terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Mais de 22 mil condutores do Paraná já renovaram a CNH de forma automática e gratuita

Condutores de até 70 anos têm direito à renovação automática da CNH, sem necessidade de agendamento, de realização de exames e pagamento de taxas. É preciso obter o selo "Bom Condutor". Para aqueles de 50 a 70 anos, será permitida apenas uma renovação automática.

Mais de 22 mil condutores do Paraná já renovaram a CNH de forma automática e gratuita
Foto: Albari Rosa/Arquivo AEN

Em um mês, mais de 22 mil condutores paranaenses foram beneficiados com renovação automática e gratuita da Carteira Nacional de Habilitação. O Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR) finalizou nesta segunda-feira (12) o processo de sincronização com a plataforma da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) que cria o Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC) e garante o selo “Bom Condutor” para quem não cometeu nenhuma infração nos últimos 12 meses. O selo é necessário para utilizar o benefício.

A resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) com as novas regras entrou em vigor em 10 de dezembro do ano passado. Quem obteve o selo “Bom Condutor”, e se encaixa nos critérios, teve a CNH renovada automaticamente. O processo já atendeu 26.669 paranaenses, sendo 22.477 com renovação da Carteira Nacional de Habilitação, dos quais 1.756 têm EAR (Exerce Atividade Remunerada) e 4.192 com a conversão da CNH provisória para definitiva, destes 785 com EAR.

“O processo de habilitação está passando por uma mudança de paradigma, uma verdadeira revolução que está barateando o serviço e reduzindo a carga burocrática. O Paraná tem sido vanguarda, trabalhando com celeridade para implementar as mudanças, mas sempre com serenidade e responsabilidade”, destacou Santin Roveda, presidente do Detran-PR.

Com o selo, condutores de até 70 anos têm direito à renovação automática da CNH, sem necessidade de agendamento, de realização de exames e pagamento de taxas. Para obter o selo, o condutor precisa aderir ao Cadastro Positivo no aplicativo CNH do Brasil. Para aqueles de 50 a 70 anos, será permitida apenas uma renovação automática. Maiores de 70 anos e pessoas que, por recomendação médica, já têm um prazo menor de renovação, terão que fazer o procedimento padrão com exame de aptidão física e mental (exame médico).

A nova regra, que também engloba condutores com CNH provisória, faz parte das mudanças no processo de habilitação de condutores a partir da publicação da Resolução 1.020/2025, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Mais informações AQUI.

Como a resolução entrou em vigor no dia 10 de dezembro, todos os condutores que iniciaram o processo de renovação e já pagaram as taxas dos exames e de emissão de CNH física podem entrar com um protocolo de pedido de restituição de valor pago no site do Detran-PR.

Somando as taxas de emissão de CNH, anteriormente exigidas na renovação e na conversão de provisória para definitiva, a taxa do exame de aptidão física e mental, necessário na renovação, e a taxa do exame psicológico, exigido para condutores com EAR, a economia é de R$ 7,7 milhões.

“É dinheiro no bolso da família paranaense, somado à redução do IPVA para o menor patamar do Brasil, ou seja, estamos trazendo alívio para as finanças e colocando esse dinheiro para circular onde deve, no comércio, no turismo, na cultura, na educação, gerando um ciclo virtuoso de emprego e renda”, finalizou Santin

Fonte: AEN

Confira os novos valores do benefício Seguro-Desemprego para 2026

Trabalhadores com direito ao benefício poderão receber parcela que varia de R$ 1.621,00 até o teto máximo de R$ 2.518,65

Agência Brasília

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) atualizou a tabela anual utilizada para o cálculo dos valores de pagamento do benefício do Seguro-Desemprego, com vigência a partir de 11 de janeiro de 2026. Com isso, o valor do benefício não será inferior ao salário mínimo vigente, atualmente fixado em R$ 1.621,00. Já os trabalhadores com salários médios superiores a R$ 3.703,99 receberão o teto do benefício, fixado em R$ 2.518,65.

O reajuste das faixas salariais para o cálculo do Seguro-Desemprego considera a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2025, o acumulado dos 12 meses anteriores ao reajuste foi de 3,90%.

A atualização do benefício atende aos requisitos previstos na Lei nº 7.998, de 1990, que regula o Programa do Seguro-Desemprego, e na Resolução nº 957, de 2022, do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (CODEFAT).

Faixas de Salário Médio necessárias ao cálculo do benefício seguro-desemprego - Cálculo da Parcela

• Até R$ 2.222,17 - Multiplica-se o salário médio por 0,8

• De R$ 2.222,18 até R$ 3.703,99 - O que exceder a R$ 2.222,17 multiplica-se por 0,5 e soma-se com R$ 1.777,74

• Acima de R$ 3.703,99 - O valor será invariável de R$ 2.518,65

• O valor do benefício do seguro-desemprego não será inferior ao valor do salário mínimo de R$ 1.621,00 vigente para o ano de 2026.

