quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

VÍDEO – Frota zomba de caminhada de Nikolas rumo a Brasília: “Vou encontrar com eles”


     O ex-deputado Alexandre Frota e o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). Foto: Reprodução

O ex-deputado e agora vereador por Cotia (SP), Alexandre Frota, ironizou a caminhada anunciada pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e disse que também irá a pé até Brasília, mas com outro objetivo: assistir à final da Supercopa do Brasil entre Flamengo e Corinthians. A provocação foi feita em vídeo publicado nesta terça-feira (20) nas redes sociais.

Nikolas anunciou que caminhará do interior de Minas Gerais até a capital federal para lutar “pela liberdade e pela justiça” e pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF) a autorizar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Frota reagiu com deboche e afirmou que fará o mesmo trajeto para acompanhar a decisão do torneio nacional.

“Eu também vou caminhar e encontrar com eles. 200 km até Brasília, vai ser demais. Mal posso esperar por esse encontro. É a caminhada da liberdade, a caminhada da vitória do Flamengo”, ironizou Frota.

No vídeo, o vereador aparece caminhando à beira de uma rodovia e, em seguida, veste uma camisa do clube carioca. A final da Supercopa está marcada para 1º de fevereiro, enquanto a caminhada liderada por Nikolas tem previsão de chegada a Brasília no domingo, dia 25.


Críticas à iniciativa

O deputado federal Rogério Correia classificou a caminhada como “encenação” e afirmou que a tentativa de levar Bolsonaro à prisão domiciliar “não vai funcionar”. “Inventar problemas médicos para escapar da responsabilização penal é tática velha de quem tem medo da Justiça. Já vimos esse roteiro antes e não cola mais”, provocou.

A deputada Célia Xakriabá também ironizou a mobilização e disse que Nikolas “faz de tudo para não ter que trabalhar”. Já o vereador de Belo Horizonte Pedro Rousseff criticou a iniciativa e chamou os condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de “terroristas”.

“Sabe o que é o mais triste? É que nós, brasileiros, pagamos uma carga tributária altíssima para bancar o salário desse menino”, afirmou, acrescentando que a caminhada não defende pautas sociais como melhores salários ou combate à miséria.

Fonte: DCM

VÍDEO: Após bate-boca, Ana Paula Renault debocha de “Legendário” no BBB


       Brigido e Ana Paula Renault, participantes do BBB. Foto: reprodução

Após “vencer” o primeiro paredão da temporada, que causou a eliminação de Aline Campos no “BBB 26”, Ana Paula Renault protagonizou uma nova discussão na casa. Ela iniciou embate com Brigido, criticando suas ofensas pessoais. “Me chamou de mau-caráter, isso é gravíssimo. Eu jamais falaria isso de você”, afirmou Ana Paula, defendendo que as críticas deveriam ficar no campo do jogo.

A discussão se intensificou e Ana Paula partiu para a provocação, ironizando o grupo “Legendários”, do qual Brigido faz parte. “Vai ter que subir muita montanha [para me tirar do sério]”, disse ela. Pronto para o embate, Brigido respondeu: “Estou pronto para isso.”

O conflito começou logo após o resultado do paredão, com Ana Paula também trocando farpas com Alberto Cowboy sobre os votos. As interações acaloradas marcaram a madrugada na casa, com os participantes analisando as jogadas e alianças após a saída de Aline Campos.

Fonte: DCM

Com exemplo do Paraná, Teixeira destaca reforma agrária sem conflitos violentos

Convidado do “Bom Dia, Ministro” desta terça (20/1), o titular do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar também apontou possíveis ganhos a partir do Acordo Mercosul-UE com ampliação do acesso de produtos brasileiros ao mercado europeu

Ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar esteve no Bom Dia. Ministro, do Canal Gov

Para ilustrar o progresso da reforma agrária, o ministro Paulo Teixeira destacou ao longo do programa “Bom Dia, Ministro” o acordo histórico que solucionou o maior e mais antigo conflito fundiário do País, garantindo 34 mil hectares para a Reforma Agrária no Paraná. O acordo que envolveu a empresa Araupel é o desfecho de uma luta de 30 anos, desde a ocupação da Fazenda Giacometti-Marodin (pertencente à Araupel), em 1996, em Rio Bonito do Iguaçu. O titular do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar foi entrevistado por profissionais de imprensa – rádios e portais — de várias regiões do país nesta terça-feira, 20 de janeiro.

A pactuação cria e regulariza assentamentos, contemplando cerca de 3 mil famílias que se somam a outras 4 mil. O entendimento, que contou com a fundamental participação do Ministério da Fazenda e da AGU, destina áreas à Reforma Agrária nos municípios de Espigão Alto do Iguaçu, Nova Laranjeiras, Quedas do Iguaçu e Rio Bonito do Iguaçu. O acordo contou com a anuência do Ministério Público Federal (MPF) e a aprovação dos movimentos sociais – incluindo o compromisso com a criação de novos assentamentos para mais famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na região.

