“Fui atingida nas costas por um pedaço do portão de uma empresa que havia ali. O portão subiu e, quando desceu, quebrou. Um dos pedaços bateu nas minhas costas”, contou ao G1. A jovem voltava do trabalho quando percebeu a força da ventania no bairro Guatupê.
O tornado ocorreu no sábado (10) e teve intensidade F2 na Escala Fujita, com ventos de até 180 km/h, de acordo com o Simepar. Câmeras de segurança registraram o momento em que Stefany atravessa a rua e se agarra a uma árvore para não ser levada pelo vento. Em seguida, galhos caem, ela corre e acaba caindo no chão, pouco antes de o sinal da câmera ser interrompido.
A delegada Layla Lima Ayub e o namorado Jardel Neto Pereira da Cruz, apontado como um dos chefes do PCC. Foto: reprodução
O envolvimento do namorado dadelegada Layla Lima Ayub com o Primeiro Comando da Capital (PCC) vai além da relação pessoal investigada pelo Ministério Público. Jardel Neto Pereira da Cruz, de 28 anos, conhecido como “Dedel”, é apontado por investigações como responsável por ensinar técnicas de tortura a jovens ligados à facção criminosa em Roraima, além de atuar na articulação de ações violentas em nome da organização.
Um vídeo que circulou nas redes sociais mostra Jardel orientando adolescentes a bater nas mãos de uma vítima com um pedaço de madeira, método associado a sessões de tortura usadas por facções. A gravação foi publicada com a legenda “Aqui o chicote estala”. À época, relatórios de inteligência destacaram o conteúdo como prova do grau de envolvimento do investigado com práticas violentas da facção.
Jardel foi preso em 2021, em Roraima, durante uma operação da Polícia Federal que apurava o recrutamento de adolescentes para o PCC. Segundo o inquérito, ele utilizava redes sociais para se apresentar como integrante da facção, publicando imagens com o gesto conhecido como “Tudo 3”, referência direta ao grupo criminoso, além de exibir tatuagens associadas à organização, como o símbolo “yin e yang”.
Após a prisão, Jardel foi encaminhado à Penitenciária Agrícola do Monte Cristo, a maior do estado. Em 2022, acabou condenado a oito anos de prisão em regime semiaberto. No entanto, recebeu o benefício da saída temporária em maio de 2023 e não retornou à unidade prisional em outubro. Ele voltou a ser preso em dezembro do mesmo ano, no município de Marabá, no Pará.
Relatórios produzidos por órgãos de segurança indicam que, enquanto esteve foragido, Jardel atuava em bairros da zona Oeste de Boa Vista e frequentava o Conjunto Habitacional Vila Jardim.
A delegada de Polícia Civil de São Paulo, identificada como Layla Lima Ayub. Foto: Reprodução
Segundo o G1, as apurações apontaram que ele se apresentava como representante da facção paulista e cobrava das lideranças locais ações mais agressivas, incluindo a articulação de ataques contra autoridades do Judiciário, do sistema prisional e integrantes das forças de segurança.
Natural de Santa Inês, no Maranhão, Jardel também chamou atenção dos investigadores pelo conteúdo publicado nas redes sociais. Em um dos textos atribuídos a ele, escreveu: “Penso Como Um Assassino Vivo Como Um Psicopata Executo As Minha Ações Como Um Bom Calculista Que Sou, E Depois Apenas Relaxo E Vejo Sangue Escorrendo Entre Os Dedos Forte Leal Abraço”.
A expressão “Forte Leal Abraço”, segundo a Polícia Federal, é usada como forma de tratamento entre integrantes do PCC. Em documentos apreendidos, a corporação também destacou trechos do estatuto da facção, como o item que afirma: “Lutar sempre pela paz, justiça, liberdade, igualdade e união, visando sempre o crescimento da organização, respeitando sempre a ética do crime”.