Quem tem direito?

Tem direito ao benefício o trabalhador que:

⁃ Tiver sido dispensado sem justa causa;

⁃ Estiver desempregado, quando do requerimento do benefício;

⁃ Ter recebido salários de pessoa jurídica ou pessoa física equiparada à jurídica (inscrita no CEI) relativos a pelo menos 12 (doze) meses nos últimos 18 (dezoito) meses imediatamente anteriores à data de dispensa, quando da primeira solicitação;

⁃ pelo menos 9 (nove) meses nos últimos 12 (doze) meses imediatamente anteriores à data de dispensa, quando da segunda solicitação; e

cada um dos 6 (seis) meses imediatamente anteriores à data de dispensa, quando das demais solicitações;

⁃ Não possuir renda própria para o seu sustento e de sua família;

⁃ Não estiver recebendo benefício de prestação continuada da Previdência Social, exceto pensão por morte ou auxílio-acidente.

Como solicitar?

O benefício pode ser solicitado nas Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego (SRTEs), no Sistema Nacional de Emprego (SINE), pelo Portal GOV.BR ou por meio do aplicativo Carteira de Trabalho Digital .

Fonte: Agência Gov

Ministro bolsonarista do TCU destinou emendas para 300 casas em Roraima e só uma saiu do papel


              O ministro do TCU Jhonatan de Jesus – Reprodução

Uma trilha estreita às margens da BR-174, em Iracema, no interior de Roraima, leva a um terreno abandonado onde deveriam ter sido construídas 300 casas populares. O acesso está tomado por mato alto e restos de animais, e o local não apresenta características de canteiro de obras. A área foi destinada a um conjunto habitacional financiado por emendas parlamentares indicadas pelo ministro do TCU Jhonatan de Jesus, à época deputado federal, e pelo senador Mecias de Jesus, ambos do Republicanos.

A previsão divulgada durante a gestão do então prefeito Jairo Ribeiro era de conclusão das moradias até o final de 2024. Passado mais de um ano, apenas uma casa foi erguida, sem moradores, já com sinais de deterioração. As demais 299 unidades não tiveram sequer fundações iniciadas, e o terreno segue sem qualquer estrutura de obra em andamento.

Os recursos somaram cerca de R$ 13 milhões, enviados por meio das chamadas “emendas Pix”, com indicação para construção de moradias, pavimentação e recuperação de estradas no município. Iracema foi um dos principais destinos das emendas indicadas por Jhonatan de Jesus em Roraima, segundo levantamento revelado pelo Estadão.

Procurado, o ministro do Tribunal de Contas da União afirmou que não houve desvio de finalidade na indicação das emendas e que a execução e a prestação de contas são atribuições dos entes que receberam os recursos. O senador Mecias de Jesus declarou, em nota, que o papel do parlamentar se limita à destinação do dinheiro, cabendo à prefeitura executar as obras e prestar contas aos órgãos de controle.

A única casa, de um total de 300 previstas, construída em Iracema (RR)
A única casa, de um total de 300 previstas, construída em Iracema (RR) – Taba Benedicto/Estadão
A Prefeitura de Iracema informou que os valores destinados à construção das casas foram utilizados na elaboração de projetos técnicos obrigatórios, como projetos arquitetônicos, de engenharia, drenagem, iluminação pública e esgotamento sanitário. A administração municipal não apresentou cronograma atualizado para o início das obras nem explicou por que a promessa inicial não foi cumprida.

O ex-prefeito Jairo Ribeiro, que chegou a declarar em maio de 2024 que a construção da casa-modelo representava o cumprimento de um compromisso de gestão, é alvo de investigações da Polícia Federal por suspeitas de fraudes eleitorais e desvios de recursos.

A administração municipal também deixou de apresentar projetos detalhados e prestação de contas completas, em descumprimento de determinações do Supremo Tribunal Federal e do próprio TCU, segundo registros citados na apuração.

Jhonatan de Jesus é da base do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e integrante de grupo de parlamentares que apoiam o garimpo em Roraima, ele é visto como um dos políticos que colocam obstáculos à estabilidade dos povos indígenas no estado.

Fonte: DCM

VÍDEO – Eduardo Bolsonaro compara prisão do pai à de Nicolás Maduro: “Inveja”

O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) – Reprodução


O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) comparou, na noite desta segunda-feira (12), as condições de prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro às do ex-governante venezuelano Nicolás Maduro, sequestrado pelos Estados Unidos. A declaração foi feita em vídeo publicado no perfil do parlamentar no X.

