segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

VÍDEO – Mara Maravilha cola em ato de Nikolas e se vende como candidata ao Senado


     Mara Maravilha durante ato de Nikolas Ferreira em Brasília. Foto: Reprodução

A ex-apresentadora infantil Mara Maravilha afirmou que considera a possibilidade de ingressar na política após participar, no domingo (25), da manifestação organizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A declaração foi feita por meio de uma postagem em suas redes sociais. “Ainda não sou filiada a nenhum partido mas compartilho com vocês a ideia de ser a primeira senadora baiana eleita pelo estado de São Paulo, em prol do nosso Brasil”, escreveu.

Na publicação, ela disse que a eventual candidatura ainda está no campo das intenções e que a motivação estaria ligada à sua “origem humilde, nordestina e baiana”, além do engajamento político demonstrado ao participar do ato, que classificou como uma ação de “patriota”.

O evento do qual Mara participou foi liderado por Nikolas e integrou uma caminhada iniciada em Paracatu, no interior de Minas Gerais. O ponto de partida foi o quilômetro 30 da BR-040, com destino a Brasília.

De acordo com o deputado, o percurso total previsto é de cerca de 240 quilômetros. Após o início da mobilização, Nikolas passou a divulgar imagens e vídeos da caminhada por meio dos Stories do Instagram.

O ato organizado por Nikolas teve feridos após um raio cair na região em que ocorria a concentração, na Praça do Cruzeiro. O Corpo de Bombeiros disse que 89 pessoas foram atendidas no local, e 47 foram levadas a dois hospitais.

Fonte: DCM

Carluxo é acusado por bolsonaristas de manipular VÍDEO da caminhada de Nikolas

 

Carlos Bolsonaro e Nikolas Ferreira. Foto: Reprodução
Aliados do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) acusaram o ex-vereador Carlos Bolsonaro de manipular um vídeo divulgado nas redes sociais com imagens da caminhada realizada entre Minas Gerais e Brasília. O episódio gerou desconforto entre integrantes do entorno do parlamentar mineiro.

Segundo a coluna de Igor Gadelha no Metrópoles, o vídeo foi publicado por Carlos nos Stories do Instagram e mostra um trecho da caminhada quando o grupo passou pela cidade de Luziânia, na noite de sexta (23). A gravação rapidamente circulou entre apoiadores e integrantes da base bolsonarista.

Segundo aliados de Nikolas, o conteúdo divulgado teria sido editado com a inserção de um áudio falso. Na versão publicada por Carlos, é possível ouvir apoiadores gritando “Volta, Bolsonaro”, o que, de acordo com esses interlocutores, não ocorreu no local.

Ainda conforme aliados do deputado, o vídeo original mostra os participantes entoando outro canto. “Eu sou brasileiro com muito orgulho, com muito amor”, diz o coro registrado nas imagens, sem qualquer menção ao ex-presidente.

A publicação foi interpretada por pessoas próximas a Nikolas como uma tentativa de associar o ato diretamente à família Bolsonaro, alterando o sentido político da mobilização. O episódio aprofundou tensões internas entre grupos que disputam protagonismo dentro do campo bolsonarista.

Veja os vídeos:


Fonte: DCM com informações da Metrópoles

Lula pede a Trump que Conselho da Paz se limite a Gaza e defende assento da Palestina


Os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e do Brasil, Lula, durante encontro na Malásia. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula telefonou para seu homólogo americano, Donald Trump, e pediu que o chamado “Conselho da Paz” proposto pelo governo dos Estados Unidos se limite à resolução da guerra na Faixa de Gaza. A conversa ocorreu após o lançamento da iniciativa durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

Durante o diálogo, Lula também defendeu que o conselho “preveja assento para a Palestina”. O Brasil foi convidado a integrar o grupo, mas ainda não respondeu formalmente. Para o Palácio do Planalto, a ausência do Estado palestino, ao lado da presença de Israel, é um dos principais problemas da proposta.

O formato e o funcionamento do conselho ainda não estão definidos. A iniciativa foi anunciada pelos Estados Unidos em um evento esvaziado em Davos, sem a participação do Brasil. Até o momento, não há detalhes claros sobre atribuições, composição ou poder decisório do novo organismo.

