terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Pacheco reduz resistência e admite possibilidade de disputar o governo de Minas

Ex-presidente do Senado estuda novo partido e pode ser o candidato de Lula em Minas Gerais

      Lula e Rodrigo Pacheco (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (MG) voltou a movimentar o tabuleiro político em Minas Gerais ao reconsiderar sua decisão de se afastar da vida pública. Em meio a conversas com diferentes partidos, o senador passou a admitir a possibilidade de disputar o governo estadual em 2026, contando com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que vê no mineiro um nome estratégico para fortalecer seu palanque no estado, informa o Estado de Minas.

A saída de Pacheco do PSD é tratada como um movimento praticamente inevitável por aliados próximos. O desgaste se intensificou depois que o presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, passou a apostar na filiação e eventual candidatura do vice-governador Mateus Simões ao Palácio Tiradentes, em alinhamento com o governador Romeu Zema (Novo). Esse redesenho interno afastou o senador de qualquer protagonismo no projeto estadual do partido.

“Não há como ele [Pacheco] seguir em um partido que optou pelo caminho de apoiar os adversários políticos da direita”, afirmou um interlocutor do senador, sob reserva.

Diante desse cenário, Pacheco iniciou diálogos com dirigentes do União Brasil, do MDB e do PSB, avaliando qual sigla ofereceria condições políticas mais compatíveis com uma candidatura de perfil centrista. Em Minas, o União Brasil abriga aliados históricos do senador, como o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião, o que reforça a atratividade da legenda. Além disso, Lula tem incentivado essa aproximação, enxergando nela uma chance de retomar articulações em torno do nome de Pacheco, inclusive envolvendo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (AP), uma das principais lideranças nacionais do partido.

Apesar disso, há obstáculos. Pacheco aguarda definições sobre a posição do União Brasil em relação à federação com o PP e a possibilidade de imposição de apoio a candidaturas de direita nos estados. Caso essa orientação se confirme, o caminho se tornaria inviável para um projeto que conte com o respaldo do presidente da República. O presidente nacional do União, Antônio Rueda, tem sinalizado disposição para um distanciamento do governo federal, movimento que poderia culminar no apoio a uma eventual candidatura presidencial do governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Paralelamente, o MDB também entrou no radar. O senador recebeu recentemente um convite do presidente nacional da sigla, Baleia Rossi, opção que segue em análise. Houve ainda conversas com o PSB, embora Pacheco demonstre resistência a se filiar a um partido identificado com a esquerda. “A ideia é construir uma candidatura de centro, e é claro que a esquerda vai apoiar esse nome”, disse um aliado.

No xadrez eleitoral mineiro, outros nomes já aparecem como potenciais candidatos ao governo, em sua maioria ligados ao campo da direita. Pesquisas recentes apontam o senador Cleitinho (Republicanos) como favorito, embora ele ainda não tenha confirmado se entrará na disputa. Nesse contexto, aliados de Pacheco avaliam que o ex-presidente do Senado poderia herdar parte significativa do eleitorado que votou em Lula no estado em 2022, quando o presidente obteve 6,2 milhões de votos no segundo turno, o equivalente a 50,20% dos votos válidos.

Para Lula, a insistência no nome de Pacheco faz parte de uma estratégia mais ampla para consolidar um palanque competitivo em Minas Gerais, estado historicamente decisivo nas eleições presidenciais. A definição do futuro partidário do senador, no entanto, ainda depende do desfecho dessas negociações e da configuração final das alianças nacionais e regionais.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Estado de Minas

Acordo UE-Mercosul manda mensagem poderosa para o mundo, diz Ursula Von der Leyen

Presidente da Comissão Europeia afirma em Davos que tratado reúne 31 países, 700 milhões de consumidores e envia sinal global a favor do comércio justo

      Ursula von der Leyen (Foto: Yves Herman/Reuters)

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou nesta terça-feira (20), durante participação no Fórum Econômico Mundial, em Davos, que o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul estabelece a maior zona de livre comércio do planeta. O tratado foi concluído após 25 anos de negociações e assinado no último sábado (17), no Paraguai, consolidando uma das mais amplas parcerias econômicas globais.

Segundo Von der Leyen, o acordo envolve 31 países, mais de 700 milhões de consumidores e aproximadamente 20% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, dimensão que, segundo ela, confere peso estratégico ao tratado.

Ao destacar o alcance simbólico do pacto, a presidente da Comissão Europeia afirmou: “Este acordo, manda uma mensagem poderosa para o mundo: estamos usando o comércio justo no lugar de tarifas, a parceria em vez do isolamento e a sustentabilidade no lugar da exploração”. Para Von der Leyen, o entendimento entre os blocos sinaliza uma alternativa às políticas protecionistas e reforça a cooperação multilateral.