A prisão da delegada Layla Lima Ayub ocorreu no âmbito de uma operação do Ministério Público de São Paulo que investiga a infiltração do crime organizado em estruturas do Estado. De acordo com as investigações, ela mantinha vínculos pessoais e profissionais com integrantes do PCC e teria exercido irregularmente a advocacia mesmo após assumir o cargo de delegada, em dezembro de 2025.
Em seu depoimento, ela admitiu que “deu bobeira” ao atuar como advogada ao namorado e outros membros do PCC. Ela também se mostrou irritada com o ex-namorada que é delegado de Polícia no Pará e teria contribuído para sua prisão. Segundo o Estadão, Layla está “raivosa” com o ex.
Segundo o Ministério Público, Layla e Jardel são investigados por organização criminosa e lavagem de dinheiro. A Justiça decretou a prisão temporária do casal e autorizou buscas em endereços em São Paulo e no Pará. Jardel chegou a aparecer ao lado da delegada na cerimônia de posse realizada no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.
Polícia Federal durante investigação. Foto: Divulgação/Polícia Federal
A Procuradoria-Geral da República apontou suspeitas de que o Banco Master utilizou estruturas do mercado de capitais para realizar operações financeiras destinadas a transferir recursos ao patrimônio do controlador Daniel Vorcaro e de seus familiares. Segundo a apuração, os valores sob suspeita somam R$ 5,7 bilhões.
A manifestação foi apresentada pelo procurador-geral Paulo Gonet no âmbito da segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (14). Com base em informações da investigação, o PGR descreveu o uso de fundos de investimento e de uma rede de empresas conectadas por vínculos societários, familiares ou funcionais.
De acordo com a Polícia Federal, o banco captava recursos por meio da emissão de CDBs, que eram direcionados a fundos de investimento nos quais o próprio Master figurava como cotista único. Esses fundos, por sua vez, adquiriam notas comerciais emitidas por empresas apontadas como ligadas aos sócios do banco ou a pessoas próximas a eles.
Daniel Vorcaro, CEO do Banco Master. Foto: Reprodução
A investigação identificou, nesse conjunto de operações, cerca de R$ 3,5 bilhões aplicados em fundos exclusivos do próprio banco e aproximadamente R$ 1,8 bilhão destinados à compra de títulos emitidos por empresas relacionadas ao controlador. Em um dos casos, a PF apontou a transferência de R$ 9 milhões a Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro. A defesa afirmou que ele não tem envolvimento com irregularidades.
Outro ponto da apuração envolve um investimento de R$ 361 milhões em uma clínica médica de pequeno porte na região metropolitana de Belo Horizonte. Segundo a PF, a empresa apresentava capital social zerado e receita anual reduzida, e sua presidente foi identificada como beneficiária de auxílio emergencial em 2020 e 2021, sendo citada como possível “laranja”. A irmã do banqueiro, Natália Vorcaro, também aparece vinculada ao caso.
A decisão que autorizou buscas e apreensões foi assinada pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal. A apuração também menciona o empresário Nelson Tanure como beneficiário final de estruturas financeiras analisadas. As defesas negam irregularidades e informam que os citados colaboram com as autoridades.
Jair Bolsonaro (PL) e sua nova cela na Papudinha. Foto: Reprodução
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que o bispo Robson Rodovalho e o pastor Thiago Manzoni prestem assistência religiosa ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Papudinha.
Segundo o documento, o apoio religioso poderá ocorrer uma vez por semana, às terças ou sextas-feiras, de forma individual, com duração de até uma hora, respeitadas as regras do estabelecimento prisional.
“DEFIRO o pedido de assistência religiosa ao custodiado JAIR MESSIAS BOLSONARO, nos termos do art. 5º, VII, da Constituição Federal e do art. 24 da Lei de Execução Penal, autorizando a realização de atendimento religioso uma vez por semana, com duração de 1 (uma) hora, a ser realizado individualmente, às terças ou sextas-feiras, observadas as normas internas do estabelecimento prisional”, disse o ministro.