Na gravação, Eduardo afirma ter “inveja do Maduro” ao ver imagens em que o venezuelano aparece caminhando em um espaço amplo e tomando banho de sol. Segundo ele, Jair Bolsonaro estaria submetido a condições mais restritivas no Brasil, após ser condenado a 27 anos e três meses de prisão por participação em trama golpista relacionada aos atos de 8 de janeiro de 2023.

“Tenho inveja do Maduro. Sim, é isso! Quando você vê esse tipo de imagem, onde ele pode andar em um bom espaço, eu começo a comparar com meu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi condenado a 27 anos de prisão, porque em uma suposta tentativa de golpe de estado, em um dia em que nenhuma arma, nenhum revólver foi apreendido, em 8 de janeiro de 2023, quando meu pai estava literalmente na Disney World, em Orlando”, disse Eduardo.

O deputado declarou que Jair Bolsonaro estaria detido em um espaço de cerca de 30 metros quadrados. A informação contrasta com dados oficiais da Polícia Federal, que apontam que a sala preparada para o ex-presidente na Superintendência da PF em Brasília tem aproximadamente 12 metros quadrados, com cama de solteiro, banheiro privativo, ar-condicionado, frigobar, televisão, escrivaninha, armário e cadeira.

Eduardo também criticou o barulho do ar-condicionado e afirmou que o pai teria sofrido uma queda durante a noite, batido a cabeça e só recebido atendimento médico horas depois, quando agentes abriram a porta da cela pela manhã.

“Quando você pensa que algo pode acontecer com o Maduro, com certeza ele receberá o médico, a assistência médica adequada. Meu pai, durante a noite, caiu e bateu a cabeça em algum lugar, e as pessoas só souberam que algo tinha acontecido no dia seguinte”, afirmou.

O parlamentar acrescentou que qualquer deslocamento de Jair Bolsonaro para atendimento hospitalar dependeria de autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator dos processos ligados à tentativa de golpe após as eleições de 2022. “Esse é o tipo de ditadura que estamos vivendo no Brasil. Como você chama um sistema que faz coisas assim? Democracia? Tem certeza?”, questionou.

Maduro está sob custódia no Centro de Detenção Metropolitano (MDC), no Brooklyn, em Nova York, uma prisão federal de segurança máxima. As celas do setor conhecido como Special Housing Unit (SHU) têm cerca de 2,4 metros por 3 metros, com cama de aço, colchão fino e iluminação permanente, dimensões inferiores às da cela ocupada pelo ex-presidente brasileiro.

Já Jair Bolsonaro foi preso por ordem de Alexandre de Moraes após a identificação de violação da tornozeleira eletrônica, o que levou à revogação da prisão domiciliar. O ministro determinou que o ex-presidente permanecesse na Superintendência da PF em Brasília para cumprir a pena imposta, já com trânsito em julgado. A legislação brasileira prevê que ex-presidentes cumpram pena em instalações compatíveis com a chamada “sala de Estado-Maior”, medida destinada a garantir segurança e condições adequadas ao custodiado.

Fonte: DCM

Quem é o deputado Felix Mendonça, alvo da PF por desvio de emendas e corrupção


     O deputado federal Felix Mendonça Jr. (PDT). Foto: Reprodução


O parlamentar, segundo a Polícia Federal (PF), teria participação direta na organização criminosa por meio do então secretário parlamentar, Marcelo Chaves. A investigação indica que Félix Mendonça Jr. enviou ao menos R$ 4 milhões em emendas a prefeituras investigadas por fraudes em licitações.

Trajetória política e bens declarados

Nascido em Itabuna, no sul da Bahia, Félix Mendonça Jr. é filho do ex-deputado federal Félix Mendonça, que morreu de Covid-19 em 2020, aos 92 anos, em Salvador.

O atual deputado foi eleito pela primeira vez em 2010 e permanece no cargo desde então. Esta é a quarta vez que o parlamentar cumpre mandato na Câmara dos Deputados.

Conforme registro do Tribunal Superior Eleitoral, declarou R$ 3 milhões em bens nas eleições de 2022, incluindo uma casa na Praia do Forte avaliada em R$ 660 mil e uma embarcação de R$ 200 mil.

"Perdi meu pai e meu melhor amigo", diz Félix Mendonça Júnior
Cristiana, Félix Mendonça, Andrea e Félix Júnior. Foto: Reprodução

Esquema investigado pela Operação Overclean

A primeira fase da Operação Overclean ocorreu em dezembro de 2024, quando 59 mandados foram cumpridos e 16 pessoas presas na Bahia, em São Paulo e em Goiás. A PF afirma que o esquema funcionava com o direcionamento de recursos de emendas parlamentares para licitações fraudadas. Servidores facilitavam a contratação de empresas que superfaturavam serviços e desviavam dinheiro público.

