quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Combate ao crime organizado será ação de Estado, diz novo ministro da Justiça

Wellington César Lima e Silva defende integração entre Executivo, Ministério Público e Judiciário para enfrentar facções criminosas

Combate ao crime organizado será ação de Estado, diz novo ministro da Justiça (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Em seu primeiro pronunciamento após ser anunciado como novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva afirmou que o enfrentamento ao crime organizado será conduzido como uma “ação de Estado”. As informações são do G1.

Segundo ele, a dimensão alcançada pelas organizações criminosas impõe uma resposta articulada entre diferentes instituições, superando iniciativas restritas a um único poder ou órgão. Lima e Silva substitui Ricardo Lewandowski, que deixou o cargo na semana passada. De acordo com o Palácio do Planalto, a cerimônia de posse deve ocorrer na tarde desta quinta-feira (15), de forma reservada, com a presença do ex-ministro da Justiça.

◈ Primeira fala após nomeação

Ao detalhar a diretriz definida pelo governo federal, Wellington Lima e Silva afirmou que a decisão partiu do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e foi compartilhada entre diversas autoridades. “Houve uma decisão do presidente da República, compartilhada de todos esses atores, de elevar a ação do Estado em combate ao crime organizado. De maneira que a relevância que o crime organizado assumiu, neste momento impõe, na percepção do presidente de todos esses atores, a necessidade de uma atuação conjunta de todos os órgãos do Estado”, declarou.

◈ Integração entre órgãos do Estado

O ministro reforçou que a proposta envolve o engajamento de cada instituição dentro de suas atribuições legais, mas de forma coordenada. “De maneira que cada um dos órgãos do Estado, no âmbito das suas competências e atribuições, estará empenhado em desenvolver uma ação articulada para combater o crime organizado”, afirmou.

◈ Limites da atuação isolada

Segundo Lima e Silva, órgãos como a Polícia Federal e a Receita Federal já desenvolvem iniciativas relevantes contra determinados segmentos do crime organizado. No entanto, ele ressaltou que a efetividade dessas ações ultrapassa os limites de uma atuação restrita ao Executivo. “A Polícia Federal, a Receita Federal, elas, por si só, não podem viabilizar sozinhas resultados concretos de medidas que precisam passar pelo Ministério Público, chegar no Judiciário para que tenham a efetividade necessária para combater o crime”, explicou.

◈ Reunião no Planalto

Na manhã do mesmo dia, o novo ministro participou de uma reunião no Palácio do Planalto com o presidente Lula O encontro contou com a presença do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, do procurador-geral da República Paulo Gonet e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Durante a reunião, Andrei Rodrigues avaliou que ações mais coordenadas podem ampliar a descapitalização das organizações criminosas. “O enfrentamento da descapitalização do crime organizado passa por atingir o poder econômico, o andar de cima do crime, com estratégia, inteligência e planejamento, para que tenhamos resultados efetivos e duradouros”, afirmou.

◈ Trajetória do novo ministro

Wellington César Lima e Silva já ocupou o cargo de ministro da Justiça por um breve período durante o governo Dilma Rousseff. Mais recentemente, foi secretário de Assuntos Jurídicos da Presidência da República entre 2023 e julho do ano passado, quando assumiu a advocacia-geral da Petrobras.

Ele também foi procurador-geral de Justiça da Bahia, indicado pelo então governador Jaques Wagner, período em que teve atuação destacada no combate ao crime organizado. Além disso, exerceu a função de procurador-geral de Justiça adjunto para Assuntos Jurídicos.

Lima e Silva é mestre em Direito Penal e Criminologia pela Universidade Cândido Mendes, no Rio de Janeiro, e concluiu os créditos do doutorado na mesma área pela Universidade Pablo de Olavide, em Sevilha, na Espanha. Também atuou como professor de Direito Penal em cursos de graduação e pós-graduação.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

Michelle apela a Gilmar Mendes por prisão domiciliar para Bolsonaro

Relator do processo no STF, Alexandre de Moraes rejeitou recentemente mais um pedido da defesa para conversão da pena em prisão domiciliar

       Michelle Bolsonaro (Foto: Reuters/Amanda Perobelli)

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro procurou nesta semana o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para solicitar uma audiência e defender a concessão de prisão domiciliar a Jair Bolsonaro (PL), informa Andréia Sadi, do G1. O pedido tem como base alegações sobre o estado de saúde do marido, que atualmente cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. De acordo com relatos de bolsonaristas, a avaliação no grupo é de que Bolsonaro não teria condições clínicas de permanecer preso em regime fechado.

Jair Bolsonaro está detido na sede da Polícia Federal desde novembro, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão após condenação por tentativa de golpe de Estado. O relator do processo no STF, ministro Alexandre de Moraes, rejeitou recentemente mais um pedido da defesa para a conversão da pena em prisão domiciliar.

