O presidente Lula e o presidente da Rússia, Vladimir Putin. Foto: Divulgação
O presidente Lula e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, conversaram por telefone nesta quarta-feira (14) sobre a situação da Venezuela, após a invasão dos Estados Unidos ao país sul-americano. O diálogo ocorreu em meio ao aumento da tensão internacional e teve como foco central os desdobramentos políticos e diplomáticos da crise.
Segundo o Itamaraty, a conversa durou cerca de 45 minutos e também abordou temas da relação bilateral entre Brasil e Rússia. Em nota, o governo brasileiro informou que os dois líderes “trocaram impressões sobre a situação mundial” e reafirmaram posições comuns em relação à estabilidade regional.
De acordo com o comunicado oficial do Planalto, Lula e Putin “reiteraram a importância de que a América do Sul e o Caribe sigam como zonas de paz”. A nota destaca ainda que ambos defenderam o fortalecimento das instituições multilaterais como forma de evitar a escalada de conflitos no continente.
O Kremlin, por sua vez, afirmou que os presidentes “enfatizaram as abordagens fundamentais compartilhadas pela Rússia e pelo Brasil em relação à garantia da soberania estatal e dos interesses nacionais da República Bolivariana”. Moscou também informou que os dois países concordaram em manter coordenação diplomática.
O presidente Lula e o presidente da Rússia, Vladimir Putin. Foto: Divulgação
Entre as ações citadas estão iniciativas conjuntas no âmbito da Organização das Nações Unidas e do BRICS, com o objetivo de “reduzir a tensão na América Latina e em outras regiões”, segundo a presidência russa. O diálogo ocorre após Lula intensificar contatos com líderes internacionais desde a invasão norte-americana à Venezuela.
Nos últimos dias, o presidente brasileiro conversou com a presidenta interina venezuelana, Delcy Rodríguez, além da presidente do México, Claudia Sheinbaum, do presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e do primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney. Logo após a ofensiva dos Estados Unidos, Lula classificou a ação como uma violação grave do direito internacional.
“Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional. Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”, afirmou o presidente.
O governo russo também condenou a operação norte-americana, definindo-a como um “ato de agressão armada” contra a Venezuela. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, reiterou que a posição de Moscou permanece baseada “nos princípios do respeito à soberania e à integridade territorial de todos os Estados”.
No final da tarde o presidente brasileiro comentou sobre a conversa em sua página no X.
Deputado federal comenta ampliação das diligências da Justiça sobre o caso Master
O deputado federal Lindbergh Farias - 21/10/2025 (Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados)
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) celebrou nesta quarta-feira (14) a execução de mais uma fase de investigações contra o "andar de cima" do crime, envolvido em supostas fraudes no caso do Banco Master.
Lindbergh comemorou que, logo ao iniciar sua gestão à frente do Ministério da Justiça, Wellington Lima e Silva, tenha demonstrado compromisso com o combate 'profundo' ao crime.
O parlamentar também defendeu que a bancada do PT se mobilize em torno da segurança pública e das pautas em discussões. "No plano estrutural, a agenda se articula com a PEC da Segurança e o PL Antifacção, dando sustentação jurídica a um modelo que integra forças, atinge o comando financeiro das organizações criminosas e transforma ações pontuais em política de Estado, com resultados duradouros e respeito à democracia", escreveu na rede X.
Por Lindbergh Farias, no X -Inicia-se uma nova etapa no Ministério da Justiça com o ministro Wellington Lima e Silva à frente da pasta, que priorizará a segurança pública, com operações robustas em andamento e a serem aprofundadas contra o andar de cima do crime, seus mecanismos de financiamento ilícito e as estruturas organizadas que corroem o Estado, como a Operação Carbono Oculto e a Compliance Zero, que envolve o Banco Master. O novo ministro, com sua experiência na área, assume com a missão de percorrer o país, reforçar a coordenação federativa e imprimir força e direção à política de segurança, combinando inteligência, eficiência investigativa e presença institucional. No plano estrutural, a agenda se articula com a PEC da Segurança e o PL Antifacção, dando sustentação jurídica a um modelo que integra forças, atinge o comando financeiro das organizações criminosas e transforma ações pontuais em política de Estado, com resultados duradouros e respeito à democracia.
