sábado, 24 de janeiro de 2026

Caminhada de Nikolas é palco de selfies e atrai baixo clero da direita por visibilidade


Nikolas Ferreira e aliados bolsonaristas durante a chamada “Caminhada pela Liberdade”. Foto: Reprodução

A “Caminhada pela Liberdade”, liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), virou um grande palco de exposição política, com apoiadores disputando selfies e parlamentares aproveitando o trajeto para ganhar visibilidade. Com informações da Folha de S.Paulo.

A mobilização, iniciada em Paracatu (MG) e com destino final em Brasília, soma cerca de 240 quilômetros e, nesta sexta-feira (23), seguiu de um povoado de Cristalina até Luziânia, em Goiás, em protesto contra a condenação dos acusados de tentativa de golpe de Estado.

Apesar do “clima festivo” no início do dia, a caminhada expôs a falta de organização ao longo do percurso. Por volta do início da tarde, participantes demonstravam cansaço e incerteza sobre horários de parada e alimentação, sem que a própria assessoria do deputado tivesse informações precisas.

O grupo só conseguiu almoçar por volta das 15h, enquanto parte dos apoiadores seguia a pé, sentando-se no acostamento da BR-040 para descansar, com distribuição irregular de água e comida.

A separação entre os manifestantes e a rodovia era feita apenas por uma corda, com seguranças e apoiadores tentando conter o avanço do grupo. Empurrões foram registrados, inclusive com idosos e crianças no trajeto. A Polícia Rodoviária Federal também afirmou que a caminhada oferece “riscos de segurança”.

Deputado cercado e apoio diferenciado

Embora Nikolas tenha admitido que não houve planejamento prévio do percurso nem comunicação formal ao PL, a estrutura disponível priorizava o próprio parlamentar. Ele caminhava escoltado por policiais legislativos e acompanhado por um carro que o separava dos apoiadores.

Durante o trajeto, recebeu auxílio direto de assessores, com hidratação, cuidados nos pés e pausas para recuperação, enquanto o restante do grupo lidava com condições mais precárias.

Selfies e presença de políticos

Ao longo do caminho, celulares dominaram a cena. Apoiadores filmavam, posavam para fotos e exibiam símbolos ligados ao bolsonarismo, como bonecos de Jair Bolsonaro e referências à manifestante conhecida como Débora do Batom, condenada pelos atos de 8 de janeiro.

Nikolas era o mais disputado para fotos, com acesso controlado por seguranças: após o registro, os apoiadores eram rapidamente afastados do círculo próximo ao deputado.

Apesar de afirmar não querer que seu protesto fosse utilizado por “políticos”, a manifestação estava cheia deles. Havia vereadores de cidades do interior que foram eleitos com apoio de Nikolas ou buscavam conquistá-lo, além de deputados, senadores e pré-candidatos às eleições deste ano.

A marcha, porém, tem chamado atenção não apenas pelo caráter político, mas também pelo histórico judicial de parte de seus participantes. Segundo levantamento de Vinicius Segalla, no DCM, parlamentares que aderiram ao ato acumulam investigações, denúncias, processos ou condenações por ao menos dez crimes distintos.

Fonte: DCM com informações da Folha de S. Paulo

VÍDEO: EUA bombardeiam embarcação próxima à Venezuela e matam 2


       Embarcação atingida por forças militares dos EUA. Foto: reprodução

O Comando Sul das Forças Armadas dos Estados Unidos informou, nesta sexta-feira (23), que realizou um novo ataque militar contra uma embarcação suspeita de transportar drogas no Oceano Pacífico. A ação, parte de uma campanha que já acumula dezenas de ataques, terminou com a morte de duas pessoas e deixou um sobrevivente, que está sendo procurado pelas autoridades estadunidenses.

Segundo o Comando Sul, a operação foi conduzida sob a direção do secretário de Guerra, Pete Hegseth, e executada pela Força-Tarefa Conjunta Lança do Sul. “Em 23 de janeiro, sob a direção do Secretário de Guerra Pete Hegseth, a Força-Tarefa Conjunta Lança do Sul realizou um ataque cinético letal contra uma embarcação operada por Organizações Terroristas Designadas”, dizia publicação do comando nas redes sociais.

A inteligência militar afirmou que o barco estava “transitando por rotas de narcotráfico conhecidas no Pacífico Leste e participava de operações criminosas”.

O vídeo divulgado pelos militares mostra a embarcação em movimento antes de ser atingida e explodir em chamas. O ataque foi descrito como letal, com dois “narcoterroristas” mortos e um tripulante sobrevivente. O Comando Sul informou que notificou a Guarda Costeira dos Estados Unidos para iniciar uma missão de busca e resgate do sobrevivente.


Essa ação é a primeira anunciada desde que os Estados Unidos capturaram o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em uma operação realizada na Venezuela em 3 de janeiro. O ataque também segue uma sequência de ofensivas semelhantes, inclusive no final de dezembro, quando embarcações suspeitas de tráfico foram bombardeadas, resultando em mortos sem divulgação clara de localizações.

Desde setembro de 2025, as forças dos EUA têm intensificado operações no Pacífico e no Caribe, com mais de 35 ataques relatados e pelo menos 117 mortos em ações contra embarcações supostamente envolvidas no contrabando de drogas. A campanha é parte do que o governo estadunidense chama de Operação Lança do Sul, que visa combater o narcotráfico marítimo em rotas estratégicas próximas à América do Sul.

