O ex-deputado federal cassado Alexandre Ramagem foi preso nesta segunda-feira (13) pelo ICE (Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos Estados Unidos). Embora tenha evitado falar com jornalistas brasileiros, ele afirmou que estava tentando atuar como repórter e só voltaria ao Brasil caso fosse concedida uma anistia.
Em março de 2026, Ramagem participou do CPAC, maior evento conservador do mundo, onde atuou como comentarista para a Revista Timeline, ligada ao blogueiro bolsonarista Allan dos Santos. Durante o evento, ele também entrevistou políticos brasileiros e fez análises políticas para o site.
Em resposta à sua detenção, Allan dos Santos, em post nas redes sociais, garantiu que Ramagem não estaria desamparado. “Rezem por Ramagem, que tudo será resolvido. As leis americanas são bem claras e tudo será conduzido dentro das leis americanas”, escreveu.
Mais tarde, ele afirmou que Ramagem estava em um “procedimento administrativo de imigração” nos Estados Unidos, sem acusações criminais, e que a defesa já estava trabalhando no caso. Ele também afirmou que o processo estava seguindo os trâmites legais perante as autoridades competentes.

De acordo com informações da Polícia Federal, Ramagem, que vive na Flórida com a família, é considerado foragido da Justiça brasileira desde que se mudou para os Estados Unidos no ano passado. Segundo o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, Ramagem deixou o Brasil de forma clandestina, atravessando a fronteira com a Guiana.
Foi uma figura central na trama golpista que envolveu diversos membros do governo Bolsonaro e aliados. Ele foi condenado em novembro de 2025, com a decisão definitiva decretando a participação de Ramagem no núcleo central do golpe.
Durante os meses que se seguiram, Ramagem se refugiou na Flórida, onde vive em um condomínio de luxo. No período, continuou atuando de maneira remota, gravando vídeos e até mesmo votando à distância nas sessões da Câmara, apoiado por atestados médicos.
Em dezembro de 2025, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), havia determinado a abertura de um processo de extradição contra Ramagem, que se encontra agora em um cenário de disputa judicial internacional.
Fonte: DCM
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