 "É um acordo de natureza pública, republicana e que favorece as famílias que lutam pela terra há 30 anos no Paraná e que vão se desenvolver. Daqui a uma geração, as famílias vão estar em outro patamar socioeconômico. E a região também ganhará com isso, porque vai ter desenvolvimento acelerado”, afirmou o  ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

Paulo Teixeira ressaltou que as três décadas de duração da contenda demonstram a dificuldade para se alcançar o acordo. “Trinta anos para resolver mostra que não foi fácil. O que ficou para este governo foram os temas mais difíceis nesta área. O acordo foi possível porque vários atores tiveram papel muito importante”, relatou. “É uma fazenda que foi ocupada desde 1996 e que foi cenário para duas fotos icônicas do fotógrafo Sebastião Salgado: uma das pessoas entrando na fazenda – uma foto que girou o mundo – e de uma garota que é a cara da luta pela reforma agrária”, disse Teixeira.

O ministro discorreu sobre o tema, prioritário para o MDA, e agradeceu a ajuda de outros órgãos governamentais, além da participação das famílias acampadas nas localidades. “Quero parabenizar a equipe do Incra e o seu presidente César [Aldrighi], toda a equipe do MDA, e agradecer ao ministro Fernando Haddad, da Fazenda, que ajudou muito no acordo. Agradeço o ministro Jorge Messias, da Advocacia-Geral da União, e sua equipe, e à boa vontade do Judiciário do Paraná, e da Câmara de Conciliação do Paraná”, mencionou.

Ele projetou ainda as perspectivas para a região após a solução do impasse. “A fazenda é o que a gente chama de uma área reformada de reforma agrária, que costuma dar muito certo. Aqui no Brasil, a Serra Gaúcha é um exemplo de um programa de reforma agrária que foi feito para italianos pobres no final do século 19 e que hoje virou uma região industrial poderosa. Ali vai virar uma região de produção de alimentos, e um mercado de consumo que vai propiciar, inclusive, agroindustrialização”, elencou.

“É um acordo de natureza pública, republicana e que favorece as famílias que lutam pela terra há 30 anos no Paraná e que vão se desenvolver. Daqui a uma geração, as famílias vão estar em outro patamar socioeconômico. E a região também ganhará com isso, porque vai ter desenvolvimento acelerado”, resumiu Paulo Teixeira.

MERCOSUL/UNIÃO EUROPEIA — Teixeira também falou sobre outro acordo também celebrado após quase três décadas de negociações: o Acordo Mercosul-União Europeia, recentemente aprovado pelo Conselho Europeu e que ganhou força no ano passado, quando o Brasil liderou as tratativas durante a presidência Pro Tempore do Mercosul, encerrada no final de dezembro de 2025 e assumida pelo Paraguai. A aprovação do acordo cria uma das maiores áreas de livre comércio do planeta e consolida a integração entre dois dos maiores blocos econômicos globais.

“Quem predomina na produção de café no Brasil são os agricultores familiares do país inteiro. Eles vão ganhar muito, inclusive porque agora poderão vender o café já processado sem taxas para a União Europeia. O Brasil tem procurado diversificar os seus mercados, inclusive, neste episódio em que tivemos aumento de tarifas pelos Estados Unidos, se abriu um mercado de grande tamanho, consumidor e rico, porque os europeus poderão comprar vários produtos da agricultura familiar”, declarou Teixeira.



PRODUTOS EM VANTAGEM — O acordo prevê eliminar as tarifas de importação de 77% dos produtos agropecuários que a União Europeia compra do Mercosul. Isto permite que o agro brasileiro aumente vendas de diversos itens, como café, frutas, peixes, crustáceos e óleos vegetais, que terão taxas de importação gradualmente zeradas na Europa, como reforçou o ministro Paulo Teixeira.

“Por exemplo, o açaí está bombando no mundo inteiro, mas temos também manga, uva, melão. Os agricultores familiares poderão vender os seus produtos na Europa sem taxas e assim vão ganhar muito quando for aberto todo o mercado para a agricultura familiar brasileira. Eu acho que esse acordo vai ajudar a aumentar a força da agricultura familiar no Brasil”, afirmou o titular do Desenvolvimento Agrário.

Para o setor agrícola, o acordo é avaliado como sem precedentes por envolver dois dos maiores agentes mundiais do setor. A União Europeia foi a maior exportadora e a segunda maior importadora agrícola em 2024 — teve corrente comercial agrícola com o mundo de US$ 494,18 bilhões. O Brasil foi o terceiro maior exportador agrícola mundial em 2024 (US$ 144,8 bilhões) e o principal fornecedor de produtos agrícolas ao mercado europeu.

Em 2025, foram exportados US$ 21,8 bilhões de produtos agrícolas para a UE, 44% da pauta exportadora brasileira para o bloco. A expectativa é que a demanda europeia torne os produtos nacionais mais competitivos, eleve a qualidade da oferta e viabilize maior diversificação da pauta exportadora agrícola brasileira no mercado internacional.

QUEM PARTICIPOU  O “Bom Dia, Ministro” é uma coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Participaram do programa desta terça-feira a Rádio Nacional de Brasília, Amazônia e Alto Solimões (EBC), Portal Porque (Sorocaba/SP); Rádio Bandeirantes (Goiânia/GO); Jornal O Imparcial (São Luís/MA); Rádio CBN (Foz do Iguaçu/PR); Rádio BandNews (Salvador/BA); Portal Estado de Minas (Belo Horizonte/MG) e Rádio Clube do Pará (Breves/PA).