Bolsonaro foi condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por crimes ligados à trama golpista, entre eles organização criminosa armada, golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
Antes de ser levado para a Superintendência da Polícia Federal e, posteriormente, para a Papudinha, ele chegou a cumprir período em prisão domiciliar por decisão de Moraes, que avaliou o risco de fuga.
Bispo Rodovalho
Robson Rodovalho, de 70 anos, é bispo e fundador da comunidade Sara Nossa Terra, criada em 1992 ao lado da esposa, Lúcia Rodovalho. De acordo com informações da própria instituição, a denominação possui mais de 900 unidades no Brasil, reúne mais de 1,3 milhão de membros e mantém presença em países da América Latina e da Europa.
Jair Bolsonaro e Robson Rodovalho. Foto: Reprodução
Rodovalho também fundou a Rede Gênesis, emissora de televisão gospel com sinal transmitido para os Estados Unidos, Europa e África.
Ele é formado em física, com especialização em ressonância magnética nuclear e doutorado em física quântica. Ainda jovem, em 1972, criou clubes bíblicos em colégios e tornou-se líder da organização Mocidade Para Cristo em Goiás e no Centro-Oeste.
Entre 2007 e 2011, exerceu mandato de deputado pelo Distrito Federal, período em que Jair Bolsonaro também atuava como parlamentar.
Há cerca de sete semanas, publicou nas redes sociais estar preocupado com a prisão do ex-presidente, “especialmente diante da fragilidade de sua saúde”. Recentemente, também disse ser amigo de Bolsonaro há 25 anos e ter recebido com “honra” a indicação para prestar ajuda espiritual.
Enquanto presidente, Bolsonaro costumava ir a cultos na igreja de Rodovalho. Em julho de 2019, ainda no início do governo, participou de duas celebrações na Sara Nossa Terra, em Brasília, acompanhado de ministros e da então primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). Em janeiro de 2022, ano da eleição presidencial, o ex-presidente voltou a comparecer à igreja.
Robson Rodovalho faz oração para o então presidente Jair Bolsonaro durante culto com presença de Michelle, em janeiro de 2022. Foto: Reprodução
Rodovalho também esteve envolvido na mobilização em favor da indicação de André Mendonça ao Supremo Tribunal Federal. O magistrado, definido por Bolsonaro como “terrivelmente evangélico”, foi uma das duas escolhas feitas pelo ex-presidente para a Corte durante seu mandato.
A ligação da família Bolsonaro com a igreja se estendeu a Jair Renan, filho do ex-presidente. Ele foi batizado na Sara Nossa Terra em dezembro de 2024, em uma cerimônia realizada no mar de Balneário Camboriú (SC), município onde exerce o cargo de vereador.
Thiago Manzoni
O pastor e deputado distrital Thiago Manzoni (PL-DF), de 42 anos, é advogado formado pelo UniCEUB e atua na área desde os 24 anos.
Antes de ingressar na política, cursou disciplinas de Estatística e Relações Internacionais na Universidade de Brasília (UnB) e passou a produzir conteúdos nas redes sociais a partir de 2016, com foco em pautas ligadas a valores conservadores.
Em 2018, Manzoni concorreu a deputado federal pelo Partido Novo e obteve 11.610 votos. Quatro anos depois, foi eleito deputado distrital pelo PL, com 25.554 votos. Na Câmara Legislativa do Distrito Federal, afirma ter como prioridade a defesa da família, bandeira que também orienta sua atuação religiosa.
Thiago Manzoni com Flávio e Michelle Bolsonaro. Foto: Reprodução/Instagram
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: Reprodução
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou neste sábado (17) o pedido de prisão domiciliar em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A decisão se baseia no entendimento de que o habeas corpus foi apresentado por um advogado que não integra a defesa técnica do condenado e, por isso, não poderia ser analisado.
Na decisão, Gilmar ressalta que o requerimento foi impetrado por Paulo Emendabili Sousa Barros de Carvalhosa, sem vínculo com a defesa de Bolsonaro. A manifestação foi encaminhada ao STF antes de Bolsonaro ser transferido, anteontem, para a Papudinha.