A Polícia Federal cumpriu na manhã desta quarta-feira mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro e ao empresário Nelson Tanure em nova fase da operação sobre fraudes no Banco Master, segundo decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A operação também estabeleceu medidas de sequestro e bloqueio de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões, de acordo com um comunicado da PF.
Conforme a decisão divulgada pelo STF e fontes da PF com conhecimento do caso, consultadas pela agência Reuters, parentes de Vorcaro e o sócio-fundador da Reag, João Carlos Mansur, também estão entre os alvos da operação.
Por ordem de Toffoli, o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, foi preso temporariamente com o fim de resguardar o sigilo da operação deflagrada nesta quarta, segundo uma das fontes, mas deve ser solto em breve.
Na segunda fase da Operação Compliance Zero, as autoridades apuram prática de crimes de organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro.
Ao todo, 42 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo STF, estão sendo cumpridos em São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.
A operação tem como objetivo interromper a atuação da organização criminosa, além de recuperar ativos.
Preso em novembro pela PF, enquanto tentava embarcar para o exterior em seu jatinho particular, no Aeroporto de Guarulhos PF, Daniel Vorcaro teve a prisão relaxada e está em prisão domiciliar.
◉ Defesa
Em nota, a defesa do dono do Master informou que ele tem colaborado com as autoridades: "Todas as medidas judiciais determinadas no âmbito da investigação serão atendidas com total transparência."
"O Sr. Vorcaro permanece à disposição para prestar esclarecimentos sempre que solicitado, reforçando seu interesse no esclarecimento completo dos fatos e no encerramento célere do inquérito", complementa a nota.
◉ Entenda
Em novembro, o ex-presidente do BRB e Daniel Vorcaro foram alvos da Operação Compliance Zero, que investiga a concessão de créditos falsos. As fraudes podem chegar a R$ 17 bilhões em títulos forjados.
Em março de 2025, o BRB anunciou a intenção de comprar o Master por R$ 2 bilhões, mas o Banco Central (BC) rejeitou a negociação. Em novembro, foi decretada a falência da instituição de Vorcaro.
Ministro Dias Toffoli autorizou nova fase da Operação Compliance Zero após Polícia Federal imputar novos crimes a Daniel Vorcaro
Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master (Foto: Divulgação)
A Polícia Federal comunicou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a identificação de indícios de novos crimes supostamente cometidos por Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. As informações constam em despacho do ministro Dias Toffoli, relator da investigação que apura suspeitas de fraudes envolvendo a instituição financeira e seus dirigentes. Segundo a decisão, a PF apresentou elementos que levaram o magistrado a autorizar a segunda fase da Operação Compliance Zero.
No documento, Dias Toffoli afirma que as novas evidências justificam o aprofundamento das investigações. “Diante da evidência de prática de novos ilícitos, supostamente cometidos pelo investigado, se faz necessária a colheita de elementos probatórios complementares”, registra o ministro ao autorizar as diligências realizadas nesta quarta-feira (14).
As ações da Polícia Federal incluíram buscas em endereços ligados a Daniel Vorcaro e a familiares do banqueiro, localizados no estado de São Paulo. Além dele, também foram alvos da operação o empresário e investidor Nelson Tanure, o empresário Fabiano Zettel — cunhado de Vorcaro — e João Carlos Mansur, fundador e ex-executivo da Reag Investimentos.
Fabiano Zettel chegou a ser detido ao tentar embarcar para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, mas foi liberado em seguida. As medidas autorizadas pela Justiça incluem o cumprimento de 42 mandados de busca e apreensão, além de ordens de sequestro e bloqueio de bens e valores que ultrapassam R$ 5,7 bilhões.
De acordo com a Polícia Federal, as apurações envolvem suspeitas de crimes como organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro. A operação ocorreu simultaneamente em endereços localizados em São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.