Fonte: DCM

Prefeito do PL elogia Lula em evento em Maceió e destaca parceria com governo federal


O prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – Ricardo Stuckert/PR

O prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (JHC, PL-AL), elogiou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta sexta-feira (23), durante evento oficial na capital alagoana. Ao discursar ao lado do chefe do Executivo federal, afirmou que “o povo saberá reconhecer todos os seus esforços” e defendeu a cooperação entre os governos municipal e federal.

JHC foi um dos mais aplaudidos entre as autoridades presentes e declarou que Lula tem um “DNA no social”. Em sua fala, mencionou a necessidade de parcerias institucionais e afirmou que sua gestão em Maceió conta com apoio do governo federal para a execução de projetos. “Isso só é possível porque não estamos sós”, disse, ao agradecer o envio de recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para o município.

No evento, Lula entregou 1.337 moradias do programa Minha Casa, Minha Vida e citou o marco de 2 milhões de unidades habitacionais contratadas em todo o país desde 2023. Também foram entregues sete ambulâncias do Samu e 17 unidades odontológicas móveis destinadas ao atendimento da população de Maceió.

O senador Renan Calheiros (MDB) não participou da cerimônia, alegando outro compromisso. Já o deputado federal Arthur Lira (PP) esteve presente e foi vaiado ao ser anunciado. A senadora Eudócia Caldas (PL), mãe do prefeito, também participou do evento, mas não discursou.

Em 2022, JHC estava filiado ao PSB no primeiro turno das eleições e, no segundo turno, migrou para o PL, passando a apoiar o então presidente Jair Bolsonaro. À época, participou de atos de campanha e declarou, em evento religioso, que a disputa eleitoral era uma “guerra espiritual”. Atualmente, é citado como possível candidato ao governo de Alagoas ou ao Senado nas eleições de outubro.

As falas do prefeito em elogio a Lula motivaram críticas de aliados do bolsonarismo. O vereador Leonardo Dias (PL) publicou mensagem nas redes sociais criticando o presidente e o posicionamento do correligionário. Comentários de usuários nas redes também questionaram a postura adotada por JHC durante o evento.

Fonte: DCM

Presidente da Venezuela diz que 626 prisioneiros políticos foram libertados

Rodríguez disse que na segunda-feira terá uma ligação com o Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos

Protesto pedindo a libertação de presos em frente à reitoria da Universidade de Carabobo em Valência, Venezuela 23 de janeiro de 2026 REUTERS/Juan Carlos Hernandez (Foto: Juan Carlos Hernandez)

Reuters – A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, disse nesta sexta-feira que 626 pessoas foram libertadas da prisão até o momento como parte de um processo em andamento, mas não especificou o cronograma dessas solturas.

O grupo venezuelano de direitos humanos Foro Penal confirmou a libertação de 154 presos políticos na Venezuela desde 8 de janeiro

Rodríguez disse que na segunda-feira terá uma ligação com o Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, para pedir que a ONU verifique as listas dos liberados até o momento no país.

Fonte: Brasil 247 com reportagem da equipe da Reuters

Espetáculo de drones em Caracas pede libertação de Nicolás Maduro e Cilia Flores

Evento ocorreu em meio à mobilização de apoiadores do governo venezuelano, que cobram o retorno de Maduro e Flores após o sequestro

        Show de drones na Venezuela (Foto: VTV)

Um espetáculo de drones realizado na noite de sexta-feira, em Caracas, exibiu mensagens exigindo a libertação do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama e deputada Cilia Flores, em um ato público de apoio organizado na área de Fuerte Tiuna, um dos principais complexos militares da capital venezuelana.

Segundo a teleSUR, o evento ocorreu em meio à mobilização de apoiadores do governo venezuelano, que cobram o retorno de Maduro e Flores após o que a emissora descreve como um sequestro realizado por forças armadas dos Estados Unidos, na sequência de uma invasão militar ocorrida em 3 de janeiro, atribuída pela reportagem à administração de Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos.

☉ Drones projetam mensagens e reforçam campanha por “pronta libertação”

De acordo com a reportagem, a apresentação usou aeronaves não tripuladas para formar frases no céu com referências diretas à “pronta libertação” de Maduro e Flores. A teleSUR afirma que a iniciativa teve caráter de demonstração política e simbólica, com foco em sustentar a campanha pública por sua libertação e retorno ao país.

A matéria também registra que, durante a atividade, estiveram presentes autoridades do alto escalão, incluindo Delcy Rodríguez, descrita como “presidenta encarregada”, além do deputado Nicolás Maduro Guerra, citado como integrante da Assembleia Nacional. A reportagem menciona ainda a presença de filhos de Cilia Flores e de vice-presidentes setoriais do chamado Governo Bolivariano.

☉ Fuerte Tiuna vira palco de mobilização institucional e popular

O local escolhido, Fuerte Tiuna, aparece no texto como ponto central do ato noturno. A teleSUR descreve o evento como parte de um ciclo de ações voltadas a manter o tema no centro do debate público, combinando manifestações de rua, iniciativas institucionais e mobilização popular em diferentes regiões do país.