“Cumpre destacar que o presente habeas corpus nem sequer foi impetrado pela defesa técnica do paciente, ex-presidente da República”, escreveu o magistrado. O pedido questionava decisões tomadas pelo ministro Alexandre de Moraes.
Gilmar Mendes também destacou que a jurisprudência do STF não admite habeas corpus apresentado contra decisões de ministros ou de órgãos colegiados da própria Corte.
“É que, como relatado, o presente habeas corpus foi manejado contra ato de ministro desta Suprema Corte, apontado como autoridade coatora. Nessa hipótese, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é reiterada e pacífica no sentido de que não se admite o conhecimento de habeas corpus impetrado contra decisões de ministros ou de órgãos colegiados da própria Corte”, diz o documento.
Jair Bolsonaro na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Foto: Reprodução
O pedido chegou a Gilmar após Alexandre de Moraes encaminhá-lo, por se considerar impedido de analisar um habeas corpus que questiona decisões de sua própria autoria.
O caso havia sido inicialmente distribuído à ministra Cármen Lúcia, que está em recesso, o que levou a tramitação à Presidência do tribunal. Como Moraes exerce interinamente a presidência e também é parte questionada, o regimento determinou o envio ao decano.
Condenação e situação de Bolsonaro
Na decisão, Gilmar afirmou ainda que admitir sucessivos pedidos desse tipo poderia subverter a lógica recursal e a competência do colegiado do STF. Segundo ele, o conhecimento do habeas corpus “implicaria indevida substituição da competência natural” e risco de violação ao princípio do juiz natural.
Jair Bolsonaro foi condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por crimes ligados à trama golpista, como organização criminosa armada, golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
Antes de ser levado à Superintendência da Polícia Federal e, depois, para a Papudinha, ele chegou a cumprir período em prisão domiciliar por decisão de Alexandre de Moraes, que avaliou risco de fuga.
A apresentadora Luciana Gimenez e o empresário Marcelo de Carvalho – Reprodução
A demissão de Luciana Gimenez da RedeTV!, após 25 anos, ocorre em meio a um movimento interno descrito por fontes como afastamento de profissionais ligados a Marcelo de Carvalho. A apresentadora era associada a esse grupo e teria sido incluída nesse processo, que ganhou força após a saída do empresário da emissora, em dezembro, quando ele vendeu sua participação societária.
Segundo apuração da coluna de Fábia Oliveira no Metrópoles, a dispensa teria sido solicitada por Daniela Albuquerque, apresentadora do “Sensacional” e esposa de Amilcare Dallevo Jr.. Nos bastidores, a informação circulou rapidamente entre funcionários. Apesar do peso comercial de Luciana e de sua força junto ao mercado publicitário, pessoas próximas relatam que ela vinha enfrentando situações internas consideradas desrespeitosas.
Internamente, o tratamento não acompanhava a relevância da apresentadora. O salário, que já teria chegado a cerca de R$ 700 mil mensais, foi reduzido para algo próximo de R$ 200 mil nos últimos contratos. Além disso, as negociações passaram a incluir exigências crescentes e ameaças de não renovação. O programa também sofreu cortes: redução de equipe, saída de profissionais sem reposição, problemas estruturais no cenário e queda de investimentos, mesmo com resultados comerciais mantidos.
Fonte: DCM com informações da coluna de Fábia Oliveira, no Metrópoles
Jair Bolsonaro na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Foto: CNN Brasil
A cela para a qual Jair Bolsonaro foi transferido nesta quinta-feira (15), no Núcleo de Custódia da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, possui área superior à de 83% dos apartamentos lançados em 2024 na cidade de São Paulo, segundo dados do setor imobiliário. Com informações da Folha de S.Paulo.