Um dos pontos centrais da crítica de Lula é que a proposta de Trump restringe ainda mais o debate global sobre segurança internacional. O presidente brasileiro tem defendido uma reforma mais ampla da Organização das Nações Unidas (ONU), com ampliação do número de países com assento permanente no Conselho de Segurança.

Atualmente, cinco países possuem poder de veto no Conselho de Segurança da ONU. A proposta americana reduziria esse poder a apenas um país, os Estados Unidos, o que vai na contramão da posição histórica defendida pelo Brasil.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o lançamento do “Conselho da Paz”. Foto: Denis Balibouse/Reuters
Até agora, o governo brasileiro não confirmou se aceitará o convite para integrar o conselho. Diplomatas afirmam ao UOL que “o martelo ainda não foi batido”, mas indicam pouco entusiasmo com a iniciativa, especialmente devido à posição de comando exercida por Trump no desenho do órgão.

Lula e Trump conversaram por cerca de 50 minutos. Segundo nota divulgada pelo Planalto, o presidente brasileiro aproveitou o contato para reiterar posições já conhecidas da diplomacia nacional no cenário internacional.

“Nesse contexto, reiterou a importância de uma reforma abrangente das Organização das Nações Unidas, que inclua a ampliação dos membros permanentes do Conselho de Segurança”, informou o governo brasileiro no comunicado oficial.

Segundo o Planalto, os dois ainda “trocaram impressões sobre a situação da Venezuela” e combinaram um encontro presencial durante uma visita a Washington. A viagem do petista deve ocorrer após sua volta de agenda na Índia e na Coreia do Sul, em fevereiro.

Veja o comunicado divulgado por Lula após a conversa:

Fonte: DCM

Justiça manda apreender passaporte de bolsonarista dono da Polishop por dívida com banco


       João Appolinário. Foto: Renato Pizzutto

A Justiça de São Paulo determinou o bloqueio e a apreensão do passaporte do empresário bolsonarista João Appolinário, fundador da Polishop, pelo prazo de 2 anos. A ordem foi expedida pelo juiz Douglas Ravacci e atende a um pedido do banco Itaú, que cobra uma dívida estimada em cerca de R$ 1,9 milhão.

Segundo o processo, obtido pela coluna de Rogério Gentile no UOL, a Polishop contratou em 2020 um empréstimo de R$ 5 milhões, a ser quitado em 42 parcelas mensais, com vencimento final previsto para dezembro de 2024.

O Itaú afirma que os pagamentos foram interrompidos em abril de 2024, o que motivou o ajuizamento da ação no ano passado. Appolinário assinou o contrato como devedor solidário, assumindo responsabilidade direta pela dívida.

Diante da inadimplência, o banco pediu a apreensão do passaporte como forma de pressionar o cumprimento da obrigação financeira. A medida também foi estendida a outro sócio da empresa. Na ação, o Itaú citou o perfil patrimonial do empresário.

Entrada de loja Polishop. Foto: reprodução
“Estamos diante de uma execução movida em face de ninguém menos do que o ‘tubarão’, João Appolinário, que declarou ao Fisco patrimônio superior a R$ 170 milhões”, afirmou o banco, citando a participação do empresário no programa “Shark Tank Brasil”.

A instituição financeira alegou ainda que, apesar da adoção de medidas tradicionais de cobrança, não houve pagamento de “um único real”. Para o Itaú, “a ausência de satisfação da dívida não é uma coincidência qualquer, mas sim decorrência do animus dos devedores em perpetrarem manobras para fins de frustrar a recuperação do crédito”.

Ao autorizar a apreensão do passaporte, o juiz afirmou que a medida é “adequada, necessária e proporcional”, podendo ser revista caso haja cooperação dos executados ou indicação de bens suficientes para garantir o crédito. A defesa de Appolinário pode recorrer.

Fonte: DCM com informações do UOL

VÍDEO: Cleitinho culpa a esquerda por raio em ato de Nikolas e transforma tragédia em palanque

O senador bolsonarista Cleitinho Azevedo (Republicanos). Foto: Reprodução

O senador bolsonarista Cleitinho Azevedo (Republicanos) atribuiu à esquerda a responsabilidade pelas reações ao incidente que deixou dezenas de pessoas feridas ao final da caminhada liderada por Nikolas Ferreira, realizada neste domingo, em Brasília.