Fonte: Agência Gov

MEC autoriza construção de cinco campi do Instituto Federal do Paraná


     Foto: Angelo Miguel/MEC

O Ministério da Educação (MEC) autorizou, nesta terça-feira (20), o início da execução das obras de construção de novos campi do Instituto Federal do Paraná (IFPR). O ministro da Educação, Camilo Santana, e o reitor do IFPR, Adriano Willian da Silva Viana Pereira, assinaram os termos de início de execução das obras durante cerimônia de entrega da Carteira Nacional Docente do Brasil (CNDB), em Curitiba.

Ao todo, estão sendo investidos R$ 125 milhões, por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), para a construção e a aquisição de equipamentos e mobiliário das unidades de Maringá, Araucária, Cianorte, Cambé e Toledo, no Paraná. As iniciativas integram a estratégia do Governo do Brasil de criar mais de 100 novos institutos federais pelo país. Os novos campi atenderão regiões que ainda não possuem unidades do IFPR ou que apresentam baixo número de matrículas em cursos técnicos de nível médio em relação à população local. A expansão busca ampliar oportunidades de formação profissional e tecnológica, contribuindo para o desenvolvimento regional e a inclusão educacional no estado.

“Cerca de 90% da pesquisa, da tecnologia e da inovação do Brasil vêm de instituições públicas como os institutos federais. E isso em todas as áreas: de engenharia, em saúde, na área de segurança… Tudo isso é produção de conhecimento, que será ampliada com esses novos campi”, afirmou o ministro Camilo Santana.

Ainda pelo Novo PAC, o MEC está investindo outros R$ 37,3 milhões para a melhoria e a ampliação da infraestrutura dos campi existentes. De 2023 a 2025, já foram repassados R$ 28,9 milhões para construção de 12 restaurantes estudantis, novas salas de aula e laboratórios, sede própria de campus, entre outras ações de consolidação.

“Nossa palavra hoje é gratidão, muita gratidão. É a primeira vez que um ministro da Educação visita o IFPR e reconhece a importância dessa instituição, que agora terá 32 unidades, mas já transforma a vida de mais de 30 mil estudantes, que tem mais de 50 cursos técnicos, mais de 50 cursos de graduação e 6 cursos de mestrados profissionais, e que se propõe a dialogar com os territórios onde está instalada”, comemorou o reitor do IFPR, Adriano Willian da Silva Viana Pereira. Atualmente, o IFPR conta com 26 campi em funcionamento.

Agenda – A agenda em Curitiba também incluiu a entrega para professores do estado de 2 mil unidades da CNDB e de 66 vouchers de R$ 3 mil do Reconhecimento Mais Professores para compra de computadores e tablets.

Na manhã desta terça-feira (20), a comitiva do MEC visitou a obra de implantação do campus Arandu, da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), em Foz do Iguaçu. Na sequência, já em Curitiba, o ministro visitou o Núcleo de Escoamento Multifásico (Nuem) da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) – Sede Ecoville. No fim da tarde, Santana realizou uma visita ao Campus Curitiba do IFPR. 

Fonte: Ministério da Educação (MEC)

 

Pagamento do IPVA já chega perto de 70% em algumas cidades do Paraná; veja a lista

Os dados incluem tanto o total de veículos que já quitaram o tributo quanto aqueles que pagaram pelo menos uma das cotas. Ao todo, o Paraná já arrecadou R$ 1,96 bilhão até o dia 16 de janeiro.

IPVA 2026: veja como está o pagamento do imposto nos municípios do Paraná
Foto: Roberto Dziura Jr/AEN

Os pagamentos do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) já começaram para mais de 56% dos proprietários dos veículos do Paraná, inclusive com recorde histórico nos pagamentos à vista, reflexo da adesão dos contribuintes à alíquota reduzida de 1,9% vigente em 2026. Regionalmente, cerca de um terço dos municípios paranaenses já apresenta índices de pagamento inclusive acima da média estadual. Segundo dados da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) e da Receita Estadual, são 114 municípios nessa condição.

Os dados incluem tanto o total de veículos que já quitaram o tributo quanto aqueles que pagaram pelo menos uma das cotas. Ao todo, o Paraná já arrecadou R$ 1,96 bilhão até o dia 16 de janeiro.

Os pequenos municípios lideram proporcionalmente o pagamento de cotas do IPVA no Estado. É o caso de Bom Sucesso do Sul, na região Sudoeste, onde 69,1% da frota já está em dia com a Receita Estadual — dos 1.208 veículos tributados na cidade, 610 proprietários já quitaram o imposto e outros 225 optaram pelo pagamento parcelado. Em seguida aparecem Serranópolis do Iguaçu (67%), Pérola D’Oeste (66,4%), Quatro Pontes (65,5%), Nova Santa Rosa (65,3%), Sulina (65%), Capanema (64,8%), Planalto (64,3%).

Entre os maiores municípios paranaenses, o índice de pagamento do IPVA 2026 gira muito próximo da média estadual. Em Curitiba, foram 584.950 veículos que já pagaram pelo menos uma das cotas — total que corresponde a 40% de toda a frota. Em Cascavel, esse percentual fica na casa dos 55,4%, seguido de Londrina (55%) e Maringá (54,9%).