Na etapa atual, o ministro Kássio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de R$ 24 milhões de investigados, medida que visa interromper a movimentação de valores ilícitos.

A PF também cumpre nove mandados de busca e apreensão expedidos pelo STF, com ações em Brasília e em três cidades da Bahia: Salvador, Mata de São João e Vera Cruz.

Um dos mandados ocorre no edifício Mansão Windberger, no Corredor da Vitória, área nobre da capital baiana. O prédio tem vista para a Baía de Todos-os-Santos, píer, teleférico e apartamentos que podem superar 993 m², avaliados em mais de R$ 55 milhões. Entre os moradores estão Bell Marques e o jogador Everton Ribeiro.

Os envolvidos poderão responder por organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e lavagem de dinheiro. A PF reforça que o objetivo é preservar recursos para eventual reparação aos cofres públicos.

Fachada da Mansão Windberger, no Corredor da Vitória, em Salvador — Foto: Rildo de Jesus/ TV BahiaFachada da Mansão Windberger, no Corredor da Vitória, em Salvador. Foto: Rildo de Jesus/ TV Bahia

Fonte: DCM

101 julgamentos em 2 meses: a medida de Fux para travar processos de golpistas do 8/1 no STF


       Luiz Fux, ministro do STF. Foto: reprodução

O ministro Luiz Fux interrompeu 101 julgamentos relacionados aos atos golpistas do 8 de Janeiro ao pedir vista de todos os processos dos quais participou no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) desde o fim de outubro do ano passado. Os pedidos atingem ações de mérito, recursos e análises de recebimento de denúncia, e paralisam casos que já tinham maioria formada, alguns aguardando apenas o voto final de Fux.

Segundo a Secretaria de Imprensa do STF, o ministro afirma que solicitou vista para “adequar sua posição a outros votos proferidos anteriormente” e manter coerência na avaliação das condutas dos réus.

O pedido de vista, que pode durar até 90 dias, permite ao ministro mais tempo para revisar processos e não exige justificativa formal. A mudança de postura ocorreu após Fux deixar a Primeira Turma, onde parte das ações penais do 8 de Janeiro vinha sendo analisada.

Entre os pedidos feitos, 68 travaram julgamentos de mérito, quando o Supremo decide pela absolvição ou condenação. Outros 24 são relativos à análise de recursos e nove envolvem aditamento de denúncias apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

A quantidade expressiva marca uma inflexão na atuação de Fux, que durante cerca de um ano e meio acompanhou integralmente o relator, ministro Alexandre de Moraes, em centenas de condenações.

Bolsonaristas durante tentativa de golpe em 8 de janeiro de 2023. Foto: reprodução
A virada ocorreu no julgamento do chamado “núcleo crucial” da trama golpista, em setembro, quando Fux defendeu a absolvição do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros cinco réus. Ele foi vencido por quatro votos a um e citou os pedidos de vista como demonstração de “humildade judicial”.

Na ocasião, durante a leitura de seu voto que durou 14 horas, afirmou: “Eu propus a mim, como magistrado, que deve ter a humildade judicial de evoluir, de reconsiderar, que eu estou pedindo vista, estou aceitando embargos de declaração, aceitando revisões criminais”.

Após o episódio, o ministro migrou para a Segunda Turma, ocupando a vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso. Embora processos criminais tenham sido redistribuídos às Turmas a partir do fim de 2023, denúncias recebidas antes dessa data continuam tramitando no plenário, o que mantém parte dos julgamentos do 8 de Janeiro com participação dos 11 ministros.

Fonte: DCM

Suzane von Richthofen provoca confusão e tumulto em delegacia

Além da ida à delegacia, Suzane também esteve no Instituto Médico Legal

           Suzane von Richthofen (Foto: Reprodução)

Suzane von Richthofen causou tumulto no 27º Distrito Policial, no Campo Belo, zona sul de São Paulo, ao tentar intervir no processo de liberação do corpo do tio materno, o médico Miguel Abdalla Neto, de 76 anos, encontrado morto em sua residência na última sexta-feira (9). O episódio ocorreu no sábado (10) e resultou em atraso nos trâmites administrativos, de acordo com relatos de policiais.

Segundo apuração do Metrópoles, a documentação necessária para a liberação do corpo já havia sido iniciada por uma prima do médico, mas Suzane compareceu à delegacia e tentou assumir a responsabilidade pelo procedimento, alegando ter parentesco suficiente para conduzir o processo.

