O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos anunciou que o bolsonarista Alexandre Ramagem, ex-deputado federal e ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), está sujeito à deportação após ser preso em Orlando, na Flórida. A detenção ocorreu em razão de questões migratórias, já que ele permaneceu nos Estados Unidos após o vencimento de seu visto B-2, concedido para turismo.
A pasta afirmou que ele “está sujeito à remoção” do país, de acordo com a Lei de Imigração e Nacionalidade dos EUA. Ramagem entrou nos Estados Unidos em setembro de 2025, quando obteve seu visto para permanecer até março de 2026.
Ele continuou no país além do prazo permitido, o que resultou na sua detenção por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE). A prisão foi realizada em cooperação com a Polícia Federal brasileira, que havia iniciado investigações após Ramagem fugir do Brasil, onde enfrentava julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) por sua participação na trama golpista.
Após a condenação de Ramagem em dezembro de 2025, o Ministério da Justiça formalizou o pedido de extradição ao governo dos Estados Unidos. A documentação foi enviada pela Embaixada do Brasil em Washington ao Departamento de Estado dos EUA.

A investigação revelou que o ex-deputado deixou o Brasil por meio da fronteira com a Guiana e seguiu para os Estados Unidos. Ele chegou a Miami em 11 de setembro de 2025, inicialmente sozinho, mas depois passou a viver no país com sua esposa e filhos.
O ex-deputado atuou na segurança do presidente Jair Bolsonaro durante a campanha de 2018 e foi indicado para a direção da Polícia Federal em 2020, embora a nomeação tenha sido suspensa pelo STF. Ramagem também foi eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro em 2022, mas teve seu mandato cassado em 2025, após ser condenado pelo STF pela trama golpista.
A Polícia Federal declarou que a prisão de Ramagem ocorreu como parte de uma “cooperação policial internacional” entre as autoridades dos EUA e do Brasil. A PF afirmou que ele é considerado foragido da Justiça brasileira devido à sua condenação.
Fonte: DCM
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