A dirigente também ressaltou que a estratégia comercial da União Europeia não se limita à América Latina. “No ano passado, fizemos novos acordos com o México, Indonésia e Suíça. Estamos trabalhando com um novo acordo de comércio livre com a Austrália, e também estamos avançando com as Filipinas, Tailândia, Malásia, os Emirados Árabes Unidos e mais”, declarou.

Ao encerrar sua fala, Von der Leyen reforçou a visão de longo prazo da Europa em relação ao comércio internacional e aos novos polos econômicos globais. “A Europa quer fazer negócios com os centros de crescimento de hoje e com as potências econômicas deste século, da América Latina ao Indo-Pacífico. A Europa sempre escolherá o mundo, e o mundo está pronto para escolher a Europa”, completou.

Fonte: Brasil 247

VÍDEO: Campeão mundial pelo Inter, ex-jogador Perdigão é espancado por PMs em estádio

 

Perdigão mostra hematomas após espancamento. Foto: reprodução
O ex-jogador de futebol Cleilton Vicente, o Perdigão, campeão mundial pelo Inter em 2006, foi agredido por um policial militar após uma partida entre São Joseense e Operário-PR, em Curitiba, no domingo (18). O ex-atleta, de 48 anos, publicou vídeos e fotos dos hematomas nas redes sociais, classificando o episódio como “extremamente constrangedor e doloroso”. Ele atuou por clubes como Corinthians, Athletico-PR e Vasco.

“Situação extremamente constrangedora que vivi. Fui covardemente agredido por um membro despreparado da PM”, escreveu Perdigão. As imagens mostram o ex-jogador sendo atingido por golpes de cassetete e empurrões. Ele afirma que se aproximou do agente apenas para cumprimentá-lo após o jogo. “Não sei se houve mal-entendido, mas, de forma repentina, ele veio me agredindo”, relatou.

Perdigão disse que tentou se afastar para evitar confusão, não foi rude e não reagiu às agressões. O caso ocorreu na Vila Capanema, estádio do Operário-PR. O ex-atleta lamentou que “uma atitude isolada acabe manchando a imagem de uma instituição que deveria proteger o cidadão”.

Fonte: DCM

Argentina que imitou macaco em gesto racista ignora Justiça e não coloca tornozeleira


       A advogada Argentina. Foto: Reprodução

A advogada argentina Agostina Páez, de 29 anos, investigada por gesto racista registrado em vídeo dentro de um bar no Rio de Janeiro, ainda não colocou tornozeleira eletrônica, apesar de determinação da Justiça do estado. A decisão foi tomada na última quarta-feira (14), como medida cautelar para garantir o andamento da investigação e impedir a saída do país sem autorização judicial.

Segundo a Justiça, a instalação do equipamento depende de comparecimento da investigada à Central de Monitoramento Eletrônico, sob responsabilidade da Secretaria de Administração Penitenciária. A decisão não estabeleceu prazo específico para a colocação da tornozeleira, mas prevê que Agostina está ciente da obrigação. O Judiciário informou que o processo tramita sob sigilo, o que limita a divulgação de novos detalhes.

O caso ocorreu na madrugada de terça-feira (14), quando a argentina foi filmada fazendo gestos que imitam um macaco e pronunciando a palavra “mono”, em espanhol, direcionados a um funcionário do bar, segundo registro policial. A vítima, que não teve a identidade divulgada, registrou boletim de ocorrência por injúria racial. Em depoimento, Agostina afirmou que estava “brincando” e negou intenção discriminatória. A defesa foi procurada e o texto será atualizado em caso de manifestação.

Fonte: DCM

Fachin antecipa retorno e se reúne com ministros do STF para discutir o caso Master

Ponto central das conversas será a manutenção de Dias Toffoli à frente do inquérito do Banco Master

Edson Fachin e Dias Toffoli (Foto: Rosinei Coutinho/STF | Victor Piemonte/STF)

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, decidiu antecipar sua volta a Brasília diante do desgaste institucional provocado pelo chamado Caso Master. A crise envolvendo o banco e as decisões tomadas no inquérito em curso passaram a gerar tensões dentro e fora da Corte, levando o magistrado a retomar as atividades antes do previsto para tentar administrar os impactos sobre a imagem do tribunal. As informações são do G1.

A partir desta terça-feira (20), Fachin iniciará conversas diretas com os demais ministros do STF. O objetivo é discutir os desdobramentos do caso e buscar uma saída institucional para os conflitos que se instalaram nos últimos dias.