O artigo sustenta que o objetivo é demonstrar que, apesar da ausência de Maduro e Flores, há continuidade de articulação política e institucional em torno do governo, com participação de autoridades e de setores mobilizados da sociedade.

☉ TeleSUR relata sequestro após invasão de 3 de janeiro e aponta governo dos EUA

Na narrativa apresentada pela teleSUR, Maduro e Flores teriam sido sequestrados por forças armadas dos Estados Unidos após uma invasão militar ocorrida em 3 de janeiro. A reportagem atribui a responsabilidade pela operação à administração de Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, e trata o episódio como elemento central para explicar a escalada de atos e pronunciamentos em defesa da libertação do casal.

A matéria, no entanto, não detalha como teriam ocorrido as circunstâncias do sequestro nem apresenta, no texto publicado, informações adicionais sobre negociações, prazos ou canais diplomáticos. O foco permanece no registro do ato em Caracas e na amplificação da demanda por libertação.

☉ Cartas e mensagens de solidariedade ganham força em várias regiões

Além do espetáculo de drones, a teleSUR afirma que apoiadores seguem mobilizados em diferentes regiões do país para escrever cartas de apoio e solidariedade a Maduro e Cilia Flores. O texto sugere que essa iniciativa busca combinar pressão política com manifestações de apoio pessoal e simbólico, fortalecendo a imagem de coesão do campo governista.

Ao destacar cartas e ações públicas, a reportagem indica que a campanha pretende manter o tema vivo e produzir sinais de continuidade e resistência, enquanto autoridades e militantes cobram o retorno do presidente e da primeira-dama.

☉ O que o episódio sinaliza no ambiente político venezuelano

O ato com drones, tal como descrito, cumpre dois papéis simultâneos. O primeiro é comunicar uma exigência direta, a libertação de Maduro e Cilia Flores, com forte apelo emocional e simbólico. O segundo é reafirmar a presença de lideranças e estruturas de governo em Caracas, com a participação de Delcy Rodríguez e de figuras políticas citadas como parte do núcleo institucional.

Na prática, o evento se soma a uma sequência de mobilizações que a teleSUR relaciona à conjuntura aberta desde 3 de janeiro, com a emissora apresentando o caso como consequência de uma ação militar estrangeira. O espetáculo, assim, atua como peça de comunicação política para reforçar unidade interna e projetar a mensagem de que a reivindicação por libertação seguirá no centro das mobilizações.

Fonte: Brasil 247 com informações da TeleSur

Prefeitura de Apucarana amplia o lazer das famílias com o primeiro parque infantil temático no Parque Jaboti

O novo espaço estimula o desenvolvimento infantil e a brincadeira ao ar livre, fortalecendo o convívio familiar e comunitário

Com a presença do personagem infantil Mario Bros e centenas de famílias, a Prefeitura de Apucarana inaugurou nesta sexta-feira (23/01), no Parque Municipal Jaboti, o primeiro de uma série de três parques infantis temáticos planejados pela atual gestão. A iniciativa integra um planejamento voltado à valorização dos espaços públicos e ao fortalecimento da convivência familiar e comunitária.

Localizado ao lado da Academia ao Ar Livre (AAL) e do playground já existente, o novo parque tem como destaque um grande barco temático, equipado com escorregador e diversas atrações internas. O espaço conta ainda com tirolesa, gira-gira duplo no estilo chapéu mexicano, trepa-trepa para escalada, cama elástica e balanços, oferecendo opções variadas de recreação para crianças de até 12 anos. O investimento foi de aproximadamente R$ 195 mil, com recursos próprios do município.

O prefeito Rodolfo Mota destacou que a escolha do Parque Jaboti para a primeira instalação é simbólica, por se tratar de um dos principais cartões-postais de Apucarana, e anunciou os locais dos próximos parques. Segundo ele, o segundo será inaugurado na próxima quarta-feira (28/01), às 16 horas, no Parque Ecológico da Raposa, como parte das comemorações pelos 82 anos do município. Um terceiro parque será instalado no Bosque Municipal, que passa por processo de revitalização. “São espaços pensados para cuidar das nossas crianças, fortalecer a convivência familiar e valorizar os espaços públicos da cidade. É um investimento com impacto real na qualidade de vida da população, que amplia as opções de lazer ao ar livre, contribui para a socialização e o desenvolvimento infantil, além de criar novos ambientes de convivência para as famílias”, afirmou o prefeito, ressaltando que estudos apontam benefícios físicos, cognitivos, sociais e emocionais proporcionados por parques infantis ao ar livre.

Acompanhada de tias e primas, a pequena Aniele de Souza, moradora do Jardim Catuaí, aprovou a novidade. “Muito lindo e divertido. Nunca tinha ido em uma tirolesa e hoje estou realizando esse sonho”, contou. A tia, Ana Maria Coladino de Souza, também elogiou a iniciativa. “É uma coisa muito boa que a Prefeitura fez. Olha quanta gente veio prestigiar. Minhas sobrinhas estão adorando e eu fico muito feliz em saber que a cidade hoje conta com mais opções para as crianças crescerem saudáveis”, disse.