Na outra ponta, há aqueles municípios que apresentam índices mais baixos de adesão ao pagamento. Em Guaraqueçaba, no Litoral, apenas 161 dos 435 veículos tributados estão em dia com o calendário do IPVA 2026 — o que corresponde a apenas 37% de sua frota. Em seguida aparecem Laranjal (41%) e Curiúva (41,5%). Confira a relação completa das cidades AQUI.

REGIÕES – Entre as regiões paranaenses, duas apresentam desempenho acima da média estadual. O Sudoeste lidera o ranking, com 58,6% dos veículos com algum pagamento efetuado. Em seguida, aparece a Região Metropolitana de Curitiba, com 56,7%, enquanto outras regiões mantêm índices próximos da média. O Litoral registra o menor percentual até o momento, com 47,1% dos veículos com pagamentos realizados.

No total, dos 4,1 milhões de veículos tributados no Paraná, aproximadamente 2,31 milhões já cumpriram pelo menos uma etapa do cronograma do IPVA. A estimativa de arrecadação para o exercício de 2026 é de R$ 4,62 bilhões, conforme dados do fisco estadual.

COMO PAGAR – O prazo para o pagamento à vista do IPVA 2026 se encerrou no dia 9 de janeiro. Desde então, os contribuintes têm apenas a opção de pagar o imposto parcelado em cinco vezes.

As guias do IPVA no Paraná não são mais enviadas pelos correios aos endereços dos contribuintes. Para fazer o pagamento, os proprietários devem acessar o Portal do IPVA ou o Portal de Pagamento de Tributos para gerar as guias. Outra possibilidade é o uso do aplicativo Serviços Rápidos, da Receita Estadual, disponível para Android e iOS, que permite o acesso às guias.

Assim como já aconteceu no exercício 2025, os contribuintes poderão pagar o IPVA 2026 via PIX a partir do QR Code presente na guia, podendo ser feito a partir de mais de 800 instituições financeiras, bem como seus canais digitais, não limitados aos parceiros do Estado.

ISENÇÕES – As motocicletas de até 170 cilindradas continuam isentas do imposto, mantendo a política adotada no IPVA 2025. Já ônibus, caminhões, veículos de aluguel ou movidos a gás natural veicular (GNV) são tributados em 1%. Atualmente, cerca de 36 mil veículos leves já utilizam GNV no Paraná. A conversão deve ser feita exclusivamente em oficinas credenciadas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

SITES FALSOS – A Secretaria da Fazenda alerta os contribuintes sobre sites fraudulentos relacionados à cobrança do IPVA. A recomendação é gerar sempre as guias de pagamento através dos sites oficiais, identificáveis por endereços que terminam com a extensão “.pr.gov.br”, ou utilizar o app da Receita Estadual.

Confira o calendário do próximo pagamento parcelado:

1 e 2 - 09/02, 09/03, 09/04, 11/05

3 e 4 - 10/02, 10/03, 10/04, 12/05

5 e 6 - 11/02/ 11/03, 13/04, 13/05

7 e 8 - 12/02, 12/03, 14/04, 14/05

9 e 0 - 13/02, 13/03, 15/04, 15/05

Fonte: AEN

Mais de 55 mil contribuintes quitam IPVA atrasado com o programa Regulariza Paraná

Os números reforçam o impacto direto da iniciativa na regularização de pendências relacionadas a veículos. A expectativa do Estado é que, ao final do período de adesão, o Regulariza Paraná alcance até R$ 180 milhões em arrecadação nesse setor.

Mais de 55 mil contribuintes quitam IPVA atrasado com programa Regulariza Paraná
Foto: Gaby Smek/SEFA

Os contribuintes paranaenses têm aproveitado as condições do Regulariza Paraná, programa da Secretaria da Fazenda e da Receita Estadual, para quitar débitos tributários em atraso. Ativo desde dezembro de 2025, o programa já registrou 55.370 pagamentos de contribuintes que colocaram o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) em dia por meio das condições facilitadas oferecidas pelo fisco. Os valores recuperados com este imposto se aproximam dos R$ 47 milhões.

Os números reforçam o impacto direto da iniciativa na regularização de pendências relacionadas a veículos. A expectativa do Estado é que, ao final do período de adesão (parcelamento até 25/02, e pagamento à vista dia 27/02), o Regulariza Paraná alcance até R$ 180 milhões em arrecadação nesse setor.

Além do desempenho expressivo no IPVA, o programa também apresenta resultados relevantes em outros tributos. Até o momento, foram registrados R$ 146,7 milhões em parcelamentos de ICMS, envolvendo 393 contribuintes, e R$ 43,4 milhões em pagamentos à vista do imposto, realizados por cerca de 4.900 contribuintes, ampliando o alcance da política de regularização fiscal no Estado.

“Com a ampliação do programa, o Estado cria mais oportunidades para que os contribuintes regularizem seus débitos, reforça a cidadania fiscal e amplia a previsibilidade das receitas públicas. A iniciativa combina estímulo econômico, simplificação dos procedimentos e justiça fiscal, contribuindo de forma consistente para o equilíbrio das contas estaduais”, destaca o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara.