Fachin estava em período de férias e havia transferido interinamente a presidência da Corte ao vice-presidente, ministro Alexandre de Moraes. O retorno oficial estava programado apenas para o fim de semana, já que a abertura do ano Judiciário está marcada para 2 de fevereiro. A decisão de antecipar a volta, no entanto, foi tomada após diálogos com colegas do tribunal, diante da avaliação de que a situação exigia uma atuação imediata da presidência.

No centro das discussões está a condução do inquérito do Caso Master pelo ministro Dias Toffoli. Determinações recentes do relator, consideradas atípicas por diferentes atores institucionais, provocaram reações da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República (PGR). As medidas também causaram desconforto entre advogados de investigados, ampliando o clima de impasse.

Entre as decisões que acirraram o debate está a determinação de que depoimentos relacionados ao caso sejam colhidos diretamente no STF, e não nas dependências da Polícia Federal. A iniciativa foi interpretada por integrantes das instituições envolvidas como uma mudança relevante no rito tradicional de apurações dessa natureza.

A expectativa é de que as conversas conduzidas por Fachin nos próximos dias busquem avaliar a permanência de Toffoli à frente do inquérito e restabelecer um equilíbrio institucional entre o Supremo, a PGR e a Polícia Federal. O movimento do presidente do STF sinaliza uma tentativa de conter a escalada de tensões e preservar a credibilidade da Corte em meio a um caso que ganhou forte repercussão política e jurídica.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

Beto Preto será homenageado com título de Cidadão Benemérito de Jandaia do Sul


      Foto: Divulgação

O secretário de estado da saúde e deputado federal licenciado, Carlos Alberto Gebrim Preto, o Beto Preto (PSD), irá receber nas próximas semanas o título de “Cidadão Benemérito” do Município de Jandaia do Sul. A honraria foi proposta pelo vereador Tadeu Rocco (União Brasil) e aprovada por unanimidade na Câmara Municipal.

A outorga do título também já foi sancionada pelo prefeito de Jandaia do Sul, Benedito José Púpio, o “Ditão Púpio”. A solenidade deve ser agendada para a segunda quinzena de fevereiro ou, no mais tardar, no início de março.

A concessão da honraria é justificada pelos bons e relevantes serviços prestados a Jandaia do Sul, pelo secretário de estado da saúde Beto Preto. Na sua proposição o vereador Tadeu Rocco cita uma série de conquistas em favor do município e também destaca a competência e o avanço da saúde pública no Paraná, seja na estrutura física de hospitais e unidades básicas, além de programas e equipamentos levados a todas regiões.

“Desde que assumiu a Secretaria de Estado da Saúde, em 2019, Beto Preto, sempre pautou sua trajetória na defesa da saúde e do bem estar da população paranaense”, enaltece o vereador Tadeu Rocco. Ele faz questão de lembrar ainda a firmeza e competência de Beto Preto no enfrentamento da pandemia da Covid-19. “Defendeu a vacina e foi o protagonista em diversas medidas de prevenção e combate à doença e do controle do cenário epidemiológico no estado”, destaca Rocco.
Especificamente em relação a Jandaia do Sul, o autor do título cita importantes avanços na estrutura da saúde, sob sua gestão à frente da Sesa. “Vale destacar a reabertura do Hospital Nossa Senhora de Fátima; autorização de R$6,6 milhões em recursos para a saúde municipal, ampliando capacidade de atendimento; aquisição de modernos equipamentos hospitalares; e implantação de um novo Pronto Atendimento Municipal (PAM), com investimento de R$ 7 milhões em estrutura e equipamentos”, relata Tadeu Rocco.

O secretário de saúde Beto Preto se manifesta muito agradecido pela honraria proposta pelo vereador Tadeu Rocco e aprovada por unanimidade pelos demais membros do legislativo de Jandaia. E também já sancionada pelo prefeito Ditão Púpio.
“Só tenho a agradecer muito ao vereador Tadeu Rocco, aos demais vereadores e ao prefeito Ditão Púpio. O Rocco foi secretário municipal de saúde em Jandaia e também trabalhei com ele na Cooperval. Agradeço a confiança de tantos amigos que temos em jandaia do Sul, cidade que convivi muito desde minha juventude e que tive a oportunidade trabalhar como médico”, comenta o secretário Beto Preto, reiterando seu orgulho pela homenagem.

Fonte: Assessoria

Estados governados pela oposição foram os mais dependentes da União em 2025

Relatório do Tesouro mostra que governos estaduais críticos a Lula concentraram a maior parte do socorro federal para pagamento de dívidas garantidas

Governadores Eduardo Leite (RS), Romeu Zema (MG) e Claudio Castro (RJ) (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

Os estados administrados por partidos de oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foram, em 2025, os que mais dependeram do apoio financeiro da União para evitar a inadimplência em compromissos com bancos e organismos internacionais. Ao longo do ano, o governo federal precisou assumir o pagamento de parcelas de empréstimos estaduais garantidos pela União, em um movimento que impediu o calote dessas administrações e preservou a credibilidade do país no sistema financeiro, relata o Metrópoles.

