quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Moraes mantém prisão preventiva de homem que levou bomba a aeroporto de Brasília


      Alan Diego dos Santos Rodrigues, que está preso – Breno Esaki/Metrópoles

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes manteve a prisão preventiva de Alan Diego dos Santos Rodrigues. Ele é acusado de envolvimento na tentativa de explosão de um artefato no Aeroporto Internacional de Brasília, às vésperas do Natal de 2022. A decisão foi tomada no âmbito do processo que apura o episódio registrado em 24 de dezembro daquele ano. Com informações do Metrópoles.

O STF iniciou, em 12 de dezembro de 2025, o julgamento dos três acusados pelo caso. Além de Alan Diego, também respondem o empresário George Washington de Oliveira Sousa e o blogueiro e jornalista Wellington Macedo de Souza. Em 17 de dezembro, Moraes já havia decidido manter a prisão preventiva de Wellington Macedo.

Os três foram condenados pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). Parte do processo, relativa aos crimes de associação criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e atentado contra a segurança de transporte aéreo, foi posteriormente remetida ao STF para análise.

artefato no Aeroporto Internacional de Brasília
O artefato no Aeroporto Internacional de Brasília – Reprodução
Na denúncia apresentada à Corte, a Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou que Wellington Macedo dirigiu o veículo usado para levar o artefato explosivo até as imediações do aeroporto. Alan Diego confessou ter instalado o dispositivo no caminhão estacionado no local. Já George Washington, segundo a acusação, “adquiriu R$ 60 mil em armamentos e explosivos” e realizou pesquisas na internet sobre o tema antes do fato.

Na véspera do Natal de 2022, equipes da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Federal e Polícia Civil atuaram na região do Aeroporto de Brasília para desativar a bomba encontrada acoplada a um caminhão-tanque. O então diretor-geral da Polícia Civil do DF, Robson Cândido, afirmou que o artefato tinha potencial para causar danos graves ou “uma tragédia”. O dispositivo não foi acionado devido a falha técnica, e suspeitos foram identificados e presos.

De acordo com denúncia do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) no TJDFT, os acusados, inconformados com o resultado das eleições presidenciais de 2022, teriam planejado provocar “comoção social”. Segundo a acusação, o objetivo seria levar à decretação de estado de sítio e intervenção militar. As imputações seguem em análise no STF.

Fonte: DCM com informações do Metrópoles

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