Durante as diligências, os agentes apreenderam R$ 97 mil em dinheiro em espécie, além de carros de luxo, relógios e uma arma de fogo. As apreensões reforçam, segundo a PF, a necessidade de aprofundar a análise patrimonial dos investigados.
Daniel Vorcaro já havia sido preso em novembro, na primeira fase da Operação Compliance Zero, quando se preparava para embarcar em um jato particular no Aeroporto Internacional de Guarulhos com destino a Dubai. Ele foi solto posteriormente, mas segue submetido a medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.
Em nota, a defesa do banqueiro afirmou que ele mantém colaboração com as autoridades. “A defesa de Daniel Vorcaro informa que tomou conhecimento da medida de busca e apreensão e reafirma que o Sr. Vorcaro tem colaborado integral e continuamente com as autoridades competentes”, diz o comunicado.
O texto acrescenta ainda: “Todas as medidas judiciais determinadas no âmbito da investigação serão atendidas com total transparência. A defesa não teve ainda acesso aos autos. O Sr. Vorcaro permanece à disposição para prestar esclarecimentos sempre que solicitado, reforçando seu interesse no esclarecimento completo dos fatos e no encerramento célere do inquérito.”
A defesa conclui afirmando que confia no devido processo legal e que seguirá atuando para que as informações sejam tratadas “de forma objetiva e dentro dos limites constitucionais”, enquanto a investigação prossegue sob supervisão do Supremo Tribunal Federal.
Deputado do PL diz que Receita irá vigiar movimentações, apesar de órgão negar fiscalização individual e reiterar combate apenas a crimes financeiros
Nikolas Ferreira (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) voltou a provocar controvérsia ao afirmar, em vídeo divulgado nas redes sociais, que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) irá monitorar movimentações financeiras realizadas por meio do Pix. A declaração reacende um debate já enfrentado pelo Executivo e pela Receita Federal, que negam qualquer tipo de fiscalização individual sobre pagamentos feitos pelo sistema.
A publicação ocorre exatamente um ano após um vídeo semelhante do parlamentar provocar uma onda de desinformação nas redes sociais, incluindo boatos sobre uma suposta taxação do Pix, posteriormente desmentida por autoridades fiscais. As informações são do jornal O Globo.
⊛ Vídeo retoma discurso já contestado
No conteúdo publicado na noite desta terça-feira (13), Nikolas associa uma instrução normativa da Receita Federal à possibilidade de trabalhadores informais e autônomos serem penalizados caso suas movimentações financeiras não coincidam com os valores declarados no Imposto de Renda.
“Você que é feirante, manicure, motoboy, ambulante e autônomo, se você movimentar mais de R$ 5 mil por mês pelo Pix e isso não bater com o que você declarou no Imposto de Renda, a Receita vai saber. E você pode cair na malha fina, ser chamado, ter que explicar e pagar imposto que você nunca imaginou pagar”, afirmou o deputado.
Em outro trecho, ele sustenta que a medida representaria uma ameaça gradual às liberdades individuais. “Quando milhões de brasileiros reagiram, eles recuaram. Agora, com o povo distraído, fizeram de novo. A liberdade não acaba de uma vez, ela vai sendo tirada aos poucos por portaria, instrução normativa, ‘ajuste técnico’”, disse.
⊛ O que diz a norma da Receita Federal
A instrução normativa citada por Nikolas foi retomada em agosto do ano passado e equipara fintechs e instituições de pagamento aos bancos tradicionais no envio de informações agregadas à Receita. A regra estabelece que, quando a soma das movimentações ultrapassar R$ 5 mil por mês, os dados consolidados sejam repassados semestralmente ao órgão, mecanismo já previsto desde 2015 para instituições financeiras convencionais. Segundo a Receita Federal, o objetivo da norma é reforçar o combate a crimes contra a ordem tributária, especialmente lavagem de dinheiro e fraudes ligadas ao crime organizado.