O secretário municipal de Meio Ambiente, Diego Silva, destacou que a inauguração do parque temático simboliza a transformação positiva do Parque Municipal Jaboti, iniciada no começo da atual gestão. “Quando o prefeito Rodolfo Mota me convidou para assumir a Secretaria de Meio Ambiente, uma das primeiras orientações foi o resgate e o cuidado com espaços como o Lago Jaboti e o Parque da Raposa. São locais que fazem parte da memória das famílias de Apucarana e que precisavam ser valorizados”, afirmou. Para ele, a entrega do parque temático no mês de aniversário da cidade representa um presente para toda a população. “Não é apenas para as crianças. Quando a criança está feliz, a família toda está feliz. Este é o primeiro parque temático de Apucarana, e é só o começo. Ainda teremos novas entregas e surpresas nesta programação dos 82 anos da cidade”, afirmou.

Ainda sobre as melhorias no Parque Jaboti, o secretário lembrou que, em janeiro do ano passado, poucos dias após o início da gestão, o município enfrentou um problema grave no lago com a morte de dezenas de peixes. “Naquele momento, havia preocupação da imprensa e da população com a possibilidade de poluição, mas a causa era a falta de oxigenação, já que o lago é artificial. O prefeito determinou que o problema fosse resolvido, e descobrimos que os aeradores estavam comprados há quase dez anos, ainda encaixotados”, relatou.

Segundo o secretário, após a instalação dos equipamentos, a situação foi definitivamente resolvida. “Em abril agora completa quase um ano sem registro de morte de peixes no Lago Jaboti. Fizemos o que precisava ser feito”, pontuou.

Outro avanço destacado foi a regularização ambiental do espaço. “Desde a sua criação, o Jaboti não era oficialmente reconhecido como parque, o que impedia o município de receber recursos do ICMS Ecológico. No ano passado, sob o comando do prefeito Rodolfo, regularizamos o Parque Jaboti, assim como outras áreas ambientais. Agora, o Jaboti passa a receber esse recurso, que retorna em benefícios para o próprio parque”, concluiu.

Fonte: Prefeitura de Apucarana

Prefeitura de Apucarana lança a Operação Guerra Contra a Dengue e mobiliza força-tarefa para salvar vidas

Ação integrada envolve várias secretarias, reforça a prevenção e amplia fiscalização e limpeza de terrenos baldios em Apucarana


O prefeito Rodolfo Mota e o secretário municipal de Saúde, médico Guilherme de Paula, lançaram nesta sexta-feira (23/01), em ato realizado no Centro Cívico José de Oliveira Rosa, a edição 2026 da campanha Guerra Contra a Dengue. A iniciativa mobiliza diversas secretarias municipais para intensificar o enfrentamento ao mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti, e promover, junto à sociedade, um chamado à responsabilidade coletiva, ao cuidado com as pessoas e à prevenção como principal ferramenta para salvar vidas.

Além de reforçar a orientação para a limpeza dos quintais, eliminando materiais que possam acumular água parada, a edição deste ano concentra atenção especial nos terrenos urbanos vazios sem a devida conservação. “Estamos saindo na frente. Hoje, Apucarana não registra nenhum caso confirmado de dengue e é exatamente por isso que precisamos intensificar o trabalho e eliminar focos e criadouros. A equipe de endemias já identificou aumento na circulação do Aedes aegypti, e isso exige ação imediata. Dengue não é brincadeira. Manter terrenos sujos ou jogar lixo em terrenos baldios, beiras de córregos ou áreas de mata é permitir que o mosquito se prolifere e contamine alguém que pode ir a óbito. Isso é um absurdo e precisa ser combatido”, afirmou o prefeito Rodolfo Mota.

O prefeito destacou que, neste ano, a mensagem da campanha será ainda mais firme. “Haverá fiscalização. Vamos combater qualquer situação que coloque em risco a nossa cidade e a nossa população. O mosquito é pequeno, mas o problema é muito sério”, enfatizou Rodolfo Mota, lembrando que, devido à intensidade das ações realizadas pela Prefeitura no ano passado, a situação da dengue foi mais tranquila do que em 2024, quando o município enfrentou uma epidemia.

A força-tarefa da Guerra Contra a Dengue envolve as secretarias municipais de Saúde, Serviços Públicos, Guarda Civil Municipal, Comunicação Social, Meio Ambiente e Educação, por meio das escolas e CMEIs. “Não existe guerra apenas da Saúde ou do agente de endemias. A guerra contra a dengue é de todos nós. Contudo, quem não colaborar vai colher consequências. A Guarda Civil Municipal vai nos ajudar com uma fiscalização efetiva, inclusive conduzindo à delegacia aquelas pessoas que descartam lixo em beiras de matas, rios e terrenos, colocando em risco a vida do próximo”, reforçou o prefeito.

Rodolfo Mota também fez um apelo direto à população. “Essa guerra só será vencida com a participação de todos. O nosso objetivo é proteger a cidade e não perder nenhuma vida para a dengue em 2026. Esse é o nosso compromisso, todos os dias”, convocou.

Com 52 notificações registradas e 44 já descartadas, Apucarana ainda não confirma nenhum caso positivo da doença neste ano, conforme dados do segundo Informe Epidemiológico de Arboviroses Urbanas, publicado semanalmente pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). “No ano passado, iniciamos o combate principalmente dentro das residências, em uma ação conjunta com o Exército. Naquele momento, as avaliações das ovitrampas indicavam maior concentração do mosquito nas áreas residenciais. Reavaliamos agora e os resultados apareceram: hoje, nesses locais, a quantidade de mosquitos é muito menor”, explicou Matheus Machado, chefe do Setor de Endemias.