Cleitinho criticou progressistas após a queda de um raio nas proximidades do ato organizado pelo deputado federal, afirmando que adversários políticos e influenciadores estariam debochando das vítimas.

Segundo o parlamentar, o episódio ocorreu durante a caminhada em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e estaria sendo explorado politicamente por setores da oposição.

O raio caiu por volta das 12h50, no momento em que manifestantes aguardavam a chegada de Nikolas ao local que marcou o fim da marcha iniciada em Minas Gerais. Segundo o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, 89 pessoas receberam atendimento no local e 47 foram levadas ao pronto-socorro. Até a noite de domingo, ao menos nove permaneciam internadas.

Ao comentar o episódio, Cleitinho disse prestar solidariedade às vítimas, mas direcionou críticas à esquerda. “Pessoas infelizmente foram atingidas por raios. Fica aqui minha solidariedade, minha oração. (…) Agora, o que mais me chama a atenção disso tudo é esse pessoal de esquerda. Inclusive, já tem político e influencer debochando dessas pessoas, em vez de ter empatia. (…) Foram essas pessoas que falaram que o amor ia vencer o ódio. (…) E pode ter certeza de que neste ano a gente vira o jogo”, disse.

Na legenda da publicação, o bolsonarista reforçou o ataque: “Esse é o nível de mau caratismo da esquerda, comemorando o raio que atingiu pessoas que estavam esperando a chegada de Nikolas na caminhada pela liberdade — isso é justiça”.

De acordo com os bombeiros, os manifestantes estavam apoiados em um gradil na Praça do Cruzeiro, o que potencializou os efeitos da descarga elétrica.

Assista abaixo:

Fonte: DCM

Quem financiou e foi cúmplice do desastre de Nikolas em Brasília

Ato liderado por Nikolas Ferreira, em Brasília, neste domingo (25). Foto: Sergio Lima/AFP

O que seria o encerramento simbólico de uma caminhada de centenas de quilômetros liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) terminou em correria, gritos e ambulâncias abrindo caminho entre apoiadores feridos. A queda de um raio nas proximidades do evento, em área aberta de Brasília, deixou dezenas de pessoas machucadas e levantou uma pergunta inevitável: quem sustentou politicamente e institucionalmente uma mobilização mantida sob condições climáticas já classificadas como perigosas?

De acordo com os dados divulgados pelos serviços de emergência, 42 vítimas estavam estáveis, conscientes e orientadas. Outras 30 precisaram ser encaminhadas ao Hospital de Base do DF e ao Hospital Regional da Asa Norte. Oito apresentavam estado grave. Houve registro de queimaduras, especialmente em mãos e tórax, além de torções e quadros de exaustão térmica ligados ao esforço físico prolongado e ao tempo instável.

Não se tratava de uma mudança repentina do clima. Desde a sexta-feira anterior, o Distrito Federal estava sob alerta laranja para chuvas intensas, com risco de descargas elétricas, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia. Manter um ato político de grande porte em campo aberto, com estruturas metálicas elevadas — como guindastes e grades — significou expor milhares de pessoas a um cenário já descrito como perigoso por órgãos técnicos.

Testemunhos e registros em vídeo indicam que a descarga elétrica atingiu um guindaste que sustentava uma bandeira, estrutura que funcionou, na prática, como ponto de atração para o raio no meio da multidão. Manifestantes que tentavam se proteger da chuva acabaram atingidos ou feridos na confusão que se seguiu.

O Corpo de Bombeiros do DF atuou rapidamente, mobilizando dezenas de profissionais e viaturas. Ainda assim, a dimensão do atendimento revela o tamanho do risco ao qual o público foi submetido.

● Responsabilidade política e silêncio no palanque

A discussão sobre responsabilidade não se limita ao instante do raio. Minutos depois de apoiadores serem retirados em macas, o discurso final do deputado priorizou ataques a instituições e pautas eleitorais. Não houve referência direta às pessoas que, naquele momento, estavam sendo socorridas ou levadas a hospitais.

Além de Nikolas Ferreira, outros parlamentares participaram da mobilização e da organização do ato na capital, entre eles a deputada Bia Kicis (PL-DF). A decisão de manter a programação mesmo com alertas meteorológicos em vigor passa, portanto, por um conjunto de lideranças que convocaram público, estruturaram o evento e definiram sua continuidade.