⊛ Receita nega monitoramento de transações
Em nota divulgada em outubro, a Receita afirmou que “não monitora transações feitas por Pix ou por qualquer outro meio de pagamento”. O órgão destacou que não recebe informações individualizadas, não tem acesso à origem ou à natureza das despesas e não acompanha valores específicos de cada operação. A Receita também esclareceu que os dados recebidos não permitem identificar hábitos financeiros de contribuintes, o que descaracteriza qualquer forma de vigilância direta.
⊛ Pix e o embate político na economia
A retomada do discurso ocorre em meio a investigações que apontaram o uso de fintechs por facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC), para lavagem de dinheiro. Após uma série de operações policiais, o secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, afirmou que desinformações anteriores sobre o Pix dificultaram a fiscalização de empresas investigadas.
As declarações foram repercutidas politicamente e geraram acusações de que campanhas de desinformação teriam beneficiado o crime organizado, episódio que levou Nikolas a processar o presidente Lula após declarações públicas sobre o tema.
Mesmo após novos desmentidos oficiais no fim de dezembro, quando voltou a circular uma falsa informação sobre taxação de 27,5% para quem movimentasse mais de R$ 5 mil mensais, o tema voltou a ganhar força nas redes sociais. Dados do Google Trends indicaram alta nas buscas por termos ligados à Receita Federal e impostos no dia da publicação.
O novo vídeo de Nikolas, gravado com estética semelhante às postagens anteriores, já alcançou cerca de 44 milhões de visualizações. Entre os comentários de apoio, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), escreveu: “Parabéns por expor esse absurdo. Já pagamos o imposto mais alto do mundo para bancar a farra e os privilégios da ‘companheirada’. Isso precisa ter um fim. Conte comigo”.
A chamada “crise do Pix” integra uma estratégia recorrente da oposição para pressionar o governo na área econômica, em meio a debates sobre tributação, IOF e políticas fiscais adotadas ao longo dos últimos anos.
Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo
A defesa de Jair Bolsonaro (PL) voltou a solicitar ao Supremo Tribunal Federal (STF) a concessão de prisão domiciliar em caráter humanitário, alegando que o estado de saúde do réu apresenta riscos concretos e imediatos. Segundo os advogados, os relatórios médicos afastam qualquer caráter hipotético e indicam a possibilidade de novos eventos graves a qualquer momento.
Segundo o UOL, a petição foi apresentada ao ministro Alexandre de Moraes. De acordo com a defesa, os médicos responsáveis pelo acompanhamento clínico teriam sido categóricos ao apontar o risco de agravamento do quadro de saúde, argumento central para a solicitação de mudança no regime de cumprimento da pena.
⊛ Laudos médicos fundamentam novo pedido da defesa
No documento encaminhado ao STF, os advogados afirmam que a deterioração do estado clínico de Bolsonaro exige reavaliação urgente da decisão judicial. A defesa sustenta que a manutenção do regime fechado desconsidera os alertas médicos apresentados nos autos.
⊛ Pedido cita precedente e propõe monitoramento eletrônico
Os advogados também recorreram a precedentes judiciais para embasar a solicitação, mencionando o caso do ex-presidente Fernando Collor, que obteve autorização para cumprir pena em prisão domiciliar por motivos de saúde. A defesa argumenta que situações semelhantes devem receber tratamento equivalente.
No pedido, os advogados solicitam expressamente a reconsideração da decisão anterior. “Requer-se a Vossa Excelência seja reconsiderada a decisão anteriormente proferida, para que se conceda a prisão domiciliar humanitária ao Peticionário, como forma de cumprimento da pena, mediante monitoramento eletrônico e demais condições que se repute adequadas”, afirmam no texto.
⊛ STF já negou solicitações anteriores
Esta é a quarta vez que a defesa de Bolsonaro pede a concessão de prisão domiciliar. O pedido anterior foi negado pelo ministro Alexandre de Moraes no dia 1º de janeiro. Na decisão, o magistrado manteve o regime fechado ao avaliar que persistiam fatores que impediam a flexibilização da pena.
Na resposta, Moraes destacou o que classificou como risco de fuga. O ministro mencionou “reiterados descumprimentos das medidas cautelares diversas da prisão e de atos concretos visando a fuga, inclusive com dolosa destruição da tornozeleira eletrônica”.