Segundo ele, o novo desafio identificado são os terrenos baldios, especialmente pelo acúmulo de lixo. “Nossa atuação agora será intensificada nesses locais e, se necessário, promoveremos a limpeza. Sabemos que essa é uma responsabilidade do proprietário, mas não podemos esperar. Ao executar o serviço, o município lançará o custo do trabalho e aplicará multa ao responsável”, esclareceu.

O secretário municipal de Saúde, Guilherme de Paula, destacou a importância das ações preventivas. “Após a ação realizada no ano passado, ficamos seis meses sem registro de casos de dengue. Tivemos apenas um caso em dezembro e iniciamos este ano sem nenhum caso confirmado. Isso mostra que o trabalho dá resultado. A dengue sobrecarrega o sistema de saúde e exige uma mobilização intensa quando os casos aumentam. Por isso, nosso esforço é preventivo. Se Deus quiser, teremos uma melhora ainda maior neste ano”, afirmou.


O trabalho contará ainda com o suporte da Secretaria de Serviços Públicos, que atuará na limpeza de terrenos baldios e no recolhimento de inservíveis, por meio das ações agendadas de “bota-fora” nos bairros. “Esse é o tema que mais me tira o sono, porque envolve vidas. Ainda existe pouca colaboração da população, mas isso também é uma questão cultural, e acreditamos que esse cenário está mudando graças ao trabalho de conscientização e à parceria entre as secretarias. Recebemos mais de 150 protocolos de pedidos de limpeza de imóveis em apenas dois dias, o que é um bom sinal, mas também representa muito trabalho. Já começamos a organizar as equipes e iniciamos os serviços”, afirmou o secretário Wendel Metta.

Presenças – Participaram do lançamento da campanha a secretária municipal da Mulher e Assuntos da Família e primeira-dama Karine Mota, o vice-prefeito Marcos da Vila Reis, o comandante da Guarda Civil Municipal (GCM), Fábio de Souza, e os vereadores Moisés Tavares, Odarlone Orente, Tiago Cordeiro, Pablo da Segurança, Eliana Rocha, Danylo Acioli, Gabriel Caldeira, Luciano Facchiano, Sidnei da Levelimp e Guilherme Livoti.

Fonte: Prefeitura de Apucarana

Fachin faz nota em defesa de Toffoli após cobrança de ministros do STF

Manifestação sobre crise do Banco Master veio após conversas internas e pressão de colegas para que presidente do Supremo defendesse o relator do caso

Dias Toffoli e Edson Fachin (Foto: Ton Molina/STF | Rosinei Coutinho/STF)

A primeira manifestação pública do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, sobre a crise envolvendo o Banco Master ocorreu após uma rodada de conversas com colegas da corte e cobranças diretas para que ele saísse em defesa do ministro Dias Toffoli, relator das investigações. O gesto foi interpretado internamente como necessário para preservar a unidade do tribunal e conter o desgaste institucional.

As informações foram publicadas pela Folha de S.Paulo, que mostrou que, ao longo dos últimos dias, ministros do STF articularam uma resposta institucional à crise de imagem da corte. Nesse contexto, magistrados afirmaram a Fachin que era fundamental que a presidência se posicionasse publicamente para demonstrar o “espírito de corpo” do Supremo, sobretudo diante das críticas direcionadas a Toffoli.

Segundo relatos, Fachin vinha enfrentando um impasse sobre como marcar posição em defesa da ética e avançar no debate sobre a implementação de um código de conduta no STF sem provocar reações internas adversas. Conforme revelou a Folha, a avaliação era de que uma postura mais incisiva poderia ser interpretada como provocação a colegas, aprofundando divisões internas e levando ao isolamento do presidente da corte.

Pelo menos três ministros, de acordo com interlocutores, resistem à fixação imediata de diretrizes éticas e defendem que o tema seja temporariamente suspenso até que as tensões diminuam. Para esse grupo, a defesa do código de conduta em um momento delicado poderia servir de munição para novas críticas do bolsonarismo ao Supremo.

Diante desse cenário, a orientação transmitida a Fachin foi para que, ainda que de forma provisória, deixasse a pauta do código em segundo plano e priorizasse uma manifestação de apoio institucional a Toffoli. A recomendação ganhou força após a Procuradoria-Geral da República (PGR) arquivar a representação que buscava afastar o ministro da relatoria do caso Master.

Na nota divulgada à imprensa na noite de quinta-feira (22), Fachin afirmou que Toffoli exerce “a regular supervisão judicial” das investigações sobre fraudes financeiras relacionadas ao banco. O presidente do STF também destacou que as críticas são legítimas no ambiente democrático, mas ressaltou que o tribunal “não se curva a ameaças ou intimidações”.

O texto não fez menção explícita ao código de ética. Embora trate do assunto em conversas reservadas com outros ministros, Fachin optou por uma abordagem mais ampla, afirmando apenas que “todas as instituições podem e devem ser aperfeiçoadas, mas jamais destruídas”, frase vista como tentativa de equilíbrio entre a defesa institucional e a cautela política.

