Justiça do Rio aceita denúncia do Ministério Público e impõe medidas cautelares após ofensas contra funcionários
Agostina Páez acumula 80 mil seguidores nas redes sociais. Ela é acusada de injúria racial contra gerente de bar no Rio de Janeiro (Foto: Reprodução)
A Justiça do Rio de Janeiro decretou nesta quinta-feira (5) a prisão preventiva da advogada argentina Agostina Paez, acusada de cometer ofensas racistas contra funcionários de um bar em Ipanema, na Zona Sul da capital fluminense. A decisão foi tomada após o Tribunal de Justiça do estado aceitar a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).As informações foram divulgadas pela CNN Brasil.
A denúncia foi oferecida pela 1ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Territorial da Zona Sul e Barra da Tijuca e acolhida pelo Judiciário nesta semana.Além da decretação da prisão preventiva, a Justiça determinou a aplicação de medidas cautelares contra a acusada, incluindo a proibição de deixar o país, a retenção do passaporte e o uso de tornozeleira eletrônica, com o objetivo de garantir o andamento do processo e evitar risco de fuga.
De acordo com a ação penal, Agostina Paez estava acompanhada de duas amigas no bar quando houve um desentendimento relacionado ao valor da conta. Segundo o Ministério Público, durante a discussão, ela teria se dirigido a um dos funcionários utilizando a palavra “negro” de forma ofensiva, com a finalidade de discriminá-lo em razão da raça e da cor.
Ainda conforme a denúncia, após ser advertida de que a conduta configurava crime no Brasil, a turista teria chamado a funcionária do caixa de “mono” — termo em espanhol que significa “macaco” — e, em seguida, teria feito gestos imitando o animal, reforçando o caráter discriminatório da atitude.
O MPRJ também relata que, mesmo depois de deixar o estabelecimento, a acusada voltou a proferir expressões ofensivas e a repetir gestos semelhantes na calçada em frente ao bar, desta vez direcionados a três funcionários do local.
Segundo a Promotoria, os relatos das vítimas foram confirmados por testemunhas, além de imagens do circuito interno de monitoramento e outros registros produzidos no momento dos fatos. O órgão afirma ainda que foi rejeitada a versão apresentada pela denunciada, que alegou que os gestos seriam apenas brincadeiras direcionadas às amigas.
Na decisão, o Ministério Público destacou a gravidade da conduta e lembrou que o crime de racismo, conforme a legislação brasileira, prevê pena de reclusão de dois a cinco anos, além de não ser passível de fiança. O caso segue em tramitação na Justiça do Rio de Janeiro.Se quiser, posso adaptar o texto para linha editorial de portal, jornal impresso ou agência de notícias.Is this conversation helpful so far?
Fonte: Brasil 247 com informações da CNN Brasil
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