Ainda conforme a fonte policial, a insistência de Suzane em reivindicar a liberação do corpo acabou provocando confusão e retardou a conclusão da papelada. Policiais de plantão teriam se surpreendido ao reconhecer a condenada, que se apresentou com o nome atual, Suzane Louise Magnani Muniz, adotado após o casamento com o médico Felipe Zecchini Muniz, com quem teve um filho.

Além da ida à delegacia, Suzane também esteve no Instituto Médico Legal (IML), onde o corpo do tio estava sob custódia. A tentativa de liberação, no entanto, não teve sucesso, já que a autorização havia sido concedida a outra familiar. Miguel Abdalla foi tutor de Andreas von Richthofen, irmão mais novo de Suzane, e atuou como inventariante dos bens do casal Manfred e Marísia von Richthofen, assassinados em 2002.

O boletim de ocorrência referente à morte do médico foi registrado como morte suspeita, apesar de não haver sinais aparentes de violência ou indícios de crime. O corpo foi encontrado em uma casa localizada na rua Baronesa de Bela Vista, no bairro Vila Congonhas, após um vizinho estranhar a ausência de contato por dois dias e olhar o imóvel com o auxílio de uma escada. A Polícia Militar informou, inicialmente, que a causa da morte seria natural.

No dia seguinte à localização do corpo, o muro da residência amanheceu pichado com a frase “Será que foi a Suzane?”. A inscrição foi apagada na segunda-feira (12) por um profissional contratado, que preferiu não se identificar. A pichação reforçou a comoção e a repercussão do caso, que rapidamente ganhou destaque nas redes sociais.

A morte do tio materno de Suzane é investigada pela mesma delegacia que, em 2002, apurou o assassinato de seus pais, crime pelo qual ela foi condenada a 39 anos e seis meses de prisão por duplo homicídio triplamente qualificado. O crime foi executado pelos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos, a mando de Suzane, segundo a sentença judicial.

Miguel Abdalla teve papel central na vida da família após o crime. Ele assumiu a tutela de Andreas e a administração do espólio até 2005, quando o irmão mais novo completou 18 anos e passou a ser o inventariante. Na ocasião, Suzane chegou a pedir judicialmente o afastamento do tio, alegando sonegação de bens. Anos depois, em 2006, Abdalla acionou a Justiça ao relatar que Suzane teria sido vista “rondando” a casa onde ele morava com a mãe e Andreas, o que motivou um pedido de prisão preventiva pelo Ministério Público à época.

Suzane von Richthofen cumpre pena em regime aberto desde janeiro de 2023. O inquérito que apura a morte de Miguel Abdalla segue em andamento, e a Polícia Civil aguarda a conclusão de laudos periciais para esclarecer definitivamente as circunstâncias do óbito.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Bolsonaristas cobram Tarcísio por apoio discreto à pré-campanha de Flávio Bolsonaro ao Planalto

Aliados do governador dizem que não é hora de campanha e que ele está focado na gestão paulista, enquanto o entorno do senador e pede engajamento público

Tarcísio de Freitas e Flávio Bolsonaro (Foto: Pablo Jacob /Governo do Estado de SP | Jefferson Rudy/Agência Senado)

Políticos bolsonaristas têm reclamado do que chamam de apoio “envergonhado” do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), à pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. A avaliação é que o governador evita se comprometer publicamente, fala do tema apenas quando questionado e ainda não entrou de fato na mobilização do grupo.

As informações foram publicadas pela Folha de S.Paulo, que relata a insatisfação de aliados de Jair Bolsonaro com o ritmo e a forma do gesto político de Tarcísio, considerado peça estratégica por liderar o maior colégio eleitoral do país e por manter interlocução com setores do centrão e do mercado.

Segundo a reportagem, Tarcísio afirmou a jornalistas que Flávio “poderá contar com ele”, mas até agora não fez declarações espontâneas de apoio, não levou o tema às redes sociais e não compareceu a eventos ligados à pré-campanha, como um almoço com empresários realizado em dezembro, em São Paulo.

Nos bastidores, parte do bolsonarismo passou a ironizar o governador, chamando-o de “Tarcísio Garcia”, em referência ao ex-governador Rodrigo Garcia, que tentou manter neutralidade entre o presidente Lula (PT) e Bolsonaro em 2022 e acabou ficando em terceiro lugar, fora do segundo turno. Nesse grupo, a cobrança é direta: se Tarcísio não assumir uma posição mais explícita ao lado do senador, pode ser tratado como “traidor” e virar alvo da artilharia bolsonarista.