O espaço destinado ao ex-presidente tem 65 metros quadrados, incluindo uma área externa de 10 metros quadrados. A cela conta com quarto, banheiro, sala, cozinha e lavanderia e, embora tenha capacidade para até quatro pessoas, está sendo utilizada de forma individual.
Levantamento do Secovi-SP aponta que 22% dos imóveis lançados em São Paulo no último ano tinham até 30 metros quadrados. Outros 61% possuíam metragem entre 30 e 45 metros quadrados, faixa abaixo da área total da cela ocupada por Bolsonaro.
Na região central da capital paulista, análise da Embraesp indica que a área útil média dos apartamentos lançados entre dezembro de 2022 e novembro de 2025 foi de 42 metros quadrados. No caso de unidades de um quarto, padrão semelhante ao espaço da cela, a média registrada foi de 29 metros quadrados.
Com base nos preços praticados no mercado, um imóvel novo com área equivalente à da Papudinha custaria, em média, entre R$ 773 mil e R$ 1,03 milhão, a depender do índice e da região considerada. O valor do metro quadrado em São Paulo variou entre R$ 11,9 mil e R$ 15,8 mil, conforme dados de diferentes levantamentos.
Estimativas de plataformas imobiliárias também indicam que apartamentos com metragem próxima à da cela podem ultrapassar R$ 2 milhões em bairros valorizados da capital. Já no mercado de locação, o custo mensal de um imóvel com 65 metros quadrados ficaria em torno de R$ 5,6 mil, sem incluir condomínio ou encargos adicionais.
Renan Santos joga sal grosso em réplica da casa em que Lula viveu na infância. Foto: Reprodução/Redes sociais
O fundador do MBL e pré-candidato à Presidência, Renan Santos, divulgou nas redes sociais um vídeo asqueroso em que espalha sal grosso na réplica da casa onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva viveu na infância, em Caetés, no Agreste de Pernambuco. A gravação foi publicada nos perfis do grupo de extrema-direita.
No vídeo, Santos diz ter levado o sal ao local “para que nunca mais outro Lula possa nascer no Brasil”. A declaração, marcada por ódio político explícito, é feita diante da construção que reproduz a moradia onde o presidente viveu até os 4 anos de idade, antes de migrar com a família para o Sudeste.
Na tentativa de dar verniz histórico ao gesto, o pré-candidato pelo Missão à Presidência da República, ligado ao Movimento Brasil Livre, recorre a uma analogia com o Império Romano. Segundo ele, após derrotarem Cartago, os romanos teriam lançado sal sobre a terra para impedir que algo voltasse a nascer.
A réplica da casa foi construída próxima ao local da residência original e integra um espaço de memória ligado à trajetória do presidente. Luiz Inácio Lula da Silva visitou o imóvel em julho de 2022, durante a campanha eleitoral que antecedeu sua eleição para o terceiro mandato.
Na pesquisa Genial/Quaest mais recente, divulgada nesta semana, Renan Santos aparece com intenção de voto entre 1% e 4%, a depender do cenário de primeiro turno testado. No mesmo levantamento, Lula lidera todos os cenários e venceria os adversários no segundo turno, com vantagem que varia de 5 a 20 pontos percentuais.
Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e Lula. Foto: Ricardo Stuckert
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, assina neste sábado (27) o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, encerrando uma negociação que se arrasta há mais de 25 anos. O tratado cria a maior área de livre comércio do mundo, reunindo cerca de 720 milhões de consumidores e um Produto Interno Bruto combinado superior a US$ 22 trilhões.
A assinatura ocorre no Paraguai, país que ocupa atualmente a presidência rotativa do bloco sul-americano, após os 27 países da União Europeia darem aval político ao texto na semana passada.
Apesar da formalização, o acordo ainda não entra em vigor de imediato. Antes disso, será submetido a uma revisão jurídica detalhada e à tradução para todas as línguas oficiais dos países envolvidos, o que deve levar pelo menos um ano até que produza efeitos concretos.