● O apoio do setor produtivo

A caminhada que terminou em Brasília também recebeu respaldo público de entidades de peso do setor produtivo de Minas Gerais. Federações ligadas à indústria, ao comércio, ao agronegócio e a associações empresariais divulgaram nota defendendo mobilizações em nome da “liberdade” e da participação cívica. O texto não citava nominalmente o evento, mas fazia referências claras à iniciativa liderada por Nikolas.

Assinam o documento entidades como FIEMG, Fecomércio MG, FAEMG, Federaminas, FCDL-MG e CIEMG. Ao oferecerem apoio institucional e simbólico à mobilização, essas organizações ajudaram a conferir legitimidade política ao ato e a ampliar seu alcance.

Esse apoio não significa, por si só, responsabilidade direta pela logística ou pelas decisões operacionais do evento. Ainda assim, levanta um debate sobre o papel de atores econômicos influentes ao endossar grandes concentrações públicas sem cobrar garantias explícitas de segurança, sobretudo quando há alertas oficiais de risco climático.

● Um desastre que não veio do nada

Tempestades com descargas elétricas são fenômenos previsíveis e monitorados. Protocolos básicos de segurança recomendam evitar áreas abertas, estruturas metálicas altas e aglomerações durante esse tipo de condição. Ignorar esses parâmetros em nome de um ato político transforma um risco conhecido em escolha consciente.

O resultado foi uma cena que contrasta com o discurso de celebração planejado: pessoas feridas, equipes médicas sobrecarregadas e famílias buscando informações em meio ao caos. Mais do que um episódio isolado, o caso escancara como decisões políticas, apoio institucional e desprezo por alertas técnicos podem convergir para produzir tragédias anunciadas.

A apuração sobre responsabilidades legais e administrativas ainda deve avançar. No plano político e moral, porém, a pergunta já está posta: quem convocou, quem incentivou e quem deu aval público para que milhares de pessoas permanecessem expostas a um perigo que já estava no radar?

Fonte: DCM

Moraes cobra relatório da PM-DF sobre rotina de Bolsonaro na Papudinha

De acordo com a decisão, o documento deverá reunir informações como registros de visitas, atendimentos de saúde e demais atividades

Brasília (DF) - 10/09/2025 - O ministro Alexandre de Moraes, na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), no quarto dia do julgamento dos réus do Núcleo 1 da trama golpista, formado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

 O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou que a Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF) apresente, no prazo de cinco dias, um relatório detalhado sobre as atividades de Jair Bolsonaro (PL) no 19º Batalhão da PM, localizado no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. A decisão foi anunciada nesta segunda-feira (26) e consta de despacho do próprio STF.

Segundo a decisão do ministro Alexandre de Moraes, o documento deverá reunir informações completas sobre a rotina de Bolsonaro, incluindo registros de visitas, atendimentos de saúde e demais atividades realizadas durante o período de custódia na unidade conhecida como “Papudinha”.

Bolsonaro foi transferido para o 19º Batalhão da Polícia Militar no último dia 15, após permanecer detido na Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal. A mudança de local ocorreu no contexto do cumprimento da pena imposta pelo STF no inquérito que apurou a tentativa de golpe de Estado.

No despacho, Moraes solicita dados específicos sobre visitas de advogados, familiares e amigos, além de informações relativas a sessões de fisioterapia, práticas de atividades físicas, consultas e exames médicos. O relatório também deverá apontar eventuais atividades laborais, leituras e qualquer outra ocorrência relevante durante o período de detenção.

Papudinha e a trama golpista

A unidade onde Bolsonaro está preso dispõe de oito celas estruturadas como alojamentos coletivos. Cada espaço conta com cozinha, quarto, sala, banheiro com box, lavanderia e chuveiro. A cela destinada ao ex-mandatário possui 54 metros quadrados, além de uma área externa adicional de 10 metros quadrados.

O político da extrema direita foi condenado pelo STF a 27 anos de prisão no âmbito do inquérito da trama golpista. A pena foi definida após a Corte considerar Bolsonaro culpado por cinco crimes: golpe de Estado, organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado cometido com violência e grave ameaça.