Um dos fatores que têm contribuído para a maior adesão dos contribuintes é a redução histórica do IPVA. Em 2026, os motoristas paranaenses passaram a pagar, em média, 45,7% a menos, com a alíquota fixada em 1,9%, uma das menores do Brasil. O alívio no valor do imposto tem estimulado a quitação de débitos antigos e incentivado a regularização fiscal.

O Regulariza Paraná funciona como um programa ampliado de recuperação fiscal, permitindo a renegociação de débitos de IPVA, ICMS e outras obrigações, como multas e créditos inscritos em dívida ativa. No caso do IPVA, podem ser incluídas dívidas com fato gerador até 31 de dezembro de 2024, com pagamento exclusivamente à vista e redução de 95% da multa e 60% dos juros, criando uma oportunidade significativa para os proprietários de veículos colocarem a situação em dia.

No caso do ICMS, o programa permite a renegociação de débitos com fatos geradores até 28 de fevereiro de 2025, incluindo valores ainda não constituídos, já inscritos em dívida ativa ou em discussão judicial. As condições variam conforme a forma de pagamento, com descontos mais elevados para a quitação à vista e reduções graduais de multa e juros nos parcelamentos em até 24 vezes. Quando a dívida já estiver judicializada, é necessário quitar os honorários advocatícios ou, ao menos, a primeira parcela para aderir ao programa.

O Regulariza também abrange créditos tributários e não tributários inscritos em dívida ativa até 4 de novembro de 2025, com possibilidade de pagamento à vista ou parcelado em prazos mais longos, sempre com redução de multas. Em uma etapa posterior, o programa ainda permitirá a negociação de multas ambientais aplicadas pelo Instituto Água e Terra (IAT), além de outros débitos vinculados a órgãos da administração pública estadual.

ACERTE JÁ – O Regulariza faz parte do Acerte Já, um portal que centraliza, em um único ambiente digital, todas as ferramentas de consulta, simulação e adesão aos programas de renegociação de débitos tributários, não tributários e inscritos em dívida ativa. A iniciativa foi criada para apoiar especialmente os contribuintes que enfrentam dificuldades para manter suas obrigações em dia.

Por meio do site parana.pr.gov.br/lp/Acerte-Ja, é possível acessar diretamente programas como o Regulariza Paraná, que integra a plataforma, além do Renegocia Paraná. O portal reúne informações claras, condições especiais de pagamento e descontos expressivos, tornando mais simples e transparente o processo de negociação e permitindo que o contribuinte regularize suas pendências com o Estado de forma prática e segura.

Fonte: Agência Estadual de Notícias (AEN)

CPMI do INSS: O que explica a briga entre Damares e Malafaia

 

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e o pastor Silas Malafaia. Foto: Reprodução
A briga entre Damares Alves e Silas Malafaia escalou quando a senadora divulgou uma lista consolidada de pastores e igrejas investigados na CPMI do INSS, depois de ser cobrada pelo pastor a apresentar nomes e provas. O episódio expôs, além do embate em torno das apurações, um desgaste antigo entre os dois, conforme informações do Metrópoles.

Segundo um pastor com trânsito no Congresso, o atrito remonta ao início do governo Jair Bolsonaro e tem como pano de fundo o senador Magno Malta, aliado de Malafaia. À época, Malta não foi eleito pelo Espírito Santo e não foi chamado para cargos no governo, enquanto Damares assumiu um ministério.

A disputa por espaço político, afirma esse interlocutor, “respinga até hoje” e ajuda a explicar por que o embate atual ganhou intensidade.

Fala de Damares e cobrança de Malafaia

Em entrevista ao SBT News, Damares afirmou: “Nós estamos identificando igrejas no esquema de fraude com aposentados. Há pastores que pedem para não investigar, não decepcionar os fiéis”. Na sequência, acrescentou: “E quando se fala de um grande pastor, vem a comunidade: ‘não falem, não digam, não investiguem, porque os fiéis vão ficar muito tristes’”.

A declaração provocou reação imediata de Malafaia nas redes sociais. “Ou a senhora dá os nomes, ou é uma leviana linguaruda. A acusação é grave e séria”, disse. Em seguida, completou: “Se não tem os nomes e as provas, cale a boca. Se tem, denuncie pelo bem da igreja evangélica”.

Após o desafio, Damares publicou uma lista com requerimentos de convite ou convocação à CPMI e com igrejas que receberam transferências bancárias de investigados no esquema. A comissão foi instalada após operações da Polícia Federal baseadas em reportagens que revelaram fraudes em descontos de aposentados e pensionistas do INSS.

Na relação divulgada pela senadora aparecem pedidos como transferência de sigilo envolvendo a Adoração Church, a Igreja Assembleia de Deus Ministério do Renovo, o Ministério Deus é Fiel Church (SeteChurch) e a Igreja Evangélica Campo de Anatote.

Entre os nomes citados, constam convites a Fabiano Campos Zettel e Cesar Belucci do Nascimento, além de convocação e transferência de sigilo de André Machado Valadão, e convites a Péricles Albino Gonçalves e André Fernandes.