Interlocutores do presidente do STF afirmam que a nota foi construída a partir de sugestões de colegas e buscou condensar, em um único texto, as diferentes visões existentes dentro da corte. A intenção teria sido reduzir ruídos internos e sinalizar coesão em um momento de forte exposição pública do Supremo.

A manifestação ocorreu em meio a alegações de suspeição contra Toffoli e à defesa, dentro da corte, de que as investigações sejam remetidas à primeira instância. Para parte dos ministros, essa alternativa representaria uma “saída honrosa”, já que, até o momento, não há linha investigativa que aponte para o envolvimento de autoridades com foro por prerrogativa de função.

Nesse entendimento, o envio do caso ao primeiro grau permitiria retirar o STF do centro da crise, preservando ao mesmo tempo a validade dos atos já praticados pelo relator. Toffoli, por sua vez, tem afirmado a auxiliares que sua imparcialidade não está em questão e que não há motivo para se afastar do processo.

Ao mesmo tempo, segundo relatos, o ministro indicou que os próximos passos da investigação —como os depoimentos previstos para a próxima semana— poderão fornecer elementos que justifiquem o envio do caso à primeira instância, encerrando, ao menos temporariamente, a atuação direta do Supremo no episódio.

Fonte: Brasil 247 com informações publicadas na Folha de S. Paulo

PSD vê racha entre Flávio e Tarcísio como chance para Ratinho Jr.

Para Kassab, racha entre Flávio Bolsonaro e Tarcísio cria brecha para atrair outras siglas ao projeto presidencial do governador do Paraná

       Gilberto Kassab e Tarcísio de Freitas (Foto: Reprodução/Facebook)

Diante da disputa de bastidores pelo protagonismo da direita entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), e o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, passaram a atuar para transformar o impasse em oportunidade eleitoral. A avaliação interna é que a divisão no campo conservador abriu espaço para a construção de um novo polo de articulação em torno de uma candidatura própria ao Palácio do Planalto em 2026, com foco especial no União Brasil.

A movimentação foi revelada pelo jornal O Globo e ganhou corpo nas últimas semanas. Em reuniões internas, Ratinho Júnior passou a afirmar de forma direta que está decidido a disputar a Presidência da República. Kassab, por sua vez, tem reforçado publicamente e em conversas reservadas que, no cenário atual, o governador do Paraná reúne as melhores condições para representar o PSD na eleição presidencial, ainda que o partido mantenha outros nomes no radar e acompanhe os movimentos do Republicanos e do PL.

Na leitura da cúpula do PSD, a indefinição entre Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas não apenas atrasa a organização da direita como cria um vácuo de liderança. Flávio se apresenta como herdeiro político do bolsonarismo, mas enfrenta dificuldades para ampliar alianças além do núcleo ideológico. Tarcísio, por sua vez, alterna acenos ao projeto presidencial com sinais de que pode disputar a reeleição em São Paulo, o que, segundo aliados de Ratinho Júnior, favorece o paranaense.

Na sexta-feira, Tarcísio voltou a afirmar que seu projeto político está concentrado na reeleição em São Paulo e negou qualquer pressão do entorno bolsonarista por uma definição mais clara sobre 2026. Durante agenda em Embu das Artes, na região metropolitana paulista, o governador reforçou o apoio a Flávio Bolsonaro e minimizou os ruídos internos no campo da direita.

"Não tem nada de pressão. Até porque agora a gente vai trabalhar muito em prol do Flávio Bolsonaro, não vai ter problema nenhum com relação a isso. Acho que, com o tempo, as coisas vão se acomodando. Isso é absolutamente normal. Tenho certeza que teremos uma candidatura muito competitiva", afirmou Tarcísio.

A disposição de Flávio em disputar o Planalto mesmo sem o respaldo unânime da direita anima Kassab a avançar com o projeto presidencial de Ratinho Júnior. Segundo pessoas próximas ao dirigente do PSD, esta é a primeira vez que Kassab sustenta de forma concreta a candidatura do paranaense, não apenas como instrumento de negociação. O cálculo inclui também o segundo turno: internamente, a avaliação é que Ratinho teria mais chances contra o presidente Lula em um cenário com Flávio do que em uma disputa polarizada com Tarcísio.

Nesse contexto, uma estratégia de campanha começa a ser desenhada, com a participação do marqueteiro argentino Jorge Gerez. Entre as linhas em estudo está o uso da imagem do apresentador Carlos Massa, o Ratinho, como ativo eleitoral, além da exploração da segurança pública como vitrine administrativa, destacando indicadores do Paraná, investimentos em tecnologia e o uso de inteligência artificial.

Apesar do entusiasmo da direção nacional, dirigentes reconhecem entraves relevantes na montagem de palanques regionais. Em estados estratégicos, alianças locais do próprio PSD com o PT — como no Rio de Janeiro, Bahia e Piauí — dificultam um discurso nacional de oposição. Minas Gerais é tratado como ponto central da articulação, com diálogo em curso entre Ratinho Júnior e o governador Romeu Zema (Novo), em busca de um palanque competitivo e com autonomia regional para 2026.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Lula convoca participação política da população e alerta para eleições: "ou nós assumimos, ou eles assumem"

Presidente defende reforma agrária, cobra engajamento eleitoral e critica o avanço do unilateralismo no mundo

Lula convoca participação política da população e alerta para eleições: "ou nós assumimos, ou eles assumem" (Foto: Ricardo Stuckert)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ressaltou, em discurso, a necessidade da participação política da população brasileira na disputa eleitoral deste ano, ao nesta sexta-feira (23), do encerramento do 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), no Parque de Exposições Agropecuárias de Salvador (BA).