Durante o encontro com Gilmar Mendes, ministro decano da Corte, Michelle Bolsonaro relatou estar vivendo um drama pessoal e reforçou o apelo em favor do marido. Nos bastidores, aliados alegam que haveria divergências internas no STF quanto à posição adotada por Moraes, o que teria motivado a ex-primeira-dama a buscar interlocução com outros ministros para sensibilizá-los a dialogar com o relator do caso.

Procurado, Gilmar Mendes confirmou que a reunião ocorreu, mas optou por não comentar o conteúdo da conversa.

O histórico médico de Bolsonaro tem sido usado pela defesa como argumento para a mudança de regime. Bolsonaro já passou por cirurgias e foi submetido a procedimentos para tentar conter crises recorrentes de soluço. Na semana passada, ele passou mal e sofreu uma queda no local onde cumpre a pena. Por solicitação dos advogados, foi levado a um hospital para exames e, em seguida, retornou à custódia da Polícia Federal.

Condenado em setembro, Bolsonaro permaneceu até novembro em prisão domiciliar, sob monitoramento eletrônico, após violar medidas restritivas impostas pela Justiça. Em 22 de novembro, por ordem de Alexandre de Moraes, teve a prisão preventiva decretada e foi transferido para a sede da PF depois de tentar danificar a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda. Três dias depois, o Supremo Tribunal Federal encerrou o processo relacionado à tentativa de golpe e determinou o início do cumprimento definitivo da pena.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

PF e PGR farão análise conjunta de bens apreendidos em operação sobre o Master

Apesar das controvérsias em torno da condução do processo por Toffoli, do STF, análise conjunta deve mitigar risco de entraves na investigação

       Fachada do Prédio da Polícia Federal em Brasília (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

A segunda fase da Operação Compliance Zero, que apura irregularidades envolvendo o Banco Master, terá uma perícia conjunta realizada pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR), informa Míriam Leitão, do jornal O Globo. A medida busca assegurar celeridade e integração na análise do amplo material apreendido durante as ações mais recentes da investigação, que incluem dinheiro em espécie, equipamentos eletrônicos, armas e veículos.

A atuação coordenada entre PF e PGR ocorrerá apesar das controvérsias em torno da condução do processo pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). A iniciativa conjunta pretende evitar entraves técnicos e administrativos que poderiam comprometer o andamento das investigações.

A decisão do ministro Dias Toffoli de manter o material apreendido sob tutela da PGR gerou reações nos bastidores do sistema de Justiça. A medida foi classificada como “exótica”, já que, em procedimentos dessa natureza, a guarda costuma ficar sob responsabilidade da Polícia Federal. A principal preocupação era de que a determinação pudesse atrasar a realização das perícias e, consequentemente, prejudicar o curso das apurações.

Com a definição de que PF e PGR atuarão lado a lado na análise do material, esse risco tende a ser mitigado. A expectativa é de que a cooperação institucional permita acelerar a produção de provas e dar maior robustez técnica aos laudos que serão incorporados ao inquérito.

Na operação deflagrada na quarta-feira (14), a Polícia Federal cumpriu 42 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Ao todo, foram recolhidos R$ 645 mil em dinheiro, 39 celulares, 31 computadores, 30 armas e 23 veículos, evidenciando a dimensão da ofensiva policial.

Nesta etapa da Operação Compliance Zero, o foco das investigações está nas relações entre o Banco Master e fundos de investimento ligados à gestora Reag. O inquérito apura, entre outros pontos, empréstimos que não teriam sido quitados e possíveis irregularidades na estrutura dessas operações financeiras, que agora serão examinadas com maior profundidade a partir do material apreendido.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Gleisi coloca fim da escala 6 x 1 e regulamentação de trabalho por aplicativos como prioridades do governo

Ministra disse ainda que, se a PEC da Segurança for aprovada no primeiro semestre, Lula deve recriar o Ministério da Segurança Pública

     Gleisi Hoffmann (Foto: Brito Junior/SRI-PR)

Reuters - A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, colocou nesta quinta-feira a aprovação do fim da escala de trabalho 6 x 1 e a regulamentação do trabalho por aplicativos entre as prioridades legislativas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste ano eleitoral.

Em entrevista à CNN Brasil, Gleisi também disse que o governo não considera adequado o texto atual da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública e que pretende negociar com o relator da matéria na Câmara, deputado Mendonça Filho (União-PE), e com líderes para alterá-lo.

A colocação pela ministra dessas três propostas entre as prioridades do Executivo sinaliza dois dos temas que devem estar no centro da estratégia de Lula em busca da reeleição: mercado de trabalho e segurança pública.

A ministra disse ainda que, se a PEC for aprovada no primeiro semestre, Lula deve recriar o Ministério da Segurança Pública, mas que se a medida for aprovada somente no segundo semestre, será complicado recriar a pasta no mandato atual.