Fonte: DCM

Polícia deflagra operação contra venda ilegal de camarotes no Morumbis

Operação mira dirigentes e ex-dirigente do São Paulo em apuração sobre esquema clandestino ligado a eventos no estádio

Fachada do Estádio do Morumbi, na zona oeste de São Paulo (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

A Polícia Civil de São Paulo realizou, na manhã desta quarta-feira (21), uma operação para apurar a venda ilegal de camarotes do São Paulo Futebol Clube no estádio Morumbis, localizado na zona oeste da capital paulista. Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão contra pessoas suspeitas de envolvimento no esquema, entre elas o diretor-adjunto de futebol de base do clube, Douglas Schwartzmann, e Mara Casares, diretora feminina, cultural e de eventos do São Paulo, além de ex-esposa do presidente afastado Julio Casares, informa o Metrópoles.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a ação é conduzida pela 3ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Crimes contra a Administração (DPPC) e tem como foco três investigados. Procurada pelo Metrópoles, a assessoria de imprensa do São Paulo Futebol Clube ainda não havia se manifestado até a publicação desta reportagem.

A investigação ocorre em meio a uma crise institucional no clube. Na última sexta-feira (16), Julio Casares foi afastado temporariamente da presidência do São Paulo após a aprovação de seu impeachment por 188 votos. Ele é alvo de apurações relacionadas a um suposto esquema de fraudes envolvendo camarotes do Morumbis. Com o afastamento, o vice-presidente Harry Massis Junior assumiu interinamente o comando do clube.

Massis Jr. permanecerá no cargo até a realização de uma Assembleia Geral, que deverá ser convocada pelo presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres, no prazo de até 30 dias. Caso o impeachment seja confirmado pelos associados, Julio Casares perderá definitivamente o mandato, e Massis Jr. seguirá como presidente até o fim de 2026, quando está prevista nova eleição para a presidência do São Paulo FC.

Segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), o caso investigado envolve a exploração irregular de um camarote vinculado à presidência do clube durante o show da cantora colombiana Shakira, realizado em fevereiro de 2025 no Morumbis. As suspeitas incluem crimes de corrupção privada no esporte e coação no curso do processo.

As apurações ganharam força após a divulgação de um áudio pela imprensa esportiva, no qual o diretor-adjunto das categorias de base do clube admite que ele e outras pessoas teriam obtido benefícios financeiros com a prática. Conforme a investigação, o camarote teria sido repassado pela diretoria do São Paulo a Mara Casares para a realização de um evento durante o show. Em seguida, uma intermediária foi acionada para comercializar os ingressos, que chegaram a ser vendidos por valores de até R$ 2,1 mil.

O esquema veio à tona quando essa intermediária acionou a Justiça, alegando não ter recebido o pagamento referente a um pacote de ingressos negociado com Mara Casares e outro dirigente do clube. O material divulgado indica que, após a ação judicial, houve pressão para que a queixa fosse retirada, com a admissão de que a comercialização do camarote ocorria de forma clandestina.

Após a repercussão do caso, em dezembro de 2025, Douglas Schwartzmann e Mara Casares solicitaram afastamento de seus cargos no São Paulo Futebol Clube. As investigações seguem em andamento para apurar responsabilidades e eventuais desdobramentos criminais.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Parlamento europeu suspende acordo com Mercosul e envia pacto ao tribunal da UE

Eurodeputados decidem paralisar tratado comercial e pedir análise do TJUE após pressão de agricultores e dúvidas sobre compatibilidade jurídica

Protesto contra acordo UE-Mercosul em Paris, França (Foto: Reuters/Stephane Mahe)

O Parlamento Europeu decidiu interromper o processo de implementação do acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul e encaminhar o texto para avaliação do Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE). A medida foi aprovada em votação apertada, com diferença de apenas dez votos, refletindo a forte divisão política em torno do tratado e ampliando a incerteza sobre o futuro do que seria a maior zona de livre comércio do mundo, segundo a RT.

A deliberação ocorreu após uma série de protestos de agricultores e pecuaristas em países do bloco, com destaque para Bélgica, Espanha e França. Representantes do setor rural vêm alertando que o acordo criaria um cenário de concorrência desigual, com impactos severos sobre a produção agrícola europeia e riscos de desestruturação econômica para o segmento.

A resolução que levou o acordo ao TJUE foi impulsionada pelo grupo dos Verdes no Parlamento Europeu e contou com ampla adesão de eurodeputados franceses. Ao todo, 81 parlamentares da França, de diferentes correntes ideológicas, votaram a favor de submeter o pacto à análise judicial, evidenciando a centralidade do tema no debate político do país.

Com a decisão, fica suspensa a entrada em vigor do acordo recentemente aprovado, que previa a criação de uma ampla área de livre comércio entre os dois blocos. O processo judicial pode se estender por até dois anos, período em que o tratado permanecerá congelado até uma manifestação definitiva da Justiça europeia.

Os parlamentares solicitam que o TJUE avalie se o acordo com o Mercosul é compatível com os tratados constitutivos da União Europeia. Entre os pontos levantados estão a possibilidade de aplicação provisória do pacto antes da ratificação por todos os Estados-membros e o impacto de suas cláusulas sobre a autonomia da UE para definir políticas ambientais e sanitárias voltadas à proteção dos consumidores.

A iniciativa reforça as incertezas em torno do acordo e aprofunda o debate sobre os limites jurídicos e políticos da política comercial europeia, em um contexto de crescente pressão social e institucional dentro do bloco.