As informações constam no Relatório Mensal de Garantias Honradas pela União em Operações de Crédito e Recuperação de Contragarantias, divulgado pela Secretaria do Tesouro Nacional. O documento aponta que, somente em 2025, a União desembolsou cerca de R$ 11 bilhões para cobrir dívidas de estados que não conseguiram honrar seus compromissos.

Entre os maiores beneficiários do mecanismo estão Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás. Todos esses estados são governados por aliados da oposição ao governo Lula e estão inseridos no Regime de Recuperação Fiscal (RRF), programa voltado a entes federativos em grave crise financeira.

Na prática, quando um estado deixa de pagar um financiamento que conta com garantia federal, a União assume a obrigação. A medida evita impactos negativos sobre o crédito público brasileiro e assegura o cumprimento de contratos junto a instituições financeiras e organismos multilaterais.

O Regime de Recuperação Fiscal permite que estados em dificuldades adotem um conjunto de medidas para reequilibrar as contas ao longo de vários anos. Ao aderir ao programa, os governos estaduais obtêm benefícios imediatos, como a suspensão temporária do pagamento de dívidas com a União e o socorro federal em operações de crédito garantidas. Em contrapartida, precisam cumprir um rigoroso plano de ajuste fiscal, que inclui limites para gastos com pessoal, restrições a reajustes salariais, privatizações, revisão de incentivos fiscais e reformas administrativas.

As dívidas que deixam de ser pagas durante a vigência do RRF não são perdoadas. Elas são refinanciadas pela União em prazos longos, que podem chegar a até 360 meses, o que transfere o impacto financeiro para o futuro. Além disso, enquanto o regime está em vigor, a União não executa as contragarantias dos estados, o que explica o baixo volume de recuperação imediata dos valores desembolsados.

Em 2025, o Rio de Janeiro, governado por Cláudio Castro (PL), foi o estado mais beneficiado, com R$ 4,69 bilhões pagos pela União, o equivalente a 42,35% de todo o montante honrado no ano. Minas Gerais, sob a gestão de Romeu Zema (Novo), aparece na sequência, com R$ 3,55 bilhões, representando 32,05% do total.

O Rio Grande do Sul, administrado por Eduardo Leite (PSD), teve R$ 1,59 bilhão de dívidas quitadas pelo governo federal, enquanto Goiás, governado por Ronaldo Caiado (União Brasil), contou com R$ 888,06 milhões em pagamentos realizados pela União.

Os dados históricos reforçam a dimensão do problema fiscal enfrentado por estados e municípios. Desde 2016, o governo federal já desembolsou R$ 86,52 bilhões para cobrir dívidas garantidas de entes subnacionais, mas conseguiu recuperar apenas R$ 5,9 bilhões desse valor. Somente em dezembro de 2025, a recuperação somou R$ 25,02 milhões.

A maior parte das garantias honradas, cerca de R$ 76,97 bilhões, está concentrada justamente nos estados que participam do Regime de Recuperação Fiscal, beneficiados pela suspensão temporária da execução das contragarantias. Outros fatores também reduzem a capacidade de ressarcimento, como R$ 1,90 bilhão utilizados na compensação de perdas de arrecadação do ICMS e R$ 368,19 milhões considerados irrecuperáveis em razão de decisões judiciais envolvendo municípios como Taubaté (SP), Caucaia (CE) e São Gonçalo do Amarante (RN).

O relatório mostra ainda que apenas em dezembro de 2025 a União precisou desembolsar R$ 1,48 bilhão para cobrir dívidas garantidas. Desse total, R$ 643,96 milhões foram destinados ao Rio de Janeiro e R$ 626,19 milhões a Minas Gerais. Goiás recebeu R$ 72,36 milhões, enquanto o Rio Grande do Sul contou com R$ 70,81 milhões, além de repasses a outros estados e municípios do país.

Embora o mecanismo de garantias seja tradicional na política fiscal brasileira, os números de 2025 evidenciam uma contradição política. Governadores da oposição, que frequentemente criticam a condução da política econômica do governo federal, mantêm forte dependência da União para equilibrar as contas e evitar a inadimplência. Nesse cenário, o Tesouro Nacional segue atuando como fiador de última instância, impedindo que crises fiscais estaduais provoquem efeitos sistêmicos sobre o crédito público do Brasil.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Janja se manifesta sobre o caso de assédio no BBB e pede enfrentamento à violência contra mulheres

Primeira-dama prestou solidariedade à participante Jordana após denúncia no reality show

Janja Lula da Silva (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, se manifestou nas redes sociais nesta segunda-feira (19) sobre o caso de assédio ocorrido no Big Brother Brasil no último fim de semana e afirmou que o episódio evidencia a naturalização da violência de gênero na sociedade brasileira. As declarações foram feitas em publicação nas redes sociais. As informações são da CNN Brasil.