Fonte: Brasil 247 com Reuters e CNN Brasil

Carluxo publica “carta de Bolsonaro aos brasileiros”; leia na íntegra


     Carluxo, filho de Jair Bolsonaro. Foto: reprodução

Na última quarta-feira (14), o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) publicou, em sua conta no X, uma carta escrita por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no dia 25 de dezembro, pouco antes de ser internado para procedimentos cirúrgicos na hérnia inguinal. No texto, o detento se dirige aos brasileiros se vitimizando, indicando o senador Flávio Bolsonaro (PL) como candidato à presidência e dizendo que está “entregando sua vida para resgatar o Brasil”. Carluxo não adicionou nenhum comentário ao post. Leia na íntegra:

“Carta aos brasileiros

Ao longo da minha vida, tenho enfrentado duras batalhas, pagando um preço alto, com a minha saúde e família, para defender aquilo que acredito ser o melhor para o nosso Brasil.

Diante desse cenário de injustiça, e com o compromisso de não permitir que a vontade popular seja silenciada, tomo a decisão de indicar Flávio Bolsonaro como pré-candidato à presidência da república em 2026.

Entrego o que há de mais importante na vida de um pai: o próprio para a missão de resgatar o nosso Brasil. Trata-se de uma decisão consciente, legítima e amparada no desejo de preservar a representação daqueles que confiaram em mim.

Ele é a continuidade do caminho da prosperidade que iniciei bem antes de ser presidente, pois acredito que precisamos retomar a responsabilidade de conduzir o Brasil com justiça, firmeza e lealdade dos anseios do povo brasileiro.

Que Deus abençoe e o capacite na liderança dessa corrente de milhões de brasileiros que honram a Deus, a pátria, a família e a liberdade.

Brasília, 25 de dezembro de 2025.

Fonte: DCM

Flávio visita Bolsonaro em meio a tensões na direita

Visita à PF ocorre após pesquisa eleitoral e ruídos familiares envolvendo sinais sobre 2026

         O senador Flávio Bolsonaro em Brasília - 7/12/2025 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

A ida do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, nesta manhã, ocorreu em um momento sensível para o campo conservador. A movimentação se dá poucos dias após o parlamentar retornar dos Estados Unidos e um dia depois da divulgação da primeira pesquisa Quaest sobre a corrida presidencial de 2026, que reposicionou o debate interno na direita, relata o jornal O Globo.

O levantamento mostrou que o presidente Lula (PT) mantém a liderança em todos os cenários testados, enquanto Flávio aparece com índices que variam de 23% a 32% das intenções de voto no primeiro turno. O resultado foi interpretado como um sinal de fortalecimento do senador, que busca se viabilizar como pré-candidato e tem defendido, junto a aliados, a necessidade de evitar uma fragmentação precoce da direita antes da definição do nome que ocupará o espaço político de Jair Bolsonaro (PL), atualmente preso na PF.

No entorno do PL, a leitura é que Flávio tenta equilibrar duas estratégias simultâneas. De um lado, mantém o pai como principal referência simbólica do movimento bolsonarista; de outro, amplia sua presença nacional e articulações políticas para sustentar um projeto próprio de alcance nacional. A visita à Polícia Federal é vista, nesse contexto, como parte desse esforço de reposicionamento.

O cenário, porém, foi tensionado por recentes episódios que evidenciaram disputas internas na família Bolsonaro e em seu entorno político. O primeiro ruído surgiu após uma publicação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que compartilhou um vídeo do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O gesto foi interpretado por setores bolsonaristas como um estímulo a especulações sobre uma eventual candidatura de Tarcísio em 2026, o que gerou desconforto entre aliados de Flávio, que trabalham para consolidá-lo como herdeiro político natural do pai.

A situação se intensificou com um comentário feito por Cristiane Freitas, primeira-dama paulista e esposa de Tarcísio. Em uma postagem do governador, ela escreveu que “o Brasil precisa de um novo CEO”, frase que foi curtida por Michelle Bolsonaro e recebida por militantes como uma sinalização eleitoral. A repercussão negativa foi imediata em setores ligados a Bolsonaro, levando Michelle a intervir para defender Cristiane. Segundo ela, o comentário não representaria uma indicação de candidatura e a preferência do grupo seguiria sendo por Jair Bolsonaro.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Ao contrário do previsto, entrada de venezuelanos cai nos primeiros dias do ano

Monitoramento da Operação Acolhida mostra que há uma tendência de queda na entrada de migrantes nos últimos dois anos. Ministro Wellington Dias esteve em Boa Vista, nesta quarta-feira (14.01) e verificou cenário de normalidade nos abrigamentos

Wellington Dias esteve em Boa Vista, na última quarta-feira, visitando os abrigos da Operação Acolhida


O fluxo de migrantes e refugiados na fronteira entre o Brasil e a Venezuela, em Roraima, diminuiu nos primeiros 13 dias de 2026. Em comparação ao mesmo período dos anos anteriores, a queda foi superior a 50%, como aponta o monitoramento da Operação Acolhida.