No Brasil, o governo avalia que o tratado trará impactos positivos amplos. O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que a abertura comercial tende a beneficiar diferentes setores da economia. “Esse acordo vai trazer mais emprego, mais renda, fortalecer o agronegócio, a indústria e, consequentemente, também os serviços”, disse durante entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, da EBC.
Do ponto de vista europeu, a expectativa é de uma redução tarifária sem precedentes. Projeções indicam que cerca de 4 bilhões de euros em impostos sobre exportações deixarão de ser cobrados. Hoje, produtos europeus enfrentam tarifas elevadas no Mercosul, como 35% para autopeças, 28% para laticínios e 27% para vinhos.
Representantes do Mercosul com Ursula von de Leyen. Foto: Ricardo Stuckert
Apesar do entusiasmo oficial, o acordo provoca reações divergentes. No Brasil, representantes da indústria de transformação alertam para riscos à competitividade. A Abimaq defende que o país enfrente entraves estruturais, como juros elevados e carga tributária complexa, para aproveitar os benefícios do tratado.
“Se, por um lado, é bom para o consumidor final, porque os produtos ficarão mais baratos, e para o agronegócio, porque o agro brasileiro tem uma competitividade melhor, esse acordo é um risco para a indústria de transformação”, disse José Velloso, presidente executivo da entidade, em entrevista ao Uol.
Na Europa, agricultores lideram protestos contra o tratado, especialmente na França. Nos últimos dias, tratores bloquearam vias em Paris, e toneladas de batatas foram despejadas em frente à Assembleia Nacional, em atos que expressam o temor de concorrência com produtos sul-americanos.
Para tentar conter resistências, a Comissão Europeia incluiu salvaguardas, como reforço nos controles de resíduos de pesticidas, criação de um fundo de crise e compromissos relacionados à importação de fertilizantes.
Após a assinatura política, o acordo ainda depende da aprovação do Parlamento Europeu, onde maioria simples dos 720 eurodeputados é necessária. Ao menos 150 parlamentares já sinalizaram resistência. “Mesmo após a assinatura política, o Parlamento Europeu pode rejeitar o acordo, exigir mudanças ou atrasar sua aprovação”, afirma Benny Spiewak, especialista em direito internacional.
“A pressão política dos agricultores europeus, especialmente na França, influencia diretamente os eurodeputados e governos nacionais. Isso pode levar a exigências de salvaguardas maiores, atrasos ou até à rejeição do acordo no processo de ratificação”.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Foto: Divulgação
Nesta sexta-feira (16), Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama, publicou um texto nas redes sociais comentando a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, também conhecido como Papudinha.
Inicialmente, Michelle descreveu as novas condições de prisão do marido como “menos torturantes”, mas, uma hora depois, fez uma atualização, substituindo a expressão por “menos prejudiciais à saúde” do ex-presidente.
Além dessa alteração, Michelle também modificou outros trechos de sua postagem original. Ela excluiu um parágrafo em que afirmava que Bolsonaro “não cometeu crime algum” e que “está tudo errado desde o início”.
A ex-primeira-dama também retirou uma parte do texto onde destacava que “a certeza da injustiça permanece” e a menção à união familiar em torno de Bolsonaro, em que dizia: “Eu, minhas filhas e meus enteados – os filhos do meu amor – estamos unidos para cuidar do nosso líder, pai e esposo”.
Postagem exluida pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Foto: Reprodução
Apesar dessas mudanças, Michelle manteve a parte do texto onde reiterou seu compromisso em continuar lutando para levar o marido para casa. Ela também pediu aos seguidores para não a julgarem pessoalmente, escrevendo: “Àqueles que também amam e defendem o meu amor, o nosso líder, peço que não me levem ao tribunal do julgamento pessoal, que não se apressem em me julgar ou a criar rótulos de conotação política”.
Em um tom mais conciliador, Michelle também expressou sua gratidão aos esforços da Polícia Federal, agradecendo pelo apoio prestado a Bolsonaro durante seu tempo na Superintendência Regional da Polícia Federal. Na nova postagem, a esposa de Jair escreveu ainda que “no tempo oportuno, vocês irão compreender todas as coisas”.