Fonte: Brasil 247 com informações da RT

Preso por matar 2 colegas, médico bolsonarista já foi acusado de espancar sobrinha


Carlos Alberto Azevedo Silva Filho, preso por matar dois outros médicos. Foto: reprodução

O médico bolsonarista preso por matar dois colegas em Barueri, na Grande São Paulo, já tinha passagens por violência doméstica e agrediu uma sobrinha a socos e chutes em maio de 2024, durante um encontro familiar no Guarujá. Carlos Alberto Azevedo Silva Filho, 44 anos, atacou a sobrinha, então com 26 anos, após ela tentar impedi-lo de agredir seu próprio filho. A vítima morava com o tio na época.

Carlos Alberto está preso desde a última sexta (16) por matar os médicos Luís Roberto Pellegrini Gomes e Vinicius dos Santos Oliveira a tiros após discussão em um restaurante. A investigação apura se o crime foi motivado por disputas contratuais, já que ele e Luís Roberto eram donos de empresas que prestam serviços hospitalares. A ex-mulher do médico também obteve medida protetiva contra ele após ameaças de morte.

O caso da agressão à sobrinha foi arquivado pelo Ministério Público em novembro de 2024, pois os envolvidos não realizaram exame de corpo de delito, apesar das fotos de hematomas apresentadas. A promotora Juliana Haddad afirmou que as “versões controversas” e a ausência de provas não permitiam o oferecimento de denúncia. Carlos Alberto alegou ter revidado após ser atingido por uma garrafa.

Fonte: DCM

Pesquisa Atlas confirma Lula na liderança, perto de vencer no 1º turno

 

Lula, presidente do Brasil, líder da pesquisa em todos os cenários da pesquisa Atlas para a reeleição. Foto: Ricardo Stuckert
A primeira pesquisa eleitoral para a disputa presidencial de 2026, divulgada nesta quarta-feira (21), mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na liderança de todos os cenários testados. O levantamento foi realizado pelo instituto AtlasIntel, em parceria com o Grupo “A Tarde”, e mede a intenção de voto para o Palácio do Planalto.

No cenário mais amplo, que inclui Lula, Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, o presidente aparece com 48,4% das intenções de voto. Flávio soma 28%, enquanto Tarcísio registra 11%, mantendo Lula com vantagem confortável na simulação.

Em outra projeção, sem Tarcísio, Lula tem 48% e Flávio Bolsonaro chega a 35%. Os demais nomes aparecem com percentuais menores, entre eles Ronaldo Caiado, Renan Santos, Ratinho Jr., Romeu Zema e Aldo Rebelo. Brancos, nulos e indecisos somam pouco mais de 1,9% das respostas.


Quando Tarcísio substitui Flávio Bolsonaro no cenário, a vantagem do presidente aumenta. Lula marca 48,5%, enquanto o governador paulista fica com 28,4%. Os demais candidatos seguem com percentuais abaixo de 6%, segundo a pesquisa.

A Atlas também simulou um cenário com Michelle Bolsonaro. Nesse recorte, Lula aparece com 48,2% das intenções de voto, enquanto Michelle soma 30,9%. Ronaldo Caiado surge em seguida, com 11,3%, e os demais nomes ficam abaixo de 4%.

Em uma simulação sem integrantes da família Bolsonaro e sem Tarcísio, Lula lidera de forma isolada, com 48%. Na sequência aparecem Caiado, Zema, Ratinho Jr., Renan Santos e Aldo Rebelo. Nesse cenário, votos brancos, nulos e indecisos alcançam pouco mais de 10%.

A pesquisa também testou um cenário repetindo os principais nomes da eleição de 2022. Lula lidera com 46,4%, seguido do ex-presidente Jair Bolsonaro, que aparece com 43,4%. Ciro Gomes e Simone Tebet completam a lista com percentuais menores. Bolsonaro está inelegível e cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por envolvimento na tentativa de golpe após as últimas eleições.

No levantamento sobre rejeição, Jair Bolsonaro aparece como o nome mais rejeitado, com 50%, seguido de Lula, com 49,7%. Flávio Bolsonaro ocupa a terceira posição nesse quesito. O menos rejeitado entre os nomes testados é o ministro da Fazenda Fernando Haddad, com 36,9%.

Em simulações de segundo turno, Lula também vence todos os adversários testados. As diferenças variam entre 4 e 25 pontos percentuais, com o presidente alcançando 49% em todos os cenários, independentemente do oponente.

A pesquisa Atlas/Intel ouviu 5.418 pessoas entre os dias 15 e 20 de janeiro. A margem de erro é de 1 ponto percentual, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-02804/2026 e utilizou a metodologia de recrutamento digital aleatório.

Fonte: DCM

Banco Central decreta liquidação do Will Bank, banco digital do Master

A instituição estava sob regime de administração especial temporária desde novembro, quando foi liquidado o Banco Master

       Banco Central decreta liquidação do Will Bank, banco digital do Master (Foto: Divulgação)

 O Banco Central decidiu nesta quarta-feira (21) decretar a liquidação extrajudicial do Will Bank, banco digital pertencente ao grupo Master. A instituição estava desde novembro sob regime de administração especial temporária, medida aplicada quando há indícios de problemas graves, mas ainda existe a possibilidade de recuperação ou venda do ativo. As informações são da Folha de São Paulo.

