O presidente Lula participou da abertura da Hannover Messe 2026, na Alemanha. Durante o discurso, o presidente mencionou a participação histórica do Brasil no evento e relembrou períodos de crise econômica global, incluindo choques do petróleo enfrentados no passado.
Na fala, Lula também citou um caso ocorrido há cerca de 40 anos, quando esteve preso durante a ditadura militar brasileira. Segundo ele, o período resultou em um dos maiores atos operários do país. O presidente também afirmou que, em seus primeiros mandatos, a indústria e a inovação voltaram a ocupar posição central nas políticas públicas.
O presidente abordou o cenário político internacional e mencionou o crescimento da extrema-direita. Ele afirmou que esse movimento impacta estruturas democráticas. O petista também tratou de conflitos em andamento no mundo e fez referência a lideranças internacionais como Donald Trump, Vladimir Putin, Emmanuel Macron e Xi Jinping ao comentar o tema.
Ainda no discurso, Lula mencionou a atuação de organismos internacionais e citou a Organização das Nações Unidas (ONU). Ele destacou a necessidade de atenção global aos conflitos e afirmou que países não devem se submeter a medidas econômicas e políticas que envolvam sanções e disputas.
Ao tratar de economia, o presidente falou sobre soberania internacional e criticou práticas de taxação e punição entre países. A declaração foi feita em referência a políticas adotadas por Trump no cenário internacional. Lula também mencionou o impacto dessas medidas nas relações comerciais globais.
O avanço da inteligência artificial também foi citado durante a fala. O presidente afirmou que o desenvolvimento tecnológico deve considerar impactos no mercado de trabalho e disse que trabalhadores não podem perder empregos em função da tecnologia.
A agenda de Lula na Alemanha começou neste domingo (19) com audiência com Martin Schulz, presidente da Fundação Friedrich Ebert. Em seguida, ele participou de recepção oficial no Palácio de Herrenhausen e de reuniões com autoridades.
Na segunda-feira (20), o presidente participa da abertura do estande brasileiro na feira e visita os pavilhões. O espaço reúne cerca de 140 empresas brasileiras e outras 300 representadas, distribuídas em áreas como transição energética, hidrogênio, digitalização, indústria avançada, economia circular e inteligência artificial. A programação inclui ainda o Encontro Econômico Brasil–Alemanha e reuniões intergovernamentais.
Fonte: DCM
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