mas sempre dentro de margens que indicam disputas competitivas.

A pesquisa ainda avaliou a percepção do eleitorado sobre uma eventual reeleição de Lula. Segundo os dados, 45,3% dos entrevistados afirmam que o presidente merece um novo mandato, enquanto 51% dizem que ele não deveria ser reeleito, revelando um eleitorado dividido às vésperas do ciclo eleitoral de 2026.
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Fonte: Brasil 247

Não falha: filho de síndico que ajudou no assassinato de corretora é militante bolsonarista

O síndico Cléber Rosa de Oliveira e seu filho, Maicon Douglas de Oliveira, foram presos pela Polícia Civil nesta quarta-feira

       Maicon Douglas de Oliveira (Foto: Reprodução)

O síndico Cléber Rosa de Oliveira e seu filho, Maicon Douglas de Oliveira, foram presos pela Polícia Civil nesta quarta-feira (28) na investigação do caso da corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, que desapareceu em dezembro do ano passado, em Caldas Novas, no sul de Goiás. Além deles, o porteiro foi encaminhado à delegacia para prestar esclarecimentos. De acordo com o delegado Pedromar Augusto de Souza, o corpo da corretora foi encontrado em uma área de mata.

Cléber deu à polícia alguns detalhes do crime, indicando o local em que desovou o corpo da corrretora e também revelando outro ponto importante para as investigações: ele não estava sozinho. De acordo com a investigação, o corretor de imóveis Maicon Douglas agiu com o pai na trama do assassinato, comprando um celular novo para Cléber, com intuito de apagar os rastros do crime.

Nas redes sociais, Maicon chama atenção com seu perfil que possui duas características principais: a venda de imóveis e a paixão por Bolsonaro, com foto no feed vestindo a camisa do líder de extrema direita e também reproduzindo diversas postagens em apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro.


Fonte: Brasil 247

TSE retoma atividades e cassação de senador bolsonarista pode ser a 1ª decisão do ano


     O senador bolsonarista Jorge Seif. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retoma os trabalhos na próxima semana com um julgamento que pode resultar na cassação do senador Jorge Seif (PL-SC), um dos principais nomes do bolsonarismo em Santa Catarina. O processo está pautado para o dia 5 de fevereiro e trata de acusações de abuso de poder econômico durante a campanha eleitoral de 2022.

A ação apura se Seif se beneficiou da estrutura da rede de lojas Havan ao longo da disputa pelo Senado. O caso estava previsto para julgamento em 2024, mas o TSE decidiu adiar a análise para aprofundar diligências e reunir novos elementos. A investigação complementar confirmou o uso de aeronaves pertencentes ao grupo empresarial da Havan, informação que foi incorporada aos autos.

Com base nesse conjunto de provas, o Ministério Público Eleitoral emitiu parecer favorável à cassação do mandato de Jorge Seif e de seus suplentes. O senador ainda tem quatro anos de mandato pela frente.

A ação foi proposta por uma coligação liderada pelo PSD em Santa Catarina. Os partidos autores pediram que os votos fossem revertidos para Raimundo Colombo (PSD), derrotado na eleição, mas o Ministério Público defendeu a realização de novas eleições, caso haja condenação.

Jair Bolsonaro, Jorge Seif e Luciano Hang. Foto: reprodução
Caberá agora ao plenário do TSE decidir se a chapa será cassada e se o tribunal determinará um novo pleito no estado. Seif afirma estar confiante. Em nota, declarou que o caso já foi julgado improcedente duas vezes na Justiça Eleitoral catarinense e que as diligências realizadas em Brasília não encontraram irregularidades.

“Sigo tranquilo e confiante de que a Justiça confirmará a improcedência da ação e reafirmará que não houve irregularidades durante o processo eleitoral, respeitando assim a escolha de 1,5 milhão de catarinenses”, afirmou.