⊛ Condenação e crimes atribuídos a Bolsonaro
Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por cinco crimes: organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça, além de deterioração de patrimônio tombado.
Levantamento mostra aumento expressivo do otimismo com o desempenho econômico nos próximos 12 meses
Brasília (DF) - 12/02/2025 - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
A percepção da população sobre o futuro da economia brasileira registrou uma mudança significativa e favorável ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Dados da Quaest indicam que cresceu de forma consistente o número de brasileiros que acreditam em uma melhora do cenário econômico ao longo dos próximos 12 meses, um fator considerado estratégico diante do debate político e eleitoral que se avizinha.
Segundo o levantamento, 48% dos entrevistados afirmam esperar uma melhora da economia brasileira no próximo ano. Em sentido oposto, 28% avaliam que o quadro econômico deve piorar, enquanto 21% acreditam que a situação permanecerá como está. Outros 3% não souberam ou preferiram não responder.
O avanço do otimismo chama atenção quando comparado aos levantamentos anteriores. Em dezembro, a diferença entre os que acreditavam na melhora e os que previam piora era de 11 pontos percentuais, com 44% otimistas contra 33% pessimistas. Agora, essa distância praticamente dobrou, alcançando 20 pontos. O dado sinaliza uma inflexão relevante na avaliação da conjuntura econômica.
O histórico recente da pesquisa evidencia a dimensão dessa mudança. Em agosto, havia um empate técnico nas expectativas: 40% acreditavam em melhora e o mesmo percentual previa piora. Um mês antes, em julho, o pessimismo predominava, com 43% dos entrevistados apostando em uma deterioração da economia, contra apenas 35% que demonstravam confiança em um cenário mais favorável.
A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 11 de dezembro, com 2.004 entrevistas em todo o país. A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, dentro de um nível de confiança compatível com os padrões metodológicos adotados pelo instituto.
Presidente Lula lidera todos os cenários de 1º e 2º turno, e brasileiros acreditam na reeleição independentemente do adversário
Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O presidente Lula (PT) aparece como favorito absoluto na disputa presidencial de 2026, liderando todos os cenários testados de primeiro e segundo turno, independentemente de quem seja o adversário. É o que aponta a mais recente rodada da pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (14), que também revela uma percepção consolidada entre os brasileiros de que o atual chefe do Executivo caminha para a reeleição, com ou sem a presença do clã Bolsonaro nas urnas.
O levantamento do instituto Quaest em parceria com a Genial Investimentos mostra que Lula vence todos os cenários estimulados de primeiro turno, superando nomes da direita tradicional e da família Bolsonaro. Segundo a pesquisa, o presidente também aparece à frente em todas as simulações de segundo turno, reforçando a leitura de que sua posição eleitoral é sólida no cenário atual .
A pesquisa também investigou a percepção do eleitorado sobre quem vencerá a eleição presidencial. A maioria dos entrevistados afirmou acreditar que Lula será reeleito, independentemente do adversário apresentado. Para 56% dos eleitores, Lula será reeleito se o adversário for algum membro da família Bolsonaro. Mesmo se o adversário não tiver o sobrenome 'Bolsonaro', para 45% o presidente sairá vencedor. Neste último caso, os que acreditam na derrota de Lula somam 43%.
A pesquisa foi realizada entre 8 e 11 de janeiro e ouviu presencialmente 2.004 brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 8 de janeiro com o número BR-00835/2026.
Dados estão dentro da margem de erro da pesquisa Genial/Quaest
Brasília (DF) - 17/11/2025 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
A aprovação do presidente Lula registra 47%, com queda de um ponto percentual, enquanto a desaprovação permanece em 49%. Outros 4% dos entrevistados disseram não saber ou não responderam, índice que subiu um ponto percentual. A margem de erro é de 2 p.p.. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (14) em pesquisa Genial/Quaest.
De acordo com a pesquisa, 39% dos entrevistados avaliam o governo Lula de forma negativa, enquanto 32% consideram a gestão positiva e 27% a classificam como regular.