A solicitação do relatório ocorre no contexto do acompanhamento contínuo das condições de custódia determinadas pelo Supremo e integra as medidas de fiscalização adotadas pela Corte após a condenação definitiva de Bolsonaro.

Fonte: Brasil 247

Disputa pela herança do tio de Suzane von Richthofen tem reviravolta judicial


De acordo com investigadores, a inexistência de um testamento formal pode favorecer Suzane von Richthofen

      Polícia investiga como suspeita a morte do tio de Suzane von Richthofen (Foto: Reprodução)

A morte do médico aposentado Miguel Abdalla Netto, ocorrida em São Paulo, abriu uma nova frente de disputa judicial envolvendo a herança estimada em cerca de R$ 5 milhões. Segundo informações apuradas pelas autoridades policiais e judiciais, o médico não deixou testamento definindo o destino de seus bens, que incluem imóveis, aplicações financeiras e um sítio. Os relatos foram publicados no Metrópoles.

De acordo com dados reunidos pela investigação e por registros judiciais, a inexistência de um testamento formal pode favorecer Suzane von Richthofen, sobrinha de Miguel Abdalla Netto, que disputa judicialmente o patrimônio com Silvia Magnani, mulher que afirma ter mantido uma união estável com o médico.

O corpo de Miguel Abdalla Netto foi localizado no dia 9 de janeiro em sua residência, situada na Vila Congonhas, na Zona Sul da capital paulista. O cadáver estava em avançado estado de decomposição e não apresentava sinais aparentes de violência. O médico vivia sozinho no imóvel, segundo informações levantadas pela polícia.

As autoridades trabalham com a hipótese de morte por causas naturais. No entanto, a confirmação oficial sobre a causa do falecimento depende da conclusão dos laudos periciais, que ainda estão em análise.

◎ Disputa pela herança

A ausência de um testamento abriu caminho para que os herdeiros legais reivindiquem os bens deixados pelo médico. Nesse contexto, Suzane von Richthofen, sobrinha de Miguel, passou a figurar como uma das possíveis beneficiárias diretas do patrimônio.

O embate judicial se dá principalmente contra Silvia Magnani, que declarou às autoridades ter sido companheira do médico e afirmou que ambos mantinham uma união estável. Caso essa relação seja reconhecida pela Justiça, Silvia poderá ter direito a parte ou até à totalidade da herança.

Entretanto, a alegação é contestada nos autos. Em 2024, Miguel Abdalla Netto ingressou com uma ação de reintegração de posse contra Silvia Magnani, que residia em um imóvel de sua propriedade. O médico venceu o processo em outubro do ano passado. Na decisão, a Justiça determinou que Silvia deveria pagar valores retroativos pelo uso do imóvel e registrou que Miguel negava a existência de união estável entre eles.

◎ Reviravolta após a morte

Após o falecimento do médico, uma nova controvérsia surgiu quando Suzane tentou liberar o corpo do tio em uma delegacia, mas foi impedida porque o procedimento já havia sido realizado por Carmen Silvia Magnani, prima de Miguel. À polícia, Carmen se apresentou como responsável pelas decisões relacionadas ao sepultamento e declarou ser a última companheira do médico.

As declarações foram posteriormente questionadas judicialmente, especialmente diante da decisão anterior que afastava o reconhecimento da união estável alegada.

Caso a Justiça rejeite o pedido de reconhecimento da relação, a herança deverá ser destinada exclusivamente aos herdeiros legais, que são os sobrinhos Andreas e Suzane von Richthofen.

◎ Histórico de Suzane

Suzane von Richthofen foi condenada pelo assassinato dos próprios pais, Marísia von Richthofen, irmã de Miguel Abdalla Netto, e Manfred von Richthofen. O crime ocorreu em 31 de outubro de 2002, na residência da família, na capital paulista.

Ela admitiu participação no homicídio, executado pelos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos. À época, o irmão mais novo de Suzane, Andreas, tinha 15 anos e não participou do crime.

Suzane foi condenada a 39 anos e quatro meses de prisão. Desde 2023, cumpre pena em regime de liberdade condicional. Atualmente, estuda Direito, é casada e tem um filho nascido em janeiro de 2024, vivendo no interior do estado de São Paulo.

