quarta-feira, 22 de abril de 2026

Boulos denuncia ataque de Flávio Bolsonaro aos aposentados e aos direitos sociais, e pede mobilização

Declaração inclui alerta sobre BPC e salário mínimo sem ganho real

       Boulos (Foto: Divulgação)

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou que há risco de prejuízos aos aposentados e aos programas sociais caso Flávio Bolsonaro (PL-RJ) avance politicamente com propostas que impactem a Previdência. As declarações apontam para possíveis efeitos no custo de vida e na renda de beneficiários.

As informações foram divulgadas em declaração pública nesta quarta-feira (22). Segundo o próprio Boulos, que comentou o tema em vídeo publicado nas redes sociais, as medidas podem atingir diretamente trabalhadores e aposentados.

De acordo com o ministro, há preocupação com o aumento do custo de vida sem reajuste proporcional nos benefícios. “Custo de vida aumenta, as coisas vão ficando mais caras no mercado, e a aposentadoria fica igual. Ele também quer congelar o BPC (Benefício de Prestação Continuada)”, afirmou.

Boulos também citou a possibilidade de congelamento de benefícios previdenciários e de despesas sociais, incluindo áreas como saúde e educação. O ministro associou essas medidas a um impacto direto na renda da população mais vulnerável.

No vídeo, ele relembrou propostas apresentadas em 2022 pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na ocasião, o salário mínimo previsto era de R$ 1.294, sem aumento real pelo quarto ano consecutivo. A Lei de Diretrizes Orçamentárias sancionada naquele período fixou o valor com base apenas na reposição nominal, resultando em reajuste de R$ 82 em relação ao ano anterior.

Ao abordar o cenário político, Boulos também defendeu mobilização social diante de possíveis propostas semelhantes no futuro. “Compartilhe este vídeo para todo mundo saber a verdade”, declarou o ministro ao final da gravação.

As declarações ampliam o debate sobre políticas econômicas e sociais e reforçam a disputa em torno de propostas voltadas à Previdência e à proteção de renda no país.
Fonte: Brasil 247 

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