O levantamento foi realizado entre os dias 8 e 11 de janeiro, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%, a partir de 2.004 entrevistas. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 8 de janeiro com o número BR-00835/2026
No primeiro turno, Lula aparece com 36%, Flávio Bolsonaro com 23% e Tarcísio de Freitas com 9%
Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva venceria o segundo turno das eleições presidenciais com 45% dos votos, contra 38% de Flávio Bolsonaro, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (14).
Lula também venceria o segundo turno das eleições presidenciais com 44% dos votos, contra 39% de Tarcísio de Freitas, segundo a pesquisa.
No primeiro turno, Lula aparece com 36%, Flávio Bolsonaro com 23% e Freitas com 9%, segundo a pesquisa.
No cenário espontâneo, 68% dos entrevistados se dizem indecisos. Ainda assim, o presidente Lula aparece na liderança, com 19%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 7%. O ex-presidente preso Jair Bolsonaro registra 2%.
O levantamento foi realizado entre os dias 8 e 11 de janeiro, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%, a partir de 2.004 entrevistas. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 8 de janeiro com o número BR-00835/2026
Beto Preto: “Apucarana é prioridade no nosso mandato. Conhecemos de perto o trabalho sério que essas entidades realizam e sabemos o quanto esses recursos fazem diferença no dia a dia de quem mais precisa." (Foto: Albari Rosa/SESA)
O deputado federal Beto Preto destinou R$ 2.230.000,00 em emendas federais para nove entidades de assistência social de Apucarana. Os recursos reforçam o atendimento a públicos vulneráveis e ampliam a capacidade de ação de instituições que prestam serviços essenciais no município.
As emendas contemplam organizações com atuação reconhecida nas áreas de acolhimento, inclusão, proteção social e defesa de direitos. Segundo o parlamentar, o objetivo é fortalecer quem está na ponta, garantindo estrutura, continuidade dos serviços e mais qualidade no atendimento à população.
“Apucarana é prioridade no nosso mandato. Conhecemos de perto o trabalho sério que essas entidades realizam e sabemos o quanto esses recursos fazem diferença no dia a dia de quem mais precisa. Destinar emendas para a assistência social é investir em dignidade, cuidado e cidadania”, afirmou Beto Preto.
Entidades beneficiadas:
• Centro para o Resgate à Vida
• Lar Vicente de Paulo
• Associação dos Deficientes Físicos
• Lar Sagrada Família
• Escola de Desenvolvimento Humano Casa do Caminho
• Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais
• Comando Anderson de Defesa do Cidadão
• Casa do Dodô
• Centro de Apoio Social ao Adolescente
O deputado destacou que a destinação dos recursos é resultado de diálogo permanente com lideranças locais e representantes das entidades, além do compromisso de manter Apucarana entre as prioridades do mandato.
“Nosso trabalho em Brasília tem um propósito claro: fazer com que os recursos federais cheguem onde a vida acontece. Essas entidades cumprem um papel fundamental na rede de proteção social, e o nosso dever é apoiar, abrir caminhos e garantir que tenham condições de seguir transformando realidades”, completou.
A ministra da Cultura, Margaret Menezes. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado nesta terça-feira (13), aponta que, a cada R$ 1 investido em projetos executados com recursos da Lei Rouanet, R$ 7,59 retornaram à economia brasileira. A pesquisa foi encomendada pelo Ministério da Cultura e analisou dados recentes do mecanismo de incentivo fiscal à cultura.
De acordo com o levantamento, entre 2022 e 2024, o número de projetos apoiados pela Lei Rouanet passou de cerca de 2.600 para mais de 14 mil por ano. O estudo avaliou indicadores como equipamentos locados, pessoas contratadas, materiais utilizados e fornecedores pagos ao longo da execução dos projetos.
Em 2024, segundo a pesquisa, aproximadamente 230 mil vagas foram abertas com apoio do programa, a um custo médio de R$ 12,3 mil por vaga. O relatório também aponta que, desde a criação da lei, em 1993, mais de R$ 60 bilhões foram investidos, em valores não corrigidos.
