Avaliação na Polícia Federal é de que a investigação já conta com muitos elementos e, para ser aceita, delação terá de ser ainda mais completa
A Polícia Federal ainda precisa analisar sete celulares apreendidos com o empresário Daniel Vorcaro, dono do banco Master, enquanto o volume de informações já coletado é considerado expressivo e pode impactar a eventual aceitação de um acordo de delação, informa Lauro Jardim, do jornal O Globo. Até o momento, apenas dois terços de um único aparelho foram examinados pelos investigadores.
O celular parcialmente analisado foi apreendido na primeira prisão de Vorcaro, em 17 de novembro de 2025. Mesmo nesse caso, a perícia ainda não foi concluída, o que indica a existência de dados pendentes de verificação.
Outros sete aparelhos seguem aguardando análise. Parte deles ainda não foi desbloqueada pela Polícia Federal, o que tem dificultado o avanço das investigações. A possibilidade de acesso a esses dispositivos pode depender de eventual colaboração do empresário, especialmente no fornecimento de senhas.
Delação sob pressão
Apesar das limitações no acesso aos aparelhos, a avaliação interna da PF é de que o material já obtido é vasto. Investigadores apontam a existência de centenas de informações consideradas comprometedoras, com impacto sobre diversos envolvidos.
Nesse contexto, uma possível delação de Vorcaro enfrenta maior rigor. Segundo uma pessoa envolvida na investigação, a proposta só deverá ser aceita se trouxer muitos fatos novos, já que o conjunto de provas reunido até agora é considerado robusto.
A percepção entre os investigadores é de que a colaboração pode não ser essencial para o esclarecimento das suspeitas de fraudes e do esquema de corrupção atribuído ao ex-banqueiro, diante da quantidade de evidências já disponíveis.
Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo
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