A ausência de localização do réu pode trazer impactos diretos para o andamento da ação penal em São Paulo
O rapper Oruam, que teve a prisão preventiva decretada nesta semana e passou a ser considerado foragido, tornou-se alvo de mais uma medida judicial no âmbito de um processo que tramita em São Paulo. A informação foi revelada pela coluna de Fábia Oliveira, no Metrópoles, que trouxe novos detalhes sobre a ação na qual o artista se tornou réu no fim de janeiro pelo crime de disparo de arma de fogo.
Segundo a publicação, o processo está em curso na 2ª Vara do Foro de Santa Isabel, no interior paulista, e teve como marco recente a expedição de uma carta precatória para tentar localizar e citar o cantor no Rio de Janeiro. A citação é uma etapa essencial do procedimento e abre prazo de dez dias para que o réu apresente resposta formal à acusação.
De acordo com a denúncia, o disparo de arma de fogo teria ocorrido durante uma festividade, em área residencial do município de Igaratá, no interior de São Paulo, e na presença de outras pessoas. O episódio ganhou repercussão porque a cena foi registrada em vídeo e posteriormente publicada pelo próprio artista em seu perfil no Instagram.
Oruam se tornou réu no último dia 26 de janeiro, após a Justiça receber a denúncia apresentada pelo Ministério Público. Desde então, o processo segue em tramitação, mas enfrenta dificuldades práticas diante da situação atual do acusado, que não foi localizado para cumprir as determinações judiciais mais recentes.
O cenário se agravou na terça-feira (3), quando um mandado de prisão foi expedido depois que o Superior Tribunal de Justiça revogou o habeas corpus que havia sido concedido ao rapper em 2025, no contexto de outro processo criminal. A decisão foi tomada após o artista, segundo a Justiça, violar repetidas vezes as regras impostas para o uso da tornozeleira eletrônica.
Com a revogação do benefício e a expedição do mandado, Oruam passou a ser oficialmente considerado foragido. A defesa do cantor já informou que ele não pretende se entregar, o que torna incerta a possibilidade de cumprimento da citação relacionada ao processo por disparo de arma de fogo.
A ausência de localização do réu pode trazer impactos diretos para o andamento da ação penal em São Paulo. Sem a citação formal, etapas fundamentais do processo ficam comprometidas, o que tende a atrasar a instrução do caso e, consequentemente, a definição de um eventual julgamento.
O caso soma-se a outros episódios judiciais envolvendo o artista e mantém o nome de Oruam no centro de disputas nos tribunais, tanto no âmbito criminal quanto processual, enquanto a Justiça tenta localizar o rapper para dar prosseguimento às ações em curso.
Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles
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