Em 2026, foram registradas 1.014 entradas de cidadãos do país vizinho por Pacaraima, enquanto em 2025 foram 2.121 pessoas cruzando a fronteira pela cidade. Em 2024, o número ficou em 2.161.

Os dados foram apresentados ao ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, nesta quarta-feira (14.01), em Boa Vista. Wellington Dias visitou o Posto de Triagem (PTRIG) e os abrigos Rondon 1 e Tuaronoko, onde se reuniu com os parceiros da Operação Acolhida.

"Estamos acompanhando, desde o início dos momentos de tensão dos Estados Unidos com a Venezuela, e o cenário é de normalidade, tanto no fluxo migratório da Venezuela para o Brasil, como do Brasil para a Venezuela”, avaliou o ministro do Desenvolvimento Social."

O coordenador de operações da estratégia, general Santos, também classificou o atual cenário migratório como de normalidade. “O fluxo é até menor do que o de 2025 no mesmo período. Nós monitoramos diariamente o fluxo migratório. Na terça-feira, por exemplo, entraram 203 migrantes, abaixo do que vinha ocorrendo em novembro”, disse.

Desde o fim do ano passado, com o deslocamento de frotas dos Estados Unidos pelo Mar do Caribe em direção à costa venezuelana, a tensão entre os dois países vem crescendo e atingiu seu ápice com o bombardeio da capital Caracas, em 3 de janeiro.

Diante do cenário, um planejamento estratégico foi montado pela Operação Acolhida, mas que não precisou ser posto em prática. “Total tranquilidade, sem nenhuma necessidade de acionar nosso plano”, prosseguiu o general Santos.

“Se precisar acionar o plano de contingência, ele está pronto e a gente realiza todos os serviços normalmente. Lembrando que a Operação Acolhida chegou a ter 12 mil abrigados e hoje são 5 mil abrigados em Pacaraima e Boa Vista”, analisou o militar.

Na capital de Roraima, há cerca de 30% de vagas disponíveis nos três abrigos indígenas. Índice que chega a quase 38% nos abrigos para não-indígenas de Boa Vista e a 65% no de Pacaraima.

“Esse plano estratégico, feito a partir da experiência da Operação Acolhida, em qualquer situação pode ser ativado rapidamente. Isso vale para todas as áreas: saúde; abrigamento; proteção social básica e especial, integrando vários ministérios, o estado e municípios”, explicou o ministro.

Os abrigos federais e as estruturas de recepção e regularização documental estão preparados para atender aumentos de demandas sazonais de fluxos que já são esperados e previstos ano a ano. Além disso, a Operação conta com protocolos de atuação específicos em caso de emergências de aumento relevante e súbito na entrada de migrantes e refugiados.


Dados da Polícia Federal apontam que entre 2018 e dezembro de 2025, 1.4 milhão de venezuelanos migraram para o Brasil, sendo que mais de 654 mil saíram do país e cerca de 743 mil permaneceram no território brasileiro.

Ao acompanhar o trabalho das entidades da sociedade civil, dos profissionais do Sistema Único de Assistência Social, das agências internacionais, do Exército, do estado e município, o titular do MDS agradeceu a parceria e ressaltou a importância da defesa dos direitos das pessoas migrantes ou refugiadas.

“Todos sabem a posição do presidente Lula pelo Brasil e a defesa para que as leis internacionais, sob a coordenação da ONU, possam permitir uma total normalidade para o desenvolvimento de um país vizinho como a Venezuela”, ponderou o titular do MDS. “Nós sempre pregamos uma política diplomática de paz, de boas relações com todos os países, e é claro, de modo especial com os nossos vizinhos”, concluiu.

Também estiveram na agenda, pelo MDS, os secretários nacionais de Inclusão Socioeconômica, Luiz Carlos Everton, e de Assistência Social, André Quintão, além das chefes das Assessoras de Participação Social e Diversidade, Jéssica Leite, e para Assuntos Parlamentares e Federativos, Felícia Ibiapina.

Operação Acolhida

A estratégia é uma resposta humanitária brasileira, gerida pelo Governo Federal com o apoio de agências internacionais e entidades da sociedade civil, que atua em três eixos:

  • Ordenamento da fronteira: organização da entrada dos migrantes que optam pelo atendimento na Operação Acolhida, de forma segura e legal, por meio da recepção, identificação, triagem, regularização migratória e documentação, vacinação, controle de doenças, atendimento médico e psicológico, acesso a medicamentos e presença de autoridades para assegurar ordem e proteção.
  • Abrigamento (Acolher): garantia de condições dignas para migrantes em situação de vulnerabilidade, mediante alojamentos temporários, alimentação, distribuição de itens essenciais (como higiene), acesso a água e saneamento, proteção social e atendimento especializado para casos de violência ou violação de direitos, com foco em grupos vulneráveis (mulheres, crianças, idosos). Inclui ainda ações de prevenção da insegurança e incentivo ao convívio comunitário, inclusive com a população local.
  • Interiorização e Integração Socioeconômica: promoção da integração socioeconômica e redução da pressão sobre Roraima por meio da realocação voluntária, segura, ordenada e gratuita para diferentes municípios brasileiros, ampliando oportunidades de inserção social, acesso à educação e atividades de lazer.
14/01/2026 Visita ao Abrigo Rondon 1
Assessoria de Comunicação - MDS
Fonte: Agência Gov