A definição sobre o destino do patrimônio deixado por Miguel Abdalla Netto dependerá das decisões judiciais em andamento, especialmente quanto ao reconhecimento ou não da alegada união estável, o que será determinante para o desfecho da disputa sucessória.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Fachin diz que ministros do STF são "perseguidos" e alerta sobre "erosão democrática"

Presidente do STF afirma que perseguição a magistrados e ataques à imprensa corroem o Estado democrático de Direito

      Edson Fachin (Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF)

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, afirmou nesta segunda-feira (26) que a perseguição a ministros pelo exercício de suas funções integra um processo de avanço silencioso do autoritarismo. Segundo ele, esse fenômeno atua de forma gradual, conforme o conceito de "erosão democrática”, enfraquecendo as instituições democráticas “por dentro” e comprometendo o funcionamento do Estado democrático de Direito. As informações são da Folha de São Paulo.

A declaração foi feita durante discurso na solenidade de posse do juiz brasileiro Rodrigo Mudrovitsch como presidente da Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), na Costa Rica, em meio à crise de imagem enfrentada pelo STF após os desdobramentos do caso envolvendo o Banco Master.

☉ Autoritarismo silencioso e corrosão institucional

Em sua fala, Fachin destacou que o autoritarismo contemporâneo não se manifesta apenas por rupturas explícitas, mas também por mecanismos menos visíveis, associados ao conceito de erosão democrática. “São tempos em que a estrutura de freios e contrapesos é tensionada até quase à exaustão; em que a liberdade de imprensa é hostilizada; em que magistrados e magistradas são perseguidos por seu ofício”, afirmou o ministro.

Para o presidente do STF, esse tipo de corrosão institucional compromete a confiança pública e fragiliza o equilíbrio entre os Poderes, criando um ambiente propício ao enfraquecimento das normas democráticas.

☉ Pressão sobre o STF e o caso Banco Master

O discurso ocorre em um contexto de forte pressão sobre o Supremo, especialmente em razão da investigação sobre fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. O caso tem colocado o ministro Dias Toffoli, relator do processo, sob questionamentos públicos após revelações sobre negócios familiares que associam seus irmãos a um fundo de investimentos ligado à instituição financeira. Apesar disso, Toffoli descarta declarar-se suspeito para atuar no caso.

☉ Discursos de ódio e crise da democracia liberal

Fachin também apontou outros elementos que, segundo ele, integram o processo de erosão democrática, como discursos de ódio contra mulheres, imigrantes e minorias étnicas e religiosas, além da devastação ambiental e de situações em que “a desigualdade se reverte em humilhação”.

Ao ampliar a análise para o cenário internacional, o ministro afirmou: “Vivemos no mundo uma era de incertezas. Há uma crise da democracia liberal. (...) A democracia não cumpriu todas as suas promessas — sobretudo a de igualdade material — e é desse vácuo que se nutrem populismos autoritários que pretendem miná-la por dentro”.

☉ Memória democrática e os atos de 8 de Janeiro

Ao lembrar os três anos dos atos golpistas de 8 de Janeiro, Fachin ressaltou a importância da memória institucional como instrumento de proteção democrática. “A democracia requer memória, não para despertar ressentimentos, mas para prevenir recaídas”, declarou.

☉ Democracia não é neutra diante de ameaças

O presidente do STF também comentou o debate em torno do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao chamado PL da Dosimetria, que deve retornar à pauta do Congresso Nacional. Segundo Fachin, a resposta institucional aos ataques à democracia foi marcada por unidade e firmeza. “A resposta dos Poderes foi firme, conjunta e inegociável”, afirmou, ao mencionar a responsabilização dos envolvidos, com respeito à ampla defesa.

“Até que sejamos capazes de demonstrar que a democracia pode oferecer dignidade e bem-estar ao menos favorecidos, impõe-se defendê-la contra os seus detratores. Tolerar a intolerância é sepultar a própria tolerância”, destacou Fachin. “Não sejamos ingênuos. Democracia não é neutra diante de quem a pretende destruir”, acrescentou mais à frente.