"Mesmo diante de centenas de câmeras e sob o olhar de milhões de pessoas, um homem se sentiu à vontade para violar o corpo de uma mulher, escancarando mais uma vez a naturalização da violência de gênero em nossa sociedade", escreveu Janja.

⊛ Entenda o caso

O caso ocorreu no domingo (18), quando Pedro Henrique Espíndola, então participante do programa, apertou o botão de desistência após ser acusado por Jordana de comportamento agressivo e tentativa de beijo forçado. Ao entrar no confessionário depois de anunciar sua saída, ele confirmou o ocorrido.

Na manifestação, Janja prestou solidariedade à participante e ampliou a mensagem a todas as mulheres vítimas de violência. "Dentro ou fora da casa mais vigiada do Brasil, o assédio não pode ser relativizado ou ignorado. Toda a minha solidariedade à participante Jordana e a todas as mulheres que são diariamente violentadas no Brasil. Sigamos juntas e firmes nessa luta, até que estejamos todas vivas e em paz", afirmou.

⊛ Apelo aos homens e investigação policial

A primeira-dama também direcionou um apelo aos homens, pedindo engajamento ativo no enfrentamento à violência de gênero. "Não normalizem a violência, intervenham, falem sobre isso em suas rodas de conversa e sejam parte ativa do enfrentamento", completou.

Após a denúncia, foi informado que o ex-participante prestará depoimento à Polícia do Rio de Janeiro. O caso está sob investigação da Delegacia de Atendimento à Mulher de Jacarepaguá. Em nota, a corporação informou que tomou conhecimento do episódio por meio da exibição do programa e que convocará Pedro para prestar esclarecimentos, embora a data ainda não tenha sido definida.

Fonte: Brasil 247 com informações da CNN Brasil

Moraes indefere parte de pedido da defesa sobre perícia médica de Bolsonaro

Ministro do STF descarta questões jurídicas, como prisão domiciliar e regime de cumprimento da pena, e mantém avaliação clínica objetiva

Brasília (DF) - 02/09/2025 - O ministro do STF Alexandre de Moraes (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu vetar parte das perguntas apresentadas pela defesa de Jair Bolsonaro no âmbito de uma perícia médica solicitada à Polícia Federal. Os quesitos tinham como objetivo avaliar o estado de saúde do ex-presidente e verificar se seu quadro clínico permitiria a permanência em unidade prisional ou justificaria a concessão de prisão domiciliar por razões humanitárias.

Segundo Moraes, alguns dos 39 questionamentos formulados pelos advogados extrapolam o objeto da perícia médica ao exigirem interpretações subjetivas da legislação, o que não cabe aos profissionais responsáveis pelo exame clínico. O ex-mandatário cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão, fixada em regime inicial fechado, por tramar um golpe de Estado após ser derrotado pelo então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial de 2022.

⊛ Decisão do STF delimita alcance da perícia

A perícia médica foi determinada no dia 15 de janeiro, quando Alexandre de Moraes autorizou a remoção do ex-mandatário da Superintendência da Polícia Federal para uma Sala de Estado Maior no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. Na mesma ocasião, o ministro ordenou a realização de avaliação por junta médica oficial para analisar o quadro clínico do apenado.

A defesa indicou um assistente técnico e apresentou diversos quesitos à perícia, com o objetivo de avaliar se o estado de saúde de Bolsonaro seria compatível com o cumprimento da pena em ambiente prisional. A Procuradoria-Geral da República (PGR) informou ao STF que não apresentaria perguntas adicionais.

⊛ Defesa teve quesitos considerados impertinentes

Ao analisar os pedidos, Moraes homologou o assistente técnico indicado pelos advogados, mas rejeitou parte das questões apresentadas. Segundo o ministro, alguns quesitos extrapolavam o objetivo técnico da perícia ao sugerirem análises jurídicas ou avaliações subjetivas.

“Foram indeferidos quesitos que demandavam avaliação sobre eventual necessidade de prisão domiciliar ou sobre interpretação de dispositivos legais, matérias que não competem à junta médica”, registrou o magistrado na decisão.

⊛ Decisão do STF limita escopo da perícia médica

Entre as perguntas indeferidas estão aquelas que buscavam saber se o quadro clínico de Bolsonaro exigiria que ele permanecesse em ambiente extra-hospitalar e domiciliar adequadamente estruturado. Também foram rejeitados quesitos que questionavam se as condições clínicas descritas e a complexidade assistencial exigida pela boa prática médica seriam compatíveis com a permanência do paciente em unidade prisional.