Como funciona o esquema das igrejas famosas e pastores no INSS, denunciado por Damares


       A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) – Reprodução

A CPMI do INSS ampliou o escopo das investigações ao identificar a atuação de templos religiosos como parte de um esquema de fraudes que afeta aposentados e pensionistas em todo o país. Segundo a relatora Damares Alves (Republicanos-DF), líderes de grandes igrejas e pastores influentes estariam integrados à engrenagem que direciona fiéis para descontos indevidos e empréstimos consignados que muitos dizem não ter contratado.

“Nós estamos identificando igrejas nos esquemas de fraudes aos aposentados. Há pastores que pedem para não investigar, não decepcionar os fiéis”, afirmou em entrevista ao SBT News.

As declarações provocaram reação de parte da comunidade evangélica. O pastor Silas Malafaia classificou a fala da senadora como “leviana e denigre de maneira geral a igreja evangélica”. Segundo ele, Damares mencionou “grandes pastores” sem apresentar nomes, o que, em sua visão, geraria generalização.

“Ao não citar nenhum nome em entrevista, ela publica uma nota que tem o nome de 1 grande líder e nenhum nome de grande igreja. Todos os outros nomes citados não representam grandes igrejas e não são líderes Renomados”, disse Malafaia.

Após a cobrança, Damares divulgou uma lista com nomes que tiveram pedidos de convocação, convite ou quebra de sigilo aprovados pela CPMI, incluindo André Machado Valadão, César Bellucci do Nascimento, Péricles Albino Gonçalves, Fabiano Campos Zettel e André Fernandes.

Entre as igrejas citadas estão Adoração Church, Assembleia de Deus Ministério do Renovo, SeteChurch e Igreja Evangélica Campo de Anatote. A senadora reforçou que todos os requerimentos têm base documental e foram aprovados pela comissão.

Após a divulgação da lista feita por Damares, Malafaia iniciou um novo surto nas redes, desafiando-a provar as denúncia. Apesar de ambos estarem no núcleo mais íntimo de Bolsonaro, eles representam um racha pela influência evangélica na extrema-direita. O pastor Malafaia investe na influência direta sobre o ex-presidente, Damares senadora pelo Republicanos, partido ligado Edir Macedo, dono da Igreja Universal.

Como funciona o esquema

De acordo com a CPMI, o núcleo religioso funcionaria como porta de entrada para vítimas em situação de vulnerabilidade. A estratégia consistiria em abordar idosos dentro dos templos ou utilizar a autoridade moral de pastores para induzir ao fornecimento de dados pessoais.

Com essas informações, operadores do esquema registrariam autorizações fictícias para descontos e ativariam consignados que não eram comunicados às vítimas. “Templos e igrejas apareceram na apuração como possíveis canais de captação de aposentados e pensionistas para descontos indevidos”, explicou Damares.

O funcionamento descrito pela investigação aponta três etapas principais: captação dos aposentados, inserção de autorizações irregulares e repasse dos valores a instituições financeiras envolvidas. A primeira etapa ocorreria dentro de ambientes religiosos, onde os fiéis eram orientados por pessoas de confiança.

Em seguida, contratos eram formalizados eletronicamente sem consentimento real. Na fase final, bancos e correspondentes bancários descontariam valores diretamente do benefício mensal, enquanto operadores do esquema recebiam comissões e repassavam parte do lucro a intermediários.

A fraude se estenderia também aos empréstimos consignados, em muitos casos celebrados sem qualquer ciência do beneficiário. “Além dos descontos ilegais, aposentados e pensionistas relataram prejuízos com empréstimos consignados que não conheciam”, afirmou a senadora.

A bolsonarista acrescentou que a prática envolve múltiplas instituições financeiras: “Consignados não é só Banco Master. Nós estamos diante de um escândalo absurdo. Onde chegamos não tem mais caminho de volta”.

A CPMI afirma enfrentar forte pressão desde que instituições religiosas passaram a aparecer nos documentos analisados. Damares relatou tentativas de barrar o avanço das investigações.

“Quando se fala em um grande pastor, vem a comunidade: ‘não falem, não digam, não investiguem, porque os fiéis vão ficar muito tristes'”, relatou, em referência ao lobby de igrejas, bancos e políticos. O relatório preliminar da comissão deve ser divulgado em fevereiro, segundo o presidente Carlos Viana (Podemos-MG).