A ministra da Cultura, Margaret Menezes, afirmou que o objetivo do estudo foi reunir informações consistentes sobre o funcionamento do mecanismo. “Precisávamos de dados completos, consistentes e confiáveis sobre a Lei Rouanet, que nos últimos anos enfrentou críticas injustificáveis e uma tentativa de demonização”, declarou.
Fundação Getulio Vargas (FGV). Foto: Divulgação
O levantamento indica ainda que, em 2024, foram 4.939 projetos com recursos executados, sendo a maioria proposta por empresas, que responderam por 86,7% das iniciativas. Ao todo, os projetos geraram 567 mil pagamentos a fornecedores e prestadores de serviço, distribuídos em cerca de 1.800 tipos diferentes.
Segundo os pesquisadores, 96,9% dos pagamentos realizados via Rouanet foram inferiores a R$ 25 mil. Em relação à distribuição regional, dos R$ 25,7 bilhões movimentados em 2024, a maior parte foi destinada a projetos no Sudeste, seguido pelas regiões Sul, Nordeste, Centro-Oeste e Norte.
Segunda fase da operação amplia investigações e determina bloqueio de R$ 5,7 bilhões em bens
Compliance Zero: ação da PF tem familiares de Vorcaro e empresários como alvos (Foto: Divulgação/Arquivo/PF)
A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (14), a segunda fase da Operação Compliance Zero, aprofundando as investigações sobre um amplo esquema de irregularidades financeiras que envolve o banqueiro Daniel Vorcaro. A nova etapa da operação ampliou o rol de investigados e passou a atingir tanto familiares próximos do banqueiro quanto empresários com atuação relevante no mercado financeiro, entre eles Nelson Tanure e o ex-executivo da Reag Investimentos, João Carlos Mansur.
Ao todo, estão sendo cumpridos 42 mandados de busca e apreensão em cinco estados — São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Parte das diligências ocorreu em endereços localizados na Avenida Faria Lima, em São Paulo, um dos principais centros financeiros do país.
Entre os novos alvos estão a irmã, o cunhado e um primo de Daniel Vorcaro, suspeitos de participação em estruturas paralelas de movimentação financeira. Segundo os investigadores, esses familiares teriam auxiliado na circulação e na ocultação de recursos oriundos de operações consideradas fraudulentas, relacionadas ao Banco Master.
Durante as buscas, agentes da Polícia Federal apreenderam carros de luxo, incluindo modelos da BMW e da Land Rover, além de armas de fogo, munições e relógios de alto valor. Todo o material recolhido será analisado no âmbito da investigação patrimonial, que busca mapear a origem dos bens e identificar eventuais incompatibilidades com a renda declarada dos investigados.
Além das apreensões, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o sequestro e o bloqueio de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões. A operação apura crimes como organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de capitais. As autoridades estimam que o montante total das fraudes sob investigação possa alcançar R$ 12 bilhões.
Nesta fase, a operação também passou a incluir o empresário Nelson Tanure entre os alvos. Conhecido por investir em empresas em dificuldades financeiras, Tanure já havia sido denunciado pelo Ministério Público Federal em São Paulo no fim do ano passado. De acordo com a acusação, ele teria feito uso de informações privilegiadas para obter vantagens no mercado de capitais, em operações envolvendo ações da construtora Gafisa, da qual é acionista. Esse caso integra um conjunto mais amplo de apurações sobre práticas irregulares no sistema bancário e corporativo.
João Carlos Mansur, fundador da Reag, também é um dos alvos da operação. Ele tem passagens por grandes empresas e fundou a gestora de fundos em 2012, atingindo um crescimento em ritmo acelerado através da aquisição de mandatos de fundos exclusivos – usados, por exemplo, para administração de patrimônio e geralmente com apenas um cotista.
O foco central da Compliance Zero segue sendo o Banco Master, instituição que foi liquidada extrajudicialmente pelo Banco Central após a primeira fase da operação, realizada em novembro do ano passado. Na ocasião, sete pessoas foram presas, sendo cinco de forma preventiva e duas temporariamente. Segundo a Polícia Federal, o banco teria comercializado Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com promessas de rendimentos até 40% superiores à taxa média do mercado, prática considerada incompatível com padrões financeiros regulares.
