Disputa interna no partido ganha força após prisão domiciliar do ex-mandatário, abrindo espaço para Valdemar e Michelle dividirem protagonismo
Após a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro (PL) e sua provável condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento por tentativa de golpe, Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, deve retomar o comando das negociações políticas da legenda com vistas às eleições de 2026.Segundo o A ausência de Bolsonaro neste cenário, agravada pela expectativa de cumprimento de pena em regime fechado, abre caminho para uma reorganização interna. As informações são da Coluna do Estadão, do jornal O Estado de S. Paulo.
Enquanto Valdemar volta a conduzir as articulações oficiais do partido, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também tem ganhado espaço político ao realizar contatos nos Estados, sobretudo no Norte e no Nordeste, consolidando-se como figura central no PL Mulher e buscando influenciar candidaturas estratégicas. Até aqui, o ex-mandatário era quem definia os rumos da legenda, mas seu isolamento tende a crescer com a mudança de regime prisional.
A legenda busca corrigir erros das eleições municipais de 2024, quando a falta de diálogo entre Bolsonaro e Valdemar — impedidos judicialmente de manter contato direto — comprometeu a montagem das chapas e resultou em desempenho aquém do esperado na conquista de prefeituras. Agora, a prioridade é assegurar maior controle e clareza nas negociações.
Em Santa Catarina, Valdemar chegou a um acordo com Bolsonaro antes da prisão, mas os impasses persistem em redutos estratégicos como São Paulo e Rio de Janeiro.
Em São Paulo, a provável desistência do deputado Eduardo Bolsonaro (PL) na corrida ao Senado deve abrir nova disputa. Além disso, caso o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) confirme candidatura ao Planalto, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) desponta como potencial nome para o governo estadual. Jair Bolsonaro resistiu em apoiar Nunes na disputa pela prefeitura em 2024, o que ainda gera incertezas no alinhamento da chapa.
No Rio de Janeiro, a indefinição é semelhante. O governador Cláudio Castro (PL) surge como possível candidato ao Senado, mas o ex-mandatário defende a candidatura do deputado Sóstenes Cavalcante (PL), em composição com o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Ainda segundo a reportagem, Michelle Bolsonaro tem se movimentado intensamente fora do eixo Sul-Sudeste. Na Paraíba, articula apoio à candidatura de Efraim Filho (União Brasil) ao governo estadual. Além disso, planeja concentrar esforços no Norte, região considerada estratégica para ampliar a base eleitoral bolsonarista.
Fonte: Brasil 247 com informações da Coluna Estadão, do jornal O Estado de S. Paulo
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