Fonte: DCM com informações do SBT News

Trump se reúne nesta quinta com María Corina, que quer entregar Nobel em troca da Venezuela

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado. Foto: Reprodução
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reunirá nesta quinta-feira (15) com a líder da oposição venezuelana e vencedora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, em Washington. A Casa Branca confirmou o encontro, que ocorrerá durante um almoço, após o anúncio feito por Trump na última semana.

A reunião ocorre em meio às tensões políticas após o sequestro de Nicolás Maduro pelos EUA no início de janeiro. Na ocasião, Trump afirmou que não apoiaria María Corina em uma eventual disputa pelo governo venezuelano. Ele declarou que ela “é uma mulher muito simpática”, mas “não tem o apoio nem o respeito do país”.

Trump também não indicou apoio a Edmundo González, considerado por muitos como vencedor das eleições de 2025. Em vez disso, o republicano apoiou a vice de Maduro, Delcy Rodríguez, reconhecida pelas Forças Armadas como presidente interina.

O norte-americano chegou a conversar por telefone com Rodríguez: “Falamos sobre muitas coisas, e acho que estamos nos dando muito bem com a Venezuela. E ela é uma pessoa incrível. Quero dizer, é alguém com quem temos trabalhado muito bem”.

Nobel da Paz

A aproximação entre Trump e María Corina ocorre após a venezuelana ter recebido o Prêmio Nobel da Paz, decisão que irritou o presidente dos EUA, que fez campanha pública para ser premiado. Antes do encontro ser confirmado, María Corina declarou que gostaria de entregar o troféu ao republicano.

“Eu certamente gostaria muito de poder dizer a ele pessoalmente que nós acreditamos, o povo venezuelano — porque este é um prêmio do povo venezuelano — que queremos dá-lo a ele e compartilhá-lo com ele”, disse a ex-deputada ultraliberal em entrevista à Fox News.




Após ser informado da declaração, Trump respondeu: “Ouvi dizer que ela queria fazer isso. Seria uma grande honra”.

O norte-americano também voltou a criticar o comitê norueguês responsável pelo Nobel e insinuou interferência: “É muito vergonhoso para a Noruega. Tiveram algo a ver ou não. Acho que sim. Dizem que não. Mas quando oito guerras foram encerradas, deveria receber um para cada uma”.

Procurado pela AFP, o Instituto Nobel afirmou que não há possibilidade de transferência do prêmio. “Um Prêmio Nobel não pode ser revogado ou transferido para outra pessoa. Uma vez anunciado o(os) vencedor(es), a decisão permanece para sempre”, declarou o porta-voz Erik Aasheim.

Fonte: DCM

Estrela do OnlyFans detona republicano por proposta de taxar conteúdo adulto: “Estúpido”


    Sophie Rain, estrela do OnlyFans. Foto: reprodução

Sophie Rain, a produtora de conteúdo mais bem-sucedida do OnlyFans, criticou publicamente um plano do candidato republicano James Fishback para governador da Flórida. Ele propõe um “Imposto do Pecado” que taxaria em 50% os rendimentos de criadores de conteúdo adulto. Sophie, que faturou cerca de US$ 95 milhões entre 2023 e 2025, chamou a ideia de “a coisa mais estúpida que já ouvi”.

Fishback defende que a medida “desincentivaria” a indústria pornográfica, taxando também os consumidores. “Não quero que mulheres jovens, que poderiam ser mães, vendam seus corpos para homens doentes on-line”, disse o candidato de 31 anos, que é CEO de uma empresa de investimentos. Ele também mencionou não querer que jovens cristãos sejam “levados à luxúria”.

Sophie rebateu, defendendo que sua participação na plataforma é uma escolha pessoal que não deveria ser punida com uma taxação severa. A proposta gerou ampla reação negativa de figuras do setor, que veem a medida como uma tentativa de cercear a liberdade profissional e econômica.

Fonte: DCM

Quais são os passaportes mais poderosos do mundo em 2026? veja ranking

O índice classifica os passaportes de acordo com o número de destinos que seus titulares podem visitar sem visto antecipado

      Passaporte brasileiro (Foto: Arquivo/Agência Brasil)

O Brasil mantém posição de destaque no cenário internacional de mobilidade em 2026. O passaporte brasileiro aparece na 16ª colocação entre os mais poderosos do mundo, ao lado da Argentina, garantindo acesso a 169 países e territórios sem a necessidade de visto prévio. O resultado mantém o país entre os 20 primeiros do ranking global e reforça sua relevância na América do Sul.

Os dados fazem parte do Henley Passport Index, levantamento elaborado pela consultoria britânica Henley & Partners, com base em informações da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA). Estudo analisa o grau de liberdade de circulação proporcionado por passaportes de todo o mundo e é considerado uma das principais referências internacionais sobre mobilidade global.