◎ Aliados tentam frear a pressão e dizem que foco é gestão

Do outro lado, aliados do governador afirmam que a ansiedade do entorno de Flávio é previsível, mas prematura. Um interlocutor citado na reportagem sustenta que ainda não é momento de campanha e que Tarcísio está concentrado na administração do estado. Na leitura desse grupo, a etapa atual seria de articulação partidária e composição com outras legendas, tarefa que caberia ao pré-candidato, não ao governador.

Há também bolsonaristas que consideram as críticas precipitada. O ex-chefe da Secretaria de Comunicação Social do governo Bolsonaro, Fabio Wajngarten, defendeu cautela e descreveu a relação entre os dois com ênfase na fidelidade ao ex-presidente.

“Há que se respeitar o tempo de cada pessoa. Nem tudo ocorre na janela temporal que terceiros desejam”, afirma Fabio Wajngarten. “A relação do governador com o presidente é de total lealdade, respeito e amizade.”

◎ Ciro Nogueira diz que Tarcísio não vai querer virar “traidor”

A pressão, porém, é alimentada por uma expectativa política: apoiadores de Flávio e dirigentes partidários avaliam que, se o senador mantiver a pré-candidatura, Tarcísio acabará entrando “de cabeça” na campanha por sobrevivência no campo da direita.

“Ele não vai querer nunca ser um [João] Doria, ficar com viés de traidor”, diz o senador Ciro Nogueira, presidente do PP.

Segundo a reportagem, Nogueira também afirmou que Tarcísio teria ficado frustrado por não ter sido escolhido por Bolsonaro para a missão presidencial de 2026, embora diga que o próprio governador já lhe declarou que apoiará Flávio. Integrantes do PL, por sua vez, levantam a hipótese de que um distanciamento prolongado poderia até estimular Bolsonaro a buscar outro palanque em São Paulo, como forma de garantir alinhamento total ao projeto do filho, ainda que o próprio Nogueira avalie que um rompimento seria “ruim para os dois”.

◎ Anúncio de Flávio e ruído interno no PL

A reportagem também descreve um incômodo no entorno de Tarcísio com a maneira como a pré-candidatura foi lançada em dezembro. Flávio confirmou nas redes sociais que havia sido escolhido pelo pai após a notícia ser revelada pelo portal Metrópoles, e não houve, segundo o relato, um evento planejado com antecedência com o PL e aliados, como seria esperado para uma largada nacional.

Antes da confirmação pública, Flávio teria ido a São Paulo para comunicar a decisão ao governador. Nos bastidores, um integrante do PL citado na reportagem sugere que a opção de manter o controle do anúncio dentro do clã Bolsonaro e escantear outros atores, inclusive Tarcísio, pode ter ajudado a explicar a resistência do governador em assumir um apoio mais aberto neste momento.

O texto relata que Tarcísio demorou três dias para se pronunciar após o anúncio. Quando falou, foi instado pela imprensa e disse que apoiaria o senador, afirmando que ele se juntava a “outros grandes nomes da oposição” que haviam se colocado à disposição. Ainda assim, durante a entrevista, segundo a reportagem, tentou diversas vezes fugir do assunto.

◎ São Paulo como trunfo e a aposta na versão “light”

Para entusiastas da pré-campanha, o apoio do governador seria central por dois motivos. O primeiro é óbvio: garantir um palanque robusto em São Paulo. O segundo é de narrativa: interlocutores citados na reportagem afirmam que a estratégia seria vender Flávio como uma versão mais moderada do pai, e, nesse desenho, Tarcísio poderia funcionar como vitrine de um “bolsonarista moderado” bem-sucedido.

A reportagem registra ainda que Tarcísio tirou 17 dias de férias no início do ano e viajou aos Estados Unidos. No mesmo período, Flávio também esteve no país para visitar o irmão, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL), sem encontro com o governador.

◎ Flávio relata ligação no Natal e diz que vitória “passa por São Paulo”

Em entrevista ao blogueiro bolsonarista Paulo Figueiredo, divulgada na última semana e citada na reportagem, Flávio argumentou que sua pré-candidatura teria a vantagem de não colocar em risco o controle da direita sobre São Paulo. Ele afirmou que, se Tarcísio concorresse ao Planalto e perdesse para o presidente Lula, o grupo poderia ficar sem o governo federal e sem o governo paulista.

Para o senador, o governador não perde a reeleição “de jeito nenhum”. Flávio relatou ainda ter recebido uma ligação de Tarcísio no Natal.

“Ele falou ‘Flávio, feliz Natal, estamos juntos, conta comigo’. Fiquei feliz demais. Tarcísio está nas férias dele, dando uma recarregada nas baterias, como eu também estou”, disse.

O senador também reforçou a afinidade política entre os dois e projetou convergência mais adiante.

