quarta-feira, 4 de março de 2026

Pastor Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, se entrega à PF após operação


       O pastor da Lagoinha Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. Foto: reprodução

Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, teria se entregado à Polícia Federal, de acordo com sua defesa, após ser alvo de mandado de prisão preventiva na terceira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quarta-feira (4). A investigação apura um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo integrantes do sistema financeiro.

Segundo a defesa, Zettel decidiu se apresentar voluntariamente às autoridades logo após a operação ser tornada pública. Em nota, os advogados afirmaram: “Em que pese não ter tido acesso ao objeto das investigações, Fabiano está à inteira disposição das autoridades”. Ele é considerado pelas autoridades um dos nomes próximos ao banqueiro Daniel Vorcaro em negócios e investimentos.

No último domingo (1°), em entrevista ao “Canal Livre”, da Band, Valdemar Costa Neto, presidente do Partido Liberal, admitiu que Zettel depositou R$ 3 milhões para financiar a campanha de Bolsonaro. Segundo o dirigente, o valor sequer passou pela sigla para garantir que o ex-presidente tivesse acesso integral ao dinheiro. O pastor também é apontado como o maior doador da campanha de Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo.

Na mesma operação, Vorcaro foi preso em São Paulo e levado para a Superintendência da Polícia Federal na capital paulista. A nova fase da Operação Compliance Zero busca aprofundar as apurações sobre a atuação de um grupo suspeito de realizar operações financeiras fraudulentas e movimentar grandes volumes de recursos de forma irregular.

De acordo com os investigadores, o esquema teria envolvido a emissão e negociação de títulos de crédito fraudulentos. Esses papéis teriam sido utilizados para movimentar grandes quantias de dinheiro e alimentar operações de lavagem de capitais.

O nome da operação, Compliance Zero, faz referência à suposta ausência de mecanismos de controle e governança nas instituições investigadas, o que teria facilitado crimes como gestão fraudulenta, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro.

Além das prisões, a Justiça autorizou o cumprimento de 15 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Minas Gerais. Durante as diligências, agentes buscam documentos, dispositivos eletrônicos e outros materiais considerados relevantes para o avanço das investigações.

Por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), também foram decretadas medidas de sequestro e bloqueio de bens que podem chegar a R$ 22 bilhões. A decisão tem como objetivo impedir a movimentação de ativos possivelmente ligados ao grupo investigado e preservar valores que possam ter relação com práticas ilícitas.

Também foram determinadas ordens de afastamento de cargos públicos e outras medidas cautelares. As investigações apontam indícios da prática de diversos crimes, entre eles corrupção, lavagem de dinheiro, invasão de dispositivos informáticos, ameaças e delitos financeiros relacionados ao mercado de crédito.

Fonte: DCM

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