O índice classifica os passaportes de acordo com o número de destinos que seus titulares podem visitar sem visto antecipado. Ao longo de mais de duas décadas de série histórica, o ranking passou a refletir não apenas acordos migratórios, mas também estabilidade política, relações diplomáticas e o peso geopolítico dos países no cenário internacional.

Em 2026, a liderança segue concentrada na Ásia. Singapura ocupa, de forma isolada, o primeiro lugar do ranking, com acesso livre a 192 destinos. Na sequência, Japão e Coreia do Sul dividem a segunda posição, com 188 países e territórios acessíveis sem visto. O desempenho confirma a consolidação asiática como protagonista na ampliação da mobilidade internacional.

A Europa mantém forte presença entre os primeiros colocados. Países europeus dominam integralmente o terceiro e o quarto lugares do ranking, com passaportes que garantem entrada sem visto em até 186 destinos. Portugal aparece no quinto lugar, ao lado de Hungria, Eslováquia, Eslovénia e Emirados Árabes Unidos, com acesso a 184 destinos.

Os Emirados Árabes Unidos, inclusive, são apontados no relatório como o país que apresentou a evolução mais expressiva desde 2006. Segundo a Henley & Partners, o avanço é resultado de uma política consistente de abertura diplomática e ampliação de acordos de isenção de vistos ao longo das últimas duas décadas.

Os Estados Unidos voltaram ao top 10 em 2026, ocupando a décima posição, com acesso a 179 destinos. Apesar disso, o estudo destaca que o país continua em trajetória de perda relativa de poder do passaporte, tendo deixado de garantir entrada sem visto em sete destinos apenas no último ano, além de acumular uma das maiores quedas no ranking desde a criação do índice.

Na outra ponta do levantamento, Afeganistão, Síria e Iraque permanecem nas últimas posições, com menos de 30 destinos acessíveis sem visto. A distância entre o passaporte mais poderoso e o mais fraco chega a 168 destinos, evidenciando, segundo o relatório, uma desigualdade estrutural crescente no acesso à mobilidade global.

O ranking de 2026 reforça que, embora alguns países avancem significativamente, o direito de circular pelo mundo segue profundamente desigual, refletindo diferenças econômicas, políticas e diplomáticas entre as nações.

  1. Singapura – 192 destinos
  2. Japão e Coreia do Sul – 188 destinos
  3. Dinamarca, Luxemburgo, Espanha, Suécia e Suíça – 186 destinos
  4. Áustria, Bélgica, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Irlanda, Itália, Países Baixos e Noruega – 185 destinos
  5. Hungria, Portugal, Eslováquia, Eslovénia e Emirados Árabes Unidos – 184 destinos
  6. Croácia, República Checa, Estónia, Malta, Nova Zelândia e Polónia – 183 destinos
  7. Austrália, Letónia, Liechtenstein e Reino Unido – 182 destinos
  8. Canadá, Islândia e Lituânia – 181 destinos
  9. Malásia – 180 destinos
  10. Estados Unidos – 179 destinos
Fonte: Brasil 247

Metade dos brasileiros acham que Lula errou ao condenar invasão de Trump na Venezuela, diz Quaest

 

Os presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Lula (PT), do Brasil. Foto: Reprodução

Uma pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (15) revela que 51% dos brasileiros consideram que o presidente Lula (PT) errou ao condenar a ação militar dos Estados Unidos que sequestrou o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

Apenas 37% acreditam que a resposta do petista foi certa, e 12% não souberam ou não responderam quando questionados se ele agiu de forma adequada.

Pesquisa Genial/Quaest. Foto: Reprodução

Avaliação da ação dos EUA e postura do Brasil

O levantamento também perguntou como o Brasil deveria reagir às ações de Donald Trump contra a Venezuela. A maioria dos entrevistados — 66% — considera que o país deveria se manter neutro, enquanto 18% defendem apoiar os Estados Unidos e 10% acham que o governo brasileiro deveria se opor à ação. Outros 6% não souberam ou não responderam.

Pesquisa Genial/Quaest. Foto: Reprodução


A pergunta feita aos entrevistados foi: “Depois da ação dos EUA na Venezuela, você tem medo de que possa haver algo parecido contra o Brasil em um futuro próximo?”

O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 8 e 11 de janeiro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Pesquisa Genial/Quaest. Foto: Reprodução
O contexto da pesquisa se intensificou após o sequestro de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, por militares dos EUA. Com a remoção do presidente venezuelano, quem assumiu o comando do país foi a vice Delcy Rodríguez, que negociou com Washington a abertura do mercado de petróleo venezuelano.