◎ Reforma agrária e fortalecimento do Incra

Durante a fala, Lula anunciou que pretende intensificar o diálogo com os movimentos do campo e marcou uma nova rodada de discussões para as próximas semanas. “Eu já combinei com a direção do MST que ainda no meio de fevereiro quero ter uma reunião com o agrupamento do movimento rural nesse país para discutir com mais precisão tudo o que foi feito e o que precisa ser feito no próximo período”, afirmou.

O presidente relembrou que, ao assumir o mandato em 2023, solicitou um levantamento nacional de terras destinadas à reforma agrária, incluindo áreas em conflito ou passíveis de desapropriação. Segundo ele, o trabalho esbarrou na falta de estrutura do Incra. “Acontece que quando os companheiros tomaram posse, a primeira dificuldade que eles encontraram é que o INCRA não tinha estrutura sequer para fazer 10% das coisas que eu queria que fosse feito. Então é preciso reestruturar, fazer concurso, contratar mais gente”, disse.

◎ Bancos públicos e medidas para pequenos produtores

Lula destacou o papel dos bancos públicos no apoio às políticas voltadas ao campo. “Eu acho que pela primeira vez a gente vai no encontro dos Sem Terra aplaudir o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, porque no nosso governo eles funcionam a serviço do povo trabalhador desse país”, declarou.

Entre as ações citadas, o presidente mencionou iniciativas para fortalecer a produção leiteira. “A gente tem interesse de ainda este ano, distribuir 300 mil embriões para melhorar a qualidade do rebanho leiteiro dos pequenos produtores rurais brasileiros que vivem da produção de leite”, afirmou. Ele também falou sobre a tentativa de viabilizar uma unidade de beneficiamento. “Vamos tentar financiar uma fábrica de laticínio de leite em pó, uma fábrica de leite em pó aos pequenos produtores.”

◎ Participação política e eleições

O principal eixo do discurso foi o chamado à organização política e eleitoral. Lula afirmou que a correlação de forças no Congresso dificulta avanços sociais. “Não adianta a gente sonhar muito e depois o resultado eleitoral coloca 574 deputados como bancada ruralista e apenas dois sem terra eleitos como deputados federais”, afirmou.

Em seguida, alertou para os riscos da omissão política. “Vocês sabem qual é a desgraça de quem não participa da vida política? Vocês sabem qual é a desgraça de quem não gosta de política? É que é governado por quem gosta”, disse. Para ele, a participação direta é decisiva para mudar esse cenário. “Se quem gosta não gosta de nós, não vai acontecer nunca as coisas que nós queremos”, completou.

Lula também relatou o episódio que o levou a defender a criação de um Partido de Trabalhadores, no fim dos anos 1970, após constatar a baixa presença de representantes da classe trabalhadora no Congresso Nacional. “Quando eu cheguei lá, eu descobri que só tinha dois trabalhadores no Congresso Nacional”, afirmou. “Então não tem jeito. Eu vou ter que criar um partido. E criei um partido.”

◎ Agricultura familiar e produção de alimentos

O presidente defendeu que os movimentos sociais deem maior visibilidade ao papel da agricultura familiar na alimentação do país. “Quando a gente critica o agronegócio, 90% das críticas é verdadeira. Mas a contrapartida é dizer o que nós fizemos”, disse. Em seguida, reforçou: “Quem é que produz alimento? Quem é que luta contra o agrotóxico? Quem é que tenta produzir o alimento que vai para a nossa mesa? Somos nós.”

Segundo Lula, é necessário deixar claro o destino da produção. “O agronegócio produz para exportar e o pequeno produz para a gente comer. E isso precisa ficar claro para a sociedade brasileira”, afirmou.

◎ Economia, emprego e renda

Ao longo do discurso, Lula comparou indicadores econômicos de diferentes períodos e citou avanços recentes. Sobre o salário mínimo, declarou: “o salário mínimo, com o aumento além da inflação, foi para R$1.621, que é muito pouco, mas é o dobro do que era sem a gente colocar o PIB”.

O presidente também mencionou crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), queda do desemprego e ampliação do crédito rural, relacionando esses fatores à melhoria das condições de vida da população.

◎ Política internacional e defesa da paz

Na parte final, Lula abordou o cenário internacional e mencionou a eleição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, além de mudanças políticas em países da América Latina. Para ele, o mundo vive um período de instabilidade. “Nós estamos vivendo um momento muito crítico na política mundial”, afirmou, ao criticar o enfraquecimento do multilateralismo.

Lula citou declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre poderio militar. “Toda vez que o presidente Trump fala na televisão, ele fala: ‘eu tenho o exército mais forte do mundo’”, disse. Ao reafirmar sua posição, declarou: “Eu não quero guerra, eu sou um homem da paz”, defendendo o diálogo e a diplomacia. “Eu quero fazer guerra com o poder do convencimento, com argumento, com narrativas, mostrando que a democracia é imbatível.”