Segundo relatos de aliados próximos a Bolsonaro, o ex-presidente avaliou positivamente a transferência para o presídio Papudinha, considerando a decisão como um “bom gesto”. Essa opinião foi compartilhada por interlocutores de Michelle, que conversaram com ela após a transferência, ocorrida na quinta-feira, 15.
Bolsonaro foi condenado em setembro a 27 anos e três meses de prisão por crimes relacionados à tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
A transferência para o 19º Batalhão da PM foi uma medida após o período de custódia na Polícia Federal, com a ex-primeira-dama agradecendo aos cuidados da corporação durante sua detenção.
Confira o texto de Michelle Bolsonaro no Instagram:
Sou esposa. Sou mãe. Sou mulher. Carrego a dor da minha filha, a dor do meu marido e a dor de todos que o amam. A minha própria dor eu preciso conter para conseguir continuar de pé, porque eu preciso resistir, preciso ser uma coluna, uma intercessora, para ajudar o meu marido a suportar os sofrimentos em cada um desses dias. O estado de saúde do meu marido, inclusive os riscos de queda, demandam que ele esteja em casa; sendo cuidado por nós, pela família. Ainda que hoje as instalações do complexo sejam menos prejudiciais à sua saúde e lhe tragam mais dignidade, continuaremos lutando para levá-lo para casa.
Sou uma mulher que ama, honra e defende os seus. Para mim, a família está acima de qualquer narrativa, acima de qualquer conveniência política. Aqueles que também amam e defendem o meu amor, o nosso líder, peço que não me levem ao tribunal do julgamento pessoal, que não se apressem em me julgar ou a criar rótulos de conotação política. Agimos sempre pedindo o discernimento de Deus. No tempo oportuno, vocês irão compreender todas as coisas. Confiem nele (Jair). Confiem em mim. Confiem em Deus! Foi com entrega, sofrimento e dor que ele governou e cuidou do nosso povo. Eu farei tudo e darei a minha vida pelo meu marido, porque ele entregou a vida dele pelos brasileiros e pelo Brasil.
“Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.” Gênesis 2:24 Que Deus nos ajude e nos conceda sabedoria e discernimento enfrentarmos as incompreensões, ofensas e os desafios que ainda virão. para as Que Deus toque os corações de todos aqueles que agora nos atacam, para que sejam capazes de compreender a verdade que lhes será revelada no tempo oportuno. Que Deus toque também todos aqueles que assumiram o compromisso de reportar a verdade para que a busquem de coração sincero e não sejam instrumentos para a propagação da mentira e do mal Michelle Bolsonaro
Sabrina Góis é apontada como favorita para retornar à diretoria do Serviço Geológico do Brasil após afastamento da presidência interina
Sabrina Góis, ex-presidente interina do Serviço Geológico do Brasil (Foto: Reprodução)
Após ser afastada do comando interino do Serviço Geológico do Brasil (SGB), empresa pública vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME), Sabrina Góis voltou a figurar como o principal nome para reassumir a Diretoria de Infraestrutura Geocientífica (DIG). A função técnica já era exercida por ela de forma acumulada enquanto esteve à frente da presidência temporária da estatal.
A proposta de retorno de Sabrina à diretoria conta com respaldo dentro do MME, mas ainda depende de decisão do Conselho de Administração do SGB. Na sexta-feira (9), o colegiado optou por adiar a deliberação após um pedido de vistas. Conselheiros querem examinar com mais profundidade as circunstâncias que levaram à sua saída da presidência interina e os argumentos para seu reaproveitamento em um cargo de confiança.
O afastamento de Sabrina Góis ocorreu em 12 de novembro, após a circulação de prints de conversas privadas. Nas mensagens divulgadas, ela comemorava a prisão de Lula e aparecia em registros fotográficos ao lado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. A repercussão do conteúdo gerou desgaste político e levou à sua saída do comando da estatal.