No entendimento do ministro, esse tipo de indagação ultrapassa a análise técnica da saúde do periciado e invade o campo da avaliação jurídica, que compete exclusivamente ao Judiciário.

Moraes também indeferiu perguntas que tratavam de eventual risco aumentado, concreto e previsível de agravamento das doenças de base, sofrimento evitável ou ocorrência de eventos fatais em razão da permanência na prisão. Outro quesito barrado foi o que buscava enquadrar o conjunto de doenças crônicas, fragilidade clínica e riscos cardiovascular, respiratório, neurológico e psiquiátrico como caracterizadores de enfermidade grave. Segundo o magistrado, essas questões exigiriam juízo de valor jurídico e não se limitariam à constatação médica objetiva.

Fonte: Brasil 247

STF torna ré mulher que xingou Flávio Dino em voo no Maranhão


       O ministro Flávio Dino – Reprodução

O Supremo Tribunal Federal tornou ré a mulher que hostilizou o ministro Flávio Dino dentro de um avião, em São Luís (MA), em setembro do ano passado. A 1ª Turma da Corte recebeu, por unanimidade, a denúncia apresentada contra a enfermeira Maria Shirlei Piontkievicz, de 57 anos.

A decisão foi tomada em dezembro, em julgamento realizado no plenário virtual do STF. O acórdão foi publicado no Diário de Justiça Eletrônico (DJE) na sexta-feira passada. O processo tramita em sigilo desde que foi autuado, ainda em setembro.

O episódio ocorreu pouco antes da decolagem de um voo com destino a Brasília. Segundo a denúncia, a passageira passou a hostilizar o ministro dentro da aeronave, elevando o tom de voz e direcionando insultos enquanto apontava para Dino.

enfermeira Maria Shirlei Piontkievicz sorrindo, com cachorro em campo de girassóis
A enfermeira Maria Shirlei Piontkievicz – Reprodução
De acordo com os autos, Maria Shirlei Piontkievicz foi denunciada pelos crimes de injúria, incitação ao crime e atentado contra a segurança de transporte marítimo, fluvial ou aéreo. A 1ª Turma é composta pelos ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin.

Relatos incluídos no processo indicam que a acusada tentou se aproximar do ministro aos gritos e foi contida pelo segurança. Entre as frases atribuídas a ela estão declarações de desrespeito e questionamentos de cunho ideológico, proferidos em voz alta dentro da aeronave.

A Procuradoria-Geral da República, responsável pela denúncia, apontou que a conduta teria potencial de causar instabilidade a bordo. Conforme revelado anteriormente, Piontkievicz é servidora da Secretaria Estadual de Saúde do Paraná e integrava um grupo de turistas em viagem ao Maranhão quando o episódio ocorreu.

Fonte: DCM

Brasil vê cenário favorável e aguarda decisão da Itália sobre extradição de Zambelli

Governo avalia que garantias foram cumpridas e aposta que Itália não contrariará parecer judicial sobre extradição

     Carla Zambelli (Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados)

A Corte de Apelação de Roma analisa nesta terça-feira (20) o pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli, em um julgamento acompanhado com expectativa pelo governo brasileiro. A avaliação de autoridades envolvidas no caso é de que o processo entrou em sua fase decisiva, após sucessivos adiamentos e a entrega de toda a documentação solicitada pela Justiça italiana.

As informações foram publicadas por Malu Gaspar, em O Globo, que destaca a confiança do Itamaraty em um desfecho favorável. Segundo integrantes do governo brasileiro que acompanham o caso, o entendimento é de que o “cerco está se fechando” em torno da ex-parlamentar, presa em Roma desde julho do ano passado.

A audiência desta terça ocorre depois de duas sessões adiadas, a última delas a pedido da defesa, que solicitou mais tempo para analisar documentos enviados pelo Brasil sobre as condições do sistema prisional. De acordo com autoridades brasileiras, além de todos os esclarecimentos sobre o cumprimento de pena, também foram encaminhados dados relativos à segunda condenação de Zambelli, o que reforçaria o pedido de extradição.

Ainda conforme essa avaliação, os argumentos apresentados pela defesa perderam força ao longo do processo. A alegação de perseguição política foi considerada inconsistente, e a questão de saúde da ex-deputada deixou de ser um fator relevante para as autoridades italianas. Apesar do otimismo, integrantes do governo admitem que a Corte de Apelação pode não anunciar a decisão imediatamente após a sessão.

Há precedentes de audiências semelhantes em que o tribunal optou por suspender a sessão e comunicar o resultado posteriormente, seja por escrito, em até 24 horas, ou convocando os advogados para ciência formal da decisão. Uma autoridade envolvida no acompanhamento do caso afirmou: “Vamos aguardar se a defesa não vem com mais uma chicana”, relata Lauro Jardim, do jornal O Globo.