Segundo Fachin, embora não ofereça certezas absolutas, a democracia cria possibilidades que permitem a evolução contínua do processo social e político, preservando os fundamentos do Estado democrático de Direito.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

Gilmar Mendes defende Toffoli em meio a críticas sobre o caso Master

Decano do STF diz que Toffoli “tem trajetória marcada pelo compromisso com a Constituição” e pede “respeito às instâncias institucionais”

Dias Toffoli e Gilmar Mendes (Foto: Andressa Anholete/SCO/STF)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes saiu em defesa do colega Dias Toffoli diante do agravamento das críticas relacionadas à condução do chamado caso Master. Em meio a avaliações internas e externas que apontam desgaste crescente, o decano da Corte ressaltou a trajetória institucional de Toffoli e afirmou que sua atuação judicial segue os parâmetros constitucionais e legais.

A manifestação foi feita em uma postagem pública do próprio Gilmar Mendes, divulgada nesta segunda-feira (26). No texto, o ministro afirmou: “O ministro Dias Toffoli tem uma trajetória pública marcada pelo compromisso com a Constituição e com o funcionamento regular das instituições”. Segundo ele, no exercício da jurisdição, a atuação de Toffoli “observa os parâmetros do devido processo legal” e já foi analisada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que reconheceu a regularidade de sua permanência no caso.

Gilmar Mendes também enfatizou a dimensão institucional do debate ao afirmar que “a preservação da independência judicial e o respeito às instâncias institucionais são condições indispensáveis para o diálogo republicano e para a confiança da sociedade nas instituições”. A declaração ocorre em um momento de crescente tensão em torno do processo, que extrapola o plano estritamente jurídico.

Investigadores que acompanham o caso avaliam que a situação envolvendo Toffoli alcançou um estágio considerado insustentável, com tendência de agravamento, segundo Andréia Sadi, do G1. A leitura predominante é a de que não há um fato isolado capaz de encerrar a crise de forma abrupta, mas sim uma sequência de desdobramentos que escapam, inclusive, ao controle direto do relator no Supremo.

De acordo com esse diagnóstico, o problema é estrutural. Há frentes de apuração que não estão sob a condução direta de Toffoli nem concentradas no STF. Em São Paulo, por exemplo, seguem em curso investigações relacionadas a fundos e estruturas financeiras, capazes de produzir novos fatos a qualquer momento, independentemente de decisões tomadas pela Corte.

Nesse contexto, investigadores alertam que mesmo uma tentativa de reorganizar o caso dentro do Supremo não seria suficiente para conter o desgaste. O risco apontado é o surgimento de novas revelações fora do alcance do relator, ampliando a crise. Esse alerta já teria sido levado à maioria dos ministros do STF, com a advertência de que o caso tem potencial para “arrastar o tribunal para a lama”, transformando um problema individual em uma ameaça institucional.

Ministros do Supremo estariam cientes da gravidade do cenário. Nos bastidores, a avaliação interna é descrita como dura e pragmática. Parte da Corte considera o quadro complexo demais para que Toffoli permaneça à frente do processo e defende uma solução técnica: o envio do caso à primeira instância. Essa alternativa é vista como juridicamente defensável, por não criar tese nova, retirar o ministro do centro da controvérsia e reduzir a pressão direta sobre o STF.

A mesma avaliação reconhece que essa não seria uma saída honrosa, mas sim a opção menos traumática para a instituição. Ainda assim, ministros ponderam que a decisão dependeria do próprio Toffoli. A hipótese de um afastamento voluntário da condução do caso é considerada pouco factível, já que não haveria expectativa de concordância do ministro com essa alternativa.

Há também, segundo relatos de bastidores, uma queixa interna sobre a condução política da crise. A avaliação é de que faltou uma iniciativa institucional coordenada de diálogo que buscasse construir uma saída antes que o impasse ganhasse dinâmica própria. Com isso, a crise teria extrapolado os limites jurídicos e antecipado a politização do tribunal.

Nesse ambiente, integrantes da Corte avaliam que o STF foi colocado “na linha de tiro da campanha”. O tribunal deixou de ser alvo apenas de setores da extrema direita e passou a integrar de forma mais ampla o radar eleitoral, tornando-se tema de disputa em um momento de elevada sensibilidade institucional.

Para uma ala do Supremo, o impasse central permanece: manter o caso no STF concentra o desgaste no relator e amplia o risco de o tribunal ser percebido como juiz em causa própria. Com a possibilidade de novos fatos surgirem fora do controle da Corte, cresce a avaliação de que a contenção da crise pode se tornar inviável.