Nos bastidores de Brasília, também são observadas as conexões políticas da ex-dirigente. Sabrina mantém parceria com Carlos Henrique Sobral, atual secretário de Infraestrutura do Ministério do Turismo, conhecido por sua proximidade com nomes como Eduardo Cunha e Geddel Vieira Lima. Essas relações ampliaram o nível de atenção sobre a eventual recondução da gestora.
Questionada sobre os novos desdobramentos, Sabrina Góis preferiu não se manifestar. Por meio de assessores, informou apenas que não comentaria o assunto neste momento.
Atualmente, o Serviço Geológico do Brasil está sob a gestão de Vilmar Simões, ligado a Inácio Cavalcanti Melo, ex-presidente do órgão e ex-cônjuge da senadora Eliziane Gama. Inácio deixou o cargo após denúncias que apontaram o uso irregular de recursos da estatal para despesas pessoais de dependentes, incluindo gastos com hospedagens e alimentação, o que colocou a gestão do SGB sob questionamentos.
Documento enviado ao STF prevê atividades técnicas, estudos e leitura para possível remição de pena do ex-comandante da Marinha Almir Garnier
Almir Garnier Santos (Foto: Ton Molina/STF)
A Marinha do Brasil encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um plano de trabalho para ser cumprido pelo almirante da reserva Almir Garnier, condenado a 24 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. A proposta prevê que o militar exerça atividades de caráter intelectual e técnico enquanto cumpre a pena em instalações da própria força, em Brasília. Segundo a CNN Brasil, o documento foi enviado ao STF nesta sexta-feira (16).
Garnier está preso desde novembro de 2025 na Estação de Rádio da Marinha, na capital federal, onde permanece sob custódia enquanto o plano aguarda análise do relator do processo, o ministro Alexandre de Moraes.
☉ Plano depende de aval do STF
Segundo a Marinha, o plano só poderá ser colocado em prática após autorização do Supremo. Caso aprovado, Garnier passará a cumprir uma rotina de trabalho dentro da unidade de custódia, com atividades consideradas compatíveis com sua formação militar.
☉ Atividades técnicas e intelectuais
O documento encaminhado ao STF descreve uma série de tarefas analíticas e técnicas. Entre elas estão a avaliação de sistemas de comando e controle da Marinha, análises do Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SISGAAZ), estudos técnicos sobre fragatas da Classe Tamandaré e avaliações de sistemas de simulação, sensores, armas e veículos não tripulados. O plano também inclui análises de projetos técnicos da Marinha e estudos sobre inteligência artificial aplicada a processos decisórios militares.
☉ Jornada de trabalho e restrições
As atividades seriam realizadas em uma sala administrativa dentro da unidade de custódia, com o uso de computador sem acesso à internet. O plano prevê a possibilidade de participação em videoconferências, desde que sem acesso a navegadores abertos. A jornada de trabalho proposta varia de seis a oito horas por dia, de segunda a sábado, com expediente entre 8h e 18h.
☉Cursos e remição de pena
Além das atividades laborais, a Marinha informou que já dispõe dos meios necessários para que Garnier possa iniciar cursos técnicos ou profissionalizantes. O plano também prevê acesso a livros para participação no programa de remição de pena por leitura, conforme estabelece a Lei de Execuções Penais. Se autorizado pelo STF, o desempenho do almirante será avaliado com base em relatórios e materiais produzidos, que poderão ser utilizados para validar eventual remição da pena.
☉ Condenação por tentativa de golpe
De acordo com o Supremo Tribunal Federal, Almir Garnier foi o único comandante das Forças Armadas a aderir explicitamente ao plano golpista liderado por Jair Bolsonaro (PL). As provas reunidas durante a fase de instrução penal indicam que o então comandante da Marinha teria colocado tropas da força à disposição do então presidente, em um contexto de tentativa de ruptura da ordem democrática por meio de um golpe de Estado.