Governo e Câmara disputam protagonismo sobre proposta que extingue escala 6x1 enquanto base do Planalto defende deputada do Psol na relatoria
A disputa entre o governo federal e a Câmara dos Deputados pelo protagonismo da proposta que pretende extinguir a escala de trabalho 6x1 ganhou novos contornos nos bastidores de Brasília. Integrantes do Palácio do Planalto defendem que a deputada Érika Hilton (Psol-SP), uma das idealizadoras da iniciativa, seja designada relatora da matéria, segundo Milena Teixeira, do Metrópoles.
Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliam que o Executivo poderia encaminhar ao Congresso Nacional um projeto capaz de unificar as diferentes propostas já em tramitação sobre o tema. A estratégia permitiria ao governo exercer maior influência sobre o conteúdo final do texto, ao mesmo tempo em que manteria Érika Hilton à frente da relatoria.
No Legislativo, entretanto, a condução da proposta é vista de forma distinta. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), defende que o assunto seja analisado por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC). Nesse formato, a tramitação ficaria concentrada na própria Casa, reforçando o papel do Parlamento na definição do texto.
A Câmara busca recuperar sua imagem após um período marcado por críticas e manifestações populares relacionadas a pautas polêmicas, como a chamada PEC da Blindagem. Nesse cenário, a discussão sobre a escala 6x1 se tornou mais um ponto de tensão entre Executivo e Legislativo.
O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Leur Lomanto Júnior (União-BA), também sustenta que a condução da matéria deve permanecer sob responsabilidade da Câmara. Segundo ele, a definição da relatoria deve ocorrer após o feriado de carnaval.
Enquanto o debate institucional avança, a proposta enfrenta resistência de setores do empresariado. Diante desse cenário, Érika Hilton afirmou que pretende ampliar o diálogo no âmbito da comissão responsável pela análise do texto. “Queremos reunir todos para discutir a proposta na comissão”, declarou.
Ainda conforme a parlamentar, a expectativa é que as discussões sejam retomadas a partir da próxima semana, quando o Congresso deverá voltar a tratar formalmente do tema.
Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles
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