Pré-candidato busca evitar comparações com os ataques de Jair Bolsonaro ao STF e vê desgaste de Lula com o caso
O senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi orientado por integrantes de sua pré-campanha a adotar uma postura de cautela diante da crise envolvendo o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). A avaliação é de que transformar o episódio em embate direto com a Corte poderia trazer efeitos colaterais à sua estratégia eleitoral, segundo a Folha de São Paulo.
Auxiliares do parlamentar afirmam que ele não pretende explorar politicamente o caso nem intensificar críticas ao STF neste momento. A leitura interna é de que abrir uma nova frente de ataque ao Supremo poderia reavivar associações com o período em que seu pai esteve na Presidência e, ao mesmo tempo, ofuscar o momento considerado favorável nas pesquisas de intenção de voto.
Nos bastidores, o entendimento é que a controvérsia envolvendo Toffoli tende a gerar maior desgaste ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), responsável por sua indicação ao Supremo. Como o ministro tem histórico de filiação ao PT, aliados de Flávio consideram que o vínculo político com o atual chefe do Executivo é mais evidente do que qualquer conexão com o campo bolsonarista.
O senador aparece em cenário competitivo nas sondagens eleitorais, aproximando-se de Lula em determinados levantamentos. Por isso, a estratégia traçada por conselheiros é evitar movimentos que possam alterar o foco da campanha ou comprometer o desempenho recente.
A orientação predominante é manter o discurso concentrado em pautas consideradas prioritárias para o eleitorado, sem ampliar o conflito institucional com o STF neste estágio da disputa política.
Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo
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