“Respeito muito o Tarcísio, um cara leal ao Bolsonaro. No tempo dele, vai estar perto, dar o palanque, e vamos caminhar juntos. A vitória no plano nacional passa principalmente por São Paulo.”

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

Defesa de Bolsonaro tenta levar ao plenário do STF pedido para anular condenação

Advogados recorrem contra decisão de Alexandre de Moraes e insistem na nulidade da ação penal já encerrada

Brasília (DF) - 22/11/2025 - Manifestação em frente à sede da Polícia Federal após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)



A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou um novo recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) com o objetivo de anular a ação penal que resultou em sua condenação. O pedido foi protocolado nesta segunda-feira (12), mesmo após o processo já ter sido encerrado e a pena estar em fase de cumprimento.

Reportagem da CNN aponta a estratégia dos advogados para tentar submeter novamente o caso à análise do plenário da Corte. Trata-se de mais uma tentativa de afastar a decisão já tomada pela Primeira Turma do STF e confirmada em instâncias internas do tribunal.

Em dezembro, o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, já havia rejeitado um pedido semelhante apresentado pela defesa, ao entender que o tipo de recurso utilizado não se aplicava à situação do ex-presidente. Ainda assim, os advogados voltaram a recorrer, agora por meio de um agravo regimental.

A ação penal que condenou Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão transitou em julgado em 25 de novembro. Com isso, todos os recursos possíveis foram esgotados, encerrando definitivamente o processo. A partir desta data, teve início o cumprimento da pena imposta pelo STF.

No novo recurso, a defesa solicita que Alexandre de Moraes reavalie a decisão anterior “em juízo de retratação”. Caso o ministro mantenha seu entendimento, os advogados pedem que o agravo seja encaminhado ao plenário do Supremo, para que todos os ministros se manifestem sobre o pedido.

A argumentação apresentada volta a se apoiar no voto vencido do ministro Luiz Fux no julgamento que resultou na condenação. À época, Fux se posicionou pela absolvição de Bolsonaro e, posteriormente, deixou a Primeira Turma do STF.

Com base nesse entendimento minoritário, a defesa pede o reconhecimento da nulidade da ação penal. No mérito, solicita a absolvição do ex-presidente dos crimes de pertencimento a organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado com violência e grave ameaça contra o patrimônio da União, com considerável prejuízo à vítima, além de deterioração de patrimônio tombado.

Fonte: Brasil 247

Operação Overclean: PF faz buscas em endereços do deputado Félix Mendonça

Polícia Federal investiga esquema criminoso suspeito de desviar recursos públicos oriundos de emendas parlamentares

                   Deputado Félix Mendonça (Foto: Renato Araújo/Câmara dos Deputados)

Apontado como o principal alvo da nona fase da Operação Overclean, o deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT-BA) teve o apartamento funcional que utiliza em Brasília alvo de mandado de busca e apreensão cumprido pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira (13). A ação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e faz parte de uma investigação que apura suspeitas de desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro. As informações são do Metrópoles.

A ofensiva desta etapa concentra esforços no aprofundamento das investigações sobre a destinação de emendas parlamentares e o possível envolvimento de agentes políticos no esquema.

Além da diligência realizada no Distrito Federal, a Polícia Federal, com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal, cumpre ao todo nove mandados de busca e apreensão na Bahia e em Brasília. As medidas fazem parte de um conjunto de ações voltadas à coleta de provas e ao rastreamento do fluxo de recursos públicos supostamente desviados.

Por determinação do STF, também foi autorizado o bloqueio de R$ 24 milhões em contas bancárias vinculadas a pessoas físicas e jurídicas investigadas. A decisão busca interromper a circulação de valores considerados de origem ilícita e preservar recursos para um eventual ressarcimento aos cofres públicos, caso as irregularidades sejam confirmadas.

De acordo com a investigação, há indícios de que emendas parlamentares teriam sido direcionadas para um esquema estruturado, com a participação de empresas e operadores financeiros. O suposto arranjo teria como objetivo fraudar contratos administrativos e viabilizar a lavagem de dinheiro por meio de mecanismos financeiros complexos.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Ministério da Justiça envia à PF pedido de investigação contra Flávio Bolsonaro

Representação cita possível crime contra a honra do presidente Lula

                 Senador Flávio Bolsonaro (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

O Ministério da Justiça encaminhou à Polícia Federal um pedido para que seja analisada uma representação contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A solicitação, segundo a coluna do jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles, tem como base uma denúncia apresentada por uma deputada do PT e envolve uma publicação feita pelo parlamentar nas redes sociais, associando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, sequestrado por forças militares dos Estados Unidos. Flávio Bolsonaro é pré-candidato à Presidência da República em 2026. O encaminhamento à Polícia Federal ocorreu em um dos últimos atos de Ricardo Lewandowski à frente do Ministério da Justiça.

