O show de réveillon com o bolsonarista Zezé Di Camargo, contratado por cerca de R$ 1 milhão com recursos provenientes de convênio com o governo federal, terminou marcado por forte reação negativa do público em Marabá, no sudeste do Pará. Desde os primeiros minutos da apresentação, pessoas que acompanhavam o espetáculo passaram a relatar que o cantor estaria dublando todas as músicas mais antigas de seu repertório, utilizando gravações de voz prévia em vez de execução ao vivo.
Segundo os relatos, a voz ouvida durante as canções não correspondia a uma performance em tempo real. O único som identificado como ao vivo ocorria quando o artista falava entre uma música e outra, ou em breves respirações e pausas entre frases cantadas. Para quem estava presente, tratou-se de um playback vocal do próprio cantor, o que gerou indignação imediata entre parte do público.
A repercussão negativa se intensificou quando a transmissão ao vivo feita pela Prefeitura de Marabá foi retirada do ar antes mesmo do término da primeira música. No entanto, uma outra transmissão foi iniciada quando o bolsonarista já encaminhava as últimas músicas.
Nos comentários da transmissão interrompida, internautas passaram a sugerir que a retirada do sinal teria ocorrido porque, no ambiente digital, a dublagem se tornava ainda mais perceptível. Após a queda da live, as críticas se intensificaram, reforçando a percepção de que o espetáculo não entregou o que havia sido prometido ao público.
À medida que a apresentação avançava, a insatisfação passou a se manifestar de forma aberta. Pessoas no local passaram a classificar o show como “pura enganação” e “farsa”, expressões que também se multiplicaram nas redes sociais.
Comentários com críticas diretas ao formato da apresentação ganharam volume conforme a dublagem se tornava mais evidente para quem assistia.
A estimativa de público foi de cerca de 10 mil pessoas, número considerado abaixo do esperado pela própria prefeitura para a principal atração da virada do ano. Participantes apontaram que a frustração com o show contribuiu para a dispersão e para a percepção de baixa adesão ao evento, que havia sido divulgado como um dos maiores réveillons da região.
Veja alguns comentários:
Fonte: DCM



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