Segundo o BC, a decisão ocorre "em razão do comprometimento da sua situação econômico-financeira, da sua insolvência e do vínculo de interesse, evidenciado pelo exercício do poder de controle do Banco Master S.A", liquidado em 18 de novembro.

A expectativa inicial do regulador era de que o Will Bank pudesse ser negociado com investidores interessados, o que levou o BC a preservar suas operações quando anunciou, em 18 de novembro, a liquidação do Banco Master. No entanto, as tratativas não avançaram e o prazo máximo de 120 dias do regime especial se aproximava do fim sem uma solução concreta.

A liquidação é adotada quando o Banco Central conclui que a situação de uma instituição financeira é considerada irreversível. Nesse cenário, todas as atividades são interrompidas e o banco é retirado oficialmente do Sistema Financeiro Nacional. Com a medida, também ficam indisponíveis os bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição.

Antes mesmo do anúncio oficial, a bandeira Mastercard já havia suspendido a aceitação de transações realizadas com cartões emitidos pelo Will Bank. A decisão ocorreu após operações feitas por clientes não terem sido devidamente liquidadas pelo banco junto aos participantes do arranjo de pagamentos. A iniciativa buscou evitar a ampliação do montante devido pelo Will Bank.

Além da suspensão, a Mastercard executou garantias relacionadas a dívidas do banco digital, passando a deter participações relevantes na varejista de móveis Westwing e no BRB (Banco de Brasília). Essas garantias estavam vinculadas às obrigações financeiras do Will Bank dentro do sistema de pagamentos.

No regime de administração especial temporária, as operações do banco são mantidas, embora seus dirigentes percam o mandato. Já na liquidação, o funcionamento é totalmente encerrado, com impactos diretos para clientes, credores e para o próprio sistema financeiro.

Fundado em 2017 e adquirido pelo grupo Master em 2024, o Will Bank fechou o primeiro semestre com R$ 14,4 bilhões em ativos, prejuízo acumulado de R$ 244,7 milhões e patrimônio líquido em torno de R$ 300 milhões, de acordo com dados do Banco Central. Em setembro, a instituição mantinha R$ 6,5 bilhões em depósitos a prazo e não possuía saldo em depósitos à vista, como contas correntes.

A frustração da venda do Will Bank tende a ampliar as perdas do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O fundo deverá indenizar até R$ 250 mil por investidor, alcançando cerca de 800 mil pessoas físicas e jurídicas detentoras de CDBs e outros títulos garantidos emitidos pelo grupo Master. O valor total estimado é de R$ 40,6 bilhões, a maior indenização já realizada pelo FGC.

Paralelamente, a crise do grupo Master segue sob investigação policial. Na semana passada, a Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Compliance Zero, que apura o uso de fundos de investimento para inflar artificialmente o patrimônio do Banco Master. Essa etapa teve como alvos endereços ligados a Daniel Vorcaro, proprietário do grupo, a familiares e a empresários, entre eles Nelson Tanure e João Carlos Mansur, ex-dono da gestora Reag, também liquidada pelo Banco Central e investigada por suspeitas de ligação com o crime organizado.

Na primeira fase da operação, em novembro, Daniel Vorcaro foi preso sob a acusação de liderar um esquema de criação de carteiras falsas de crédito, que teriam sido usadas para inflar o balanço do Banco Master antes de uma tentativa de venda ao BRB. Ele foi libertado menos de duas semanas depois, mas segue sendo monitorado por meio de tornozeleira eletrônica.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

Moraes pede a SC dados sobre vagas para decidir sobre transferência de ex-chefe da PRF

Ministro do STF aguarda resposta de presídios antes de decidir sobre pedido da defesa de Silvinei Vasques, condenado por participação na trama golpista

Silvinei Vasques (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o sistema penitenciário de Santa Catarina informe se há vagas disponíveis para uma eventual transferência do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, atualmente preso em Brasília.

Segundo a coluna Brasília Hoje, da Folha de São Paulo, a medida foi adotada após a defesa do ex-dirigente solicitar que ele seja transferido para uma unidade prisional catarinense, pedido que ainda não foi apreciado de forma definitiva pelo relator.

☉ Pedido da defesa está sob análise do STF

Antes de tomar qualquer decisão, Alexandre de Moraes solicitou que as penitenciárias de Florianópolis e de São José se manifestem formalmente sobre a existência de vagas e a capacidade de receber o preso. A consulta faz parte da análise técnica e administrativa necessária para avaliar a viabilidade do pedido.

Além disso, o ministro também notificou a administração penitenciária do Distrito Federal para que informe “a viabilidade operacional de recambiamento do preso”, procedimento que envolve aspectos de segurança, logística e custódia.

☉ Condenação e prisão preventiva em Brasília

Silvinei Vasques está em prisão preventiva desde o fim de dezembro, quando foi localizado no Paraguai. De acordo com as investigações, ele seguia por uma rota de fuga com destino a El Salvador no momento em que foi detido.

O ex-diretor da PRF foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 24 anos e seis meses de prisão por participação na trama golpista apurada pela Corte. Desde então, permanece custodiado em Brasília, enquanto seus advogados buscam a transferência para Santa Catarina, estado com o qual mantém vínculos pessoais.

Fonte: Brasil 247 com informações da coluna Brasília Hoje, da Folha de S. Paulo