A denúncia sustenta que o então candidato ao Senado teria se beneficiado de três situações principais: a cessão de um helicóptero por um empresário da construção civil, o uso da estrutura da Havan na campanha e o suposto financiamento de propaganda eleitoral por um sindicato patronal do setor calçadista durante evento político.

No mês passado, a Procuradoria Regional Eleitoral de Santa Catarina manifestou-se contra a denúncia e defendeu a manutenção de Seif no cargo. A defesa do senador também pediu a condenação dos autores da ação por litigância de má-fé, mas esse ponto não foi abordado no parecer da procuradoria.

Fonte: DCM

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Milhares de pessoas são esperadas para cantar os parabéns com Maiara & Maraísa nos 82 anos de Apucarana

Dupla sertaneja é a principal atração da noite desta quarta-feira e deve lotar a Praça Rui Barbosa em uma celebração coletiva pelo aniversário do município


Apucarana celebra, nesta quarta-feira (28/01), 82 anos de emancipação política, e vive um dia histórico dentro da programação comemorativa do aniversário do município, com o show da dupla Maiara & Maraísa na Praça Rui Barbosa, a partir das 22 horas. A apresentação deve reunir um grande público no Centro da cidade, em um momento simbólico de celebração, música e encontro das famílias apucaranenses.

A apresentação desta quarta-feira é um dos momentos mais aguardados da programação, com a presença de um dos maiores nomes da música sertaneja nacional. Ao som de sucessos como “10%”, “Medo Bobo”, “Todo Mundo Vai Sofrer” e “Sorte Que Cê Beija Bem”, a expectativa é de que a Praça Rui Barbosa se transforme em um grande coral a céu aberto, com o público cantando junto, celebrando a história da cidade e, em um momento simbólico, entoando o parabéns pelos 82 anos de Apucarana. A previsão é de praça lotada, reunindo famílias, jovens e visitantes de toda a região em uma noite de emoção coletiva, pertencimento e orgulho de ser apucaranense.

O prefeito Rodolfo Mota destacou que a programação dos 82 anos foi pensada para valorizar as pessoas, celebrar a história do município e fortalecer o sentimento de pertencimento da população. Segundo ele, o aniversário de Apucarana representa um momento de alegria, reencontro e orgulho, construído com cuidado, planejamento e foco no bem-estar das famílias.

A estrutura preparada para os festejos conta com palco de grande porte, iluminação e sonorização de padrão nacional, além de praça de alimentação, barracas típicas e a participação organizada de ambulantes locais. O espaço foi planejado para garantir conforto ao público e movimentar a economia, transformando a celebração em um grande evento cultural e comunitário.

A segurança segue como prioridade da Prefeitura, com atuação integrada das forças de segurança, envolvendo Polícia Militar, Polícia Civil, Guarda Civil Municipal e Departamento de Trânsito. O esquema inclui viaturas, sistema de monitoramento e câmeras com reconhecimento facial. Para facilitar o retorno do público após o encerramento do show, a Prefeitura solicitou à Viação Apucarana Ltda. (VAL) a disponibilização de horário extra no transporte coletivo, com linha adicional saindo do Terminal Urbano à 0h30.

A programação festiva segue nos próximos dias com grandes atrações musicais e eventos tradicionais que reforçam o caráter cultural e esportivo da celebração. Na quinta-feira (29/01), a Praça Rui Barbosa recebe o show de Os Paralamas do Sucesso, às 22 horas. Na sexta-feira (30/01), é a vez de Mumuzinho, também às 22 horas, e no sábado (31/01), o encerramento da programação de shows fica por conta da dupla Edson & Hudson, no mesmo horário.

No sábado, Apucarana também sedia a 63ª Corrida Pedestre 28 de Janeiro, com largadas na Praça Rui Barbosa: Prova Vinteoitinha, às 9 horas; prova de 5 km, às 19 horas; e prova de 10 km, às 20h15, consolidando o aniversário da cidade como um grande encontro de cultura, esporte e participação popular.

Fonte: Prefeitura de Apucarana