⊛ Pedido foi encaminhado à direção da Polícia Federal

A denúncia foi apresentada pela deputada federal Dandara (PT-MG), que aponta a ocorrência de um suposto crime contra a honra do presidente Lula. O documento enviado à Polícia Federal é assinado por Eliza Pimentel da Costa Simões, coordenadora-geral de Administração do gabinete do então ministro da Justiça.

O pedido foi encaminhado ao gabinete do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para apreciação. No ofício, o ministério solicita que o caso seja analisado e que haja retorno ao gabinete do ministro, caso necessário.

"Encaminhe-se à PF para apreciação, rogando-se a gentileza de retornar os autos ao gabinete do Ministro, caso haja necessidade, além de enviar resposta diretamente à SAL (Secretaria Nacional de Assuntos Legislativos)", diz o documento.

⊛ Denúncia aponta suposto crime contra a honra

Além da análise do mérito, o Ministério da Justiça pede que a Polícia Federal informe a Secretaria Nacional de Assuntos Legislativos sobre o andamento do caso, para que os dados sejam repassados à parlamentar autora da representação.

Na requisição enviada à pasta, Dandara solicita que a Polícia Federal atue na preservação de provas digitais e na apuração dos fatos relacionados à publicação feita por Flávio Bolsonaro.

Em manifestação nas redes sociais, a deputada afirmou que "a democracia exige liberdade de expressão. Mas exige também compromisso com a verdade, respeito às instituições e responsabilidade no debate público".

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Lula vence todos candidatos de direita nos 1º e 2º turnos em 2026, diz nova pesquisa


       Lula, presidente do Brasil. Foto: Ricardo Stuckert

A nova pesquisa divulgada nesta terça-feira (13) pelo portal Meio, em parceria com o instituto Ideia, aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera todos os cenários testados para o primeiro turno da eleição presidencial de 2026. Mesmo com variações de adversários, o petista ultrapassa 39% das intenções de voto em todos os cenários estimulados.

No segundo turno, Lula também aparece na frente de todos os competidores, embora tecnicamente empatado com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), acirrando a expectativa sobre a disputa que se aproxima.

No principal cenário de primeiro turno testado, Lula registra 40,2%, enquanto Tarcísio marca 32,7%. Quando o adversário considerado é o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o presidente obtém 39,6%, ante 27,6% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O levantamento também mediu o desempenho de Michelle Bolsonaro (PL), que alcança 29,7%, contra 40,1% do atual chefe do Executivo. Os dados evidenciam que Lula mantém vantagem consistente em todas as simulações de primeiro turno.

O cenário de segundo turno entre Lula e Tarcísio, porém, mostra maior equilíbrio. O presidente aparece com 44,4% e o governador paulista, com 42,1%, configurando empate técnico dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais.

Em todas as demais simulações de segundo turno, Lula abre vantagem. O petista marca 46% contra 37% de Ratinho Jr. (PSD-PR), 46,3% contra 36,5% de Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), 46% a 39% sobre Michelle Bolsonaro, 46,3% contra 36,1% de Romeu Zema (Novo-MG) e 46,2% contra 36% de Flávio Bolsonaro.

Tarcísio, Michelle, Ratinho Jr, Zema e Caiado. Foto: reprodução
Na pergunta espontânea, quando o entrevistado indica livremente seu candidato, Lula aparece novamente na liderança, com 32% das intenções de voto. O ex-presidente Jair Bolsonaro, inelegível e condenado a 27 anos e três meses de prisão, aparece em seguida com 9,5%.

Depois dele surgem Flávio Bolsonaro (6,6%), Tarcísio de Freitas (6,1%) e Michelle Bolsonaro (3,6%). Todos os demais nomes citados não ultrapassam 2%.

O levantamento também investigou a rejeição dos principais nomes. Lula é o mais citado quando a pergunta é sobre em quem os entrevistados não votariam de jeito nenhum: 40,8% rejeitam o presidente.

Flávio Bolsonaro aparece com 30%, Michelle com 26,1% e Tarcísio com 16,2%. A pesquisa também mostra que 64,5% dos eleitores afirmam já estar decididos, enquanto 35,5% ainda podem mudar de opinião. Além disso, metade dos entrevistados — 50% — acredita que Lula não merece continuar no poder, enquanto 46,9% consideram que ele deve seguir. Outros 3,1% não souberam responder.

Realizado entre os dias 8 e 12 de janeiro de 2026, o levantamento ouviu 2.000 pessoas por meio de entrevistas telefônicas. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-06731/2026

Fonte: DCM