Um dos pontos centrais da análise da Corte de Apelação é justamente a situação carcerária no Brasil. Para responder a essa preocupação, o Itamaraty enviou documentação detalhada informando que, em caso de extradição, Zambelli cumprirá pena na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia. O relatório destaca que a unidade possui estrutura organizada por alas distintas, “garantindo a adequada separação de perfis e o atendimento das necessidades específicas das mulheres privadas de liberdade”.

Inspeção recente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), realizada em agosto do ano passado, classificou como “boas” as condições da Colmeia, localizada na região administrativa do Gama, a cerca de 35 quilômetros do centro de Brasília. A Vara de Execuções Penais do DF também informou que a penitenciária adota rotinas permanentes de monitoramento e prevenção de violações de direitos, com inspeções periódicas dos órgãos de controle.

O Ministério Público da Itália já se manifestou favoravelmente à extradição. No parecer encaminhado à Justiça, os procuradores concluíram que Zambelli não foi alvo de perseguição política nem teve cerceado o direito de defesa no processo que resultou em sua condenação unânime pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em maio do ano passado. O documento sustenta que as decisões do Judiciário brasileiro se basearam em “múltiplas provas” consistentes, como documentos apreendidos e gravações telefônicas.

O MP italiano também apontou que o pedido brasileiro atende aos requisitos do direito processual italiano e às disposições do Tratado de Extradição entre Brasil e Itália. O procurador Erminio Carmelo Amelio observou que Zambelli é “apenas formalmente cidadã italiana” e que não mantém vínculos sociais ou econômicos relevantes no país europeu.

Independentemente do resultado da Corte de Apelação, tanto a defesa quanto o governo brasileiro poderão recorrer à Corte de Cassação, última instância do Judiciário italiano. Somente após essa etapa o Ministério da Justiça da Itália dará a palavra final sobre a extradição. Ainda assim, a aposta de autoridades brasileiras é de que o governo italiano não contrariará a decisão judicial, caso o aval à extradição seja confirmado.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

"O problema da dívida tem a ver com o juro real", afirma Haddad

Ministro diz que nível dos juros pressiona o endividamento

      Fernando Haddad (Foto: Diogo Zacarias/MF)

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), atribuiu o crescimento da dívida pública brasileira ao patamar elevado do juro real da economia. Segundo ele, a dinâmica do endividamento está diretamente relacionada ao custo efetivo dos juros, descontada a inflação, em um contexto em que a taxa básica permanece elevada. Atualmente, a dívida pública está em torno de 79% do Produto Interno Bruto (PIB).

Em entrevista ao UOL, Haddad foi categórico ao tratar do tema. “O problema da dívida tem a ver com o juro real”, afirmou o ministro, ao comentar o cenário fiscal do país. Ele destacou ainda que a equipe econômica tem elevado o nível das exigências no debate público e se colocou aberto ao diálogo com ex-titulares da pasta. “Estamos subindo o sarrafo das exigências”, disse. Em seguida, reforçou: “Estou disponível para conversar”.

Durante a entrevista, Haddad explicou que os juros da economia brasileira estão hoje em 15% ao ano e lembrou que o juro real corresponde à taxa descontada da inflação do período, fator que, segundo ele, tem impacto direto sobre a trajetória da dívida pública.

O ministro também avaliou o peso da economia nos processos eleitorais ao redor do mundo. Para Haddad, embora o tema seja relevante, não necessariamente define o resultado das disputas presidenciais. “A economia no mundo inteiro está sendo um elemento muito importante, mas não necessariamente decisivo para ganhar ou perder uma eleição”, afirmou.

Ao tratar do cenário nacional, Haddad observou que a preocupação da população com a situação econômica perdeu espaço entre os principais temores dos brasileiros. Ele citou dados do Datafolha que indicam queda significativa nesse indicador. “Nós estamos falando que um a cada 10 considera a economia o principal problema”, disse, ao lembrar que o percentual caiu de 22% para 11% entre abril e dezembro.

Segundo o ministro, outros temas passaram a ocupar posições mais altas no ranking de preocupações da sociedade, como segurança pública e combate à corrupção. Nesse contexto, Haddad avaliou que a economia, isoladamente, não tende a ser determinante para o destino político do governo. “Então, isso para dizer que eu não acredito que a economia vai derrotar o governo e pode ser que não eleja o governo”, concluiu.

