Declaração sobre terras-raras nos EUA provoca reação de governistas e levanta debate sobre soberania nacional e interesses estratégicos
A declaração do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nos Estados Unidos, ao sugerir que o Brasil poderia suprir a demanda americana por terras-raras e reduzir a dependência da China, desencadeou forte reação de políticos de esquerda e integrantes do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ampliando o debate sobre soberania nacional e exploração de recursos estratégicos. As críticas se intensificaram após o parlamentar afirmar, durante evento conservador no Texas, que o país poderia assumir papel central nesse cenário geopolítico.
A fala ocorreu durante participação na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), onde Flávio Bolsonaro declarou: “O Brasil é a solução para que os Estados Unidos não dependam mais da China em terras-raras e minerais críticos”. Pré-candidato à Presidência da República em 2026, o senador tem ampliado sua presença internacional como parte de sua estratégia política.
A repercussão foi imediata entre governistas, que acusaram o parlamentar de defender interesses estrangeiros em detrimento dos nacionais. A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), criticou duramente a posição do senador e afirmou nas redes sociais: “Os vendilhões da pátria não tomam jeito”.
