Deputado afirma que fraude teria sido viabilizada na gestão de Campos Neto no BC e diz que Lula determinou investigação completa sobre o Banco Master
O deputado federal Lindbergh Farias afirmou que as investigações sobre o Banco Master devem avançar sem interrupções e que a orientação do governo federal é apurar todas as responsabilidades no caso. “Todas as condições para a fraude do Banco Master foram criadas na gestão de Roberto Campos Neto à frente do BC, durante o governo de Jair Bolsonaro. Se alguns setores estão revoltados esperando um grande acordão, eu digo a vocês: a determinação do presidente Lula é que tudo seja investigado. A Polícia Federal e a Receita Federal não vão parar!”, declarou o parlamentar.
Segundo informações divulgadas pelo portal Brasil 247, as declarações ocorrem no contexto de novas revelações sobre a atuação de servidores do Banco Central na época em que Roberto Campos Neto presidia a instituição. Reportagem do jornal Valor Econômico indica que relatórios elaborados por técnicos da autarquia tiveram peso na avaliação do Banco Master e contribuíram para afastar, naquele momento, a hipótese de liquidação da instituição financeira.
De acordo com a apuração, os servidores Paulo Souza e Belline Santana, que atuavam na área de supervisão do Banco Central, produziram análises internas apontando normalidade nas operações do banco. Esses documentos foram apresentados à direção da autarquia mesmo diante de alertas vindos do mercado financeiro sobre possíveis irregularidades envolvendo a instituição controlada pelo empresário Daniel Vorcaro.
Ainda segundo o Valor Econômico, Campos Neto chegou a receber esses alertas e determinou que Paulo Souza analisasse as carteiras do Banco Master. O relatório produzido pelo servidor, no entanto, concluiu que não havia irregularidades relevantes nas operações do banco, avaliação que ajudou a afastar medidas mais duras contra a instituição naquele período.
O cenário mudou posteriormente com o avanço das investigações da Polícia Federal. Paulo Souza e Belline Santana passaram a ser investigados sob suspeita de atuar em favor de Vorcaro dentro do Banco Central. Por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, ambos foram submetidos ao uso de tornozeleira eletrônica. A decisão judicial citada na reportagem menciona indícios de que os servidores teriam recebido vantagens financeiras ligadas ao banco.
As investigações também examinam episódios considerados relevantes para a estratégia jurídica de Vorcaro, como a elaboração de um relatório sobre uma reunião realizada em novembro de 2025 entre o empresário e o diretor de fiscalização do Banco Central, Ailton Aquino. Com o avanço das apurações da Polícia Federal e das investigações internas abertas pela atual direção do Banco Central, o caso passou a levantar novos questionamentos sobre decisões tomadas durante a gestão de Campos Neto e sobre a atuação de servidores responsáveis pela supervisão da instituição financeira.
Fonte: Brasil 247
Nenhum comentário:
Postar um comentário