quarta-feira, 22 de abril de 2026

O novo pedido de Bolsonaro ao STF por cirurgia após “dores persistentes”


       Jair Bolsonaro Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil – 14.09.2025

O ex-presidente Jair Bolsonaro pediu ao Supremo Tribunal Federal autorização para realizar uma cirurgia no ombro. O pedido, com solicitação de análise urgente, será analisado pelo ministro Alexandre de Moraes. A defesa sugeriu que o procedimento ocorra nos dias 24 ou 25 de abril e pediu que eventual liberação cubra todas as etapas do tratamento, do pré-operatório à reabilitação.

Segundo os advogados, a cirurgia tem como objetivo reparar o manguito rotador e lesões associadas no ombro direito, por via artroscópica, técnica minimamente invasiva. Laudos enviados ao STF apontam dor persistente e limitação funcional no local.

Na semana passada, médicos encaminharam ao STF um documento informando que as dores no ombro direito apresentaram melhora. Apesar disso, os profissionais indicaram a realização de cirurgia, após o quadro ser considerado refratário à fisioterapia e ao tratamento conservador.

A recomendação consta em relatório fisioterapêutico anexado ao processo de execução penal em tramitação no Supremo. O material integra o acompanhamento clínico do ex-presidente durante o período de prisão domiciliar.

Jair Bolsonaro em sua residência, cumprindo prisão domiciliar após receber alta hospitalar. (Foto: André Borges/EFE)

Segundo a defesa, a solicitação possui caráter médico. “O que se busca é apenas viabilizar tratamento médico reputado necessário pelo especialista assistente, preservando-se a integridade física, a funcionalidade do membro acometido, a qualidade de vida e a própria dignidade do requerente de maneira que a permanência de seu quadro clínico redundaria em restrição ao direito fundamental à saúde e ao acesso ao tratamento prescrito”, afirmou.

A petição também afirma que a cirurgia foi indicada por especialista após a falha do tratamento conservador: “Foi formalmente indicado procedimento cirúrgico para reparação do manguito rotador do ombro direito e das lesões associadas, por via artroscópica”.

A equipe médica relata ainda uma rotina de cuidados em casa, com dieta e sessões frequentes de fisioterapia. “Busca-se viabilizar tratamento médico necessário, com o objetivo de preservar a integridade física, a funcionalidade do membro acometido, a qualidade de vida e a dignidade do requerente”, disse a defesa.

Jair Bolsonaro em prisão domiciliar após receber alta hospitalar. (Foto: André Borges/EFE)
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado. Em 13 de março, ele foi internado com broncopneumonia bacteriana bilateral.

O quadro levou o ministro Alexandre de Moraes a conceder prisão domiciliar humanitária por 90 dias, iniciada em 27 de março, após manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República. A medida inclui restrições, como controle de visitas e proibição de uso de celular.

Documentos médicos indicam melhora após o quadro de pneumonia bilateral, embora ainda haja registros de dor e fadiga muscular. Relatórios enviados ao STF em 17 de abril apontam evolução do quadro pulmonar e digestivo.

“Boa evolução do quadro pulmonar e digestivo, melhora das queixas de dispneia, cansaço e refluxo gastroesofágico, com maior disposição física”, escreve o médico.

Segundo outro trecho, houve ajuste na medicação devido a crises de soluço e perda de equilíbrio: “Devido a ação central dos medicamentos indicados para as crises de soluço, com consequência perda de equilíbrio, optamos por ajuste na posologia e redução das doses diárias, com resposta satisfatória até o momento”.

Na última semana, um relatório fisioterapêutico também apontou que Bolsonaro teve uma crise de aproximadamente oito horas de soluços. Os laudos mais recentes foram incluídos no processo como parte do monitoramento de saúde.

Fonte: DCM

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