◎ Encerramento e chamado à mobilização

Ao encerrar o discurso, Lula voltou a destacar a importância da disputa política. “Ou nós assumimos ou eles assumem”, afirmou. Ele também disse que pretende enfrentar a desinformação durante o processo eleitoral. “Nós vamos mostrar que esse é o ano da verdade. Nós vamos mostrar que a mentira não vai prevalecer.”

Fonte: Brasil 247

Moraes manda desmontar acampamentos na Papuda após pedido da PGR


           O ministro Alexandre de Moraes. Foto: Divulgação

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a retirada imediata de acampamentos montados em frente ou nas imediações da Penitenciária Federal de Brasília, no Complexo da Papuda.

A ordem inclui o Núcleo de Custódia da Polícia Militar, conhecido como “Papudinha”, onde está preso o ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão foi tomada no âmbito da Petição 15285, a partir de representação da Procuradoria-Geral da República.

Segundo a PGR, após a transferência de Bolsonaro para a unidade prisional, manifestantes instalaram barracas no local e passaram a exibir faixas pedindo anistia e liberdade ao ex-presidente. A Procuradoria apontou que o ato tinha como objetivo declarado exercer pressão sobre o STF e poderia comprometer a segurança do estabelecimento penal.

Ao analisar o pedido, Moraes afirmou que os direitos de reunião e de livre manifestação não são absolutos. Para o ministro, esses direitos devem ser exercidos dentro de limites compatíveis com a ordem pública, a segurança e o funcionamento regular das instituições, especialmente em áreas sensíveis como o entorno de uma penitenciária federal de segurança máxima.

O relator destacou que o perímetro do complexo prisional integra rotas utilizadas para escoltas federais e deslocamento de internos e autoridades. Segundo ele, a ocupação do espaço representa risco concreto à segurança pública e à execução penal, além de interferir no regular cumprimento de decisões judiciais.

Fachada do presídio da Papuda, em Brasília Foto: Reprodução
Na decisão, Moraes relembrou os acampamentos instalados em frente a quartéis do Exército após as eleições de 2022, que, segundo ele, foram tolerados por omissão de autoridades e acabaram culminando nos atos violentos de 8 de janeiro de 2023. Para o ministro, a repetição desse cenário é “inadmissível” diante dos danos institucionais já registrados.

A representação da PGR também mencionou a convocação de uma “Caminhada da Paz” para os próximos dias e a mobilização de parlamentares em apoio aos manifestantes. De acordo com o órgão, as iniciativas guardam semelhança com estratégias adotadas antes dos ataques às sedes dos Três Poderes.

Moraes citou precedentes nacionais e internacionais para sustentar que manifestações podem sofrer restrições proporcionais de tempo, local e forma quando colocam em risco a segurança, a ordem pública ou os direitos de terceiros. Ele afirmou que a liberdade de expressão não pode ser usada como instrumento de intimidação ou coação do Poder Judiciário.

A decisão determina que os órgãos de segurança do Distrito Federal, em especial a Polícia Militar, adotem imediatamente as providências necessárias para a remoção dos acampamentos e para impedir novas ocupações no local. O texto também autoriza a prisão em flagrante de pessoas que resistirem ou descumprirem a ordem judicial.

Por fim, o ministro ordenou a notificação das secretarias de Segurança Pública e de Assuntos Penitenciários do DF, além da Polícia Federal, para garantir o cumprimento da medida. Segundo Moraes, a determinação busca preservar a ordem pública, assegurar a execução da pena e evitar a repetição de práticas que atentem contra o Estado Democrático de Direito.

Fonte: DCM

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

RedeTV! promove demissão em massa e gera pânico nos bastidores


     Estúdio da RedeTV! Foto: Reprodução

A RedeTV! promove nesta quinta (23) uma onda de demissões que atinge diretamente o setor de jornalismo. Segundo relatos de bastidores, ao menos 20 profissionais já foram dispensados, incluindo integrantes das equipes de operação, técnica e reportagem. A movimentação ainda está em curso, com uma lista que pode alcançar cerca de 60 cortes.

Segundo a coluna de Fábia Oliveira no Metrópoles, o clima interno é descrito como de forte apreensão. Funcionários relatam sensação de pavor e insegurança diante da possibilidade de novas demissões ao longo do dia, em um processo que tem afetado diferentes núcleos do jornalismo da emissora. A falta de comunicação clara sobre o alcance da reestruturação amplia a tensão nos corredores.

As demissões ocorrem uma semana após a saída de Luciana Gimenez, que deixou a RedeTV! depois de mais de 25 anos. Na ocasião, a saída já era vista internamente como parte de um movimento mais amplo de mudanças, e não como um caso isolado. Fontes apontam que a emissora passa por um redesenho profundo de suas equipes.

A reestruturação está ligada ao afastamento de profissionais associados a Marcelo de Carvalho, que recentemente vendeu sua participação na empresa ao sócio Amilcare Dallevo Jr.. A saída de Luciana teria sido articulada ainda em dezembro e, segundo relatos que circulam internamente, contou com a influência de Daniela Albuquerque, esposa de Dallevo, informação comentada nos bastidores da emissora.

Fonte: DCM com informações da coluna da jornalista Fábia Oliveira, no Metrópoles