Fonte: Brasil 247 com informações do UOL

Assaltante rouba R$ 5,9 milhões em joias de prefeita de cidade do interior de MG


      A prefeita de Pitangui, Maria Lúcia Cardoso. Foto: Divulgação

Um assalto ocorrido na Região Metropolitana de Belo Horizonte resultou no roubo de cerca de R$ 5,9 milhões em joias pertencentes à prefeita de Pitangui, Maria Lúcia Cardoso (MDB). O crime foi registrado pela Polícia Militar na tarde da última sexta-feira (16), em Nova Lima, município vizinho à capital mineira.

De acordo com a PM, a prefeita, de 67 anos, estacionava o carro na Alameda Oscar Niemeyer, no bairro Vila da Serra, quando foi surpreendida pelo criminoso. O suspeito se aproximou armado e fez ameaças diretas para obrigá-la a entregar os pertences de alto valor que carregava.

Entre os itens levados estão um relógio Rolex avaliado em aproximadamente R$ 2,7 milhões, duas alianças e um anel de ouro branco com brilhantes, estimado em R$ 3,2 milhões. O assaltante fugiu logo após a ação e, até o momento, não foi localizado.

Procurada pela TV Globo, Maria Lúcia Cardoso comentou o caso e fez críticas à situação da segurança pública no país. “Os bandidos estão andando bem armados” e “os governos não estão preocupados com a segurança pública”, afirmou a prefeita após o roubo.

Maria Lúcia Cardoso, mãe de Newton Cardoso Júnior, presidente do MDB em Minas Gerais, planeja se candidatar ao Senado em 2026.Foto: Divulgação
Em nota, a Polícia Civil informou que instaurou um inquérito para apurar o crime. As diligências seguem em andamento, mas até a última atualização não havia registro de prisões relacionadas ao caso.

Maria Lúcia Cardoso foi eleita prefeita de Pitangui em 2020 e reconduzida ao cargo em 2024. Antes de comandar o município, ela construiu uma longa trajetória política em Minas Gerais, incluindo quatro mandatos como deputada federal entre 1999 e 2011.

Ela foi casada com o ex-governador de Minas Gerais Newton Cardoso e é mãe de Newton Cardoso Júnior, atualmente deputado federal pelo MDB. Em 2022, chegou a ter o mandato cassado pela Justiça Eleitoral, junto com o vice-prefeito, sob acusação de captação e gastos ilícitos de campanha, decisão posteriormente revertida.

Na primeira eleição municipal, também se envolveu em controvérsia ao utilizar a música “Maria, Maria”, de Milton Nascimento, em jingles de campanha sem autorização.

Fonte: DCM

Pesquisa mostra que 51% dos brasileiros concordam com sequestro de Maduro

Nicolás Maduro sendo capturado pelos EUA. Foto: Divulgação

Uma nova pesquisa inédita da Ipsos/Ipec divulgada nesta segunda-feira (19) revela que mais da metade dos brasileiros apoia a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela que culminou com a captura de Nicolás Maduro em 3 de janeiro de 2026, mas a maior parte prefere que o Brasil mantenha neutralidade em relação ao caso.

O levantamento entrevistou 2 mil pessoas em 130 municípios entre 10 e 14 de janeiro, com margem de erro de dois pontos e nível de confiança de 95%.

Segundo os dados, 36% dos entrevistados “concordam totalmente” com a operação e outros 15% “concordam em parte”, totalizando 51% a favor da intervenção norte-americana na ação que prendeu Maduro. Por outro lado, 28% discordam, 6% não concordam nem discordam e 15% não souberam ou não quiseram responder.

Quando o foco é o posicionamento do Brasil, 66% defendem que o país se mantenha neutro sobre os acontecimentos na Venezuela, enquanto 17% apoiam um alinhamento com os Estados Unidos e 9% entendem que o Brasil deve ser contrário à ação. Outros 9% não souberam responder.
Pesquisa Ipsos/Ipec. Foto: UOL


A pesquisa também mediu o temor dos brasileiros sobre a possibilidade de os EUA adotarem estratégia similar contra o Brasil: 57% disseram não ter medo, 23% têm “um pouco de medo” e 14% afirmaram ter “muito medo”. Outros 6% não responderam.

Os entrevistados foram questionados sobre as possíveis consequências da intervenção dos EUA para o Brasil: 29% avaliam que serão negativas, 23% acreditam que poderão ter efeitos positivos e 28% consideram que não haverá impacto significativo no país.

Sobre as motivações da ação militar, 26% entendem que o principal objetivo foi controlar o petróleo e os recursos naturais da Venezuela; 22% acreditam que a intenção foi “defender a democracia e os direitos humanos” dos venezuelanos; 18% veem o combate ao narcotráfico como fator principal; e 6% citam o fortalecimento da segurança nacional dos EUA ou o enfraquecimento de governos de esquerda na região. Outros 23% não souberam opinar.

Fonte: DCM