Fonte: DCM

Vazamento? O sumiço de carros de luxo horas antes de operação contra o PCC

Veículos apreendidos em operação contra lavagem de dinheiro do PCC. Foto: Francisco Lima Neto/Folhapress


A Polícia Civil de São Paulo investiga o sumiço de dezenas de veículos de luxo registrados em nome de empresas e de um suspeito ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), retirados de seus endereços horas antes da Operação Falso Mercúrio, realizada em 4 de dezembro. O desaparecimento ocorreu apesar de decisão judicial que bloqueava 257 automóveis e motocicletas, impedindo qualquer transferência. Entre os itens não localizados estão quatro Porsches, quatro Mercedes, três BMWs, um Jaguar e uma Ferrari F430, avaliados juntos em mais de R$ 1,2 milhão.

Documentos enviados à Justiça, e obtidos pela Folha de S.Paulo, mostram que as equipes esperavam encontrar parte significativa dessa frota nas lojas do grupo Key Car, em Osasco, e na casa de seu proprietário, Alessandro Rogério Momi Braga, em Barueri. Porém, “as lojas estavam praticamente vazias, com pouquíssimos automóveis”, segundo relatório policial. Dos 67 veículos ligados a Braga e a quatro empresas associadas, apenas um Honda Civic 2021 foi encontrado.

O esvaziamento dos endereços coincidiu com a fuga de suspeitos que deveriam ser presos na mesma operação. Mandados contra investigados por tráfico de drogas, exploração de jogos de azar, fraude, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica não foram cumpridos porque nenhum deles estava nos locais cadastrados.

A análise policial indica que ao menos quatro suspeitos deixaram suas casas entre 1º e 3 de dezembro, incluindo Braga e seu sócio oculto, Manoel Sérgio Sanches. Ambos só se apresentaram ao Deic na noite de 5 de dezembro, mais de 24 horas após a ação.

A investigação aponta que as empresas do grupo eram usadas para receber dinheiro em espécie proveniente de máquinas de caça-níqueis e repassá-lo a empresas de fachada e coletores do crime organizado, que devolviam os valores aparentemente “lavados”. O uso de carros de luxo também era oferecido como serviço: suspeitos podiam utilizar os veículos mediante pagamento, sem formalização de transferência, ocultando a origem do patrimônio, segundo a polícia.

Na semana passada, a 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores decretou a prisão preventiva de sete alvos da Falso Mercúrio. Seis deles já eram investigados desde a fase anterior da operação.

Carro da marca McLaren oferecido por suspeito de lavagem de dinheiro do PCC a outro investigado. Foto: reprodução
Um novo nome foi incluído: Alexandre Ferreira de Moraes, conhecido como Rita, identificado após a apreensão de dois celulares, pen-drive e duas armas registradas em seu nome. Com antecedentes por tráfico e roubo a banco, ele é apontado como liderança do PCC na região de Osasco, responsável por coordenar ordens operacionais e disciplinares da facção.

A apreensão dos celulares revelou documentos internos do PCC, incluindo uma ficha de “desfiliação” de um faccionado e o chamado ,“Punição dos 90” formulário usado para registrar nome, vulgo, idade, data de batismo, motivo da punição e padrinho. Os materiais indicam procedimentos hierárquicos estruturados e códigos para tramitação interna de sanções.

A polícia afirma haver elementos suficientes para indiciar nove suspeitos, entre eles sócios da Key Car classificados como intermediários do esquema e integrantes do núcleo de coleta de valores ligados ao tráfico e aos jogos de azar.

Dois investigados identificados como “beneficiários finais” não foram indiciados nesta fase, mas a apuração aponta indícios de lavagem envolvendo ambos. Levantamento mostra que empresas desses dois suspeitos firmaram contratos com prefeituras paulistas que somam ao menos R$ 522 milhões nos últimos quatro anos.

Fonte: DCM com informações da Folha de S. Paulo

China continua sendo o maior país em comércio de mercadorias do mundo

Os dados revelam que a China continua sendo o maior país em comércio de mercadorias do mundo e mantém relações comerciais com mais de 240 países e regiões

CGTN – Segundas as estatísticas alfandegárias, em 2025, o valor total de exportações e importações da China atingiu 45,47 trilhões de yuans, aumentando 3,8% em relação ao ano anterior. Desse total, o valor das exportações foi de 26,99 trilhões de yuans, enquanto o de importações chegou a 18,48 trilhões de yuans, com crescimento de 6,1% e 0,5%, respectivamente.

Os dados revelam que a China continua sendo o maior país em comércio de mercadorias do mundo e mantém relações comerciais com mais de 240 países e regiões. Além disso, o comércio com mais de 190 países e regiões apresentou crescimento no ano passado.

As importações e exportações com os países que participam da Iniciativa Cinturão e Rota totalizaram 23,6 trilhões de yuans, um aumento de 6,3%, representando 51,9% do valor total do comércio exterior da China.

Além disso, o comércio bilateral com a ASEAN, a América Latina e a África foi de 7,55 trilhões, 3,93 trilhões e 2,49 trilhões de yuans, com crescimento de 8%, 6,5% e 18,4%, respectivamente.

Fonte: CMG