Paralelamente às ações policiais, o caso ganhou novos desdobramentos no campo institucional. Na noite de segunda-feira (12), o Banco Central decidiu retirar os embargos de declaração apresentados ao Tribunal de Contas da União (TCU) que questionavam a determinação do relator, ministro Jhonatan de Jesus, para a realização de uma inspeção no órgão regulador. A inspeção tem como foco os procedimentos adotados na liquidação do Banco Master.
A retirada do recurso ocorreu após uma reunião entre o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo. Com a desistência, o tema deixou de ser apreciado pelo plenário da Corte, cuja análise estava prevista para o próximo dia 21.
Segundo Vital do Rêgo, o Tribunal de Contas não pretende interferir em eventual decisão do Banco Central sobre a liquidação do Banco Master, mas busca acesso à documentação do processo para verificar a regularidade dos procedimentos adotados. De acordo com o presidente do TCU, o Banco Central concordou em fornecer as informações solicitadas. A desistência dos embargos foi formalizada oficialmente na manhã de terça-feira (13) pela AudBancos, área técnica do tribunal responsável pela fiscalização do sistema financeiro nacional.
Operação investiga esquema de desvio de recursos ligados ao sistema financeiro
Agente da Polícia Federal (Foto: Divulgação/PF)
A Polícia Federal deflagrou uma nova fase da Operação Compliance Zero, que resultou no bloqueio e sequestro de bens e valores que ultrapassam R$ 5,7 bilhões. A ofensiva inclui o cumprimento de dezenas de mandados de busca e apreensão e a apreensão de dinheiro em espécie, aprofundando investigações sobre supostos desvios financeiros e uso irregular de recursos aplicados em fundos de investimento, informa oG1. Segundo a investigação, durante o cumprimento das ordens judiciais foram apreendidos R$ 97,3 mil em espécie nos endereços dos alvos.
Ao todo, os policiais federais cumprem 42 mandados judiciais, incluindo buscas em imóveis ligados a Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e a familiares próximos, como o pai, a irmã e o cunhado. As diligências se concentram principalmente em São Paulo, com alvos localizados inclusive na Avenida Faria Lima, um dos principais centros financeiros do país, além de ações nos estados da Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.
A operação também tem como alvos o empresário Nelson Tanure e o investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora de fundos Reag Investimentos. De acordo com a apuração, a Polícia Federal identificou um esquema que envolveria captação de recursos, aplicação em fundos e posterior desvio de parte desses valores para o patrimônio pessoal de Vorcaro e de seus parentes.
Durante a segunda fase da Compliance Zero, os agentes apreenderam veículos e diversos itens considerados relevantes para a investigação, além do dinheiro em espécie. As imagens divulgadas pela Polícia Federal mostram carros, documentos e outros bens recolhidos nos endereços vistoriados.
Em nota oficial, a defesa de Daniel Vorcaro afirmou que tomou conhecimento das medidas judiciais e reforçou a postura de colaboração do empresário com as autoridades. Segundo o comunicado, “a defesa de Daniel Vorcaro informa que tomou conhecimento da medida de busca e apreensão e reafirma que o Sr. Vorcaro tem colaborado integral e continuamente com as autoridades competentes. Todas as medidas judiciais determinadas no âmbito da investigação serão atendidas com total transparência”.
A nota acrescenta que a defesa ainda não teve acesso aos autos e que Vorcaro segue à disposição para prestar esclarecimentos. “O Sr. Vorcaro permanece à disposição para prestar esclarecimentos sempre que solicitado, reforçando seu interesse no esclarecimento completo dos fatos e no encerramento célere do inquérito”, diz outro trecho do texto.
Por fim, os advogados destacaram confiança no andamento do processo. “A defesa reitera confiança no devido processo legal e seguirá atuando nos autos para que as informações sejam tratadas de forma objetiva e dentro dos limites constitucionais”, conclui a nota. A investigação segue em andamento e novas informações devem ser divulgadas pelas autoridades.