A leitura predominante entre investigadores e ministros é que prolongar a situação tende a agravar o cenário e empurrar o Supremo para o centro de uma crise política contínua. A crise envolvendo Dias Toffoli, segundo essa avaliação, não tem prazo definido para terminar, restando apenas a possibilidade — ainda em aberto — de ser contida antes de contaminar toda a Corte.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

Ministros do STM participam da posse de brasileiro na presidência da Corte Interamericana de Direitos Humanos

O evento marcou a posse do jurista brasileiro Rodrigo Mudrovitsch como presidente do tribunal

    CIDH (Foto: Karla Cordero/CIDH)

Por Denise Assis (247) - A presidente do Superior Tribunal Militar (STM), ministra Maria Elizabeth Rocha, e o ministro do STM, general de exército Guido Amin Naves, participaram, nesta segunda-feira (26), da abertura do ano Judicial Interamericano e da cerimônia de posse da nova junta diretiva da Corte Interamericana de Direitos Humanos, realizada em São José, na Costa Rica.

O evento marcou a posse do jurista brasileiro Rodrigo Mudrovitsch como presidente do tribunal e da magistrada chilena Patricia Pérez Goldberg para a vice-presidência, reforçando a relevância da presença brasileira em um dos principais órgãos do sistema interamericano de direitos humanos. O mandato da atual gestão se estende até 31 de dezembro de 2027.

A Corte Interamericana de Direitos Humanos é responsável por julgar violações graves de direitos humanos cometidas por Estados-membros da OEA, desempenhando papel central no sistema regional de proteção aos direitos fundamentais.

Fonte: Brasil 247

Presidente do Republicanos diz que apoio da direita a Flávio não está certo

Marcos Pereira afirma que campo conservador está dividido e cita possíveis candidaturas de Caiado, Zema e Ratinho Jr

       Deputado federal Marcos Pereira (Foto: Agência Câmara)

O presidente nacional do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira (Republicanos-SP), afirmou que ainda não há definição sobre um apoio unificado da direita à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. Segundo ele, o campo conservador segue fragmentado, com diferentes lideranças sinalizando interesse em disputar o Palácio do Planalto. As informações são do Metrópoles.

Marcos Pereira avaliou que o cenário eleitoral permanece aberto e distante de um consenso em torno do nome de Flávio Bolsonaro. “Quando você diz que a direita fecha com o Bolsonaro, com o Flávio Bolsonaro, não está tudo certo ainda. O Caiado, o governador de Goiás, tem dito que vai ser candidato, o Romeu Zema, de Minas, tem dito que vai ser candidato, o Ratinho está sinalizando que pode ser candidato. Eu acho que ainda não está fechado; pelo contrário, está dividido”, afirmou o dirigente partidário.

A declaração ocorre em meio a um ambiente de tensão entre lideranças da direita e partidos do chamado Centrão. Nos últimos dias, figuras ligadas ao Partido Liberal, como o líder da sigla na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), intensificaram críticas ao Republicanos e ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP).

Na semana anterior, Sóstenes Cavalcante declarou que Tarcísio não seria o herdeiro político do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para a disputa presidencial e cobrou uma manifestação pública de apoio do governador paulista à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro. Apesar das articulações, o senador tem, até o momento, apenas o respaldo formal de seu próprio partido, o PL, embora já tenha afirmado que pretende buscar apoio do Centrão nos próximos meses para fortalecer seu projeto eleitoral.

Marcos Pereira também reagiu a declarações feitas por Eduardo Bolsonaro sobre o governador de São Paulo. O ex-deputado afirmou: “O Tarcísio até ontem era um servidor público, um desconhecido da sociedade. Ganhou notoriedade sendo ministro da Infraestrutura e, depois, foi eleito em São Paulo graças ao presidente Jair Bolsonaro. Ele não tem a opção de ir contra o Bolsonaro”.

Em resposta, o presidente do Republicanos classificou a fala como inadequada e elevou o tom da crítica. “Achei uma fala extremamente deselegante e arrogante. Ele disse que Tarcísio é apenas um servidor público, e ele também é apenas um escrivão da Polícia Federal fugitivo, está foragido nos Estados Unidos”, declarou Marcos Pereira.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles